Notícias Militares

quarta-feira, 19 de março de 2008

OPERAÇÃO SOCIAL



RIO DE JANEIRO- O secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, descartou qualquer ocupação da polícia no Complexo do Alemão enquanto durarem as obras do PAC. Mas negou que tenha havido acordo com traficantes para facilitar as obras. Beltrame classificou a ação no complexo de "operação social".

DISCURSO DE UM SENADOR



DISCURSO DE UM SENADOR Doc. Nº. 37/2008
(www.fortalweb.com.br/grupoguararapes)


O Senado da República ouviu um discurso de um senador com palavras patrióticas, no dia 06.03.2008, quando teceu judiciosas considerações sobre o recente conflito motivado pela existência, ainda, hoje, das terroristas FARC, motivo recente de um sério desentendimento diplomático entre a Colômbia e o Equador, com o intrometimento belicoso, sem sentido, do inconseqüente Sr. Hugo Chavez.
No decorrer do pronunciamento, considerando inclusive a possibilidade de uma guerra entre nações sul americanas, o senador, com muita propriedade e oportunidade, disse que, devido à grande responsabilidade do Brasil, como a maior nação do continente, e às suas imensas fronteiras - marítimas, terrestres e espaço aéreo, o Governo Brasileiro deveria melhor prestigiar e reequipar as suas Forças Armadas. Usou, ainda, a famosa, conhecida e antiga verdade histórica: “Se queres a Paz, prepara-te para a Guerra”.
Queremos, apenas, lembrar-lhe que, por um desses equívocos no uso de uma frase ou do emprego inadequado de uma palavra, que podem ocorrer em qualquer discurso, o senador, ligou o desaparelhamento das Forças Armadas aos Governos Militares, a partir dos quais, as Forças Armadas perderam a “simpatia” da maioria do Povo Brasileiro. E é sobre o emprego inadequado desta palavra, SIMPATIA, que queremos fazer-lhe um reparo para que não continue a repetir o que não conhece.
Com toda certeza e com absoluta convicção, afirmamos que o senador deveria fazer uma busca em todas as Pesquisas de Opinião realizadas no Brasil, desde o fim dos Governos Militares, O senador irá encontrar, SEMPRE, as Forças Armadas, entre as Instituições que aparecem merecendo o maior RESPEITO e CONFIANÇA do Povo Brasileiro, normalmente em primeiro lugar, perdendo por vezes, e em pequena margem, para a Igreja e colocando em último lugar os partidos políticos.
E voltando às FARC, que o senador classificou, com muita propriedade, como facção de criminosos, terroristas e seqüestradores, medite e faça seus pares meditarem sobre o seguinte: - o que poderia ter acontecido com o Brasil, se os Governos Militares não tivessem sido implacáveis, no combate, até a derrota total das Guerrilhas, Urbana e Rural, que aqui quiseram se instalar a partir dos idos de 1968? S. Exa. se fizer as contas, verá que é mais ou menos o mesmo tempo em que as FARC tiveram início na Colômbia. A propósito da ação dos Governos Militares, não se esqueça, também, de que, ao contrário de outros países das Américas, o Brasil, desde 1985, vive um exemplo de Democracia, legado dos Governos Militares, embora um tanta desvirtuada pelas esquerdas marxistas no Poder, que enveredaram pelo roubo descarado. Governos ditos militares que, por iniciativa própria, entregaram o Poder aos Civis logo após a aparente pacificação da Nação, concedendo, magnanimamente, o retorno de todos os exilados, mesmo contra a vontade de grandes líderes políticos da Oposição, hoje, até, exaltados, como defensores da Democracia.
O Brasil precisa de políticos que se portem patrioticamente.

terça-feira, 18 de março de 2008

O PREÇO DA HONRA


O PREÇO DA HONRA

Somos militares brasileiros, integramos as Forças Armadas do Brasil. Somos um só Exército, uma só Marinha e uma única Aeronáutica. Somos disciplinados e acostumados ao sacrifício, mas não abrimos mão de nossa honra, união e dignidade.
Somos ativa, somos reserva e estaremos sempre unidos e sob a segura orientação de nossos comandantes na defesa dos interesses maiores de nossa Pátria. Nem a morte nos separa. Estamos todos no mesmo barco, na mesma aeronave e na mesma trincheira. A história militar do Brasil é o testemunho de nossa união e a certeza de que enfrentaremos as vicissitudes sempre juntos, todos unidos. Mas, inacreditavelmente, nos dias atuais vivemos momentos de tentativas insanas de quebra de nossa união. Creiam... não há cunha que nos separe. Se não há pão, todos passaremos fome, do comandante ao recruta. Mas, acreditem, ninguém aceitará tratamento diferenciado que nos divida. Ninguém se alimentará de esmolas. Honra não tem preço. Joguem as sobras do "Butim" aos cães! Guerreiros morrem, dão a vida em defesa de seus irmãos, mas não se dobram frente a atitudes mesquinhas e amorais de prepotentes, vingativos e irresponsáveis dirigentes. Cel Erildo

