Notícias Militares

sábado, 4 de abril de 2009

OS INIMIGOS DA DEMOCRACIA


OS INIMIGOS DA DEMOCRACIA
Percival Puggina


A democracia brasileira está sob fogo cerrado. Ao contrário do que o leitor possa estar pensando, os inimigos da democracia não morreram de velhos, não. Renovam-se através das gerações e alteram as formas de agir, de modo a ganharem eficiência. Hoje, eles a atacam desde vários flancos. Do somatório de todos esses esforços surge uma força difícil de ser neutralizada. Duvida? Responda então, para si mesmo, as perguntas a seguir.

1. São amigos da democracia os que agem no sentido de atribuir mais e mais recursos, mais e mais poderes, mais e mais prerrogativas ao Planalto, de onde sua excelência de cada quadriênio distribui favores e atrai fervores? Tal hegemonia, desequilíbrio da repartição dos poderes, desrespeito à Federação, peso a uma mesma e única caneta correspondem a uma forma desejável de democracia? Certamente não. No entanto, não são poucos nem desprovidos de influência os que vestem essa camiseta e jogam nesse time.

2. São amigos da democracia os que a veem como um campo de batalha? Quantos, dentre os atores da cena política nacional, se enquadram na descrição a seguir? “Nós entramos no parlamento como forma de nos abastecer, com suas armas, no arsenal da democracia. Se a democracia é tão estúpida como para nos proporcionar meios e salários para este trabalho de urso, é problema dela. Nós não chegamos como amigos, nem como neutros. Nós chegamos como inimigos. Assim como o lobo salta sobre o rebanho, assim nós chegamos”. Não creio que estas palavras de Goebbels em seu “Der Angriff” sejam incongruentes com a conduta visível de muitos homens públicos, cuja ganância pelo poder se nutre da animosidade, do conflito e do desprezo às instituições da democracia.

3. São amigos da democracia os que, agindo desde fora, tudo fazem para desacreditar a instituição parlamentar, escalando-a como passivo saco de suas pancadas? Bradam contra ela, como se todas as carências nacionais fossem causadas pelo R$ 7 bilhões gastos nas suas duas casas. No entanto, de cada mil reais do orçamento da União, o Congresso inteiro (com todas as suas mazelas, regalias e desperdícios!) gasta cinco! Não, leitor, não serve à democracia apontar apenas os descontroles do parlamento e fechar os olhos sobre o que ocorre noutros centros de custos muito mais vultosos, disponíveis nas mesmas fontes oficiais de informação.

4. São amigos da democracia os que, dentro da instituição parlamentar, não se preocupam com promover uma reforma política que restaure as próprias atribuições, moralize as relações entre os poderes de Estado e reduza a influência dos interesses corporativos sobre as decisões nacionais? Serão amigos da democracia os que, quando tratam da necessária reforma política, se comprimem entre o faz de conta e o corpo mole?

Junte tudo, junte todos, e não sobrarão muitos democratas por aí. Todavia, saiba: esse Congresso, um dos piores da história republicana, ainda é o lugar onde bate – fraco e enfermo, mas bate – o coração da democracia. Ele é a representação da nação em sua pluralidade. Como a nação, precisa ser aprimorado, não condenado. Precisa ser preservado, não desmoralizado. Abra os olhos, faça as contas, e verá que os maiores problemas do Brasil estão no outro lado da Praça. Os inimigos da democracia, no entanto, sabem muito bem para onde assestar seus canhões.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

ENTREVISTA DE JOSÉ DIRCEU


Dirceu fala do golpe e diz que país não acertou contas com a HistóriaPor Dacio Malta

