Notícias Militares

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

MARINHA DO BRASIL, PAIXÃO DE TODA UMA VIDA.

MARINHA DO BRASIL, PAIXÃO DE TODA UMA VIDA.

VAlte(Ref) Sergio Tasso Vásquez de Aquino.



Estive na Praia de Copacabana, desde o final da manhã do domingo, 27 de janeiro, para assistir ao Desfile Naval comemorativo dos duzentos anos da Abertura dos Portos às Nações amigas. Quantas emoções revivi!

Todo o amor, toda a paixão pela “mais nobre das profissões” tomaram de assalto, de novo, meu coração, ao acompanhar a passagem das silhuetas aguerridas e queridas tão de perto, quase ao alcance da fala... Como são belos os navios de guerra, como são majestosos e elegantes, ao singrar as águas do mar, que é seu lar! Com que orgulho e com que propriedade portam a Bandeira do nosso Brasil tão querido, já que são, com toda a honra, “a Pátria além da terra”! Assim foram incomparavelmente caracterizados, no dizer inspirado do poeta-marinheiro, meu dileto colega e amigo de mais de sessenta anos, o Almirante Élcio de Sá Freitas, no poema épico “A Volta dos Navios”, que escreveu, a meu pedido, para a Revista “A Galera”, dos Aspirantes de Marinha, da qual eu era diretor no longínquo ano de 1956...

Que saudade senti das andanças pelo mar, de todos os navios em que embarquei na Marinha e que passaram a fazer parte de mim para sempre (ou fui eu que passei a fazer parte deles, porque os navios têm alma e conquistam os marinheiros que formam suas tripulações?), da minha vida de 41 anos na Marinha! Foi uma doce emoção, que me apertou o coração e me levou lágrimas aos olhos. Marinha, Marinha, Marinha do Brasil, como te amo! Hoje, tanto como sempre, tua marca indelével toma conta de mim, com a força de uma primeira paixão!

O dia estava nebuloso e havia pouca gente na praia, para assistir ao desfile. Os meios de comunicação não fizeram propaganda extensiva do acontecimento, porque, já de há muito tempo, não lhes interessa promover as Forças Armadas e divulgar a sua virtude, o seu valor, as suas nobres tradições e incomparável missão, para elevação e defesa da nacionalidade, porque também não estão interessados em contribuir para aperfeiçoar o povo, educar a infância/juventude, para desenvolver o País... Mesmo assim, no local em que minha mulher e eu nos encontrávamos, estavam uma família, de avós com neto de nove anos, e uma senhora da nossa idade, atraídas especificamente pelo interesse em ver o desfile e aplaudir a Marinha.

Surgindo por trás da Ponta de Copacabana, despontaram os navios, saudados pela bateria de salva do Forte de Copacabana, cerimonial que se repetiu à sua passagem por todas as fortalezas da entrada da barra e da Baía de Guanabara. Em impecável formatura em coluna, seguindo as águas do guia separados por intervalo-padrão, anunciados e sobrevoados por oito helicópteros de Marinha, guinaram sobre a praia famosa, para depois assumir rumo praticamente paralelo à costa, para passar entre a Ilha de Cotunduba e o continente. A todos impressionou o aspecto impecável dos navios –Fragatas das Classes “Niterói” e “Rademaker”, Navio-Tanque e Navio de Desembarque de Carros de Combate, Rebocador de Alto-Mar, Corveta, Navios Hidrográficos, Submarino e o belo veleiro, escola de marinheiros, “Cisne Branco”, que encerrou o desfile com sua gigantesca bandeira auriverde, que representa nossa terra e é a mais bela de todas neste mundo de Deus, ondeando garbosamente aos ventos!. Estava ali a Marinha tremendamente bem apresentada, com ponderável expressão dos seus meios de superfície, aéreos e submarinos, conduzidos e guarnecidos pelo que tem de melhor: a heróica, dedicada e brava gente, que escolheu o mar como inspiração para sua vida e a Marinha para servir o Brasil e seu povo.

A senhora, que estava a meu lado, disse-me: “ Não imaginava que a Marinha estivesse tão bem! Só ouço dizer que ela e as outras Forças Armadas estão sucateadas e sem recursos!”

Respondi-lhe:”Minha senhora, o responsável por esse milagre, de manter operativa, flutuando e combativa a Marinha, é essa gente dedicada e estóica, que entrega sua vida, seu esforço, seu trabalho honrado do dia-a dia e seus talentos para conservá-la eficaz e eficiente, apesar de todas as dificuldades e restrições. É o pessoal de Marinha, de todos os postos e graduações, civis e militares, que, juntamente com os irmãos do Exército e da Força Aérea, teima patrioticamente em cumprir sua Missão. Mas precisávamos de muitos mais meios e recursos, para garantir a realização do projeto nacional da grande Nação que, por direito, queremos ser. Temos, contudo, encontrado desinteresse e cerceamentos dos péssimos governos que se têm abatido sobre o País, que tudo negam às Forças Armadas e se comprazem impatrioticamente, porque teimam em ignorar sua fundamental importância para o Brasil livre e soberano, em desconsiderá-las e tentar humilhar e enxovalhar seus integrantes, por mero espírito de revanchismo malsão”

Meu coração brasileiro e marinheiro encheu-se de orgulho hoje, com a bela exibição da minha Marinha, a que tive a felicidade de assistir. Emocionei-me com os navios, os helicópteros, as manobras bem feitas e nos horários previstos, a impecável apresentação dos meios e do pessoal em postos de continência, o drapejar da Bandeira sem par, que prometi, um dia, defender com o sacrifício da própria vida! Como a Marinha foi Marinha hoje, e Brasil sempre!

Voltei para casa feliz e emocionado. Paralelamente, porém, me foi surgindo uma dolorosa indagação na mente, na alma e no coração: como temos permitido que um bando de pessoas sem quaisquer qualificações, sem compromisso com a ética e a moral, com o Bem Comum e a felicidade do povo, com a grandeza, a independência e a soberania do Brasil, com a integridade do patrimônio nacional e com a implantação da verdadeira democracia no País se tenha assenhoreado de forma tão totalizante do poder em nossa terra, para fazer o mal sem escrúpulos e sem limites? Brasil, meu Brasil brasileiro, como tens sido traído e agredido, por anos a fio! Marinha, minha Marinha, como tens sido ignorada, vilipendiada e maltratada, colocada quase à míngua com teus briosos e sacrificados integrantes, o mesmo que vem acontecendo ao Exército e à Força Aérea, contigo gloriosos e bravos baluartes do Brasil!

