Notícias Militares

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O CONVITE




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O CONVITE

O Brasil inteiro (?) já sabe, o que todos os céticos como nós já sabíamos, de que “O Congresso Nacional é o Mausoléu da Justiça”, e que o seu Presidente é inexpugnável.

O indecente senador sem – voto, o famigerado Duque, um néscio por vocação e poltrão por opção, arquivou todas as onze Representações contra o seu patrão. Poderia ter disfarçado, acatando uma ou duas, mas qual. De uma canetada expurgou a todas, sem dó e sem o menor prurido de vergonha.

Se acatasse, sabemos que qualquer das Representações estaria natimorta, pois a parcial e venal Comissão de Ética, composta por imensa maioria pró – bandalha, inocentaria o potentado do Maranhão com a mesma falta de escrúpulos demonstrada pelo nefando Duque.

Caso não bastasse, o Presidente, ainda, disporia de outros guarda - chuvas protetores que o salvaguardariam, facilmente, de qualquer tipo de sanção. Ou seja, ele possui o salvo - conduto da impunidade.

Agora, circula à larga e, ostensivamente, para aumentar a blindagem do excelso Senador, o convite àquela autoridade para a Solenidade de Entrega do Espadim de Caxias. Pobre Caxias. Pobres cadetes que despendem quatro anos de sua existência na “fictícia” Academia. Tão prestigiados pela presença de vetustas e imponentes autoridades e tão desvalorizados funcionalmente.

Particularmente, não sabíamos que aquela Solenidade, embora revestida de pompas e circunstâncias atraísse tantas e tão magnificentes autoridades. Por isso, embora estranhando, não podemos deixar de admitir que o convite fosse dirigido, formalmente, ao Presidente do Congresso Nacional.

Cremos que estamos diante de um velho e surrado problema, como é o caso da Concessão de Honras e Medalhas a conhecidos valhacoutos e a inimigos das Forças Singulares, honrarias que alguns companheiros justificam, sem um rubor nas faces, de que são dirigidas ao cargo, à função exercida pelo (a) sacripanta, e não à pessoa.

Desnecessário, é destacar o óbvio, de que muitas vezes será impossível premiarmos um canalha, impunemente, apenas por ele exercer esta ou aquela função (em geral passageiras).

Alguns complementam seus argumentos, alegando que a autoridade tem sido simpática aos militares ou que talvez libere verbas ou pedidos de interesse das Forças. É verdade, na prática temos sido cobertos de benesses (?) decorrentes destes afagos (será que poderia ser pior e nós não sabemos?), de praxe, perfeitamente dispensados pelos homenageados.

Seria o convite uma formalidade? Estava o Presidente do Congresso na lista? Caso positivo e provável, por que não enviar o convite, simplesmente, por meio dos correios?

Não seria o caso de repensar as listas ou de, sendo o dono da festa, “colocar as barbas de molho”?

Ao convidar o Presidente do Congresso, Sarney ou não, a Instituição, do alto de sua credibilidade junto à opinião pública, queira ou não, com ou sem qualquer intenção, empresta a quem ocupa o cargo, um incauto aval.

Por derradeiro, lembramos que a boa fé exclui a mentira, mas não o erro.

Ou, ainda, mais uma vez, seremos soterrados pela ingenuidade.

Não repudiamos o convite, apenas lembramos que o momento impõe redobrada cautela.



Brasília, DF, 17 de agosto de 2009



Gen. Bda Refo Valmir Fonseca Azevedo Pereira

El Necesario Poder Militar Disuasivo de los EE.UU.


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EDITORIALES
Publicado el 08-18-2009
El Necesario Poder Militar Disuasivo de los EE.UU.
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Para que los Estados Unidos de América sigan siendo el baluarte máximo de la defensa de la libertad en caso de una agresión armada de quien sea, es preciso que su capacidad militar se mantenga en alto nivel de eficiencia y poderío, porque esas son características indispensables para que dispongan de un poder disuasivo que evite la tentación de los enemigos para agredir la paz mundial y, especialmente, a los Estados Unidos de América. El antiquísimo aforismo de “Si quieres vivir en paz, prepárate para la guerra”, del escritor militar Flavius Vegetius – en tiempos del Imperio Romano – mantiene su vigencia porque ese nivel de preparación desanima a los enemigos que quieran aprovecharse de cualquier circunstancia favorable para destruir lo que representan en todos estos tiempos, especialmente durante todo el Siglo Veinte, los Estados Unidos de América.