O PROJETO CALHA NORTE


Projeto Calha Norte
O Projeto (Programa) Calha Norte (Breve Abordagem)1. Pródromos A Amazônia, felizmente, vem despertando o interesse nacional! Ela é alvo de uma pertinaz cobiça, desde o século XVII, a qual se agudizou, nos dias hodiernos, em vista da progressiva escassez de recursos naturais nos países desenvolvidos. Ao Brasil, que detém cerca de 60% da Gran ou Pan-Amazônia, cumpre guardá-la, defendê-la e explorá-la, racionalmente, sem considerar a opinião dos que a desejam, com escusas intenções, "preservá-la" como um intocável museu, parque ecológico ou santuário natural do planeta. A floresta amazônica não pode ser "congelada", como se uma estratégica e imensa reserva técnica/almoxarifado fosse, para a utilização, a médio e longo prazos, por nações hegemônicas que, por isso, pugnam por seu tombamento como "patrimônio comum da humanidade", tal e qual os vetustos patrimônios, v.g., da arquitetura de países muito antigos. A Amazônia, bastante diversificada e contrastante, não é o propalado "inferno verde"; ela é, sim, dos brasileiros, para o seu próprio usufruto, pelo que devemos estar aprestados contra veleidades alienígenas em internacionalizá-la ou planetariizá-la, transformando-a em gigantescos laboratórios de experimentação ou em "jardins botânicos ou zoológicos", em nome de questões ambientais, indígenas, climáticas, etc. Para tanto, precisamos saber resistir, mesmo que a ferro, a fogo e a sangue, com os meios de que dispomos, um deles, a "estratégia da resistência".2. Advertência Preliminar Assim, traçados esses prolegômenos, passemos à abordagem do Projeto Calha Norte.Muito já foi escrito acerca do assunto. Destarte, não há como nos afastar da repetição de enfoques dados ao tema, por vários exegetas ilustres e competentes. Uma dificuldade que exsurge, no entanto, é a seleção do que seja mais relevante dentre tantos aspectos importantes.3. Um Pouco de História a. A partir de fins do século XVI, franceses, holandeses e ingleses incursionaram pelo baixo Amazonas, com intuitos exploratórios, de comércio e de fixação na área.O povoamento da região teve início em 1616, com a construção do Forte do Presépio – origem de Belém do Pará -, caracterizando, portanto, há 392 anos, a presença militar luso-brasileira na imensidão amazônica.Ao longo dos séculos XVII, XVIII e XIX, foram erguidas, em pontos estratégicos, 35 fortificações, de que é modelo o monumental Forte Príncipe da Beira, obra-prima da arquitetura militar colonial.No II Império, dá-se início à colonização, quando foram criadas colônias militares. b. Nos dias atuais, deparamo-nos com o grave problema da integração da "Ilha Amazônica" ao todo nacional. Este, aliás, sempre foi o sonho dourado, o objetivo-síntese, do patriótico Projeto Rondon: "Integrar para não Entregar". Em várias e extensas áreas amazônicas, a única marca da presença governamental é a existência de singelos aquartelamentos de Pelotões de Fronteira do Exército. E tal fato está compaginado com o assunto em comento, o Projeto Calha Norte (PCN), como veremos adiante. Acrescente-se a isso, a cobiça internacional sobre a Amazônia, desde os tempos coloniais. A propósito, em apertada síntese, reavivemos, dentre muitos outros, episódios referentes ao desejo de internacionalizar-se a região ou dela tirar-se o máximo de vantagens. Ei-los: a) a esquipática tese esposada pelo chefe do Observatório Naval de Washington, Mathew Maury. Ele propunha a ocupação norte-americana da Amazônia, a qual "formava com o Golfo do México, um único complexo geográfico, sendo o rio Amazonas nada mais do que o prolongamento do Mississipi"...; b) a tentativa da UNESCO, em 1948, de criação do Instituto Internacional da Hiléia Amazônica, aceita, subservientemente, pelo Brasil, e tão somente depois, rejeitada pelo Congresso; c) a proposta do Hudson Institute, apresentada em 1967, de nome "Plano Mar Mediterrâneo", que previa a construção, na floresta amazônica, de sete lagos (quatro no Brasil e três na Colômbia) e a abertura de uma hidrovia interior, com saída para o Pacífico, alternativa ao Canal do Panamá; d) a persistente campanha, desde 1981, do Conselho Mundial de Igrejas