Os bravos, os corajosos, os verdadeiros guerreiros da Pátria, aqueles que assumiram, com verdade, o compromisso solene de elevá-la e defendê-la têm de tomar posição firme e imediata, juntamente com todos os demais segmentos sadios da nacionalidade, para reverter a desgraça que se vai abatendo sobre a Terra da Promessa e da Esperança. Os fracos, os tíbios, os comprometidos por omissão com o mal que se espraia e do qual, assim se fazem coniventes, melhor fariam se se afastassem voluntariamente, dando lugar a quem queira combater o bom combate. Confio em Deus que o Brasil será salvo. Para isso, oremos e trabalhemos, pois a graça divina exige o complemento da ação dos homens de bem: o processo de conversão e salvação inicia-se com o convite do Senhor, mas tem de contar com a vontade e a adesão sinceras de cada um de nós. Deus conosco, havemos de devolver a Terra de Santa Cruz ao seu glorioso destino!

Rio de Janeiro, RJ, 27 de janeiro de 2008.
MARINHA DO BRASIL, PAIXÃO DE TODA UMA VIDA.

VAlte(Ref) Sergio Tasso Vásquez de Aquino.



VAlte(Ref) Sergio Tasso Vásquez de Aquino.



Estive na Praia de Copacabana, desde o final da manhã do domingo, 27 de janeiro, para assistir ao Desfile Naval comemorativo dos duzentos anos da Abertura dos Portos às Nações amigas. Quantas emoções revivi!

Todo o amor, toda a paixão pela “mais nobre das profissões” tomaram de assalto, de novo, meu coração, ao acompanhar a passagem das silhuetas aguerridas e queridas tão de perto, quase ao alcance da fala... Como são belos os navios de guerra, como são majestosos e elegantes, ao singrar as águas do mar, que é seu lar! Com que orgulho e com que propriedade portam a Bandeira do nosso Brasil tão querido, já que são, com toda a honra, “a Pátria além da terra”! Assim foram incomparavelmente caracterizados, no dizer inspirado do poeta-marinheiro, meu dileto colega e amigo de mais de sessenta anos, o Almirante Élcio de Sá Freitas, no poema épico “A Volta dos Navios”, que escreveu, a meu pedido, para a Revista “A Galera”, dos Aspirantes de Marinha, da qual eu era diretor no longínquo ano de 1956...

Que saudade senti das andanças pelo mar, de todos os navios em que embarquei na Marinha e que passaram a fazer parte de mim para sempre (ou fui eu que passei a fazer parte deles, porque os navios têm alma e conquistam os marinheiros que formam suas tripulações?), da minha vida de 41 anos na Marinha! Foi uma doce emoção, que me apertou o coração e me levou lágrimas aos olhos. Marinha, Marinha, Marinha do Brasil, como te amo! Hoje, tanto como sempre, tua marca indelével toma conta de mim, com a força de uma primeira paixão!

O dia estava nebuloso e havia pouca gente na praia, para assistir ao desfile. Os meios de comunicação não fizeram propaganda extensiva do acontecimento, porque, já de há muito tempo, não lhes interessa promover as Forças Armadas e divulgar a sua virtude, o seu valor, as suas nobres tradições e incomparável missão, para elevação e defesa da nacionalidade, porque também não estão interessados em contribuir para aperfeiçoar o povo, educar a infância/juventude, para desenvolver o País... Mesmo assim, no local em que minha mulher e eu nos encontrávamos, estavam uma família, de avós com neto de nove anos, e uma senhora da nossa idade, atraídas especificamente pelo interesse em ver o desfile e aplaudir a Marinha.

Surgindo por trás da Ponta de Copacabana, despontaram os navios, saudados pela bateria de salva do Forte de Copacabana, cerimonial que se repetiu à sua passagem por todas as fortalezas da entrada da barra e da Baía de Guanabara. Em impecável formatura em coluna, seguindo as águas do guia separados por intervalo-padrão, anunciados e sobrevoados por oito helicópteros de Marinha, guinaram sobre a praia famosa, para depois assumir rumo praticamente paralelo à costa, para passar entre a Ilha de Cotunduba e o continente. A todos impressionou o aspecto impecável dos navios –Fragatas das Classes “Niterói” e “Rademaker”, Navio-Tanque e Navio de Desembarque de Carros de Combate, Rebocador de Alto-Mar, Corveta, Navios Hidrográficos, Submarino e o belo veleiro, escola de marinheiros, “Cisne Branco”, que encerrou o desfile com sua gigantesca bandeira auriverde, que representa nossa terra e é a mais bela de todas neste mundo de Deus, ondeando garbosamente aos ventos!. Estava ali a Marinha tremendamente bem apresentada, com ponderável expressão dos seus meios de superfície, aéreos e submarinos, conduzidos e guarnecidos pelo que tem de melhor: a heróica, dedicada e brava gente, que escolheu o mar como inspiração para sua vida e a Marinha para servir o Brasil e seu povo.

A senhora, que estava a meu lado, disse-me: “ Não imaginava que a Marinha estivesse tão bem! Só ouço dizer que ela e as outras Forças Armadas estão sucateadas e sem recursos!”

Respondi-lhe:”Minha senhora, o responsável por esse milagre, de manter operativa, flutuando e combativa a Marinha, é essa gente dedicada e estóica, que entrega sua vida, seu esforço, seu trabalho honrado do dia-a dia e seus talentos para conservá-la eficaz e eficiente, apesar de todas as dificuldades e restrições. É o pessoal de Marinha, de todos os postos e graduações, civis e militares, que, juntamente com os irmãos do Exército e da Força Aérea, teima patrioticamente em cumprir sua Missão. Mas precisávamos de muitos mais meios e recursos, para garantir a realização do projeto nacional da grande Nação que, por direito, queremos ser. Temos, contudo, encontrado desinteresse e cerceamentos dos péssimos governos que se têm abatido sobre o País, que tudo negam às Forças Armadas e se comprazem impatrioticamente, porque teimam em ignorar sua fundamental importância para o Brasil livre e soberano, em desconsiderá-las e tentar humilhar e enxovalhar seus integrantes, por mero espírito de revanchismo malsão”

Meu coração brasileiro e marinheiro encheu-se de orgulho hoje, com a bela exibição da minha Marinha, a que tive a felicidade de assistir. Emocionei-me com os navios, os helicópteros, as manobras bem feitas e nos horários previstos, a impecável apresentação dos meios e do pessoal em postos de continência, o drapejar da Bandeira sem par, que prometi, um dia, defender com o sacrifício da própria vida! Como a Marinha foi Marinha hoje, e Brasil sempre!

