Notícias Militares

sábado, 16 de agosto de 2008

CARTA A ELAINE CATANHEDE



12/08 - CARTA A ELIANE CATANHEDE


Matéria publicada no site http://www.averdadesufocada.com/




Foi o que restou do Camboja, mas poderia ser o que restaria da população do Rio ou São Paulo, ou de jornalistas, ou de militares, enfim... brasileiros...
Prezada jornalista Eliane Catanhede, em seu artigo Guerra de 8 do corrente a senhora afirma que o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra é um torturador. Baseada em que a senhora faz tal afirmação? Na afirmação de sua colega Bete Mendes que diz ter sido torturada por ele? Ou nas aleivosias da camarilha que quer por que quer abrir uma ferida já cicatrizada? Interessa ao Brasil a reabertura de um processo doloroso sobre acontecimentos ocorridos há três décadas atrás, onde as perdas ocorreram de ambos os lados mas que teve o mérito de evitar que o Brasil se transformasse numa imensa Cuba? A senhora já imaginou o que teria acontecido caso os comunistas em armas tivessem ganho e deposto o governo militar? Teriam eles, por acaso, tido a coragem de promulgar uma lei de anistia isentando os militares daquilo que eles chamam até hoje de golpe sem jamais admitir que na verdade foi uma contra-revolução para barrar as intenções do comunismo internacional comandado por Moscou? Ou teriam, a exemplo de Fidel Castro que era o ídolo deles, levado todos ao paredão para serem fuzilados?
Texto completo
Nesta hipótese, a senhora já parou para pensar em qual teria sido a reação dos Estados Unidos? Aceitariam eles de braços cruzados que a maior nação sul-americana se transformasse numa potência comunista quando eles já tinham ido à beira da guerra nuclear em setembro de 1962 por causa da extrema ousadia de uma ilha insignificante como Cuba, hecatombe que só não aconteceu porque Moscou meteu a viola no saco e saiu da festa? É preciso muito cuidado, cara jornalista Eliane, ao analisar certas coisas e, mais ainda, ao julgar personagens de um drama que poderiam ter provocado uma tragédia para o nosso país de conseqüências imprevisíveis porque um grupelho de brasileiros traidores da pátria resolveram embarcar numa aventura financiada por um país com o qual não temos a menor afinidade, a ex-União Soviética. Traidores estes que, anistiados e perdoados pelos seus adversários num ato de extrema generosidade, esperaram três décadas alimentando um ódio insano, injustificado e irracional para, a pretexto de punir aqueles que lhes perdoaram, aos quais acusam de torturadores, colocam novamente em risco o futuro do Brasil. Será que já não é bastante para comprometer o futuro do Brasil essa administração incompetente, irresponsável, caótica e extremamente corrupta? Querem o que mais? Sangue? Será que não perceberam que aquilo que eles ainda cultuam, o regime comunista, caiu de podre sem que fosse necessário os americanos darem um tiro sequer? Gente desse tipo é portadora de uma patologia incurável chamada idiotia crônica onde os expoentes mais notáveis são Tasso Genro, Marco Aurélio Garcia e Franklin Martins, dentre muitos outros. Além de idiotas, são reles traidores da pátria. Faço-lhe aqui algumas perguntas e peço-lhe respostas sinceras: seqüestrar representantes estrangeiros, assaltar bancos matando pessoas inocentes, praticar atos de terrorismo em locais freqüentados por quem não tem nada a ver com a insanidade dos terroristas, como aconteceu no aeroporto dos Guararapes em Recife, matar friamente a coronhadas de fuzil um oficial da Polícia Militar de São Paulo como fez Carlos Lamarca, dentre outros atos bárbaros que resultaram em mortes de inocentes, tudo isto não são também atos de tortura? Manter o embaixador da maior potência mundial com uma arma apontada para sua cabeça esperando apenas uma ordem para fuzila-lo caso o governo não atendesse as exigências dos seqüestradores, não é também um ato de terrorismo? O senhor Franklin Martins, hoje ministro do governo Lula, foi um terrorista torturador ou não foi? Ah, mas de acordo com a novilíngua "os crimes que praticamos são para o bem do povo, enquanto que os mesmos crimes praticados pelos nossos adversários, não passam de crimes comuns". Assim Stalin e Gramsci os ensinaram. Como também a roubalheira promovida por este governo é exaustivamente justificada pela roubalheira promovida por Fernando Henrique Cardoso & Cia. Haja canalhice! Sabe o que eu acho, cara jornalista? Está na hora dos militares começarem a trazer à público a folha corrida de todos aqueles que participaram daqueles episódios, divulgando os mínimos detalhes, alguns que ainda estão inclusive sob sigilo, a começar por pessoas como Franklin Martins, Dilma Rousself, José Dirceu e outras pústulas que hoje estão sendo premiados com vultosas indenizações e generosas pensões a título de reparação pelos pretensos prejuízos por terem participado de uma luta armada que eles espontaneamente começaram, provocando uma reação que não poderia ter sido outra senão o enfrentamento. E está na hora também de a imprensa brasileira que tem compromissos com o povo e com o futuro do Brasil parar de endeusar um bando de assassinos terroristas. É isto o que a maioria de brasileiros sensatos, responsáveis, trabalhadores, honestos, honrados e cumpridores de seus deveres para com a nação espera. Nada mais que isto. Infelizmente, cara jornalista, para a desgraça do Brasil, não se fazem mais generais como Humberto de Alencar Castelo Branco e outros e jornalistas como Carlos Lacerda e outros. Foram homens de uma época em que os objetivos dos homens de bem se pautavam pela honradez, o que não é o caso da maioria dos governantes e jornalistas de hoje. Os governantes de hoje mais roubam do que trabalham, e os jornalistas mais confundem do que informam. E mentem muito. Mentem no atacado. Aguardo a gentileza de suas respostas aos meus questionamentos.
Respeitosamente, Otacílio M. Guimarães Carta de Otacílio M Guimarães