Cristãs, para a criação de "nações indígenas"; e) a instalação, nas duas últimas décadas, de 20 bases e guarnições ianques, aéreas ou de radar (as "forward bases") em países amazônicos, nossos vizinhos; f) as declarações ofensivas, de gradas autoridades mundiais, como a mais recente, do diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC), o francês Pascal Lamy: "A Amazônia deve ser considerada um bem público mundial e administrada pela comunidade internacional"... c. A fim de melhor promover o desenvolvimento e preservar a soberania nacional, os países amazônicos, por iniciativa do Governo João Figueiredo, avençaram, em 1978, o Tratado de Cooperação Econômico-Social, hoje denominado de Organização do Tratado Inter-Regional de Cooperação Amazônica (OTCA), conhecido como "Pacto Amazônico". Por diversas razões, o Pacto não atingiu os objetivos colimados, um deles a criação de um Mercado Comum Amazônico (como viria a ocorrer com o Tratado do Mercosul, celebrado em Assunção, em 1991). d. Frustradas as expectativas do "Pacto Amazônico", o Brasil passou a estudar um projeto especial para a Amazônia brasileira. Eis a gênese do PCN, que saiu do papel, de forma acelerada, em 1985, em face de um incidente de fronteira, linhas à frente referido.4. O Projeto Calha Norte (da criação aos dias atuais) a. A defesa e o desenvolvimento sustentável da Amazônia são os objetivos prioritários do PCN, hoje com dimensões bem maiores das inicialmente estabelecidas, como assinalaremos. O Projeto possui várias vertentes, não sendo, como alhures difundido, exclusivamente militar, apesar de que cerca de 60% de seus recursos sejam alocados para projetos militares. Ele foi celeremente desencadeado por causa de um incidente provocado pela penetração de guerrilheiros colombianos em território brasileiro, no ano de 1985. Em 4 Jul 1993, em artigo de título "Algo de Novo e o Calha Norte", declarou o ex-presidente José Sarney: "Quando assumi a Presidência, logo nos primeiros meses, maio de 85, éramos surpreendidos com a presença de uma coluna guerrilheira do M 19, grupo revolucionário da Colômbia, entrando em São Gabriel da Cachoeira para abastecer-se. Para lá deslocamos tropas e os mandamos de volta. Determinei que o Conselho de Segurança, estudasse imediatamente, um programa de defesa das nossas fronteiras mortas e secas das vastas regiões amazônicas. Veio o Projeto Calha Norte". b. Em Jun 1985, foi aprovada uma exposição de motivos para a implantação, a curto prazo, do PCN. Assim, sob a orientação do Ministro-Chefe da Casa Militar, General Rubens Denys, dá-se início, em 1986, às ações do PCN, na região ao Norte das calhas dos rios Amazonas e Solimões, daí o nome do programa. O Projeto (hoje muito mais amplo) abrangia 14% do território nacional, numa superfície de 1.221.000 km2, povoada por 1,7 milhão de habitantes, que se estendia pelos estados do Amapá, Amazonas, Pará e Roraima. Essa área, dissociada geograficamente do restante do Brasil, pelos rios Amazonas, Negro e Solimões, com 160 km de faixa de fronteira, de Tabatinga ao rio Oiapoque, carecia (e ainda carece) de um trabalho sinérgico e coordenado de ministérios e de órgãos governamentais. Diga-se que a situação de desassistência dessa ampla região foi minimizada, recentemente, pela transferência de três Brigadas de Infantaria, de Santo Ângelo-RS, de Petrópolis-RJ e de Niterói-RJ, para, respectivamente, Tefé-AM, Boa Vista-RR e São Gabriel da Cachoeira-AM, com as suas peças de manobra transformadas em Batalhões de Infantaria de Selva (dando ensejo à criação de novos Pelotões de Fronteira) e a instalação de outras Organizações Militares, como vários Tiros de Guerra. c. Os objetivos do PCN são:
a) aumento da presença brasileira na área; b) ampliação das relações bilaterais com os países vizinhos; c) expansão da infra-estrutura viária para complementar o transporte fluvial, o mais importante fator de integração regional; d) fortalecimento da ação dos órgãos governamentais; e) intensificação da demarcação de fronteiras; f) promoção da assistência e proteção às populações indígenas, ribeirinhas e extrativistas.