Voltei para casa feliz e emocionado. Paralelamente, porém, me foi surgindo uma dolorosa indagação na mente, na alma e no coração: como temos permitido que um bando de pessoas sem quaisquer qualificações, sem compromisso com a ética e a moral, com o Bem Comum e a felicidade do povo, com a grandeza, a independência e a soberania do Brasil, com a integridade do patrimônio nacional e com a implantação da verdadeira democracia no País se tenha assenhoreado de forma tão totalizante do poder em nossa terra, para fazer o mal sem escrúpulos e sem limites? Brasil, meu Brasil brasileiro, como tens sido traído e agredido, por anos a fio! Marinha, minha Marinha, como tens sido ignorada, vilipendiada e maltratada, colocada quase à míngua com teus briosos e sacrificados integrantes, o mesmo que vem acontecendo ao Exército e à Força Aérea, contigo gloriosos e bravos baluartes do Brasil!

Os bravos, os corajosos, os verdadeiros guerreiros da Pátria, aqueles que assumiram, com verdade, o compromisso solene de elevá-la e defendê-la têm de tomar posição firme e imediata, juntamente com todos os demais segmentos sadios da nacionalidade, para reverter a desgraça que se vai abatendo sobre a Terra da Promessa e da Esperança. Os fracos, os tíbios, os comprometidos por omissão com o mal que se espraia e do qual, assim se fazem coniventes, melhor fariam se se afastassem voluntariamente, dando lugar a quem queira combater o bom combate. Confio em Deus que o Brasil será salvo. Para isso, oremos e trabalhemos, pois a graça divina exige o complemento da ação dos homens de bem: o processo de conversão e salvação inicia-se com o convite do Senhor, mas tem de contar com a vontade e a adesão sinceras de cada um de nós. Deus conosco, havemos de devolver a Terra de Santa Cruz ao seu glorioso destino!

Rio de Janeiro, RJ, 27 de janeiro de 2008.
MARINHA DO BRASIL, PAIXÃO DE TODA UMA VIDA.

VAlte(Ref) Sergio Tasso Vásquez de Aquino.

domingo, 27 de janeiro de 2008

CARTA DO CAP LOBO

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Exmº Sr Senador Crivella,
não consegui ouvir passivo as declarações de V Exª durante a propaganda eleitoral de seu partido, veiculadas na Rede Globo, às 20:30 h do dia 24 de janeiro de 2008, no intervalo do programa Jornal Nacional, na oportunidade em que versava sobre o Programa Cimento para Todos do Governo Federal.
V Exª afirmou que "o Exército Brasileiro está resgatando uma dívida histórica", decorrente das conseqüências da Guerra do Paraguai para com os escravos que participaram daquele conflito armado.
Dessas afirmações categóricas por parte de V Exª, envolvendo a Instituição Exército Brasileiro, venho humildemente perguntar-lhe:
1. O Sr já estudou História ?
2. O Sr conhece a história de nosso país ?
3. Caso a resposta às duas perguntas anteriores sejam negativas (e tenho quase certeza que são), pergunto se seus ilustres assessores historiadores freqüentavam as aulas da faculdade ou "vazavam" para tomar um chopinho inocente, por acharem o período do Império um tanto quanto fastidioso?
As perguntas possuem uma única motivação: nenhum cidadão com um mínimo de consciência ou de conhecimento histórico, e que tenha compromisso com a verdade histórica dos fatos, sentiu-se confortável com a descabida, infeliz e intempestiva declaração de V Exª.
Afinal de contas, a que dívida histórica o Sr se referia ?
Qual a responsabilidade do Exército Brasileiro sobre as condições deprimentes e desumanas às quais foram relegados aqueles ex-combatentes ?
Por algum acaso V Exª tem noção de quem define a política de desmobilização de uma tropa ao término de um determinado conflito?
Se V Exª (mais uma vez) não tem a resposta, vou procurar ajudá-lo: os governantes e políticos. Aqueles que, verdadeiramente, detém, em mãos, os desígnios de uma Nação.
Aqueles que, verdadeiramente, decidem como as coisas acontecem ou devem acontecer. E posso lhe assegurar que se tal poder de decisão estivesse nas mãos dos comandantes militares, que heroicamente lideraram aquelas operações, na segunda metade do século XIX, a desmobilização da tropa, e o tratamento dado aos ex-combatentes, seriam, incontestavelmente, diferentes.
Como sua declaração não tem o menor respaldo histórico, nem sequer um viés de verdade, resta apenas uma única explicação: a intenção do ilustre legislador foi apenas tentar, como tantos outros, denegrir a imagem da tradicional Instituição de maior credibilidade (e isso incomoda muita gente) de nosso país: o Exército Brasileiro.
Mesmo como potencial ignorante quanto aos aspectos e fatos da história de nosso país, o mínimo que se espera de um político "experiente" como V Exª é a noção e a consciência básicas de que quem legitima e decide pela guerra são os governantes e políticos, e não os militares.
Quem cuida da parcela orçamentária destinada às Forças Armadas são os governantes e políticos, e não os militares. E, não fugindo à regra, posso lhe assegurar que a política de desmobilização, àquela época, por ocasião do término daquela guerra, que redundou na situação humilhante à qual V Exª se referiu, relacionada aos ex-combatentes (e aí não estão inseridos apenas os ex-escravos), não foi definida pelos militares. E acho que até mesmo o Sr (a uma altura dessas) já deve ter adivinhado quem foram os verdadeiros responsáveis por aquele descaso.
Do exposto, como restou comprovado, pelo menos para mim, que o problema não é desconhecimento da História, nem de política (no caso de V Exª), mas sim a necessidade veemente de pequena, porém nefasta, parcela de nossa sociedade pseudo-intelectual, que insiste em tentar desonrar e denegrir a Instituição Exército Brasileiro, venho por meio deste e-mail fazer um singelo pedido: desista!
Não será V Exª, nem qualquer outra pessoa, por mais influente e manipulador de massas ou opiniões que seja, que conseguirá apagar, desmerecer ou manchar quase 360 anos de honra, glória, patriotismo, servidão, amor a essa Nação ou a memória dos incontáveis e verdadeiros heróis de nossa Pátria, muitos dos quais sacrificaram as próprias vidas naquele conflito! Lembrai-vos do Marechal Luís Alves de Lima e Silva (o Duque de Caxias), do Marechal Osório, do Brigadeiro Sampaio, do Almirante Tamandaré e de tantos outros!
Atenciosamente,
Alexandre Sobral Lobo Rodrigues [WINDOWS-1252?]– Capitão do Exército Brasileiro.
ALEXANDRE SOBRAL LOBO RODRIGUES - CAPITÃO

sábado, 26 de janeiro de 2008

SÓ FALTA PRIVATIZAR NOSSAS CASAS

Só falta privatizar nossas casas

CARLOS CHAGAS

BRASÍLIA - Vamos imaginar o cidadão comum, aquele que não agüenta mais pagar impostos, sofre com a prestação da casa própria comprada no subúrbio e protesta contra a perda aquisitiva de seu salário. Já tirou os filhos do colégio particular, vendeu o Fusquinha por conta da alta da gasolina e ignora como saldar os débitos com o cartão de crédito e o cheque especial.