El Presidente Barack Hussein Obama ha declarado, según informan las agencias de prensa, que se opone a planes adicionales del Departamento de Defensa, o sea del Pentágono, para fortalecer militarmente a este gran país. Con respecto a ese tema invoca la necesidad de no gastar dinero en esos propósitos, como si no fuera muchísimo el dinero que se está usando ahora en forma más o menos discutible, en otros proyectos que incluyen presupuestos astronómicos que implican una deuda nacional difícil de calcular sin el auxilio de los ceros a la derecha que la aritmética indica. El Presidente se refiere a las autoridades militares de los E.U. y a miembros del Congreso que respaldan esos proyectos que tienen por objeto mantener en alto grado de eficiencia, de acuerdo con los avances modernos, el poderío militar estadounidense. Inclusive ha dicho que vetaría cualquier ley del Congreso sobre la materia.

Al mencionar los avances tecnológicos modernos, hay que tener en cuenta, sin duda alguna, que prácticamente de día a día se producen desarrollos en ese campo que no se calcularon antes con la anticipación que era normal en otras épocas. Con espíritu pacifista, pues, hay que mantener la capacidad militar de los Estados Unidos en condiciones de desalentar las pretensiones de sus enemigos para una agresión militar. Desde luego, en el campo político también deben estar alertas los estadistas, coordinados con los estrategas, para demostrar que los Estados Unidos no están, como se dice en frase popular, “pintados en la pared”. Desafortunadamente, en lo político, resulta muy difícil, dada la manera de ser del país, que se ...

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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Ambiguidade perigosa






REPASSO........

HP

ENCAMINHANDO TEXTO DA COLUNA DO JORNALISTA MERVAL PEREIRA, UM SOCIALISTA ENRUSTIDO QUE SAIU NA TANGENTE, DIANTE DA PERGUNTA DE UM OFICIAL DO EXÉRCITO SOBRE A POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA QUE TODO MUNDO SABE QUE TODO MUNDO SABE QUE É ORIENTADA PARA A APLICAÇÃO NA AMÉRICA LATINA DA IDEOLOGIA QUE DESGRAÇOU AS NAÇÕES ONDE FOI PROFESSADA.




O GLOBO - 15/08/2009

Merval Pereira

Ambiguidade perigosa



Há poucos dias participei, juntamente com vários outros profissionais de diversas áreas, na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), na Praia Vermelha, no Rio, de um almoço temático em que o assunto central era a Comunicação Social. Vários aspectos da questão foram discutidos, e naturalmente sobrou para mim, o único jornalista presente, a pergunta inevitável, já que naqueles dias o governo da Venezuela estava fechando diversas rádios, como já fizera anteriormente com a RCTV, na continuação da perseguição à liberdade de expressão no país. Um oficial me perguntou como eu via a política externa brasileira em relação à América Latina, justamente tendo em vista a tendência autoritária e antidemocrática de governos como o da Venezuela e seus satélites e a cada vez mais clara perseguição à imprensa livre.

Disse, em resumo, o que já escrevi aqui algumas vezes: compreendo a tese da união regional, e entendo a ajuda aos países mais pobres — não quer dizer que aceite a passividade com que o governo brasileiro reage diante da invasão da Petrobras na Bolívia, por exemplo —, mas deveríamos exigir em troca que eles se comportassem dentro dos padrões democráticos.

E o Mercosul tem uma cláusula expressa a favor da democracia que não pode ser esquecida pelo Senado na análise da aceitação da Venezuela no organismo regional.

O senador Eduardo Azeredo, presidente da Comissão de Relações Exteriores, já fez um discurso recentemente criticando o governo venezuelano na sua tentativa de controlar os meios de comunicação.

A cada dia que passa fica mais claro o descomprometimento do governo venezuelano com os valores democráticos.

A intervenção no ensino é a mais recente, e não será a última, prova disso.

No entanto, é cada dia também mais evidente a incoerência da política externa brasileira, muito rigorosa com a Colômbia e leniente com os chamados “bolivarianos”.

A reportagem do último número da revista inglesa “The Economist”, uma das mais respeitáveis do mundo, perguntando “de que lado está o Brasil” e chamando a atenção para o fato de que o país “não pode confundir democratas com autocratas, como Lula parece fazer”, é reflexo dessa ambiguidade.