Apesar da benemerência desses nobilitantes objetivos, somente as FFAA responderam à altura, aos desafios por eles propostos. O Exército, já razoavelmente articulado na região, disponibilizou, em seus Pelotões de Fronteira, um pavilhão, denominado de "pavilhão de terceiros", para o acolhimento de órgãos governamentais com responsabilidade no Projeto (INCRA, FUNAI, FUNASA, IBAMA, PF, EMBRAPA, Receita Federal, etc). Lamentavelmente, tais pavilhões, estão, em sua grande maioria, ociosos. É que os ditos Pelotões encontram-se no meio da floresta, a muitos dos quais só se tem acesso por aviões da FAB ou helicópteros do Exército (há um Batalhão de Helicópteros, em Manaus). Acrescente-se que é notável a implantação de uma estrutura viária na região amazônica, pelo 2° Grupamento de Engenharia de Construção, sediado em Manaus, por intermédio de seus cinco Batalhões de Engenharia de Construção. Também a instituição pelo Exército, com a participação das outras Forças co-irmãs, de uma estratégia de dissuasão, chamada de "estratégia da resistência", treinada desde 1994, constituiu-se em fator relevante para a concretização, em sua expressão militar, dos objetivos do PCN. Não podemos, outrossim, deixar de citar os inestimáveis serviços prestados pela Marinha do Brasil, por meio dos navios e lanchas da Flotilha da Amazônia (onde se sobrelevam as ações de misericórdia, de seus navios-hospitais), em 22.000 km de rios navegáveis e pela criação, na Amazônia Ocidental, de um Distrito Naval, na cidade de Manaus.Quanto à Força Aérea Brasileira, gostaríamos de destacar as missões do CINDACTA IV (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo IV), aquartelado em Manaus. Tal Centro absorveu as tarefas do SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia), ativado desde 2002, em uma área de 5,5 milhões de km2, que cobre toda a Amazônia Sul-Americana. Trata-se do mais sofisticado aparato de monitoramento do mundo, de detecção e alarme aéreo por antecipação, sendo também utilizado, em parceria, por países vizinhos. As missões do citado Centro são as de defesa aérea, controle de tráfego aéreo, monitoramento de navegação fluvial, observações ambientais por sensoriamento remoto, etc, para o que dispõe de uma densa e complexa rede integrada por três Centros de Vigilância Regionais, por satélites, radares fixos e móveis, estações meteorológicas e de monitoramento ambiental, equipamentos avançados de telecomunicações, aeronaves de ataque e de características especiais, etc, e de pessoal altamente qualificado. Aduza-se que o SIPAM (Sistema de Proteção da Amazônia) foi concebido para a coleta e integração de informações relativas ao meio ambiente, à climatologia, e outras, com vistas a ações globais do Governo. O Sistema, diretamente subordinado à Casa Civil da presidência da República, muito se ampara no trabalho do CINDACTA IV, porém ainda não funciona a contento. A respeito do assunto, atentemos para as afirmações do Brigadeiro Ivan Frota, em seu artigo "Desmilitarizar, Não! Mas, Sim, Completar a Militarização!", in Revista do Clube Militar, Jan 2007: "O CINDACTA IV, sozinho, guarnece toda a Amazônia Brasileira (5.200.000 km2), incorporando a atividade complementar de vigilância dos céus daquela área (Sistema de Vigilância da Amazônia – SIVAM) e provendo informações eletrônicas, em tempo real, para viabilizar o funcionamento do Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM)". E mais: as responsabilidades da Força Aérea na região, assaz se ampliaram, em decorrência da recente "Lei do Tiro de Interdição" (mais conhecida como "Lei do Abate"), para a interrupção e inibição de vôos clandestinos de narcotraficantes, contrabandistas, etc. e. Mas façamos uma visada-à-ré e retornemos à evolução do Projeto, criado, repita-se, em 1985, e implementado a partir do ano seguinte.O governo de Fernando Collor modificou, radicalmente, o PCN; e ainda criou, em 1991, a descomunal Reserva Indígena Ianomami, de funestas conseqüências, mormente nos dias atuais (quando outra foi criada, de nome Raposa Serra do Sol, também de dimensões colossais, ambas nas "orelhas" de Roraima, ricas em minerais estratégicos, e que podem se transformar em "nações indígenas"), em frontal testilha