De repente, surge diante dele um desses arrogantes cobradores e propõe a solução: a privatização. Por que o indigitado companheiro não privatiza o quintal, inclusive o galinheiro? Como não vai chegar, o remédio será privatizar a cozinha. Sua mulher não vai gostar na hora de fazer café ou preparar o almoço, pois precisará pedir licença aos novos donos e aguardar a hora de ferver a água, mas outra alternativa não há.

Mesmo assim, não adiantará. Deve ele, então, privatizar a sala e o quarto dos filhos. Mesmo sujeito a ver a filha privatizada junto com os móveis, acaba cedendo. Não demora muito e a família será obrigada a se mudar para o quartinho da empregada, mas privatizar é a solução.

Guardadas as proporções, o País vive o mesmo drama. Sob a chancela do sociólogo, e com a adesão do torneiro-mecânico, privatizaram o subsolo, as telecomunicações, os portos, as rodovias, os bancos, os monopólios ligados à soberania nacional e, agora, avançam na agressão ao próprio território nacional.

Essas tentativas de invasão parecem cíclicas, mas de algumas décadas para cá avançam sobre a Amazônia. Fernando Henrique Cardoso autorizou o arrendamento, por quarenta anos, renováveis por mais quarenta, de quaisquer glebas na região, inclusive nas reservas indígenas. Quem pode se habilitar?

Quem quiser, como o Lula confirmou nos últimos quatro anos. Em especial estrangeiros, empenhados em manter a floresta intocada, como um vasto jardim, misto de botânico e zoológico, à disposição de turistas, cientistas, ONGs, multinacionais e grupos que se interessem por adquiri-la.

Como a demonstrar a veracidade dessa agressão, o secretário do Meio Ambiente do Reino Unido, cujo nome se perderá no lixo da História, acaba de fazer coro com antigos governantes dos países ricos. A exemplo do que pregam e já pregaram George W. Bush, Tony Blair, Margaret Thatcher, Al Gore, Mikail Gorbachev, François Mitterrand e Felipe Gonçalez, entre outros, o gringo defendeu esta semana a privatização da Amazônia.

Aqui para nós, depois de tomarem o quintal, irromperão pela cozinha, a sala e os quartos de nossos filhos. E quando formos todos amontoados no quartinho dos fundos, exigirão que nos retiremos. É a privatização.

Mais perto de 1964

A descoberta do fenômeno não se deve a nenhum sociólogo, mas ao colega aí do lado, Sebastião Nery. Foi ele a alertar pela primeira vez para certas semelhanças entre 1964 e 2008. Não todas, é claro, porque pelo que se saiba não há militares conspirando e nem o presidente Lula empenha-se numa campanha pelas verdadeiras reformas de base, como se empenhava João Goulart.

Naqueles idos, da mesma forma, não havia televisão colorida e podíamos fumar Hollywood sem filtro despojados de maiores sentimentos de culpa, muito menos de virmos a ser, os fumantes, discriminados, proscritos e considerados párias sociais. Pelo contrário, até as companhias de aviação distribuíam para os passageiros carteirinhas com quatro cigarros cada uma.

O problema é que, no resto, o nosso profeta de Jaguaguara acertou em cheio. O clima está muito parecido com as preliminares da "gloriosa". Aí está um governo populista e, mesmo, um pouquinho popular, mas desprezado pela classe média.

A dita sociedade organizada, ou seja, o cidadão comum, cada vez mais se vê envolta em sacrifícios e desilusões, obrigada a pagar impostos sempre maiores, enfrentar a perda do poder aquisitivo de salários e vencimentos, assistir ao aumento dos preços administrados e não administrados e verificar que os mesmos de sempre, ou seja, as elites, locupletam-se e se beneficiam de todos os tipos de favores e benesses concedidos pelo governo.

Mas tem mais. Lá e cá, a simpatia pela pessoa do presidente da República é parecida, assim como a falta de credibilidade neles. Igualam-se Lula e Jango, até mesmo nas origens, ambos guindados ao poder por movimentos sociais poderosos, fruto das mais belas campanhas político-institucionais da História. Um, pela resistência armada em favor da Constituição; outro, através de verdadeira revolução pelo voto, na crista da imensa onda nacional em prol de mudanças estruturais no País.

Ambos, no entanto, ficaram e ficam devendo. Não convenceram sequer todas as parcelas engajadas no peleguismo, de um lado, e no petismo, de outro.

Ontem, como hoje, sentia-se que alguma coisa estava para acontecer. Buscando agradar um determinado segmento social, o fazendeiro desagradava os demais, em rodízio. Atendendo à reivindicação de um determinado grupo organizado, o torneiro-mecânico deixa os outros desalentados e irritados.

Assim, gradativamente, neste e naquele tempo, a sociedade foi e vai passando da esperança à frustração, e desta, à indignação. Por certo que tudo acontece sob o envoltório da propaganda oficial desmedida, na qual muitos confiam, mas desconfiando porque mudanças, mesmo, na vida de cada um, muito poucas. Não será com o bolsa-família que se muda muita coisa.

Queixam-se os empresários, hoje, da absurda carga fiscal e dos juros estratosféricos que os fazem mais pobres, ou menos ricos, como queixavam-se seus antecessores da ação de movimentos grevistas e das ameaças de co-gestão e participação dos empregados no lucro das empresas. De nada adiantou, como de nada adianta, distribuir benesses a estes e àqueles, porque as elites reagem apenas pelo que perdem. Ou deixam de ganhar.

O Congresso limitava-se, como ainda se limita, à luta pelo poder deixado frouxo, registrando-se antes, como agora, a presença de minorias intransigentes em meio a maiorias ávidas de beneficiar-se eleitoral e financeiramente. Os partidos eram e são espectros fantasmagóricos, sempre divididos por dentro, trocando ideologias por interesses.

O Comando Geral dos Trabalhadores radicalizava tanto quanto o MST radicaliza, iludidos ambos com a perspectiva de já se encontrarem no governo e de, logo depois, tornarem-se governo. Na realidade, significavam e significam apenas pretexto para a dominação das elites. Poderão desaparecer hoje, como desapareceram ontem, com um simples piparote por parte daqueles que realmente mandam. E que passaram a dispor, no passado, como hoje começam a dispor, do apoio das maiorias carentes e desiludidas.