A manchete do noticiário da Agencia Brasil, que está no ar, é uma entrevista com o ex-ministro José Dirceu, sobre os 45 anos do golpe militar, onde ele diz que “o Brasil ainda não acertou as contas com a sua própria história”. Para ele, “nós não resolvemos uma questão central que é a reforma e a revisão do papel das Forças Armadas no país”:- Foi criado o Ministério da Defesa, mas ele não está consolidado. Nunca os militares abriram mão de auto-definir as suas políticas. Nunca o Congresso Nacional avocou isso para si, o que significa que a sociedade não avocou para si. Existe um capítulo não encerrado, como acontece em outros casos. Precisamos, por exemplo, fazer uma reforma política e não deixar que o poder econômico, a cada dia, controle mais a política.Leia a íntegra das entrevista com José Dirceu, concedida ao repórter Gilberto Costa, da Agência Brasil.
Brasília - José Dirceu de Oliveira e Silva completava 15 dias de maioridade, mas ainda era um adolescente político. Trabalhava em um escritório na Praça da República, no centro de São Paulo, estudava no Colégio Paulistano e fazia cursinho pré-vestibular.Tinha acabado de fazer 18 anos quando viu descendo pela Rua da Consolação, vindo da Rua Maria Antônia, estudantes do Colégio Mackenzie fazendo manifestação em favor do golpe militar de 64. Contra os alunos direitistas, o jovem Zé Dirceu teve certeza de que estava do lado certo, mas jamais imaginou que poderia liderar nos anos seguintes parte da resistência à ditadura militar que vigorou por 21 anos.Passados 45 anos de sua maioridade e do golpe, José Dirceu avalia o período, refuta teses tais como “o AI-5 foi culpa das guerrilhas urbanas” ou que “a luta armada prolongou o regime ditatorial”. Ele reconhece o legado econômico do período, mas avalia que o país teria se saído muito melhor sob a democracia.O ex-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), ex-ministro-chefe da Casa Civil dn primeiro mandato do presidente Lula e deputado cassado por seus pares (sob acusação de envolvimento com o mensalão) analisa que, após quase 25 anos de redemocratização, o país precisa rever o papel das Forças Armadas e passar a limpo sua história contemporânea. A seguir, os trecho principais de entrevista por telefone, concedida no dia 26 deste mês.
Agência Brasil – No momento do golpe militar, o senhor já era militante?José Dirceu – A minha militância política e um novo mundo que descobri aconteceram quando eu entrei para a PUC [Pontifícia Universidade Católica] para fazer o curso de Direito. Ali começo a militar com amigos do Partido Comunista Brasileiro, fazer cineclube, protestar contra o autoritarismo vigente na escola, contra as anuidades, contra o fechamento dos centros acadêmicos, pela associação atlética [da faculdade], contra o recrudescimento da ditadura com a Lei Suplicy [que extinguiu a União Nacional dos Estudantes - UNE e as uniões estaduais de estudantes] e com o Ato Institucional nº 2 [escrito “à nação” e que estabeleceu a suspensão de direitos políticos e eleição indireta para presidente, além de censura à propaganda considerada “subversiva”, entre outras medidas].
ABr – A esquerda fez uma leitura errada dos acontecimentos que antecederam o golpe, avaliando que poderia haver resistência?Dirceu – O golpe era um golpe anunciado, que tem raízes na Escola Superior de Guerra. Tinha uma avaliação de que haveria tentativa de golpe, mas não houve uma preparação para resistir. Ainda que os norte-americanos estivessem preparados. Os americanos tinham mandado uma frota da Marinha para cá e estavam preparados não só para reconhecer os golpistas [como representantes legítimos do Estado brasileiro], como também para fazer uma intervenção política e militar ao lado deles. Em grande parte, o golpe foi financiado, articulado e apoiado pelos americanos. Depois disso e até o governo Geisel, toda política interna e externa refletiu essa ligação carnal com os Estados Unidos. O Juracy Magalhães [ministro das Relações Exteriores do governo Castelo Branco, 1966-1967] disse que “o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”.