O caso das chamadas “bases americanas” na Colômbia é típico. Colômbia e EUA estão discutindo um acordo para aumentar a cooperação militar americana para combater os traficantes de drogas e narcoguerrilheiros, mas as bases serão comandadas e operadas por colombianos.

Há uma limitação legal do Congresso Americano para o número de soldados envolvidos na operação, que não pode passar de 800 militares e 600 prestadores civis de serviços. Pelo novo acordo, as tropas americanas estarão em pelo menos sete bases militares colombianas.

O número atual, de 71 militares e 400 civis, certamente será aumentado, mas dentro desse limite legal. Mas Lula, mesmo que tenha atuado para esvaziar o espírito belicoso de Chávez na recente reunião da Unasul, sugeriu “convocar” o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para se explicar aos sul-americanos.

Expedito Bastos, pesquisador de assuntos militares da Universidade Federal de Juiz de Fora, e que estava presente na reunião da Eceme, acha que as bases americanas na Colômbia não são ameaças ao Brasil, até porque algumas já existem há tempos e fazem parte da ajuda na luta contra o narcotráfico e a guerrilha das Farc, que já dura mais de trinta anos e não foi necessário pedir autorização aos países sul-americanos, quando de sua implantação. “Trata-se de um problema interno de um país”, resume.

Também não encontrei entre os oficiais do Exército com quem conversei preocupação com o assunto que tanto mobiliza o governo brasileiro. Para Expedito Bastos, o investimento americano em ajuda militar “tem sido muito grande e está surtindo efeitos altamente positivos para ambos e, de certa forma, para toda a região”.

Ele lembra que os Estados Unidos não necessitam de bases para efetuar ataques contra alvos em qualquer ponto do planeta. “Detém tecnologia suficiente para isto, basta lembrar os bombardeiros do tipo B-2 invisíveis ou dos antigos B-52 que se encontram ainda operacionais, isto sem falar em aviões espiões que podem voar a grande altitude e os inúmeros satélites militares de que dispõem, além de uma ótima frota naval composta por porta-aviões e submarinos nucleares”.

O curioso, diz ele, é que “quando a Venezuela anunciou que a Rússia seria bem vinda caso precisasse de uma base na região, ninguém reclamou.

Quando dois aviões Tupolev Tu-160 Blackjack, com capacidade de levar armas nucleares, realizou manobras na região, operando a partir daquele país, inclusive voando em águas internacionais ao longo da costa brasileira até o Uruguai, ninguém reclamou”.

O pesquisador prossegue: “Quando o cruzador nuclear ‘Pedro, O Grande’ lá aportou para manobras com a marinha venezuelana, acompanhado do destróier ‘Chabanenko’, e de outros de apoio, ninguém reclamou. Quando se divulgou que armas adquiridas pela Venezuela foram capturadas em mãos de guerrilheiros das Farc, ninguém reclamou. Mas quando os americanos recriaram a IV Frota foi uma reclamação geral, parecia que fora criada para nos intimidar, invadir o nosso pré-sal, uma ameaça à soberania dos países da região, e não para conter o avanço chinês na África”.

O problema, para Expedito Bastos, é que os governos da região “estão agindo por ideologia e parecem não ter percebido as mudanças ocorridas no mundo após o fim da guerra fria e, com atitudes antiamericanas em suas retóricas, querem a todo custo trazer de volta a tensão daquele período para essa região, onde os perigos maiores estão muito mais próximos do que imaginamos e gerados em nosso entorno”.

LINHA AUXILIAR DE CHÁVEZ


LULA: LINHA AUXILIAR DE CHÁVEZ

Maria Lucia Victor Barbosa

18/08/2009



No Brasil, como em qualquer parte do mundo, sempre acontecem escândalos. Mas, em escala industrial como se tem visto de 2003 para cá é algo inédito em nossa história. Desfilam de modo interminável corrupção, nepotismo, patrimonialismo, desfaçatez, ausência de espírito público, males antigos que agora impressionam pela constância. Também é maior o grau de impunidade, coisa só possível por estar a consciência coletiva apática, indiferente, anestesiada pela propaganda governamental intensiva.

Desse modo, os mais recentes vexames que atingiram o presidente do Senado, José Sarney, não incomodaram a maioria. Tampouco causou espanto uniões esdrúxulas como a dos petistas com o senador e ex-presidente Fernando Collor ou a defesa intransigente que Lula da Silva e Dilma Rousseff fizeram de José Sarney, antes chamado de ladrão.