Em 1964 as elites encontraram o gato para tirar, com suas patas, as castanhas do fogo. Foram os militares, envenenados pelas falsas ameaças do comunismo, que jamais ameaçou alguém entre nós, por sua fraqueza e sua ignorância olímpica das raízes nacionais.

Em 2008, que estruturas substituiriam os militares, hoje desiludidos, humilhados e sucateados pela falta de sensibilidade de sucessivos governos civis? Com certeza não serão os sindicalistas, com as centrais sindicais destruídas pelo egoísmo de só cuidarem de certas categorias privilegiadas e diante da obrigação de fidelidade ao seu líder tornado neoliberal.

A Igreja? Por ironia, em termos nacionais ela evoluiu bastante, mas vê-se na situação de um mingau quente comido pelas beiradas, através da colher das novas organizações evangélicas, por sua vez muito mais interessadas em cuidar-se do que cuidar do semelhante.

A Justiça? Houve tempo em que a única saída para o Brasil foi entregar todo o poder ao Judiciário, mas agora, apesar de investir truculentamente sobre as atribuições do Legislativo e dos partidos, como explicar greves de desembargadores protestando contra a redução de seus vultosos vencimentos e contra a proibição de nomear parentes para seus gabinetes e suas estruturas?

Também não dá para a universidade, ou seja, a intelectualidade, ocupar espaços que nunca teve. Acresce que de algumas décadas para cá o objetivo dos governos manipulados pelas elites foi desmanchar a universidade pública, desmoralizar professores através de ridículos vencimentos e limitar ao mínimo o debate e a livre criação científica. A evasão de cérebros virou rotina, num processo de ida sem volta, enquanto se limitou o conhecimento por baixo.

Muita gente supõe que fora das elites não haverá salvação. Mas não são elas as responsáveis pela erosão que nos assola? Não trarão, no seu âmago, o germe da própria destruição?

Sobra o quê, meu caro Nery, nesse video-tape de um período que esperávamos jamais voltasse? O que substituirá as carcomidas estruturas a um passo de se dissolverem pela própria natureza? Há um enigma dentro desse mistério, capaz de ser solucionado nos parágrafos acima.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

SISTEMA COLÉGIOS MILITARES

No vestibular 2008 para a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o Colégio Militar de Porto Alegre obteve um recorde histórico de aprovações (sete pontos percentuais acima do recorde anterior, obtido em 2007) . Dos 122 alunos da 3ª Série/2007 que prestaram o concurso, 63 obtiveram aprovação em primeira chamada, totalizando 51,63%. Fora dessa contabilização, encontram-se ainda 11 alunos da 2ª Série/2007 e 1 aluno da 1ª Série/2007 que realizaram o vestibular como "treino" e também foram aprovados.

O resultado final no vestibular 2008 da UFRGS traduz a excelência do ensino no CMPA e no SCMB. Veja abaixo as razões do sucesso dos alunos do Colégio Militar de Porto Alegre, postadas em seu portal Internet:

A expressiva e histórica aprovação no vestibular 2008 da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a qual repercute hoje na grande imprensa do Estado e em clipagens nacionais, não se deveu a fatores isolados ou conjunturais. É fundamental constatar que, devido à modernização do ensino nos estabelecimentos educacionais do Exército, implantada pela alta direção de ensino da Força a partir do final do século passado, o incremento nos índices de aprovação em concursos e nos resultados de olimpíadas educacionais vem apresentando um incremento sensível ano após ano.



Prova disso são os expressivos resultados de alunos do Sistema Colégio Militar do Brasil (SCMB) em olimpíadas de Matemática, Física, Astronomia, Química e Informática, bem como a aprovação desses em vestibulares considerados muito difíceis, como os do ITA, IME, UNICAMP, USP, etc. Somando-se a isso os resultados do ENEM nos últimos dois anos, quando o SCMB despontou como o sistema educacional melhor posicionado em todos os estados brasileiros onde há um Colégio Militar, é possível verificar que uma escola de excelência não é produto de uma conjuntura específica, mas sim de um conjunto de fatores que, agindo sinergicamente durante um largo período de tempo, produz resultados vitoriosos.



Em uma análise criteriosa, é possível elencar os vários fatores que contribuíram para o sucesso dos alunos do Colégio Militar de Porto Alegre:



- A preparação dos alunos para vida cidadã - aí incluídos os diversos concursos que esta pode lhe exigir - se inicia no 6º Ano do Ensino Fundamental (antiga 5ª Série), pois nas séries iniciais é formada a base de conhecimentos que será decisiva para a continuação dos estudos. Tal preparação prossegue nas demais séries do EF e nas duas primeiras do Ensino Médio;



- No 3º Ano do Ensino Médio, o aluno cursa o chamado PREVEST (pré-vestibular), onde estuda as matérias dessa Série e também tem seu estudo dirigido para os vestibulares locais, especialmente o da UFRGS;



- Em 2006, por iniciativa dos professores e com o aval do Colégio, foi planejado e desenvolvido um projeto especial e experimental, chamado de "Vestibular 2008", onde os voluntários do então 2º Ano foram grupados em uma turma de 30 alunos e passaram a ter aulas especiais à tarde, assumindo o compromisso de permanecer no projeto, apesar da grande carga de trabalho que lhes seria exigida. Após o resultado do vestibular, esse projeto foi considerado um sucesso, pois 22 dos 30 alunos (73,33%) foram aprovados;



- Embora ainda não se tenha computado o percentual, acredita-se que o sistema de cotas tenha também participação no índice obtido. No entanto, é necessário esclarecer dois aspectos:

houve alunos que, embora estivessem dentro do universo permitido, optaram por não fazer parte das cotas;
embora o CMPA esteja no universo dos colégios públicos, muitos de seus alunos não podem ingressar como cotistas, pois o índice de transferência dos filhos de militares é bastante elevado, o que faz com que esses alunos não tenham cursado todo o Ensino Médio e, pelo menos, metade do Fundamental em escolas públicas;
o CMPA, há vários anos, aprova na UFRGS mais de 40% dos concludentes do 3º Ano do Ensino Médio. Em 2007, por exemplo, a aprovação foi de mais de 44% e, em 2006, de mais de 42%.
- Mais de 50% dos docentes do CMPA são mestres ou doutores. O Colégio busca e incentiva, incessantemente, o aperfeiçoamento profissional de seu corpo docente.



