Notícias Militares

segunda-feira, 17 de março de 2008

MPF questiona concurso


17/03/2008 21:43

MPF questiona concurso que exclui brasileiroO Ministério Público Federal no Amazonas recorreu contra decisão da Justiça Federal que determinou ao Exército Brasileiro realizar concurso exclusivo para brasileiros naturalizados, impedindo a inscrição de brasileiros natos. Como em processo de seleção anterior só puderam participar brasileiros natos, a justiça determinou que fosse feito outro concurso só para naturalizados. O novo edital exclui qualquer participação de brasileiro nato, o que, de acordo com o MPF/AM, representa uma violação sem precedentes da Constituição Federal, que diz ser monopólio da CF dizer quais serão os cargos exclusivos de brasileiros natos.

ECONOMIA BRASILEIRA EM MARÇO DE 2008



ECONOMIA BRASILEIRA EM MARÇO DE 2008.
Por Euro Brasílico Vieira Magalhães

A crise do “SUBPRIME” nos Estados Unidos e a alta dos preços das commodities, diante do crescimento do consumo, além de serem as grandes ameaças do desequilíbrio da economia mundial, irão colocar na vitrine a verdadeira situação econômica de muitas economias emergentes sem sustentação na economia real, aquela do crescimento verdadeiro e sustentável, da evolução da infraestrutura e da produção, da industrialização e tecnologia, da educação e da legislação moderna dos países.

O cenário atual é de incerteza e as interrogações trazem à tona as fragilidades da economia brasileira, uma vez que o superávit do Brasil em transações correntes nos últimos anos foi causado pelo aumento do preço das commodities.

O aumento das reservas do Brasil está relacionado ao excesso de fluxo financeiro mundial e uma recessão prolongada da economia norte-americana causaria ajustes no crescimento da China e países asiáticos, provocando uma parada no elevado fluxo de capitais, o que faria a economia brasileira explodir em crises sucessivas, causando recessão, desemprego e mais aumento da criminalidade, além da falência definitiva dos serviços públicos, uma vez que essa economia é sustentada em parâmetros estilo “Las Vegas”(onde todo mundo joga para ganhar, mas com o pagamento de altas taxas de juros), devido ao altíssimo endividamento público, na casa de 1 trilhão e 700 bilhões.
Com esse cenário, o fôlego do Brasil ainda pode se sustentar durante mais um tempo, mas não escapará do sufocamento total.

Nos últimos 10 anos, a economia brasileira tem sido uma das privilegiadas pelo elevado preço das commodities e por ser exportador de commodities o Brasil deixou de ser devedor para se tornar credor na dívida externa, situação que tenderá a se inverter nos próximos meses.

A valorização do real frente ao dólar piorou a pauta comercial externa, com a maior dependência de produtos que são marcados pela alta volatilidade dos preços.
O ideal seria que a pauta da exportação brasileira fosse marcada por produtos de maior valor agregado, que não dependem apenas da formação internacional de preços, ao invés de se calcar apenas na produção de commodities.

Dados da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex) mostram que em janeiro, a alta das exportações brasileiras refletiu um aumento de 20,7% nos preços em relação ao mesmo mês de 2007, mas o volume exportado cresceu apenas 0,2%.
A queda do volume exportado, aliada a entrada de produtos similares aos que são produzidos pela indústria nacional, cada vez mais baratos e subsidiados, provocará a redução da atividade econômica, como já assistimos perfeitamente nos últimos 10 anos com o fechamento de indústrias, principalmente têxteis, calçadistas e de brinquedos.

A crise verdadeira da economia norte-americana é o resultado do consumismo excessivo e da combinação de juros baixos com prazos de financiamentos longos. Os EUA convivem há pelo menos uma década com essa receita, que fomentou o crescimento, mas estimulou o endividamento, sem critérios compatíveis de regulação e segurança, o mesmo que está ocorrendo na economia brasileira nos anos mais recentes, para forçar o crescimento do PIB pelo aumento do consumo interno baseado no endividamento de risco da população e de empresas.

Como os preços das commodities continuam subindo por causa de fatores atípicos, como a influência de fatores climáticos e a corrida pelo bicombustível, sendo que o valor do ferro, aço e alumínio tem apresentado crescente aumento por conta da forte demanda advinda da Ásia, o Brasil tem simplesmente se beneficiado disso, sem ter se preocupado o suficiente nos últimos anos em aproveitar esse boom dos países asiáticos e da Índia para dinamizar e agregar valor a sua produção industrial destinada à exportação.