Contudo, o escândalo que envolve Sarney e resvala para outros senadores vem a calhar para o reforço do Executivo, pois diante dos descalabros não tardaram vozes pedindo o fim do Senado enquanto instituição e não punição para os culpados. Em que pese, porém, os espetáculos deprimentes é lá que se esboça alguma oposição ao Executivo. Foi, por exemplo, no Senado que morreu a famigerada CPMF, que o governo volta e meia tenta ressuscitar. Portanto, o fim do Senado pode ser muito conveniente para o presidente da República e seu governo petista. Melhor que exista apenas a Câmara com os submissos dos mensalões e das falcatruas de toda espécie.

A ausência de uma opinião pública, que se manifeste de modo mais concreto no sentido de ir às ruas mostrar seu repúdio aos abusos do poder é também preocupante em se tratando de nossa política externa. Evidentemente, um povo que não toma conhecimento ou não se importa com o que acontece diante de seu nariz, dificilmente consegue perceber o que vai além de seu quintal. Mas isso não faz com que desapareçam graves problemas externos que acabam por afetar a vida de cada brasileiro.

Aqui não vou detalhar o despudorado entreguismo do governo Lula com relação a Bolívia, ao Paraguai, a Argentina e tantos outros países. Prefiro me deter na Venezuela onde Hugo Chávez, chamado de democrata por Lula da Silva e sempre por este apoiado, vem crescendo em autoritarismo. Chávez também exporta seu modelo socialista para fiéis seguidores latino-americanos e tem no presidente brasileiro preciosa linha auxiliar.

Em suas mais recentes arremetidas contra a liberdade, a democracia, enfim, contra o Estado Democrático de Direito, o caudilho da Venezuela atacou a propriedade privada, o lucro das empresas, a imprensa independente, a autonomia universitária. Incansável na construção de seu poder absoluto, Chávez contará nas eleições legislativas de 2010 com uma lei que distorce a contagem de votos e permite que a bancada governista controle completamente a Assembléia Nacional. Entrementes, o companheiro “democrata” usa largamente a violência de suas milícias e de sua polícia para reprimir qualquer manifestação da oposição, o que inclui o espancamento de jornalistas e estudantes.

Portanto, quando Chávez fala em “socialismo do século 21” não está brincando. Ele está seguindo claramente as trilhas do comunismo que liquidou os organismos da sociedade civil – corporações, associações, Igrejas, poderes locais, opinião pública e outros mais – na medida em que estes constituem formas de fiscalização social do Estado. Sem essas forças organizadas emerge o monopólio do poder estatal, cuja obtenção requer estimular a luta de classes contando-se para isso com o apoio das massas populares seduzidas e alienadas. Ao mesmo tempo, não pode faltar a doutrinação da juventude, pois o jovem é presa fácil das ilusões e do fanatismo. Relembre-se ainda que a doutrina bolchevique exigiu a liquidação da propriedade privada e a estatização das grandes empresas feita através de expropriações.

Para Lula da Silva e demais governos latino-americanos tudo isso deve ser respeitado, pois faz parte da soberania da Venezuela. A soberania só não funciona para a Colômbia quando se trata das bases norte-americanas para o combate às Farc, o que significa combate ao narcotráfico. Não existe também soberania para Honduras, cujo Judiciário depôs o presidente Manuel Zelaya pelo motivo de seus atos inconstitucionais e para impedir que ele instalasse no país o autoritarismo chavista.

Entre as perdas que o Brasil vem sofrendo por conta da “generosidade” do governo, uma questão gravíssima deve ser ressaltada: o narcotráfico, aceito por Hugo Chávez, Rafael Correa e Evo Morales na medida em que são grandes amigos das Farc. O narcotráfico, como se sabe, é uma das principais causas da violência urbana, do poder paralelo da bandidagem, do aniquilamento de tantas vidas, do sofrimento e destruição de numerosas famílias.

Então, já está mais do que na hora de Lula da Silva deixar de ser linha auxiliar de Chávez e coordenar junto com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, o combate ao narcotráfico. Se isto é querer muito fica aqui ao menos o alerta para a sociedade civil.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga

mlucia@sercomtel.com.br

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

PT X JOBIM


pt x jobim



Por Jorge Serrão

Os petistas mais diretamente ligados ao Foro de São Paulo resolveram criar intrigas internas para detonar Nelson Jobim. Os radicais querem se vingar dele por três motivos. Porque Jobim saiu em defesa dos militares contra o revisionismo da Lei de Anistia. Porque Jobim tenta se credenciar como um possível candidato a vice-presidente, interferindo nas articulações de Lula com o PMDB. E porque Jobim estaria alinhado aos EUA e atrapalhando negócios ocultos dos petistas na compra de equipamentos para as Forças Armadas.