ABr – Qual a pior conseqência do golpe?Dirceu – Evidentemente a ditadura em si foi o pior. Há muitos aspectos da política econômica: concentração de renda, êxodo rural, empobrecimento das classes populares e endividamento. O que marca a ditadura é a repressão, as torturas, os crimes políticos, os desaparecimentos, a censura, o impedimento de que o país tivesse instituições democráticas. Até então, o Brasil em 70 anos de República viveu 35 de ditadura. Isso trouxe conseqüências graves para a formação política e cívica do país. O saldo que a ditadura deixou foi trágico: não só pelos assassinatos e torturas, mas pela cassação dos direitos políticos dos milhares que foram diretamente cassados como eu, mas de todo o povo brasileiro que não pôde exercer os direitos.
ABr – Na sua vida, a cassação e o exílio foram os piores momentos?Dirceu – O golpe me despertou para a política, assim como aconteceu com milhões de brasileiros. O Brasil não parou de lutar. Fizemos questão de manter as ruas na mão daqueles que se opunham à ditadura. Nós mantivemos centros acadêmicos abertos e mobilizações de alguns setores contra a ditadura, como os de intelectuais, artistas, professores, jornalistas. Tentamos fazer uma ponte com o movimento sindical que se levantou em 1968, em Osasco (SP). A cassação do meu habeas corpus pelo Ato Institucional nº 5 foi o pior momento [que o impediu sair da prisão, feita durante o 30º Congresso da UNE, no interior de São Paulo].
ABr – Por que o movimento estudantil capitaneou a resistência ao regime militar?Dirceu – Os estudantes pertenciam a uma geração libertária que saiu de casa, foi trabalhar e estudar nas grandes cidades sem depender dos pais. Foi uma geração avessa ao conservadorismo cultural e moral e ao autoritarismo que existia no país. O movimento estudantil foi mais do que luta contra a ditadura, foi uma revolução de comportamento. Isso coincide com um momento de grandes transformações no mundo.
ABr – Olhar isso com uma certa nostalgia não esconde a dureza que foram aqueles anos?Dirceu – Não, a vida é assim, tem muitas facetas, é um arco-íris. A luta nossa teve seus momentos de tristeza e dor pelas derrotas, mas teve seus momentos de alegria e vitória pela criação e pelos sonhos.
ABr – A luta armada levou o país ao AI-5?Dirceu – Não. Isso é uma tese sem fundamento que até serve de justificativa para o golpe. Os atos institucionais nº 1 e nº 2 já mostram a natureza da ditadura. Todo golpe tem uma natureza violenta porque é uma solução fora da política. Dizer que a repressão teve como causa a resistência à ditadura é uma coisa simplesmente inaceitável. Então não se pode lutar pela liberdade? Esse tipo de conceito não corresponde aos fatos históricos. Ditadura era ditadura. Também foram reprimidos os partidos políticos de oposição. O Partido Comunista Brasileiro, que não participou da luta armada, também foi reprimido. Não tem sentido esse argumento.
ABr – A visão revolucionária de alguns setores estava equivocada? A visão reformista do citado “Partidão” talvez fosse a leitura mais adequada daqueles momentos?Dirceu – A luta armada tem, em primeiro lugar, uma justificativa pelo menos moral: é o direito à resistência, está previsto na carta das Nações Unidas, contra a opressão e um governo ilegítimo que nasceu da violência de um golpe militar inconstitucional e se impôs pela força. Evidentemente que não foi o método mais correto. Não soubemos combinar a resistência armada com a luta política e social. Porém, daí tirar a conclusão de que a luta pacífica ou que a resistência institucional poderiam ser bem-sucedidas está errado porque elas também foram derrotadas. No processo histórico todos aprendemos, não vejo por que dar toda a razão aos pacifistas ou negar toda a razão à luta armada, apesar do seu caráter militarista.