Muito pelo contrário, as ações irresponsáveis e imprevidentes dos últimos governos brasileiros, deixando de investir em sua infraestrutura necessária ao incremento da produção e das exportações, como produção de energia elétrica, ampliação e melhoramento das malhas rodoviárias e ferroviárias, e solução definitiva do maior custo Brasil nessa área, os seus portos.

Apesar da possibilidade da recessão norte-americana, o crescimento acelerado de várias economias, especialmente as emergentes, com destaque para a China, pode ser a garantia de bom ritmo do comércio internacional, uma vez que a China hoje é responsável por 15% do PIB mundial, somada à Índia representa 21%.

Quando os governos militares entregaram o comando do País aos políticos, com uma infraestrutura e capacidade industrial para continuar crescendo a altas taxas do PIB, o Brasil estava bem a frente da China e da Índia e hoje o nosso PIB representa em torno de 1,5% do PIB mundial, ou seja, apenas 10% da participação da China e esse fracasso ocorreu em apenas 22 anos.

Outro fator que tem afastado o perigo da grave crise que certamente ocorrerá no Brasil foi a redução dos estoques de commodities agrícolas nos Estados Unidos, o que provocou a elevação do preço dos produtos no mercado, decorrente de condições estruturais, como por exemplo, o uso da soja e do milho como matéria-prima na fabricação de biocombustíveis, ocasionando a alta da cotação dessas commodities. Os estoques de trigo, milho e soja nos EUA são os mais baixos em 30 anos, o que justifica o alto preço dos produtos.

A comparação do Brasil com o resto do mundo evidencia a falta de estratégias para reagir à lentidão do seu crescimento nos últimos vinte anos. Têm sido feitas reformas pontuais apenas para resolver crises mais urgentes e não são coordenadas e sequer consistentes entre si.
Se olharmos para os sucessos dos países com melhor desempenho em anos recentes, como Chile, Irlanda, China e Índia, vê-se é preciso liberar o potencial produtivo do setor privado e livrar o Estado dos grupos rentistas que vivem de seus favores.

Os principais pilares para a retomada do desenvolvimento seriam: trazer a carga tributária de volta para o patamar de 25% do PIB observado em 1969-1993, contra atuais 39,5%, só possível através da redução drástica de gastos públicos e do crescimento progressivo da economia, com aumento da base tributária; reduzir o custo do capital para todos os empreendedores, e não apenas para as grandes empresas e fazendeiros beneficiados por subsídios públicos; melhorar a infra-estrutura de transporte; elevar significativamente o nível educacional e cultural da força de trabalho; e diminuir agressivamente a insegurança pessoal, patrimonial e jurídica que caracteriza o País.
Sabemos que é mais fácil identificar problemas do que corrigi-los, porém o que causa uma enorme preocupação a qualquer brasileiro que enxergue a grave realidade do Brasil e do mundo, não é a falta de soluções imediatas, mas o fato do País estar caminhando na direção totalmente errada, economicamente e politicamente.
Qualquer estratégia bem intencionada e realmente dirigida à verdadeira evolução do País vai depender diretamente da redução da razão dívida pública líquida/PIB em cerca de um terço, dos atuais cinqüenta e tantos porcento para cerca de 35%.

A situação econômica atual de caminhar á beira do precipício foi iniciada após a Constituição de 1.988 e os governos esbanjadores e corruptos que se seguiram, quando os gastos correntes dos governos subiram excessivamente, na esteira de constantes elevações da carga tributária.

Portanto, não tenho a menor dúvida de que não existirá nenhuma solução mágica que não esteja baseada em reformas profundas na estrutura do País, tanto política como econômica, aliada à uma revolução educacional e cultural.

Euro Brasílico Vieira Magalhães – eb5@uol.com.br
Em 17 de março de 2.008.
Av. VIeira Souto, 572, AP 103 - Rio de Janeiro - RJ
9315-8079

O QUE PENSO E O QUE SINTO NO MOMENTO ATUAL


Porto Alegre,RS, 17 de março de 2008.
RUI GARAVELO MACHADO

O QUE PENSO E O QUE SINTO NO MOMENTO ATUAL


Prezado e digno Gen TORRES DE MELO
e
ilustres Membros do GUARARAPES.
Bom dia.