- A estrutura de ensino contempla um criterioso planejamento e organização do ano letivo e das avaliações. A existência de uma Supervisão Escolar, de Seções e Subseções de Ensino, de uma Seção Psicopedagógica e de uma Seção Técnica de Ensino fornece a infra-estrutura que suporta o rigoroso planejamento, organização e condução da educação.



- As provas bimestrais são confeccionadas pelos respectivos professores, mas passam por mais cinco crivos: chefe de Subseção (cadeira), chefe de Seção de Ensino, Seção Técnica de Ensino, Subdiretor de Ensino e Diretor de Ensino. No final do processo, a prova não é apenas responsabilidade do professor, mas sim do Colégio Militar.



- À semelhança da vida cidadã futura que encontrará após sua formatura, os alunos são submetidos a um sistema meritocrático de merecimento, onde se destacam aqueles que mais se dedicam e estudam, bem como os que melhor se conduzem dentro dos parâmetros exigidos pelo Colégio. Dentro desse contexto é que existe o Batalhão Escolar, onde os alunos têm uma classificação hierárquica de grau, e a Legião de Honra, para a qual são convidados os que mais se destacam em comportamento, procedimentos e aplicação.



- A carga horária anual é superior à mínima estabelecida pelo MEC.



- Além dos conteúdos disciplinares, são oferecidas ao aluno atividades extra-classe, como: diversas modalidades de esporte, xadrez, astronomia, coral, banda de música, teatro, clubes de disciplinas (matemática, história, literatura, ciências, filosofia, etc.) e grêmios sócio-recreativos. É incentivada a participação em olimpíadas educacionais, como: astronomia, física, biologia, matemática, etc., e em projetos sócio-assistenciais de apoio a pessoas carentes.



- A adoção de uniforme para todas as atividades possibilita que os alunos se destaquem apenas pelo que verdadeiramente são, e não pelo que vestem ou ostentam.



- Alunos, profissionais ou grupos que obtenham qualquer tipo de atuação positiva destacada intra ou extra-Colégio, recebem o reconhecimento do CMPA através de destaque em reuniões de alunos, de profissionais ou de ambos, ou ainda a citação em Boletim Interno e/ou na página Internet da instituição.



- A educação não se limita aos conteúdos das disciplinas. São também trabalhados e cultuados valores, como: respeito, ordem, organização, honestidade, honra, princípios morais, lealdade e responsabilidade pessoal e social, mas sempre dentro de um clima de amizade e camaradagem. Esse fato motiva uma forte e perene ligação afetiva entre alunos e ex-alunos com o Colégio Militar.



- A educação está baseada na harmonia e interação, profícua e constante, entre três vetores: escola, aluno e família.



- Historicamente, o CMPA trabalha com cerca de trinta alunos em cada sala de aula, admitindo, em casos excepcionais, um máximo de trinta e cinco alunos, possibilitando ao professor controlar e acompanhar o processo individual de ensino/aprendizagem.



- O Colégio possui uma excelente infra-estrutura de apoio, alicerçada na administração militar. Como integrante do Sistema Colégio Militar do Brasil, beneficia-se da troca de experiências e vivências, educacionais e administrativas, entre os doze colégios militares que compõem o sistema.



- O Casarão da Várzea possui mais 95 anos de tradição como colégio e 124 anos como escola, tendo um extenso rol de ex-alunos que se destacaram no cenário nacional. Durante esse longo período, forjou-se a tradição de um ensino de excelência, a qual implica em maior responsabilidade para os profissionais de hoje.



- Muitos dos profissionais são ex-alunos, o que traz uma relação afetiva que potencializa de maneira positiva as atividades e relações profissionais.



Um abraço,



CEL Araujo -PROF CMPA

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

CAI POR TERRA RELAÇÃO ENTRE MILITARES E JOBIM

CAI POR TERRA RELAÇÃO ENTRE MILITARES E JOBIM
Ministro nega definição de reajuste. Militares reagem.

Sucursal Rio.

Os ânimos estão, mais do que nunca, exaltados na caserna. O imbróglio que se arrasta há dois anos agora tem um desfecho completamente inesperado: O ministro Nelson Jobim, da Defesa, negou na semana passada que houvesse definido percentuais para o tão aguardado reajuste salarial dos militares. A negação, em nota oficial, causou perplexidade na tropa, que reclama receber o menor salário do Executivo.

A reportagem ouviu cerca de 60 militares, de oficiais a soldados, além de interlocutores no Ministério da Defesa e preservou, a pedido, os nomes dos entrevistados no Rio de Janeiro e em Brasília. Foi constatado que as reclamações refletem o que a imprensa já vem retratando: o sucateamento e a desvalorização de seus integrantes está desestimulando os profissionais que, para honrar seus compromissos, recorrem a "bicos" e a cursos preparatórios para concursos na área civil.

Hélio Souza, gerente de um dos mais renomados cursos preparatórios para concursos públicos no Rio, confirma: "Nossa melhor clientela são os militares. Basta comprovar sua situação e ganhar descontos." Segundo Hélio, há uma enorme corrida de militares em direção à saída das Forças Armadas. "Por aqui já passaram cerca de 100 aprovados, e a procura só aumenta. Por outro lado, o número de candidatos a concursos militares está diminuindo". Situação semelhante ocorre em Brasília, conhecida como a "capital dos concursos públicos". Mais da metade dos militares que buscam outras carreiras fora das Forças é de profissionais com uma média de 15 anos de carreira.

Esta tendência é comprovada por estatística feita pelo Deputxdo Federal e Capitão do Exército Jair Bolsonaro (PP), ao reafirmar que o número de pedidos de baixa (saída da força a que pertence) de oficiais nas três forças (Marinha, Exército e Aeronáutica) já é maior que o número de oficiais que vêm se formando nas academias. Segundo ele, "As Forças já estão no limite. Há mais oficiais dando baixa do que se formando. A evasão é, principalmente, devida aos salários da categoria, os mais baixos do Executivo", sentencia. Além dos baixos soldos, o deputxdo cita outro fator de desestímulo: os baixos investimentos em materiais e pesquisas, o que também frustra a capacidade técnica dos profissionais envolvidos em projetos, principalmente na área de tecnologia. Bolsonaro foi preso pelo Exército em 1986, por 15 dias, após ter declarado à imprensa a baixa remuneração dos militares e hoje uma de suas reinvindicações no Congresso ainda é "a situação vexatória dos salários dos militares".

Insatisfação e engodos.