com as metas traçadas para o Projeto. Em 1999, o PCN, subordinado ao Ministério da Defesa, situação em que se encontra até hoje, foi revigorado, tendo sido firmado um convênio com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Instituto Superior de Administração Econômica (ISAE) para o estudo sistêmico de sua área de atuação, consoante sete planos elaborados para os municípios mais carentes.Desafortunadamente, o Projeto não prosseguiu com o desempenho desejado, ressalvando-se o esforço hercúleo das FFAA para o cumprimento de sua parte no programa, e que tiveram as sua atribuições por demais aumentadas, pois adquiriram o necessário "poder de polícia" para operarem na faixa de fronteira, "ex vi" da Lei Complementar 117/2004. f. O PCN ampliou, sobremaneira, ao longo dos anos, a sua área de abrangência, pela inclusão de municípios dos estados do Acre e de Rondônia. Assim, o Projeto até deveria mudar de denominação, pois não mais abarca apenas a "calha norte" dos rios Amazonas e Solimões. Para aferirmos, atualmente, a grandiosidade do programa, diga-se que ele engloba 194 municípios dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima, numa área de 2.743.986 km2, correspondente a 32% do território nacional. Esta imensa área possui quase 8 milhões de habitantes, dentre estes, 30% da população indígena do País.Lastimáveis, apesar do gigantismo alcançado pelo PCN, são os sucessivos cortes e contingenciamentos de recursos que o Projeto vem sofrendo, desde a sua criação, sendo correto afirmar-se que ele é dinamizado, quase que exclusivamente, pelas FFAA. 5. Conclusão
Os problemas amazônicos não devem ser vistos somente pelo viés de questões ambientais, indígenas, etc. Urge que também sejam encarados sob o enfoque militar, de defesa e guarda da ambicionada região. Todos esses problemas são imbricados e o PCN, do qual fizemos uma breve abordagem, teve o grande mérito de isso evidenciar.Na Amazônia brasileira há um "vazio de poder", como afirmou o atual Comandante Militar da Amazônia, General Heleno. Caso não sejam tomadas urgentes providências, aos poucos e sub-repticiamente, máxime por uma "invasão branca", de espiãs e traiçoeiras ONGs, nacionais e estrangeiras, esse vazio vai aumentar.Infelizmente, nas duas últimas décadas, o Brasil submeteu-se (e continua se submetendo), precipitada e humilhantemente, à "nova ordem mundial" - da globalização neoliberal e da ganância desenfreada. Foram e estão sendo cerceadas, neste período triste e vergonhoso que, no futuro, inexoravelmente, a nossa História há de apontar, as justas pretensões brasileiras nos campos científico-tecnológico, nuclear, aeroespacial, militar, etc, etc, mercê da subserviência de nossos governantes e elites dirigentes aos ditames dos mais poderosos, com quem celebramos vexatórios acordos, como se fôssemos a "Botocúndia do Jeca Tatu", para relembrarmos do nacionalismo de Monteiro Lobato... Necessitamos, imediatamente, resistir, reagir e exacerbar o orgulho nacional, hoje bastante amolecido, não vergando nossa cerviz a interesses atentatórios à soberania nacional. Lembremo-nos da altivez de um Brigadeiro Eduardo Gomes que, em 1945, após solicitação do Vice-Almirante dos EEUU, Jonas Ingram, para que ele propusesse ao presidente da República "uma administração mista", acima da soberania brasileira, para as Bases do Nordeste, respondeu, pronta e bruscamente: "Never!".Por derradeiro, alertemos: o pretexto de que o PCN nada mais é do que "a militarização da Amazônia - pulmão do mundo", vem sendo brandido por entidades como o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), ONGs de rapina, parlamentares vendilhões e tantos outros "malditos-sejam", inquinados de mentalidade entreguista e/ou revanchista. Tal mentalidade retardou e está retardando as patrióticas e constitucionais atividades do Projeto, principalmente pelos infames e sistemáticos cortes e contingenciamentos de verbas destinadas às FFAA - que o impulsionam, prioritariamente, como nenhuma outra Instituição faz.A Amazônia é dos brasileiros e para os brasileiros! SELVA!! Cel INF e Estado-Maior, Ref, Manoel Soriano Neto (Historiador Militar) msorianoneto@hotmail.com