Antes de tudo :
- agradeço terem dedicado atenção às minhas " mal traçadas linhas " ;
- para um Velho Soldado , desprovido de maiores méritos e pouco afeito às coisas das letras , é uma enorme satisfação ser lido/comentado por tão distintos leitores ;
- para efeito de melhor organização - sou meio " analfabeto " nessa tal Informática e por isso fico (quase ) sempre atrapalhado - estou colocando em Cor Azul as Mensagens mais antigas e referenciais à presente .


Ilustres Senhores ,
- de pronto , desejo enfatizar que SEMPRE busco pautar meus escritos sob uma atenta DISCIPLINA/HIERARQUIA ;
- não uso o anonimato ; ( SEMPRE ) declino meu nome completo e a Cidade onde resido ;
- busco incessantemente , não agredir as pessoas , salvo , é ÓBVIO , os comunistas/lulistas/petistas pois a esses não dedico a MÍNIMA consideração e , mesmo assim , procuro não ofender com palavras chulas/grosseiras/mal educadas ; procuro agir ao CONTRÁRIO do Sr LULA, por exemplo , que é um tosco/grosseirão/mal educado/mal alfabetizado/boquirroto e do Sr NELSON JOBIM que é , em meu entendimento , um falastrão ;
- por outro lado , tento prestigiar os Cmt de Forças e manter um tratamento atencioso/respeitoso .

Tudo isso posto e explicado , desejo deixar bem claro que há cerca de uns 20/25 anos e com ênfase desde o (des) Governo do Sr FERNANDO HENRIQUE CARDOSO (com perdões pela péssima recordação) , fatos/ações/medidas e , até mesmo , Legislações estão preparando e/ou desenvolvendo já um estado de DESMANTELAMENTO das FF AA e de imposição de uma situação de horríveis/péssimas conseqüências.
De maneira muito resumida :
- o tratamento indigno dispensados às FF AA e aos Militares : sendo destinadas às FORÇAS ARMADAS Verbas que estão MUITO aquém de suas MÍNIMAS necessidades ; aos Militares , a imposição de VIDAS MISERÁVEIS E POBRES SE COMPARADAS A TODOS AS DEMAIS CARREIRAS DE ESTADO ; se , de um lado , os Militares recebem Vencimentos acima da média do Trabalhador Brasileiro , por outro , é um paria se comparado a TODOS OS DEMAIS pagos pelo Tesouro Nacional ;está abaixo dos mais baixos Salários se e quando em comparação com os de Padrão/Carreira/Escolaridade/Exigências semelhantes ;
- a criação e SUPER desenvolvimento do MST e suas inúmeras ramificações ; com as atitudes e ações violentas/de verdadeira guerrilha e com a complacência , senão cumplicidade , do (des) Governo e a (quase ) omissão da Justiça ; até as pedras de calçamento da Praça dos Três Poderes sabem que o MST é braço armado - qual uma FARC - do Foro de SÃO PAULO/petistas/lulistas e asseclas ;
- a incontentável recompensa com fortunas a título de Indenizações e Pensões Especiais a quantos eram em tempos passados (recente) assaltantes/criminosos/guerrilheiros/terroristas e outros que tais e que hoje se colocam como heróis e defensores da DEMOCRACIA que tanto queriam acabar ; os " heróis " cantados em prosa e verso pelos lulistas/petistas/comunistas e associados não lutavam por ideais , o que fizeram foi um INVESTIMENTO que agora estão cobrando e sendo pagos a mancheias ;
- a Legislação dando FALSOS direitos aos Povos Indígenas e a criação de Territórios que se transformarão em Nações Independentes ( só não vê quem não quer ); a situação de cerca de 40% de RORAIMA sob o poder de fato de Associações , ONG(s) , Grupos , Grupelhos e outros que Tais é um exemplo sem contestações ;
- a Legislação sobre QUILOMBOS E QUILOMBOLAS em Locais que nem de longe se apresentam como tais ; breve , muito em breve , exigirão Cidades inteiras como QUILOMBOLAS ;
- a brutal arrogância/insolência/péssima postura e , antes de tudo , o comportamento de ETERNO PALANQUEIRO do Sr LULA , sempre cercado de bajuladores e com platéias ali postas para serem transformadas em claques - mercê de um lanche e/ou de uma Bolsa Isso ou Aquilo , vociferando/bradando/agredindo a TODOS os que não se ajoelham à sua sanha ;
- enfim , uma situação de BADERNA/CORRUPÇÃO/COMPADRIO/APADRINHAMENTOS que se serve da democracia para ANIQUILÁ-LA .