A onda de ataques a Jobim – via mídia amestrada – pretende tirá-lo do Ministério da Defesa o quanto antes. Mas qualquer movimento mais brusco só deve acontecer depois de 7 de setembro, quando o Brasil assina o acordo militar com a França, com a presença do presidente Nicolas Sarkosy, na parada militar de Brasília. O trato interessa a empreiteiros ligados aos petistas. Além da construção da base de submarinos e da mudança da sede da esquadra do Rio de Janeiro para a baía de São Marcos, no Maranhão, os “franceses” pretendem que a FAB compre os caças Rafaele. Só o negócios dos aviões é de R$ 4 bilhões.

Os adversários internos de Jobim identificam que ele hoje está muito ligado aos EUA – tanto que multiplicam a intriga de que Jobim só vive colado com o embaixador norte-americano Cliford Sobel. Os Estados Unidos fazem lobby abertamente em negócios que desagradam aos parceiros do Foro de São Paulo. Anteontem, o General Jim Jones, Assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, já formalizou ao ministro Jobim e ao Brigadeiro Juniti Saito, Comandante da FAB, um pacote de transferência tecnológica de US$ 3 bilhões – capazes de gerar 7 mil empregos diretos nos setores de energia e aeroespacial brasileiro -, caso o Brasil compre os caças F/A 18 Super Hornet, fabricados pela Boing.

Mais desgaste

Análise de um general de quatro estrelas do Exército Brasileiro sobre a ampliação no número de soldados dos EUA nas bases militares colombianas:

“Não vejo qualquer ameaça militar ao Brasil, nem direta, nem indireta”.

O pensamento dos militares brasileiros, portanto, é bem diferente da postura anti-EUA defendida pelo super-aspone presidencial Marco Aurélio Garcia – um dos mais radicais membros do Foro de São Paulo

domingo, 9 de agosto de 2009

PINGA DE OUTRO BARRILETE ?


PINGA DE OUTRO BARRILETE?

Percival Puggina



Vejo muita gente expressando surpresa diante da aliança de Lula com Sarney e Collor. Não nego que existem razões para o alvoroço. Afinal, Lula ganhou vulto político e chegou à presidência exatamente por ter construído sua imagem como alguém em frontal antagonismo aos padrões éticos seguidos por seus antecessores no posto. Tanto foi assim, que no imaginário coletivo, Lula era apreciado como pinga de outro barrilete.

Pois não é que aquele homem de hábitos simples, cujo único luxo era um bom aparelho de som, tornou-se companheiro dos mesmos plutocratas cuja reputação sempre procurou destruir? Há jornalistas, por aí, batendo com a cabeça na parede até sangrar. Há analistas buscando explicação para tão instigante reviravolta. O mundo virou do avesso? Quando é que a água começará a escorrer do ralo para a torneira?

Penso que devemos analisar o fenômeno sob outro ponto de vista. Pouco me surpreende Lula andar de braços dados com Sarney e Collor. O que me espanta é o contrário: o que deu em Collor e Sarney para se unirem a Lula? Isso lá é coisa que ambos façam? Perderam completamente o amor próprio? Depois de tudo que Lula e os seus fizeram e disseram contra eles?

A opinião de Lula sobre Sarney presidente pode ser pesquisada na internet e eu deixo de reproduzi-la porque são coisas não se dizem, não se escrevem nem se transcrevem (mas para quem quiser procurar, há, inclusive, vídeos nos quais se pode assistir Lula falando). Já o que Collor candidato dizia de Sarney presidente gerou menos material para pesquisa, mas nem Sarney lhe deixava pouca munição, nem Collor era um modelo de temperança verbal. Aliás, o alagoano falava tão mal de Sarney que este, para fustigá-lo, anunciou que votaria em Lula no pleito de 1989. E agora estão todos com o homem? O que é isso, meu Deus?

Se você disser que Lula sempre foi assim, metade dos seus amigos petistas ficará aborrecida. Se você disser que ficou assim depois de eleito, a outra metade se aborrecerá. É um beco sem saída. Provavelmente só estarão certos os petistas, poucos pelo que sei, que preferirão se aborrecer com Lula.