ABr – Qual foi o maior aprendizado?Dirceu – Que não se pode fazer nenhuma luta se não tiver apoio popular e é preciso aprender com a luta. Nós aprendemos isso e exercitamos a partir de 80, muitos fundadores do PT vivemos essa experiência e soubemos aproveitá-la na vida política.
ABr – Houve acertos no regime militar?Dirceu – Evidentemente houve acertos, não é possível governar o país por tanto tempo sem crescimento, sem realizações. O país mudou radicalmente. O Brasil de 1985 não é igual ao Brasil de 1964. É um outro país, para o bem e para o mal. Caracterizado pela pobreza, perda da soberania popular e ausência de instituições democráticas, mas também com infra-estrutura de telecomunicações, rodoviária, energia, apesar de ter abandonado as ferrovias, não ter desenvolvido a hidrovia, e de a produção de energia nuclear não ter dado certo. Teve endividamento externo, mas o país criou uma indústria petroquímica, a Petrobras sobreviveu, se constituiu a Eletrobrás, a Telebrás. Não se conseguiu criar uma indústria de TI [tecnologia da informação], mas o país avançou na indústria pesada, de máquinas e equipamentos, apesar de não ter conseguido acompanhar o desenvolvimento tecnológico mundial. O Brasil começou a criar as bases para a agricultura e a groindústria que tem hoje. O saldo absoluto negativo é no social e político. No econômico - como o país trabalhou, produziu, acumulou muito e aumentou sua população -, é inegável que houve crescimento, mas nada disso justifica a ditadura. Tudo isso poderia ter sido feito com democracia e teria sido feito melhor. Talvez, por exemplo, não teríamos visto um desenvolvimento urbano tão concentrador, tanta favelização. Talvez a participação do trabalho na renda nacional teria sido maior, feito a reforma agrária em uma época que teria outro impacto.
ABr – Que diferenças e semelhanças o senhor apontaria entre aquele projeto de desenvolvimento e o projeto atual do governo Lula?Dirceu – Nenhuma semelhança. O país é outro, o mundo é outro, não tem nenhuma comparação. Não fazemos o crescimento com base no endividamento externo. O país já tem uma base industrial e tecnológica para dar saltos. O principal problema do país é combater a pobreza, a desigualdade, e fazer uma revolução tecnológica e educacional. Outro problema é fazer a integração da América do Sul, que não estava colocada naquela época. O discurso era chauvinista, de direita nacionalista, até de sub-imperialismo. Não vejo paralelo. Tudo agora é feito na democracia, naquela época não havia participação da sociedade. Não se pode comparar.
ABr – No governo Geisel, a abertura correu riscos?Dirceu – Claro que correu. Só não ocorreu porque as forças que lutavam pela democracia foram se impondo. A sociedade foi se mobilizando: a Igreja teve um papel importante, o MDB [Movimento Democrático Brasileiro, partido de oposição ao regime militar que antecedeu o PMDB], os sindicalistas [que depois vão fundar o PT], os intelectuais, os jornalistas, a imprensa e as camadas populares que se levantaram por melhores condições de vida. O país caminhou para a democracia resistindo e lutando. Senão, não teria saído da ditadura. A democracia não é obra da distensão e nem dos militares, ela é obra de quem lutou.
ABr – Por que o Brasil tem tanta dificuldade de passar essa história a limpo?Dirceu – Porque nós não resolvemos uma questão central que é a reforma e a revisão do papel das Forças Armadas no país. Foi criado o Ministério da Defesa, mas ele não está consolidado. Nunca os militares abriram mão de autodefinir as suas políticas. Nunca o Congresso Nacional avocou isso para si, o que significa que a sociedade não avocou para si. Existe um capítulo não encerrado, como acontece em outras casos. Precisamos, por exemplo, fazer uma reforma política e não deixar que o poder econômico, a cada dia, controle mais a política, e a política dependa do dinheiro. O Brasil não acertou as contas com a sua própria história