E , ai , ilustre General e dignos Membros do GUARARAPES está a indignação - dos que , ainda , podem e se indignam .
Enquanto isso , em meu juízo , o SILÊNCIO DOS CHEFES MILITARES É APAVORANTE/ENSURDECEDOR/RETUMBANTE.
Não peço e nem exijo atitudes violentas de " soco na mesa" ; SMJ , julgo que seria contraproducente e errado , no entanto , se os Chefes Militares não se manifestarem e mantiverem a conduta do GRANDE MUDO e do DISCIPLINADO nós , os Velhos Soldados que só dispomos de nossos corações ficaremos restritos ao teclado e ao telefone.
Passaremos a distribuir , Via Internet ou pelo Telefone , toda a nossa mágoa e tristeza .
Nós , os Velhos Soldados , não podemos permanecer , de pijama e a espera de um SALVADOR .
Não devemos usar o primeiro e nem acreditar na existência do segundo.
Temos , por exemplo , excepcionais exemplos de dedicação à causa da PÁTRIA nos diversos e variados GRUPOS - como o GUARARAPES que se destaca entre muitos - e estamos a espera das manifestações dos COMANDANTES DAS FORÇAS .
Eis , ilustres CIVIS e MILITARES do GUARARAPES o que (eu) penso a respeito dos últimos (malfadados) anos de (des) Governos do Sr FERNANDO HENRIQUE CARDOSO e do Sr LULA .
Penso , também , que os Clubes Miliatres (Naval ,Militar e da Aeronáutica ) como representantes da FAMÍLIA MILITAR - sócios ou não - ergam a bandeira do BASTA !!!!
Basta de sermos homens-carneiros ( nas belas e sábias palavras de MARIA LÚCIA ) !!!
Voltemos aos TEMPOS PASSADOS/GLORIOSOS em que havia ORDEM E PROGRESSO alicerçados no TRABALHO SÉRIO , NA HONESTIDADE , NO PATRIOTISMO , NA FAMÍLIA , NOS PRINCÍPIOS CRISTÃOS , NO RESPEITO ÀS TRADIÇÕES E À HISTÓRIA( a verdadeira ) repudiando a CORRUPÇÃO , A DEMAGOGIA , O COMPADRIO , A IMORALIDADE E A AMORALIDADE , O DESREGRAMENTO DE COSTUMES E O PERIGO LATENTE DO COMUNISMO.

Com desculpas pelo desabafo ,


Cordialmente RUI GARAVELO MACHADOAmigos para sempre e um pouco mais

Soldo desvalorizou...


Força Militar: Soldo desvalorizou 15% em relação ao salário mínimo
Marco Aurélio Reis- Jornal O DIA


Rio - O grupo de oficiais das Forças Armadas denominado Guararapes, em uma de suas últimas reuniões, levantou comparação que merece ser levada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos seus subordinados e técnicos que discutem nesta semana o reajuste dos soldos: tomando como base os reajustes do salário mínimo, em dois anos os vencimentos militares desvalorizaram 15%. O ministro Jobim publicamente já disse que não gosta de comparações desse tipo. A indexação de qualquer vencimento ao mínimo, para ele, está abolida. Mesmo assim, cabe mostrar, ampliando as contas do grupo de oficiais, a perda do poder de compra dos soldos. Em 2006, ano do último reajuste salarial para oficiais e praças, o salário mínimo estava em R$ 350. Um terceiro sargento recebia R$ 1.560 de soldo (4,46 mínimos) e de vencimento líquido R$ 1.787 (5,11 pisos). No mês que vem, com o mínimo em R$ 415, o sargento com o soldo congelado receberá 3,76 pisos de soldo e 4,31 mínimos de vencimentos líquidos. A queda do poder de compra fica em 15,7% e 15,6%, respectivamente. Entre os oficiais, as perdas também podem ser facilmente contabilizadas. Em 2006, um jovem segundo tenente recebia de soldo R$ 3.075 (8,79 pisos salariais nacionais no valor de R$ 350) e R$ 3.139 de vencimentos líquidos (8,97 mínimos). A partir do próximo pagamento, essa proporção passará a ser de 7,41 pisos nacionais de soldo e de 7,56 salários mínimos de R$ 415.
“Como se vê, é a descida da ladeira social”, lamentou à Coluna um dos generais do Grupo Guararapes, cuja posição pública sempre é tomada após longas discussões. “A decisão de aumento do mínimo (de R$ 380 para R$ 415) foi acertada, mas escancara a insensatez do aviltamentos dos militares”, completou o general.
O ministro Nelson Jobim, vai aos EUA esta semana se reunir com o secretário da Defesa, Robert Gates, visitar a base aeronaval de Norfolk e conversar com fabricantes de equipamentos militares. Objetivo da viagem é “ouvir muito sobre procedimentos administrativos e organizacionais das Forças norte-americanas". No dia 14 de abril, Jobim inicia pela Venezuela viagem a nações da América do Sul para discutir a criação do Conselho de Defesa Sul-Americana. A passagem pelo país de Hugo Chávez foi marcada pelo presidente Lula, defensor do conselho, com objetivo de contribuir para a formação de uma identidade sul-americana no campo da defesa.