sexta-feira, 15 de agosto de 2008


Exército tira transposição do Rio São Francisco do papel
Dom, 10 Ago, 09h30


A igrejinha branca e azul nos arredores de Cabrobó (PE), onde o bispo d. Luiz Flávio Cappio, em 2005, fez a primeira greve de fome contra a transposição do Rio São Francisco, está fechada. Na região, não há mais manifestações contrárias à obra, e os tratores de esteira e as escavadeiras do Exército rasgam o sertão em ritmo acelerado, começando a abrir os dois canais que vão levar água do "Velho Chico" para as bacias hidrográficas do Ceará, do Rio Grande do Norte, da Paraíba e do agreste de Pernambuco.
Depois de nove meses de trabalho, os dois batalhões de engenharia e construção que estão na área já concluíram cerca de um terço das obras a cargo do Exército. Nada menos do que 1,6 milhão de metros cúbicos de terra, rochas e outros sedimentos já foram escavados - o que equivale a 18 Maracanãs cheios.
Os protestos contra a transposição acabaram por vários motivos. Em primeiro lugar, o Supremo Tribunal Federal (STF) cassou todas as liminares concedidas por juízes de primeira instância que impediam o início das obras. Além disso, a presença dos militares ajudou a dar credibilidade ao projeto. "A estratégia de começar as obras com o Exército foi muito boa", admitiu o padre Ceslau Broszecki, da Diocese de Cabrobó. "Aqui tudo se acalmou, ninguém fala mais nada (contra a transposição)", disse o padre.
A presença do Exército representou também segurança para os moradores, pois a rodovia que passa por Cabrobó e Floresta é conhecida como "rota da maconha", utilizada por traficantes. Outra razão para o apaziguamento na região é o grande investimento que o governo federal está fazendo na revitalização do São Francisco. Um dos programas prevê o saneamento básico nas cidades ribeirinhas. Atualmente, os esgotos dessas cidades são despejados no rio. Nesse programa, o governo prevê aplicar R$ 1 bilhão.
Há 72 municípios com obras de saneamento em andamento. As de outros 44 estão em processo de licitação. Além desses, o governo pretende atender mais 78. Cabrobó, por exemplo, espera concluir suas obras no próximo mês e aumentar de 33% para 99% a parcela de residências atendidas por saneamento básico, segundo o secretário de Infra-Estrutura Urbana e Habitação da cidade, Paulo Teógens de Oliveira. "Sem a transposição, essas obras não aconteceriam", admitiu.
Há quem acredite que a morte do senador Antonio Carlos Magalhães (DEM), ex-governador da Bahia e ferrenho adversário da transposição, também tenha aplacado os protestos contra o projeto. Mas nota-se que permanece na região o temor do que poderá acontecer com o São Francisco. "Tem gente que acha que o rio vai secar", disse o secretário Oliveira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

OSSÉTIA DO SUL

Ossétia do Sul
Produzido pelo TERNUMA Regional Brasília

Por Paulo Carvalho Espíndola, Cel Reformado
Sei lá onde fica. Dizem que faz parte da Geórgia, no Cáucaso.