Ivone Luzardo, Presidente da União Nacional das Esposas dos Militares (Unemfa), confirma: "A relação com o governo ficou insustentável. Nossos maridos têm em média 20 anos de serviço e ganham a metade do que ganha um Policial Militar com 1 ano de trabalho em Brasília. Apesar disso, os militares federais sempre estão num 3º ou 4º plano, sempre recebendo engodos". Segundo ela, a isonomia com a Polícia Federal seria uma forma justa de reestabelecer os salários que, de acordo com ela, estão "aviltados há mais de uma década". Ivone, que é a única representante junto ao governo (os militares são, por lei, impedidos de se manifestar publicamente), está à frente das manifestações contra os baixos salários dos militares. Segundo ela, desde 2004 ela tem total apoio para representá-los. E obteve o reconhecimento da classe na busca de melhorias salariais quando conseguiu reunir-se com o então ministro da Defesa, José Alencar, e sensibilizá-lo, ocasião em que conseguiu um "modesto, mas importante reajuste para a tropa", conclui.

Fontes do Ministério da Defesa confidenciaram que as relações entre os comandantes das Forças e Jobim estão de fato "delicadamente instáveis". O ministro, apelidado de "Rolando Lero" pelos oficiais, já cogita a hipótese de deixar a Defesa em função do desgastre enfrentado com os Comandantes das forças. Pressionado pelos militares, afirmou que o reajuste jamais fora acordado, o que causou a ira da classe militar. A deterioração da relação teria se confirmado depois que os comandantes divulgaram nota confirmando o reajuste, numa tentativa de desmentir Jobim e conter os ânimos da tropa. Após esse impasse, as negociações sobre os reajustes deixaram de existir nas agendas de reunião de Jobim e iniciou-se o desgaste.

Apesar da nota divulgada pelos comandantes, os militares de mais baixa patente estão inconformados com a situação, já que não mais crêem numa resolução justa para o problema e, sobretudo, porque sentem um tratamento diferenciado (para pior) do governo para com a caserna. Como exemplo, citam a recomposição dada aos Policial Militares de Brasília pela quarta vez, enquanto os militares federais receberam uma, em menor percentual, dividida ainda em dois anos. A Polícia de Brasília recebe seus vencimentos da mesma fonte que os militares - Governo Federal. Protestos inflamados se multiplicaram pelo país e é fácil encontrar na Internet discussões acaloradas a respeito do assunto, com combinações de militares para retaliações a membros do governo, paralizações e operações padrão.

Normalidade

Procurados pela reportagem para comentar a repercussão dos fatos, os centros de Comunicação Social das três forças não quiseram se manifestar. Limitaram-se a afirmar, surpreendentemente, que o clima nos quartéis é de normalidade e que desconhecem qualquer insatisfação em seus quadros e que os militares são impedidos de se manifestar com greves ou paralizações. À Aeronáutica foi indagado se não há risco de um novo apagão aéreo, ocasionado por operações padrão surpresa de controladores de tráfego aéreo, mas não foi obtida resposta.

Consequências imprevisíveis

O governo não vem proporcionando às Forças Armadas o devido tratamento. Além da tropa ter obrigações, direitos, prerrogativas e limitações constitucionais capituladas na Constituição de 88, existe a tipicidade da carreira, do seu plano de cargos e salários que exige dedicação exclusiva, disponibilidade permanente, risco de vida, insalubridade, sujeição a princípios rígidos de Hierarquia e Disciplina e outras características intrínsecas que acabam por gerar seqüelas no relacionamento social e educacional familiar. Por tudo isso, a classe militar faz jus ao reconhecimento do país, tanto em investimentos quanto em remuneração justa e adequada.

As Forças Armadas têm se omitido, em nome da disciplina e fidelidade constitucional, de fazer frente aos descasos orçamentários a que estão expostos, pelo menos até agora. Mas desaparelhadas e com a tropa desmotivada com baixos salários, provocadas ainda por trapalhadas ministeriais, passam a externar a alegação de serem discriminadas pelo governo por puro revanchismo político, idéias até o momento limitada aos muros dos quartéis. Reações como as que ocorrem hoje mostram que não há, por parte da Defesa, intenção de se resgatar o respeito e a devida importância que as Forças Armadas representam para a manutenção da soberania nacional, o que vem provocando manifestações como as que hoje ocorrem. A sensação de falta de comando e liderança por parte do governo, em especial do Ministério da Defesa, pode levar a consequências imprevisíveis. O governo (não) está pagando para ver.

Para saber mais:
Quanto ganha (em média) um:

- Tenente da PM de Brasília: R$ 7.900,00
- Tenente da Marinha: R$ 3.500,00

- Sargento da PMDF: 5.500,00
- Sargento da Aeronáutica: R$ 1.800,00

- Coronel da PMDF: R$ 14.000,00
- Coronel do Exército: R$ 8.500,00

Cidade News (Sucursal Rio)
Colaboraram: Sucursais Brasília e São Paulo.

CARTA AO ALTO COMANDO DO EB

Carta aberta ao Alto Comando do Exército

Exmos. Srs. Generais do Alto Comando do Exército Brasileiro


Conheço-os todos, alguns há mais de quarenta anos, e sou plenamente convencido de sua capacidade de ostentarem, com todos os méritos, as quatro estrelas de general. Da maioria, tive o prazer de acompanhar os primeiros passos em busca do oficialato, quando servi, como capitão já aperfeiçoado, na Academia Militar das Agulhas Negras, no biênio 1966/67. De alguns participei diretamente da formação, como comandante da Companhia de Cadetes de Infantaria; diga-se de passagem, a função de que mais me orgulho em meus quase quarenta anos como oficial. A ela só se compara a grande satisfação de haver comandado o 2º Batalhão de Polícia do Exército, em São Paulo, em 1981/82/83.
Outros foram meus subordinados imediatos ou serviram em guarnições onde pude acompanhar de perto seus desempenhos. Daí que tomo a liberdade de dirigir-me a Vossas Excelências para lhes fazer um apelo. Muito em breve, em função da lei que limita a permanência no serviço ativo, Vossas Excelências também estarão na reserva e verão que não há impertinência em se demonstrar algumas preocupações. Particularmente, se elas tratam da preservação da imagem do nosso Exército que, hoje, Vossas Excelências conduzem, dando continuidade - e certamente melhorando - ao que nós, agora chamados inativos, ajudamos a construir. Somando nossas inteligências e nossos esforços aos de nossos antepassados, legamos a Vossas Excelências e a quantos ainda são ativos uma Instituição (assim mesmo com maiúscula) sempre lembrada nas pesquisas como das mais confiáveis da Nação Brasileira, senão a mais entre todas. Muito embora parte da mídia procure negar, o fato é incontestável.
Qual a razão de meu apelo ? Tenho acompanhado, pela Internet, manifestações seguidas de desagrado quanto ao sucateamento da Força Terrestre e quanto à defasagem da remuneração. Eu mesmo já me manifestei, diversas vezes, mas sempre com o cuidado de não ferir a hierarquia e a disciplina. Agora, no entanto, os acontecimentos estão tomando rumos perigosos, quando se vê falar em manifestações coordenadas em todo o Brasil, com data previamente determinada e possível participação de pessoal da ativa. Há sugestões de movimentos paredistas, caracterizados pelo não cumprimento de missões.
É, também, fator de inquietação saber que um 3º sargento do Quadro Especial, servindo numa organização de Brasília, teria manifestado sua opinião quanto à " necessidade de se acabar com o atual exército burguês e criar um exército do povo do tipo das FARC"; digo teria porque não tenho como comprovar a verdade do que recebi em e-mail. Como, até agora, ninguém desmentiu e foi citado o nome do possível autor da deslealdade explícita, a coisa vai tomando aspecto de verdade. São nuvens negras para manchar, sem trocadilho, qualquer céu de brigadeiro. São ameaças que podem causar danos à honorabilidade de nossa força e das forças irmãs. De onde partem os incentivos para que isso aconteça ? Quem serão os beneficiados se as impolutas forças federais se alinharem aos sindicatos com paralisações, greves, arruaças ou manifestações semelhantes ? Perderemos a credibilidade e terão nossos detratores motivos para nos ridicularizar ?