Proibição ao Exército gera revolta


Proibição ao Exército gera revolta
http://www.claudiohumberto.com.br/
O Exército digeriu mal a atitude do ministro Nelson Jobim (Defesa), proibindo que o comandante da Brigada de Selva em Roraima, general Eliéser Monteiro, entrasse na Reserva Raposa do Sol, durante a visita do ministro "sealopra" Mangabeira Unger. A proibição teria sido uma exigência da ONG Conselho Indigenista de Roraima e da Igreja. Fala-se em insubordinação na Brigada, se obrigada a retirar brancos da reserva.

ELES EXISTEM!
(Marco Antonio dos Santos )
Você quase não os vê (porque são poucos, para um Brasil tão grande), mas eles existem. Aliás, insistem em fazê-lo.
Eles estão sempre prontos na hora que o Brasil precisa de alguém : eles estão lá na Fazenda Jarinã-MT! Aceitam morar na Amazônia e em outros lugares inóspitos e insalubres;insistem em continuar cumprindo com suas atribuições constitucionais, apesar de anos a fio de orçamentos gradativamente depauperados;
fazem questão de constituir famílias (são ousados) e de tentar sustentá-las com os minguados salários; substituem forças de segurança em greve, cujos integrantes recebem vencimentos superiores aos seus (e ainda se julgam com direito de majora -los), só porque acreditam ser essa sua missão diante da Nação que os paga (ainda que mal) e os alimenta (parcialmente);
constantemente têm atirados ao rosto questionamentos a respeito de sua utilidade e procuram justificá-laperante os ignorantes, revanchistas e derrotados no campo da luta ideológica e que se vingam lançando sobre eles falsas acusações difusas nas quais espelham, em realidade, o medo que a sociedade os chame de volta, como sempre o fizeram no passado histórico (aliás, a Nação tem o estranho hábito de recorrer a eles nos momentos de perigo). Porque agem assim? Porque acreditam em valores e têm princípios. Além disso,a hierarquia lhes impõe submissão. A disciplina, o silêncio. Perigo haverá quando deixarem de acreditar nos valores, perderem os princípios (como muitos segmentos da sociedade já o fizeram), a hierarquia for quebrada, a disciplina não mais justificar o silêncio e não puderemcumprir a missão que a Nação lhes atribui, por terem exaurido suas forças. Agora, a elite conjuntural governante (ou desgovernante) parece ter um grande problema. Como conceder a esses estóicos anônimos, que não têm o direito de greve ou de reivindicação por meio de outros movimentos paredistas (e nem devem te -los, acredito) a correção do desgaste nos vencimentos (muito inferiores aos de categorias afins)? Afinal, eles já deveriam ter desaparecido (embora sejam partes de uma Instituição Permanente, como reza a Carta Magna), mas insistem em ter os maiores índices de aprovação popular nas pesquisas comparativas em relação a outros segmentos da chamada sociedade organizada. Alegam, os usuários do poder, falta de recursos, comprometimento do superávit primário, dificuldades com a previdência etc, toda uma ladainha que já beira as raias do ridículo, que a sociedade já reconhece comoesfarrapadas, enquanto promovem desmandos e beneficiam bandidos e terroristas com polpudas indenizações vitalícias. Em realidade, é preciso tirar - lhes os brios e os méritos, humilhá-los ainda mais, quebrar - lhes o ânimo. Quem sabe, assim, desistam de existir.Mas parece que eles têm uma infinidade de vidas. São piores que a fábula das sete vidas dos gatos. Quando morrem, apenas se reagrupam na eternidade. Eles acreditam na Justiça e no ciclo da História. Talvez tenham aprendido a lição e não deixem que ela se repita. Um de seus antigos chefes já advertiu para acólera das legiões. Eles são os militares! Apenas querem cumprir sua missão. Os políticos ainda não perceberam que o risco é infinitamente menor quando eles estão equipados com as melhores armas e idéias que a Nação puder lhes dar, conforme, sabiamente, profetizouo General Douglas MacArthur. São preparados para sobreviver na adversidade. Alimentam - se da fé em suas crenças. Não pedem muito, apenas o mínimo - o respeito -, sem humilhações. O perigo existirá quando acreditarem que estão por isso sós. Marco Antonio dos Santos é empresário e professorEmail: marcprospect@tecnolink.com.br