Ah, Geórgia... Ruiva que povoou os meus mais ardentes sonhos juvenis. Mulher de pele macia e de apetite igual à minha fome. Quimeras se foram, qual ela.
Ossétia. O nome me sugere mulher feia, ainda que ruiva como Geórgia.

Ossétia do Sul, então, me remete a pensar numa branquela insossa, do setentrião, onde a gula se compraz em gélidos leitos sob lamparinas de óleo de baleia. Luzes maiores nada revelariam, além de caçar para comer e saciar apenas algumas fomes.

Não sei por que, a Ossétia do Sul resolveu fazer guerra e acender uma pira que não tem nada de olímpico, nestes dias de olimpíadas. Momentos ruços estes, na Geórgia, com o exército russo incendiando estepes ruivas, matando milhares e apagando chamas de amores gelados. Coisas dessa gente que inspirou, pasmem, genros, dilmas, henriques, tarsos, macarrônicos vanucchis e outros bufões a escolher a Ossétia e outras republiquetas soviéticas como paradigma. Bombas ruças e russo neles, na mais medonha agressão aos direitos humanos e aos direitos de viver independentes e soberanos.

Mau gosto deles nessa devoção. Certamente nunca provaram, “castos” como se mostram, mulatas, caboclas, louras e morenas - a escolher -, que compõem a miríade do que de melhor há por aqui. São eles “cotistas” e não admitem nada fora das cotas. Por cá não vêem nada de especial, talvez porque só sejam apaixonados por um tal marxismo-leninismo.

Divaguei agora, falando na crueldade contra as ruivas das estepes.

Muito longe delas e enquanto eram bombardeadas ao modo russo, o “noço” guia, acenava, de mangas de camisa, à comitiva olímpica brasileira. Sentado, suarento, fazendo papagaiadas, ele deixou de cumprimentar a Bandeira do Brasil. Os outros presidentes, ao contrário, levantaram-se e fecharam os botões dos seus paletós, ao verem passar os seus pavilhões.

Geórgia é a ruiva que se submete, pelas armas, à vontade da mãe Rússia.

Brasil, terra morena, submete-se a um tiranete boçal e insolente no saudar a Bandeira. Foi a mais explícita demonstração de como o álcool brasileiro ofende a educação. Desabafo meu, ante o bafo dele.

Na Ossétia do Sul a vida não está fácil. Lugar mais longínquo do mundo, onde se abrigam mulheres feias e um líder sóbrio, sobra violência, segundo as imagens que a televisão mostra.

O nosso governo (?), ligeiro para dizer nada sobre coisa nenhuma, incontinenti, lançou decisiva nota: “O governo do Brasil manifesta preocupação com a escalada de violência na Ossétia do Sul, lamenta a perda de vidas no conflito e pede que as partes busquem o diálogo e um cessar-fogo imediato”.

A Rússia tremeu de medo, ante esse murro na mesa do aspirante a uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU. Comentário de um general russo: “se esse cara que não vê nada e não sabe de nada reage assim, é bom botarmos nossas barbas de molho, porque ele é pior do que o lobo mau e do que o pica-pau e pode mandar contra nós as algemas do Protógenes”. Credo!

Lula, no final das contas, é manso e magnânimo. A imprensa desinquieta especula se o comandante-em-chefe vai punir dois generais brasileiros da ativa, “indisciplinados”, que ousaram marcar presença em um evento contrário às travessuras de ministróides avessos à lei sagrada e consagrada. Lula não é doido e algemas não foram feitas para generais, mesmo que os “cumpanheiros” queiram cuspir nas leis.

Ah, Geórgia! Como gostaria de fazer-te brasileira, livre, ruiva dos meus sonhos!

Antes, porém, a preocupação exige, trazer-te-ia só após reerguemos o Brasil dessa hecatombe chamada petismo. Essa é a bomba das nossas cabeças.

Ela é mais feia e mais ruça do que os petardos da Ossétia do Sul.

Existe coisa pior do que corrupção e fossilizado socialismo?