Homenagem às Forças Armadas




Homenagem às Forças Armadas
Na noite de 30 de março último, testemunhamos comovidos e orgulhosos o ato público de admiração e respeito que a Maçonaria, por intermédio do Grande Oriente do Distrito Federal, prestou às Forças Armadas.
Apesar da ampla difusão do evento para a mídia em geral, a Solenidade, de elevado cunho patriótico, como sói acontecer, não foi divulgada pela imprensa, que, astutamente, nem se dignou em comparecer.
O Auditório Máster do Centro de Convenções Ulisses Guimarães estava engalanado, e foi o palco previlegiado para um espetáculo de empolgante brasilidade e do mais puro e sadio nacionalismo. Um grande público lotou o amplo auditório e vibrou, aplaudindo, entusiasticamente, cada fase da programação.
As mais altas autoridades das Lojas Maçônicas de todo o Brasil estiveram representadas no evento, numa cabal demonstração da unanimidade e da justeza da significativa deferência. Foi um belíssimo espetáculo. A oportuna e merecida cortesia foi perfeita na sua montagem e impecável na sua execução.
Presentes, as entidades homenageadas com seus Comandantes de Força à frente, as mais altas autoridades da Maçonaria, figuras do cenário político, maçons ou não, e um distinto público abrilhantaram o preito.
Foi um espetáculo cívico onde ombrearam com dignidade a sonoridade, a excelência e a virtuosidade das bandas das três Forças regidas pelo entusiasmado maestro Marden Maluff. As belas vozes do tenor Andre Vidal e da soprano Amélia Niemayer entoaram com raro brilho os mais significativos Hinos da Pátria, o Hino Nacional, o Hino à Bandeira e as vibrantes Canções e Hinos das Forças homenageadas.
Sem longos e maçantes discursos, todos os oradores foram felizes nas suas citações, e, assim, calou fundo em todos os presentes, as palavras de agradecimento proferidas pelo Exmo Senhor Comandante da Marinha em nome das Forças Armadas, que relembrou fatos e feitos nos quais ombrearam a Maçonaria e as Forças Armadas, destacando o papel de ambas as Instituições na construção da Nação Brasileira e na sua participação nos mais significativos eventos da História Nacional. Em todos aqueles momentos, por suas claras e ilibadas posições, seus representantes engrandeceram suas instituições e glorificaram a história da nação.
Ao dignificar as Forças Armadas Brasileiras a Maçonaria, como sempre, sublinhou seu alinhamento com os mesmos propósitos das Instituições Militares, postando - se junto a elas como "tropa amiga" no incentivo e na preservação da Cidadania e na defesa da Soberania Nacional.
Seus Altos Dignatários ao usarem da palavra de elevado preito às Forças Armadas ressaltaram que a vetusta Entidade de jaez arraigadamente patriótico, compartilha com as Forças Singulares dos mesmos ideais. Não almejam qualquer benesse a não ser a convicção de que buscam cumprir com dignidade seus deveres para com a Pátria.
Ao chamar para si a elogiável iniciativa, o Grande Oriente do Distrito Federal, sob os auspícios de seu Grão - Mestre Jafé Tôrres e com o apoio das Lojas Maçônicas de todo o Brasil, demonstrou seu compromisso com a verdade e reconhece nas Forças Singulares um significativo protagonismo na história passada, atual e futura da Nação brasileira.
Conforme palavras proferidas pelo Grão - Mestre Jafé naquela Solenidade:
- "A Marinha, o Exército e a Aeronáutica, tem um papel extraordinário no contexto da segurança nacional e a sua participação nas ocasiões decisivas da nossa história, atendendo aos anseios populares, comprova o valor de sua intervenção na manutenção da ordem e da democracia em nossa Nação.
- É chegada a hora de agregarmos ao bojo histórico das nossas Forças Armadas a volta do civismo e do orgulho pátrio para o bem-estar de todos nós brasileiros responsáveis pela construção do Brasil do amanhã, para que no futuro nossos sucessores não nos acusem de omissos".
Cumpre lembrar que sob o lema "da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade", o Grande Oriente do Brasil propugna por justiça social, pelo bem estar do povo brasileiro, e pela condução da vida pública dentro dos parâmetros da ética, da moralidade administrativa, da legalidade dos atos de gestão da coisa pública, tudo com o objetivo de prevalecer o interesse da sociedade.
Reconhecida pela lhaneza de seus objetivos, lisura, honradez, dignidade e altruísticos propósitos ao impor sua mais importante comenda nos Pavilhões das três Forças, a Maçonaria confirma - se como um dos pilares da nacionalidade.
A Solenidade, inesquecível, primou pelo tom de cordialidade e pelos largos gestos de respeito e admiração que tomaram conta de todos os presentes. Um espetáculo visual ilustrou flashes mesclados das atividades das três Forças. Com a calorosa participação do público foram entoados hinos e canções.
Ontem, mais do que uma troca de gentilezas, assistimos a uma demonstração, de que nem tudo está perdido, que ainda persistem, teimosamente, homens e Instituições que acreditam no futuro democrático da Nação.
Ao final, uma emocionante Saudação à Bandeira encerrou com chave de ouro a impecável noite cívica.
Ontem, ganhamos todos.
O Brasil, com certeza, mais do que as Forças Armadas, foi de fato e de direito o grande Homenageado.
Brasília, DF, 01de abril de 2009
Gen. Bda RI Valmir Fonseca Azevedo Pereira