DESESPERANÇA



DESESPERANÇA

Apesar da estabilidade econômica que vive o país e da crescente política paternalista do governo em favor das classes menos favorecidas, a maioria da população brasileira desconhece ou pouco sabe da atuação de grupos de desordeiros e vândalos que vêm agindo em vários Estados do Brasil como movimentos populares e sociais.

Invasões de fazendas, de laboratórios de pesquisas e de órgãos públicos ocupados à força por militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), pela chamada Via Campesina e por outras organizações congêneres, destruindo, incendiando, bloqueando estradas e ferrovias, saqueando e impedindo o direito de ir e vir, são ações desses grupos.

Os “cabeças” dessas organizações não aparecem, são covardes, utilizam esconderijos itinerantes para não serem encontrados pelos Oficiais de Justiça em caso de serem intimados a responderem por seus atos.

Por outro lado, a Justiça brasileira morosa e branda com os infratores, não toma atitudes que inibam essas entidades de continuarem praticando ilícitos.

Contando com apoio financeiro do governo federal e de seu partido, esses ditos movimentos sociais e populares vêm crescendo assustadoramente, baseados na doutrina marxista-cubana de retrógada ideologia.

O que se espera não se sabe! O povo pacífico brasileiro desconhece os fatos pois são pouco explorados pela mídia onde vários setores já estão comprometidos e aliados dos baderneiros.

A Justiça e os próprios magistrados se enfraquecem cada dia mais ao deixarem de expedir mandados de reintegração de posse de áreas e órgãos públicos invadidos.

Por sua vez, as Polícias Militares estaduais não cumprem o restabelecimento da ordem, muitas vezes pela conivência do Governo do Estado, simpático à ideologia dos invasores.

Só resta uma esperança: as Forças Armadas !

Mas o que dizer da atual situação das Forças Armadas brasileiras?

Sucateadas, sem recursos, salários defasados de seus integrantes e com mais um Ministro da Defesa desconhecedor das lides castrenses, assim como foram os outros.

Falastrão e narcisista, o atual ministro gosta mesmo é de aparecer na mídia, dizem que pretende ser candidato a Presidente da República, mas não age como um verdadeiro Ministro da Defesa em prol de suas Forças e da defesa do País.

E os Comandantes Militares?

Continuam calados, não sendo percebidos nem pelas próprias tropas que comandam. Em posição privilegiada, já receberam reajuste salarial por pertencerem ao primeiro escalão do governo, pouco agem em prol de seus camaradas, é como aquela música “deixa a vida me levar, vida leva eu”.

Enfim, o povo brasileiro não percebe o risco que está correndo em cair numa ditadura vermelha, já em pleno desenvolvimento, e quando acordar será tarde demais.

Contamos com os políticos honestos e democráticos, com a mídia independente, com os magistrados justos e exigentes no cumprimento das leis, com as Forças Armadas em última instância, mas diante dos fatos e da fraqueza das autoridades constituídas, já não temos muitas esperanças.

Só nos resta rogar ao Senhor para que nos livre, mais uma vez, do jugo vermelho.

JR Freitas - Cap Rfm