MILITARES - PROPOSTA


Militares: proposta prevê reajuste entre 27% e 50%
Aumento maior beneficiará patentes baixas; decisão de Lula deve ser anunciada na próxima semana
Geralda Doca e Gustavo Paul

BRASÍLIA. A nova proposta de reajuste salarial dos militares, em discussão no governo, prevê aumento entre 27% e 50%, privilegiando as baixas patentes com salários mais defasados. Segundo fontes do Planalto, o Ministério da Defesa quer corrigir em 50% os soldos dos cerca de 80 mil recrutas, que recebem em média R$207, para que eles recebam o valor atual do salário mínimo, R$415. Essa proposta, que implica em ajuste diferenciado entre as patentes, representaria um custo de R$8,5 bilhões para as contas públicas.
A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ser anunciada na próxima semana, após reuniões entre os ministros da Defesa, Nelson Jobim, e do Planejamento, Paulo Bernardo.
Os vencimentos líquidos nas Forças Armadas giram em torno de R$207 para os recrutas a R$8 mil para os generais do Exército, segundo o governo. A tendência é que o reajuste seja escalonado em até três anos, como o das dez carreiras civis, cujo aumento foi anunciado semana passada.
Após dois meses de interrupção, as negociações para o reajuste dos militares foram retomadas ontem pelos ministérios da Defesa e do Planejamento. Oficialmente, os percentuais em discussão não foram divulgados.
Segundo Paulo Bernardo, as negociações estão avançando. Ontem, ele acertaria com Jobim uma reunião para formalizar a proposta ao presidente. Por enquanto, não há qualquer garantia de que a proposta será aceita pelo governo.
- Vou ligar para ele (Jobim). Eles (a Defesa) entregaram uma proposta. Estamos analisando e vamos apresentar uma contraproposta - disse Bernardo.

Outras 11 categorias ainda aguardam negociação
Semana passada circulou na caserna que o aumento dos militares seria de 8%, dividido em duas parcelas anuais de 4%. Fontes militares consideram-no fora da realidade e da prática adotada recentemente pelo Planejamento. O menor ajuste dado às carreiras civis foi de 10% e o maior de 137%. Um estudo anterior, feito no final da gestão do ex-ministro Waldir Pires, indicava que o aumento deveria variar de 27,62% (para os maiores vencimentos) a 34,99% (para os menores), em dois anos.
Além dos militares, aguardam o fim da negociação salarial 11 categorias, entre eles os advogados gerais da União e os fiscais da Receita Federal.
CORREIO BRAZILIENSE - 18.03.2008:

MÉDICE FOI O COMANDANTE DECISIVO EM 64 E 68




MÉDICI FOI O COMANDANTE DECISIVO EM 64 E 68. O Gen Médici foi o grande


Comandante Militar, responsável maior pelas duas vitóias sucessivas sobre o Comunismo Internacionalem 1964 e, depois, em 1968. Esta é a minha opinião, pessoal econsistente, porque baseada em verdades indiscutíveis.E com estas verdades, algumas das quais testemunhei, vou comprovar ovalor decisivo do Gen Médici para a vitória do Povo Brasileiro, semderramamento de sangue, na Revolução de 1964, como, também, para avitória dos Governos Militares sobre o Comunismo Internacional quetentou implantar, pela Luta Armada, uma Ditadura Comunista no Brasil,em 1968.Então voltemos a 1964. Na madrugada do dia 31 de março, o Gov.Magalhães Pinto, com a participação do Gen Guedes e do Gen Mourão, eo apoio da imensa maioria do Povo Brasileiro, deflagrou a Revolução,a partir do Estado de Minas Gerais, contra o Governo João Goulart.Lembremos, agora, a posição do EXÉRCITO, a Força de maior efetivo,melhor armada para operações em terra e por isso mais decisiva numaRevolução: Os I e III Exércitos eram os mais poderosos do Brasil. OCmt. I Exército, (RJ) Gen Ancora, não aderiu à Revolução e marchouem direção a São Paulo. O Cmt. III Exército, (RGS) Gen Ladario, eracontra, talvez, devido à influência de Brizola, no Rio Grande do Sul.O Cmt II Exército, (SP) Gen Kruel, discordava do governo, mas, eraamigo de Jango. E fez questão de ligar-se com Jango para que revisseas suas posições. Este fato é absolutamente verdadeiro porque eu e omeu amigo e colega de turma, Lótus Silva de Paula, que, capitães,servíamos no II RO 105, Itu,(SP), acompanhávamos o problema porqueéramos a favor da Revolução. E estávamos com o nosso Comandante, CelBenedito Maia Pinto de Almeida, (morreu como Gen Ex) quando chegou umradio cifrado do Gen Kruel, comunicando o insucesso do contato comJango, e autorizando o II RO 105 a marchar para o Rio de Janeiro, emapoio à Revolução.Então, logo a seguir, eu e o Lótus, num jipe, com a missão dereconhecimento avançado até a região de Alpargatas, largamos muito àfrente do II RO 105, pela Rio-São Paulo, em direção ao Rio deJaneiro. Como não foi encontrada nenhuma tropa, o Comando do II R0,entendeu que algo acontecera favorável à Revolução e, por isso,marchamos incorporados em direção a Resende, RJ.Em Resende, soubemos que o Cmt da AMAN, Gen. Médici, havia lançado oscadetes para barrar a Rio-São Paulo contra tropas vindas do Rio. Eque, detido o I Exército pelos cadetes, o Gen. Âncora decidira nãomais se opor à Revolução, e iria ao Comando da AMAN oficializar estadecisão. E esta Decisão do Gen Âncora, para mim, que estive na ante-sala, foi o Momento Decisivo, pois com a nova posição do I Exército,a Revolução se tornou, de Fato, Vitoriosa, uma vez que o Gen Ladarioficou isolado. Então, com origem numa ação do Gen Médici, o IExército deixou o lado de Jango, e numa simples questão de tempo veioo apoio do Congresso, e a Revolução de 1964 foi Vitoriosa, deDireito, sem uma luta fratricida.E, agora, pergunto: E se, em 1964, o Gen. Médici (Era, apenas,General de Brigada) não tivesse decidido empregar uma tropa decadetes para barrar a Rio-São Paulo, e o I Exército marchasselivremente para São Paulo? Como ficaria o II Exército com duasfrentes contra dois exércitos mais poderosos, o I Exército, à Leste,e o III Exército, ao Sul? Haveria derramamento de sangue? E quemvenceria?Vamos, agora, a 1968: O Presidente Médici, com o rigor necessário,derrotou as Guerrilhas Comunistas. A Urbana, realizava, atentados abomba, seqüestrava e assaltava, matando e ferindo civis inocentes. ARural, a exemplo de Cuba, queria criar uma área liberada na Amazônia.Eu, aluno da Escola de Estado Maior fui designado para censurar umaemissora de rádio no Rio de Janeiro para impedir a difusão denotícias favoráveis à guerrilha. E, depois, eu e o meu amigo, também,aluno, Maj Gerson Mendonça de Freitas, Turma de 1953, fomosdesignados pela Escola de Estado Maior para reforçar o II Exército,após o atentado a bomba, sofrido por aquele Grande Comando. E, anosdepois, servindo no Estado Maior da 10ª RM, (CE), ajudei a organizarum Batalhão, formado com companhias dos 23, 24 e 25 BC, que sob oComando do Cel Eider Nogueira Mendes, Turma de 1948, seguiu paraXambioá para enfrentar e derrotar a guerrilha rural que operava naárea.E se o Gen. Médici não tivesse liquidado, também, com a GuerrilhaRural no Brasil? Será que teríamos na Amazônia Brasileira, uma outraversão da Guerrilha Colombiana? Isto seria bom, ruim ou péssimo parao Brasil? Alguém já pensou em ter um parente seqüestrado porguerrilha?IMPORTANTE: no Brasil, o número de mortos dos dois lados,terroristas, e (militares, e policiais militares e civis) nasguerrilhas, Urbana e Rural, não chegou a 500. Só na América Latina,comparem este número com o número de mortes ocorridas em Cuba e naColômbia.Então, graças à Decisão Corajosa, Firme e Forte do Gen. Médici,liquidando de vez com as guerrilhas, o Gen. Geisel pôde iniciar aAbertura Política e a Pacificação Nacional. E o Gen. Figueiredo pôdepromulgar a Lei de Anistia, autorizar o retorno dos exilados e,Devolver o Poder aos Civis. E o Brasil, após a derrota dosterroristas, desde 1985, é uma verdadeira Democracia. Não se tornouuma Cuba, nem tem os problemas hoje enfrentados pela Colômbia.E buscando exemplos entre os heróis consagrados no Mundo, o GenMédici, em 1964 e 1968, pela Coragem Moral Inexcedível, Senso deOportunidade, e Visão política e Militar, repetiu Alexandre, "OGrande", e cortou o "Nó Gordio" do Comunismo Internacional, no Brasil.Por isso, reafirmo que, com base nos fatos históricos, o Gen. Médicifoi o Comandante Decisivo para as vitórias do Brasil contra oComunismo Internacional, em 1964 e 1968.E no futuro, todos os historiadores do Brasil vão reconhecer o seuindiscutível valor militar, fora o muito que o Presidente Médici fezpelo desenvolvimento do Brasil, tornada a 8ª Economia do Mundo, e oFUNRURAL que tirou da miséria os velhinhos dos imensos sertões doBrasil.José Antonio Bayma Kerth, Cel EB, Turma de 1951, Março.2008

segunda-feira, 17 de março de 2008

ARQUIVOS "Humanitários"