quarta-feira, 1 de abril de 2009

CAROS AMIGOS


Caros amigos,


Hoje, ao caminhar na Beira-Mar, fui cobrado por não ter participado das comemorações de aniversário da Revolução de 31 Mar 64.Não sei porquê, veio-me à lembrança de quando morava em Teerã, tinhamos, eu e minha mulher, que usar disfarce, entrar em buraco de muro para assistir uma missa celebrada por padre alemão.Era uma sensação de ser meliante diante da sociedade local.
A última vez em que comparecí às solenidades de nossa gloriosa Revolução, não havia, sequer, um militar da ativa fardado.O Corneteiro estava em trajes civis.Pensei em mandá-lo de volta ao seu Quartel mas, coitado, estava cumprindo ordens do seu Comandante.Meu sentimento era o mesmo passado em Teerã, de que estava fazendo algo de errado.
Quando comandava o 23ºBC, não sei porque, o Exmo Sr Gen Div Torres de Melo foi preso no QG/10.Fui visitá-lo, mas como ele ocupava dependências do Cmdo, fui obrigado a falar com o então Cmt da 10ª RM:" Cel Castelo, não fica bem o Sr, como Cmt de OM, visitar o preso".Sr Gen, por favor, transmita ao Gen Torres de Melo que estive aquí como amigo, infante e Comandante.
Esses dois acontecimentos justificam minha ausência permanente e duradoura.Recuso-me a participar de eventos em que sinto presente a covardia de companheiros de farda, o medo de serem prejudicados, como se comemorar o 31 Mar 64 seja pecado, atentado à imoralidade vigente ou a concordância com atividades que mudaram o futuro deste País e o colocaram como a 8ª economia mundial na época.
Lamento e desprezo a todos os fardados que se recusam a participar de tais homenagens mas que servem de moldura para homenagear os bandidos de hoje e conceder-lhes honrarias.
Paulo Cesar Romero Castelo Branco, Cel Inf QEMA Refo.

DISCURSO DO GRÃO - MESTRE



DISCURSO DO GRÃO-MESTRE DO DF EMINENTE IRMÃO JAFÉ TORRES PROFERIDO EM 30 DE MARÇO DE 2009 POR OCASIÃO DA HOMENAGEM PRESTADA PELA MAÇONARIA ÀS FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS


1. Hoje é um dia especial para todos nós, homens livres e de bons costumes, que sempre tem participado dos eventos que traçam o destino da Nação.
2. Para nós, este é o momento histórico que será relembrado com júbilo no amanhã de nossa Pátria e as gerações que nos seguirem aplaudirão, sem dúvida, o nosso exemplo de civismo.
3. O Grande Oriente do Distrito Federal, que orgulhosamente representamos pela vontade democrática do seu quadro, tem, neste obreiro que vos fala na qualidade de Grão Mestre, e em seu Adjunto, o valoroso irmão e amigo Lucas Galdeano, a certeza da rigorosa vigilância guardiã das instituições mantenedoras da soberania nacional.
4. Desde a nossa investidura adotamos a prática de uma política diferenciada destinada a ocupar de fato e de direito todos os espaços dentro da nossa sociedade para realçar a Ética, a Moral e a Dignidade que a coletividade clama neste momento.
5. Foi, portanto, com este objetivo que decidimos homenagear aqueles que desfrutaram no passado, desfrutam no presente e, com certeza, desfrutarão no futuro a mais absoluta confiança dos Maçons deste Brasil aguerrido e querido de todos nós.
6. A Marinha, o Exército e a Aeronáutica, tem um papel extraordinário no contexto da segurança nacional e a sua participação nas ocasiões decisivas da nossa história, atendendo aos anseios populares, comprova o valor de sua intervenção na manutenção da ordem e da democracia em nossa Nação.
7. É chegada a hora de agregarmos ao bojo histórico das nossas Forças Armadas a volta do civismo e do orgulho pátrio para o bem-estar de todos nós brasileiros responsáveis pela construção do Brasil do amanhã, para que no futuro nossos sucessores não nos acusem de omissos.
8. Cabe a cada um de nós a responsabilidade de zelar pela ordem e pela paz social para deixar esse legado como herança às nossas famílias, mas ninguém, neste momento, tem melhores condições de executar essa missão do que a Marinha, o Exército e a Aeronáutica, pela credibilidade que ostentam na sociedade civil.
9. É bom lembrar que em pesquisa realizada recentemente, as nossas Forças Armadas alcançaram 84% de aprovação popular.
10. Esta, portanto, é a melhor ocasião de darmos o nosso apoio irrestrito e incondicional aos militares para que eles sintam que não estão sozinhos na sua meta de preservação do bem-estar social.
11. A Maçonaria, que sempre esteve, está e estará atenta aos momentos culminantes da nossa Pátria, vem a público externar a sua aliança de solidariedade à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica, detentores da integral responsabilidade cívica perante a nação brasileira.
12. Ressalte-se, para isso, que somos políticos, mas não somos partidários, e que a Maçonaria tem atualmente nove Senadores, cinquenta e nove Deputados Federais, seis governadores e uma legião de Deputados Estaduais, Prefeitos e Vereadores prontos para partirem com objetividade em busca do soerguimento Justo e Perfeito de nossa sociedade disciplinada e pacífica.
13. Irmanados, os Filhos da Viúva, como assim somos chamados, vêm a público se solidarizar e homenagear as Forças Armadas do nosso querido e glorioso Brasil.
14. Avante, Filhos da Viúva, é chegada a hora da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade.'.