Igualitarismo é só para eles da estrela vermelha. São iguais na dinheirama que lhes forra os bolsos, enquanto para o povo brasileiro sobra tanta desigualdade.

Que se mandem, larápios, para a Ossétia do Sul.

Levem para lá seus mensalões e mensaleiros. Bombas russas em suas cabeças, amém.

O Brasil agradece.

O PODER DA FÉ, O DOVERBO E O DA ELEGÂNCIA

O PODER DA FÉ, O DO VERBO E O DA ELEGÂNCIA

No princípio, eram os fatos. Fatos que a sociedade brasileira repudiou, provocando outros fatos.
Logo em seguida, veio o verbo. E só o verbo. Do qual a fé depende, uma vez que não depende dos fatos. O verbo era melódico, o tom do verbo era insinuante e romântico, no que de mais absurdo o adjetivo romântico possa sugerir. O verbo não estava exatamente na lei e não se referia exatamente a fatos — o que é uma prerrogativa do verbo enquanto verbo — mas, enquanto verbo e porque apenas verbo, pôde ser divulgado e ouvido aos quatro ventos. E pôde ser aceito, tal como aceitamos músicas e ritmos, por menos perfeitos ou delicados que possam ser, à força da sua repetição em nossas orelhas.
Como resposta ao verbo solto, veio o silêncio. O silêncio a respeito dos fatos, de fatos incontestáveis. O silêncio, sim, foi imposto — imposto pela força de uma lei, a denominada Lei da Anistia. E pela elegância com que uma lei deve ser acatada por aqueles que nada devem e nada têm a temer.
Mas, porque um verbo se contesta com outro verbo, da mesma forma como um fato apenas se contesta com outro fato, nenhum verbo poderia ser contestado pelo silêncio. E assim o verbo pôde não ser contestado.
Os fatos, que estavam no princípio de tudo, puderam então ser esquecidos — um esquecimento imposto pelo verbo, pelo silêncio e pela elegância. E indivíduos que participavam de grupos guerrilheiros, criminosos antes abominados pela classe média ilustrada e semi-ilustrada, puderam ser transformados em heróis de uma “resistência” que os mais ilustrados combatiam, por impertinente, e que aos semi-ilustrados jamais comoveu, por flagrantemente danosa.
Verbo por verbo, fato por fato, um Juiz do Supremo pôde argumentar, para justificar sua manifestação a respeito do que considera um indevido uso das algemas: “Se a opinião pública pode ser influenciada a (sic) alguém exposto ao uso de algemas, o que dizer de um júri da pacata cidade de Laranjal, no interior paulista?”. Com isso, ele nos quis dizer que a mera imagem de um acusado portando algemas poderia ter sido suficiente para condená-lo, independentemente dos fatos apurados.
Essa idéia nos obriga a refletir imediatamente sobre como estaria sendo influenciada a opinião pública exposta ao poder do verbo — exposição que é um fato. E assim também deveríamos refletir, entre fatos, silêncios e verbos, como e por que pôde uma jornalista bem situada afirmar que haveria até agora, entre “militares e a antiga militância revolucionária de esquerda”, uma “convivência elegante”, que deveria ser mantida e que poderia ser rompida pela presença de “fardas brilhantes, com quatro estrelas no peito”, na “provocação” organizada naquele Clubinho onde a “milicada” costuma se reunir em pijamas e estaria reclamando “fora de hora”, emprestando-lhe dimensão despropositada e talvez provocando “uma guerra”.
É possível que uma "convivência elegante" signifique, de acordo com qualquer arrogante e enviesada definição, que uns, com galhardia, possam exigir que outros façam silêncio, e admitam quaisquer culpas e desmandos, desmintam a que vieram e a que vêm, sofram punições, sejam desmoralizados e desfaçam-se em garbosos rapapés. Somente assim entendendo a elegância, ou seja, somente entendendo “convivência elegante” como uma relação baseada em parvoíces, e muito valorizando-a, pôde a jornalista recomendar aos participantes da última manifestação no Clube Militar que cuidem de mantê-la, caso contrário poderão ser apontados como “radicais”, ou “passar por defensores da tortura ou de torturadores”. É admirável que alguém tão lúcido não tenha sido capaz de recomendar “elegância” à militância de esquerda em armas no passado para que a convivência jamais virasse uma guerra. Pois ela virou uma guerra. Por quê? Poderia ter também perguntado à época: “quem lucra com isso?” Ninguém perguntou?