Para não me alongar, eu apelo para o patriotismo e para a responsabilidade de Vossas Excelências a fim de que reajam, com toda a firmeza que as atuais circunstâncias parecem exigir, no sentido de que o respeito devido ao Exército Brasileiro seja mantido. Que essa reação se caracterize por uma postura firme em que as respostas às agressões ou às demonstrações de desprestígio não sejam omitidas ou postergadas, como vêm sendo. É da sabedoria popular a velha e acertada afirmativa "quem cala consente". Não há cargo ou posição cuja manutenção compense um silêncio obsequioso ou uma contemplação inerte. Por conhecê-los e respeitá-los, confio em Vossas Excelências.

Brasília,DF, 18 de janeiro de 2008.

Gen Div Murillo Neves Tavares da Silva

Autorizada a divulgação, a impressão e a reprodução, desde que conservado nome do autor

NÃO SUPORTARÃO CALADOS

Porto Alegre , RS , 21 de janeiro de 2008.
RUI GARAVELO MACHADO


"... NÃO SUPORTARÃO CALADOS ...
*... o silêncio é ensurdecedor...


De todas as Mensagens que ultimamente circulam pela Internet e que se referem às FORÇAS ARMADAS e aos MILITARES , em especial ,duas se destacam .
Nada que não tenha sido falado/escrito/comentado anteriormente.
Ao contrário : são incontáveis as mensagens/textos/artigos de Militares e de Civis - alguns até de homens/mulheres da Mídia - e que exploram/analisam/comentam a situação de degradação das FF AA e de miserabilidade salarial dos Militares.
Inúmeros são os jornalistas/cronistas/colunistas/comentaristas políticos que exploram/apresentam o Tema e , sem o menor constrangimento , alertam para os perigos que dessa situação calamitosa poderão advir.

Não são poucos os jornalistas que alertam "... os Militares não mais suportarão calados o que o Governo está fazendo ...".

Os Textos do Gen Div Ref MURILO TAVARES e do CMG Ref MESIANO são gritos de alerta - quase que derradeiros , antes do "... não suportarão calados ..." que devem ecoar pelo PAÍS como um chamamento à razão aos CHEFES MILITARES.
O Gen MURILO , dirigindo-se ao ACE , faz um rápido histórico de suas (deles) Carreiras e os concita à razão e lhes assegura a confiança/prestígio.
Já o CMG MESIANO , relembra a História e indica o que poderá ocorrer se continuarmos nesse plano inclinado para o caos.

Ambos , Militares de escol , com Carreiras brilhantes , nada mais fizeram senão alertar aos atuais Chefes Militares do perigo que se instalou há cerca de 15 anos no Governo ; com o Sr FERNANDO HENRIQUE CARDOSO e Sr LULA .

Desde a esdrúxula criação do Ministério da Defesa e de nomeações de Ministros mais esdrúxulas ainda - como , por exemplo : NELSON JOBIM e VALDIR PIRES , só para listar dois do Governo do Sr LULA - e a retirada dos Militares do Centro de Decisões , as FF AA estão se degradando e os Militares indo à miserabilidade salarial.

É inacreditável os Vencimentos dos Militares se e quando comparados aos Salários das demais Carreiras de Estado .
Somos , não há , dúvidas , cidadãos de 2ª Classe e isso é totalmente conhecido e aceito pelos Chefes Miliatres .
Daí , a Carta Aberto aos Generais do Alto Comando do Exército.
Como parece existir uma concordância com o tratamento dispensado à FF AA por parte dos Chefes Militares , o CMG MESIANO elaborou o seu texto e , também , conclama à razão .

Talvez , só talvez , já seja tarde .
Talvez, só talvez , a gangrena já determinou que só a amputação salvará a vida.
Talvez , só talvez , os Chefes Militares deixaram as FF AA abandonadas à própria sorte ; ao irem ao OLIMPO , VIRAM E GOSTARAM DO QUE VIRAM.

Não sei se é boato , porém , circularam notícias sobre Conselho da Petrobrás para um e Missão em GENEBRA para outro ; por casualidade , ambos dos que ABERTAMENTE concordavam com o status quo - petismo-lulismo.

Lembro , por oportuno , de uma Nota emitida pelo EB que foi substituída por um e o convite a um baderneiro para Palestrar sobre Movimento Social(sic) providenciado por outro.

Parece até mentira ; ambos os casos foram públicos e ficaram emblemáticos.

Mais recentemente , houve o lançamento de um Livro com mentiras e meias-verdades e , na ocasião , uma ameaça de represália aos que não se calassem .
O Livro foi lançado com pompas e circunstâncias e todos ficamos calados - ou quase.

Houve , é verdade , um pálido diz-que-diz-que ; nada de significativo eis que a Mídia nem deu destaque ; foi uma coisinha à-toa.

Repito :
- muitos são os comentários/textos/reportagens/artigos/crônicas a respeito do Tema - hoje mesmo circula um de autoria de GERALDO ALMENDRA que é uma pérola - , entretanto , os dois a que me refiro são de autoria de Velhos Soldados que participam ativamente , via Internet , da análise da Situação Nacional e , em especial , das FF AA e dos Militares.

Daí , a minha solidariedade , aplausos e , modestamente , o aval ao que foi escrito por ambos .

Quando será o "... não suportarão calados ...?
O silêncio é ensurdecedor .

RUI GARAVELO MACHADO