45 anos do Movimento Cívico - Militar de 1964



45 anos do Movimento Cívico-Militar de 31 de Março de 1964A história que não se apaga nem se reescreveO Movimento Cívico-Militar de 31 de Março de 1964 é um marco no processoevolutivo nacional. Nada aconteceu por acaso! A História reflete areação da sociedade brasileira à tensão vivida. O tempo decorridopermite apreciar aquele Movimento de maneira serena, recordando ascircunstâncias que levaram à sua eclosão e identificando seus reflexospara a atual conjuntura.Importa ver essa data com olhos desarmados. Nada de intelectualismopresunçoso e vazio. A mente livre de visões estereotipadas. Ausência deinteresses particulares prejudicados e de insatisfeitas ambiçõespolíticas. Nem opiniões apressadas, nem conceitos falsos.A crise econômica no início dos anos 60 e os antagonismos da Guerra Friainquietavam e frustravam todos os estratos sociais. O ativismopolítico-partidário e o desvirtuamento do direito de associaçãocorroíam a disciplina e comprometiam a hierarquia nas Forças Armadas. OPaís vivia ameaçado de submissão a uma ordem contrária aos valoresbásicos de nossa nacionalidade. Diante daquele quadro, a população, emgigantescas passeatas, conclamava os militares a colocarem fim aodesvio do caminho para o qual a Nação estava sendo arrastada.Indissoluvelmente comprometido com o destino da sociedade que lhe deuorigem, o Exército Brasileiro ajudou, de modo decisivo, a desencadear aRevolução Democrática de 31 de Março de 1964. O desfecho rápido eincruento atesta o elevado apoio popular do Movimento Cívico-Militarque a conduziu.Vitorioso o Movimento, resgatou o respeito à autoridade, restituiu oespírito cívico e o amor próprio de um povo ameaçado em suaautodeterminação e livre opção pela democracia. Criou condições para aconstrução de um novo Brasil em ambiente de paz e segurança. Fortaleceua economia. Promoveu extraordinária expansão e integração da estruturaprodutiva e fomentou mecanismos de proteção e qualificação social. Tudoisto demandou tempo e fôlego para ser realizado.Concluída a missão cívica, é falsa a idéia que o Exército retornava aosquartéis, posto que jamais os deixara. Nesse contexto evolutivo, aForça Terrestre tem sobressaído pelo devotamento aos mais legítimosinteresses nacionais, mantendo sua estatura moral perante a Nação a queserve, como comprovam os elevados índices de confiança de que desfrutaperante a sociedade.Hoje, a perspectiva de mais de três décadas permite analisar o MovimentoCívico-Militar de 31 de Março de 1964 com olhos, mente e coraçãolibertos das questões que dividiram o País no passado. Desta análise,verifica-se que ele surgiu e se afirmou na defesa do regimedemocrático, em comunhão com os anseios da gente brasileira, conformeregistram as evidências históricas, as quais, nunca é demais repetir,não se apagam nem se reescrevem.