Terá sido, por acaso, a jornalista nomeada conselheira das Forças Armadas? Tudo é possível. Se não foi, investe-se, por conta própria, na função de seu guia espiritual. Ainda assim auto-investida, não se revela confiável, ao recomendar atitudes pautadas apenas em receios de mexericos de comadres. Mas em nenhuma hipótese seria ela autoridade suficiente para pretender determinar a conveniência das posturas ou o papel dos militares na sociedade brasileira. Muito menos poderia considerar-se autoridade suficiente para determinar a reação da sociedade brasileira à reação dos militares aos fatos que os agridem — a menos que creia que deve e que poderá induzir essa reação. Investe-se, então, por conta própria, na função de guia espiritual da sociedade. Aliás, a jornalista apenas recomendou “elegância” aos militares ou os ameaçou? Ao que consta, seu único e real poder é uma coluna de opinião que, como muitos outros, mantém na imprensa — o poder do verbo, do qual se utiliza e no qual aposta as suas fichas. Convenhamos, pois, que, além de, como muitos outros também, exibir nenhuma isenção, não conseguiu ser minimamente elegante na defesa de sua fé.
Não se mostrou, tampouco, minimamente coerente, recomendando o que não conseguiu ou não quis praticar, apesar de que a elegância muito pouco importe quando convicções — e vidas — estão em jogo. E apesar de que os tempos sempre alterem os parâmetros que o cuidado com a elegância impõe aos comportamentos, de acordo com os valores e as expectativas dos mais poderosos, o que faz que os demais os confirmem e afirmem. Novos tempos, novos costumes. A 2ª grande guerra, por exemplo, encarregou-se de eliminar a elegância como tradição inclusive entre os Oficiais dos Exércitos combatentes. E a propaganda pôde fazer que mentiras muito deselegantes valessem bem mais que quaisquer verdades, mesmo as elegantíssimas.
No frigir dos ovos, o que existe hoje é um falso palco armado em praça pública, onde uma falsa motivação anima uma falsa discussão e provoca fatos de fato, que se avultam, enquanto se pretende que seja mantido o silêncio incapaz de contestar o verbo. Os que detêm o verbo e o seu poder não desejam a revogação ou a alteração da Lei da Anistia, pois o que, sim, pretendem é que a prática de crimes comuns imprescritíveis, ações cometidas sem qualquer razão política, seja atribuída aos que garantiram os Governos egressos do movimento de 64.
Lembremo-nos de como foram administradas as diversas anistias concedidas após conflitos sérios, principalmente, por ser a nossa anterior mais recente, da Anistia concedida por Getúlio Vargas em 1945. Talvez nos faça bem. A atual sanha estúpida em encontrar criminosos comuns entre os que construíram de fato e por direito a nossa história permitirá que homens honrados, que cumpriram seu dever, os que não apenas foram avalizados pelo Estado em sua missão como estimulados pela aprovação quase unânime da sociedade nacional, sejam hoje acusados, julgados — e condenados — por alegados princípios “superiores” que apenas ferem nossa doutrina jurídica e nossa tradição. Isso, e apenas isso, para a sádica satisfação de alguns poucos, deselegantemente histéricos, que influenciam os muitos elegantemente incautos porque desavisados. Nada mais.
Vania Leal Cintra — socióloga