O Globo – 17.03.2008 :
Arquivos 'humanitários'
DENIS LERRER ROSENFIELD

Os segredos do computador pessoal do narcoguerrilheiro Raúl Reyes oferecem uma amostra de como funcionam esses criminosos, travestidos de defensores da Humanidade. Os relatos estarrecedores dos seqüestrados mostram a que ponto chegou a desumanidade dos que dizem defender uma causa de redenção dos povos. No Brasil, essas pessoas tinham livre trânsito enquanto defensores do socialismo e chegaram a ser pessoalmente recebidas por dirigentes petistas. Não esqueçamos que eram assíduos freqüentadores do Fórum Social Mundial, sendo reconhecidos como "companheiros". Companheiros de que e de quem?
Os arquivos, talvez o maior troféu da investida do Exército colombiano, permitem ver mais claramente o modus operandi de como uma guerrilha se torna, por seu próprio processo interno de amadurecimento e apodrecimento, uma organização criminosa. O que se apresenta como um grupo preocupado com a justiça social se torna um bando voltado para a sua própria sobrevivência, graças ao tráfico de drogas e a uma indústria de seqüestros. Tudo isso sob o véu de uma ideologia de esquerda que é abertamente apoiada por Fidel Castro, Hugo Chávez, Daniel Ortega, Rafael Correa e, no Brasil, pelo PT e pelos movimentos sociais como o MST. Firma-se aqui uma espécie de pacto, o pacto pelo horror, pela violência bruta.
Um dos dados mais cruéis consiste no assassinato de 11 deputados colombianos em 2007, que tinham já 5 anos como prisioneiros. Na época foi amplamente noticiado que eles teriam sido mortos quando de uma investida dos militares colombianos, apoiados pelos paramilitares (de direita, evidentemente, pois, se assim não fosse, o teatro não seria verossímil). A versão apresentada - e assimilada - por boa parte da mídia destacava que os "revolucionários" (bonzinhos, humanitários) foram obrigados, para se defender, a matar esses parlamentares. Segundo outros mais "humanitários", eles teriam sido mortos na própria atividade desse suposto resgate. O politicamente correto estaria - ufa! - salvo!
O que mostram os arquivos do computador? Mostram que se trata disso: uma montagem! O "companheiro" Raúl Reyes revela que esses deputados foram friamente assassinados e que esse suposto resgate nada mais era do que uma versão para capturar a opinião pública. Assim, é dito explicitamente que os "fatos" da presença de "operações conjuntas do exército-paras" na região conflagrada e o "assalto ao acampamento" de uma "força desconhecida" foram forjados por eles. O próprio teatro de operações seria arrumado de maneira a permitir a "entrada de comissões humanitárias" com o intuito de confirmar a veracidade dessa versão.
Observe-se a preocupação com a formação da opinião pública, imprescindível para que essa organização política usufrua de apoio interno e internacional, sem o qual a sua "causa" ficaria desfalcada. Ora, para que esse apoio seja eficiente, torna-se necessário o comparecimento de comissões ditas "humanitárias", que sejam os baluartes da versão apresentada. Coloca-se aqui o problema de ONGs e pessoas que se prestam a esse tipo de trabalho sujo, algumas de antemão já ganhas a essas posições. Uma vez esse elo conquistado, a cadeia de reprodução da versão se propaga para os meios de comunicação em geral.
As relações são também estreitas com Cuba, Venezuela e Equador. Nada mais "natural", considerando que são "companheiros" que compartilham uma mesma ideologia, perseguindo o mesmo alvo: o estabelecimento da democracia totalitária na América Latina. Os companheiros brasileiros ficaram sem ter o que dizer ou, se disseram, foi sob o modo da tergiversação. O MST defende as mesmas posições e é um ferrenho defensor das Farc, do regime de Fidel Castro e de Hugo Chávez. Em suas ações procura seguir o exemplo da narcoguerrilha, criando "áreas liberadas", que são os assentamentos, onde não há a presença do Estado, senão sob a forma indireta do financiamento com recursos públicos. O PT guardou um recatado silêncio. Quando o rompeu foi para criticar a incursão colombiana em território do Equador. Nenhuma palavra foi dita sobre a ingerência desse país e da Venezuela nos assuntos internos colombianos. Sobre as Farc, o mutismo foi total. Fica difícil uma avaliação dos "companheiros" narcotraficantes?
DENIS LERRER ROSENFIELD é professor de filosofia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.