Pense comigo. Sarney e Collor não fizeram mal algum a Lula. Portanto, este nada tem contra aqueles. Nada! Exceto os conceitos anteriormente emitidos e que precisou, digamos assim, “engolir e digerir”. Já o inverso não é verdadeiro. Lula e seu partido foram verdugos de ambos. E agora os dois lutam – juntos! – na defesa dele? Como puderam, digamos assim, “engolir e digerir”?

Estou convencido de que para nosso presidente a política começa e termina no jogo do poder. Tudo mais se queima nas velas desse altar. Qualquer reputação pode ser incinerada para se chegar lá e qualquer delito ou ofensa encontra perdão se isso convier à permanência no poder. É uma espécie de stalinismo tropical. A lista dos que se enquadram nos dois grupos – dos ofendidos e dos perdoados – é volumosa como um relatório de CPI e contém personagens aos quais o leitor, tenho certeza, não franquearia sequer a porta dos fundos de sua casa.

sábado, 8 de agosto de 2009

O POLÍTICO PSICOPATA


http://www.rogeriomendelski.com.br/index.html

08 DE AGOSTO DE 2.009


“Os políticos costumam aferrar-se ao poder como psicopatas”.


Hugo Marietan, médico-psiquiatra argentino e professor na Universidade de Bs. Aires



O POLÍTICO PSICOPATA


O psiquiatra argentino Hugo Marietán, numa entrevista ao jornal La Nación, de Buenos Aires, em fevereiro deste ano, fez uma instigante análise sobre a psicopatologia e os políticos, a qual cabe perfeitamente para certos homens que militam na política brasileira.

A jornalista Laura di Marco perguntou a Marietán como é possível de se distinguir um político decente de um político psicopata? A resposta do médico e professor da Universidade de Buenos Aires é o retrato falado de alguns políticos brasileiros que atualmente figuram nas primeiras páginas da imprensa. Eis a opinião do conceituado psiquiatra argentino.

“Uma característica básica do psicopata é que ele é um mentiroso, mas não é um mentiroso qualquer. É um artista. Mente com a palavra, mas também com o corpo. Atua. Pode, inclusive, fingir sensibilidade. Acreditamos nele uma e outra vez, porque é muito convincente. Um dirigente qualquer sabe que tem que cumprir sua função durante um tempo determinado. E cumprida a missão, vai embora. Ao psicopata, por outro lado, uma vez que está acima, ninguém pode tirá-lo: quer estar uma vez, duas, três vezes. Não deixa o poder e muito menos o delega”.

“Outra característica é a manipulação que faz das pessoas. Em torno do dirigente psicopata se movem pessoas que querem satisfazê-lo. Pessoas que, embaixo do efeito persuasivo, são capazes de fazer coisas de que outro modo não fariam. São pessoas subjugadas, sim, e, inclusive, podem ser de alto nível intelectual. O líder psicopata não considera os cidadãos como pessoas com direito, mas as consideram como coisas, porque o psicopata sempre trabalha para ele mesmo, ainda que em seu discurso diga tudo ao contrário.”

“O psicopata vê as pessoas como simples instrumentos. Ele carece da habilidade emocional da empatia, que é a capacidade de qualquer pessoa normal de pôr-se no lugar do outro. ‘As coisas’(as pessoas), para o líder político com essas características, tem que estar a seu serviço: pessoas, dinheiro, a famosa caixa para pagamentos, para comprar vontades. Utilizam o dinheiro como elemento de pressão, porque utilizam a coerção. A pergunta do acionar psicopatológico típico é: como dobro a vontade do outro? Com um cargo, com um plano, com um subsídio? Como divido?”

“Os políticos importantes – concluiu o Dr. Hugo Marietán – geralmente são psicopatas por uma simples razão: o psicopata adora o poder. Utiliza as pessoas para obter mais e mais poder e as transformam em ‘coisas’ para o próprio benefício dele. Isto não quer dizer, logicamente, que todos os políticos ou todos os líderes sejam psicopatas, mas sim que o poder é um ambiente onde eles se movem como peixe na água”.


QUEM É MARITÁN

O psiquiatra Hugo Maritán, tem 57 anos, além de professor na UBA, é vice-diretor da revista de neuropsiquiatria Almaceón e coordenador do portal espanhol psiquiatria.com. Nos hospitais Moyano, Esteves e Borda, na capital argentina, dirigiu cursos de semiologia psiquiátrica.