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

"GENERAIS DE PIJAMA"

“GENERAIS DE PIJAMA”

“Tarso Genro, se quer procurar ladrões, procure no seu Governo, porque em 20 anos de governo militar não temos um cabo, um sargento, um capitão, um coronel ou um general rico. E nesse bando que está ao seu lado todos estão riquíssimos, roubando e saqueando os cofres do contribuinte em nosso País. Tarso Genro, aprenda a ser homem, antes que a vida o leve.” (Deputado Jair Bolsonaro – trecho de um discurso divulgado sem revisão do orador)
Este termo (Generais de Pijama) está sendo utilizado por alguns jornalistas e por membros do desgoverno petista para desqualificar militares da reserva que compareceram à reunião no Clube Militar.
O desrespeito é absurdo.
Esses senhores, os “Generais de Pijama”, passaram a vida estudando e trabalhando para garantir a segurança da sociedade perante as ameaças externas e internas; demonstraram durante o regime militar competência para combater o comunismo assassino e genocida e tirar o país da rabeira do mundo para ocupar um lugar entre as 10 maiores potências em termos econômicos.
Nunca tivemos nas páginas da mídia um oficial do Regime Militar envolvido em escândalos de corrupção, o que, evidentemente, não pode ser dito dos desgovernos civis e dos terroristas, seqüestradores, ladrões e ladras de banco que fazem parte do desgoverno petista.
Infelizmente nossos honrados “Generais de Pijama” cometeram um grave erro.
Entregaram o país, precipitadamente, nas mãos de desgovernos civis que destruíram as sementes do desenvolvimento e da justiça social plantados durante o regime militar, e transformaram o país em um puteiro da política prostituída fazendo do Estado um covil de bandidos, corruptos e prevaricadores.
Que estofo moral tem uma parcela da sociedade subornada pelos canalhas da corrupção e da prevaricação para insultar os militares dessa forma?
Os comunistas, mesmo depois de terem ficando milionários com absurdas indenizações com dinheiro roubado dos contribuintes, não descasam enquanto não destruírem as nossas Forças Armadas para ajudar a entregar o país nas mãos de militantes terroristas fantasiados de Forças de Segurança do desgoverno petista.
Sei que têm alguns militares que merecem qualificações até piores, mas fazem parte de uma minoria que está vinculada à subordinação voluntária e pessoal ao mais sórdido e canalha poder público civil de nossa história.
A sociedade tem presenciado depois do regime militar os bilhões de reais dos contribuintes que vazam para o bolso dos calhordas da corrupção e da prevaricação sob os auspícios de uma Justiça relativista, corporativista e sem-vergonha. Ser honesto e ético virou, nos desgovernos civis, um grave defeito e não mais uma virtude ou uma obrigação.
O que se vê no país atualmente é uma fantasia de desenvolvimento fundamentada no suborno de uma academia pública e privada, e das elites dirigentes, que se tornaram cúmplices da mentira, da hipocrisia e da leviandade em proveito próprio.
Todos fazem vista grossa para o endividamento interno que enriquece cada vez mais os banqueiros e os financiadores do comunismo petista, para o agigantamento do Estado para dar emprego para milhares de militantes do comunismo petista, para o escroto populismo assistencialista que limita o crescimento pessoal e profissional, para o consumo fundamentado em créditos de longo prazo que virarão uma bolha de inadimplência e um covarde contingenciamento da renda familiar para consumo de bens essenciais, para o aumento das carteiras assinadas vinculadas ao achatamento de renda da majoritária parcela da sociedade menos favorecida, e para a absurda fragilidade estrutural do país para o desenvolvimento auto-sustentado no momento em que o mercado externo começar a dar sinais de exaustão de uma demanda que é a grande responsável pelos pífios índices de desenvolvimento do país vis-à-vis sua potencialidade econômica.
Estamos assistindo frutificarem no desgoverno petista as sementes das canalhices perpetradas pelo desgoverno FHC que iniciou a destruição dos aposentados, da educação, e da estrutura militar das Forças Armadas.
Os contribuintes nunca pagaram tantos impostos que consome mais de cinco meses de trabalho por ano para sustentar uma camarilha aliada do retirante Pinóquio e formada de corruptos e prevaricadores.
Em uma sociedade em que os idosos são tratados como material humano descartável e que morrem nas filas de hospitais públicos ou são depositados nos seus corredores e camas imundos, chamar honrados militares de “Generais de Pijama” é somente mais uma confirmação da falência moral do país e do sentimento de vingança renitente por trás das intenções dos canalhas do comunismo.
Nossos filhos e seus descendentes irão ler nas páginas da história como uma sociedade foi destruída pelo mais sórdido movimento de luta de classes chamado de petismo, e que está sendo preservado por todos aqueles que abrem suas bocas sujas para desonrar nossos Generais da Reserva e dizer para os da ativa como eles serão tratados na mesma situação.
A revolução petista demonstra a barbárie da corrupção e da imoralidade que estava o tempo todo impregnada nos espíritos desses canalhas. Esta revolução somente está trazendo prosperidade para aqueles que se deixam subornar e se tornam cúmplices da degradação de valores e da degeneração da sociedade. A falência moral duradoura será a única herança que o movimento liderado pelo mais sórdido e canalha dos políticos de nossa história deixará para nossos filhos e suas famílias.
Minhas homenagens aos “Generais de Pijama” e aos generais da ativa que demonstram respeito à nossa pátria e à nossa bandeira, mas meu profundo desprezo para os que se deixaram subornar pelo petismo que está transformando nosso país em um Estado Comunista de “Direito” corrupto e prevaricador, sede do maior puteiro da política prostituída do mundo ocidental.
Geraldo Almendra
glaf@superig.com.br
11/agosto/2008

terça-feira, 5 de agosto de 2008

AVOZ DAS LEGIÕES



A Voz das Legiões

Engana-se quem pensa que a quebra da hierarquia e da disciplina nas Forças Armadas possam ser interpretadas como formas de manifestação e ameaça ao poder constituído, por mais ilegítimo, corrupto ou desonesto que este seja.

Engana-se quem pensa que o poder das legiões está nos movimentos de mulheres de militares, nos panelaços, nos escritos ou nas queixas do pessoal da ativa ou da reserva.

O poder das legiões está na seriedade, na dignidade, na firmeza e na liderança do canal de comando, encimado pela figura de seus Comandantes!

Não será através de manifestações intempestivas, isoladas ou coletivas, ao arrepio ou adiante da iniciativa e da vontade dos Chefes, nem com desafios ou ameaças aos pilares básicos da estrutura militar que as Forças Armadas conseguirão mostrar à nação os desmandos e as incoerências dos bandidos que hoje ocupam os postos de decisão.

O reconhecimento e o prestígio conquistados junto à sociedade são conseqüências do profissionalismo sobejamente demonstrado e das virtudes civis e militares praticadas com decência e brio.

O poder daí derivado só será efetivo enquanto estiver concentrado e coeso em torno dos Chefes!

Mas, por outro lado, de que vale o poder se lhe falta vontade? Vira capacidade, é estático, inerte, é potencial, inútil por si só! De que vale o prestígio e o reconhecimento, o poder e a unidade, a coesão e o preparo, o patriotismo e o culto ao dever se a timidez vence a vontade e neutraliza o poder?

Se a indisciplina é reconhecidamente uma forma de enfraquecimento do poder militar, de nada vale tê-lo fortalecido se dele não se faz o devido e necessário uso! A nação está carente de orientação e bons exemplos, seus líderes estão estigmatizados pela prática da desonestidade, da corrupção, da mentira e da omissão. Conduzida como gado, ao som do berrante, a nação precisa e quer ouvir a voz daqueles em quem realmente confia. Ela precisa e quer ouvir a voz das legiões e esta só será escutada quando vier da garganta e da vontade de seus Comandantes!

"Para tudo há um limite, não se pode deixar a democracia matar a própria democracia."

Gen Bda Paulo Chagas

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

EPCAR - NAÇÃO 68


BARBACENA, MG, julho de 2008.
Encontro Nacional/ 40 da Turma / 68 da EPCAR.



Presentes, lá, em BARBACENA, MG, em fins de julho de 2008, estavam mais de 200 Pré-Cadetes que ingressaram na FORÇA AÉREA BRASILEIRA no início de 1968 após aprovação em Exame Público e Universal para o Encontro Nacional/40 da Nação 68.

Foram alguns milhares de jovens de todos os rincões nacionais que tentaram/disputaram vagas e só 450 aprovados/selecionados/chamados.

A partir de então, esse seleto Grupo passou a freqüentar uma das mais qualificadas Escolas de Ensino Médio do País e, com uma Orientação Pedagógica quase que sem paralelo entre as congêneres.

No regime de internado e com dedicação exclusiva, freqüentaram, ao longo de três anos letivos, todas Disciplinas impostas pela Legislação vigente e mais as que a EPCAR criou/estabeleceu/desenvolveu.

Passados 40 anos, lá estavam mais de 200 ex-Alunos que recordaram, de maneira alegre/emotiva/com intensa saudade e invulgar carinho, os momentos mais significativos de suas vidas de jovens estudantes.

Ao concluírem o Curso, eram cerca de 400 Formandos que se dirigiram, alguns para a Carreira Militar e outros tantos – cerca de metade – para Atividades Civis.

Hoje, homens maduros, formam um coeso Grupo de CIDADÃOS.

Não há um só que não guarde com imenso carinho o tempo da EPCAR.

ESCOLA que completou, com absoluto êxito, a formação/educação que cada um trouxera de sua Família.

Se a Educação tem início no seio da Família é na ESCOLA que se forma o cidadão.

Não há como negar que, ao ingressar na EPCAR mercê da pouca idade/vivência/experiência e imaturidade, os sacrifícios impostos pela Vida Militar foram (quase) insuportáveis.

Não há como olvidar as primeiras noites no Alojamento em que o soluçar de alguns (talvez, a maioria) traduzia o desejo de voltar para casa.

A CASA, a FAMÍLIA, a partir de então, passou a ser a EPCAR e a TURMA 68.

Bendita FAMÍLIA, agora, transformada em NAÇÃO 68.

Uma NAÇÃO de mais de 400 integrantes com vidas diferentes, destinos variados, atividades múltiplas, porém, irmanados no mesmo ideal de ser CIDADÃO BRASILEIRO, com pensamentos nobres e atitudes altivas.

Os exemplos foram muitos e diversos:
- dos Instrutores, Professores, Monitores, Funcionários da EPCAR – 68, 69 e 70 – tiveram ensinamentos; absorveram conhecimentos científicos, humanísticos, de idiomas, enfim, de variadas e diferentes Matérias, no entanto, o EXEMPLO deve ter ficado como marca indelével.

Claro que se tratava de homens e mulheres com diferentes maneiras de transmitir conhecimentos/experiências/exemplos, no entanto, o desejo de todos, era o de MELHOR FORMAR O PRÉ-CADETE pois, todos viam naquele jovem o futuro CIDADÃO DIGNO/CORRETO/ÉTICO.

Felizmente, o presente veio comprovar isso:
- não há como esquecer que todos seguiam as determinações/exigências/exemplos/dedicação de um LÍDER/COMANDANTE/CHEFE/EDUCADOR chamado JOÃO TELLES CAMARÃO RIBEIRO – o Brigadeiro CAMARÃO.

São indiscutíveis os méritos dos Instrutores, Professores, Monitores, Funcionários da EPCAR à época, entretanto, nada se sobressaia ao procedimento do Brig CAMARÃO.

Ele era a própria força da EPCAR.

O Brig CAMARÃO, à época, era a própria ESCOLA.

Nós, Instrutores/Professores/Monitores/Funcionários, éramos os executores de seus Sonhos/Planos, com maior ou menor eficiência.

Vivíamos um período glorioso do Ensino na EPCAR.

Pois bem, naquela época, por desígnio do destino fui servir naquela extraordinária e inigualável ESCOLA e, modestamente, tentei dar uma contribuição à formação de mais de um milhar de jovens ao longo dos 4 anos que lá estive.

Tudo isso – e muito mais – lembrei, como num filme, nos dias 26,27 e 28 de julho de 2008 quando estive no ENAC/40 da Turma 68.

Honrado com o convite de antigos Pré-Cadetes, compareci ao ENAC/40 de 68.

Gloriosos dias de emocionantes recordações.

Este Velho Soldado, calejado pelos sacrifícios impostos por uma longa Carreira Militar, de repente, viu-se, qual um menino, aos prantos, abraçado às recordações maravilhosas.

Só a bondade daqueles Ex-Pré-Cadetes – hoje vitoriosos cidadãos de variadas atividades – poderia proporcionar ao Velho Soldado momentos tão gloriosos.

Nada se compara à ventura de ver antigos Instruendos como Cidadãos ; eram a elite da Juventude à época do Ingresso na EPCAR/FAB ; hoje, sem dúvidas , são homens da Elite da Sociedade Brasileira .

Cada um com o seu sonho realizado por completo e/ou em parte, entretanto, todos com a consciência do DEVER CUMPRIDO.

Na atual quadra da Vida Nacional – quando os escândalos se multiplicam; há uma ânsia de melhor se locupletar; a vaidade e a fanfarrice imperam; a corrupção é comum e campeia; muitos se jactam da própria ignorância e outros tantos se dizem políticos por adotarem ideologia espúria; e a mediocridade é parâmetro – a Nação 68 se coloca acima e além do dever e cumpre tarefas superiores ao esperado.

A todos os Pré-Cadetes de 68, a todos os INTEGRANTES DA NAÇÃO 68, o meu agradecimento pela felicidade de conviver com vocês e seus familiares.

Tenham a certeza que muito honrado fiquei.

Maior que a minha alegria/satisfação/orgulho de estar na Turma/68/EPCAR só a emoção que me levou às lágrimas.

Obrigado.

Obrigado a todos os da NAÇÃO 68.


RUI GARAVELO MACHADO
Ex-Cap EB - Instrutor da Nação 68