Notícias Militares

terça-feira, 31 de julho de 2012


OS GENERAIS PRESIDENTES

Uma diferença que comprova o dito:
Contra fatos não há argumentos.
OS GENERAIS PRESIDENTES... COMPARAÇÕES
"Erros foram praticados durante o regime militar, eram tempos difíceis. Claro que no reverso da medalha foi promovida ampla modernização de nossas estruturas materiais. Fica para o historiador do futuro emitir a sentença para aqueles tempos bicudos."
Mas uma evidência salta aos olhos.
Quando Castelo Branco morreu num desastre de avião, verificaram os herdeiros que seu patrimônio limitava-se a um apartamento em Ipanema e umas poucas ações de empresas públicas e privadas.

Costa e Silva, acometido por um derrame cerebral, recebeu de favor o privilégio de permanecer até o desenlace no palácio das Laranjeiras, deixando para a viúva a pensão de marechal e um apartamento em construção, em Copacabana.

Garrastazu Médici dispunha, como herança de família, de uma fazenda de gado em Bagé, mas quando adoeceu, precisou ser tratado no Hospital da Aeronáutica, no Galeão.

Ernesto Geisel, antes de assumir a presidência da República, comprou o Sítio dos Cinamonos, em Teresópolis, que a filha vendeu para poder manter-se no apartamento de três quartos e sala, no Rio.
João Figueiredo, depois de deixar o poder, não aguentou as despesas do Sítio do Dragão, em Petrópolis, vendendo primeiro os cavalos e depois a propriedade. Sua viúva, recentemente falecida, deixou um apartamento em São Conrado que os filhos agora colocaram à venda, ao que parece em estado lamentável de conservação.
Não é nada, não é nada, mas os cinco generais-presidentes cometeram erros, mas não se meteram em negócios, não enriqueceram nem receberam benesses de empreiteiras beneficiadas durante seus governos. Sequer criaram institutos destinados a preservar seus documentos ou agenciar contratos para consultorias e palestras regiamente remuneradas.
Bem diferente dos tempos atuais, não é?
Por exemplo o Lulinha filho do Lula era até pouco tempo atrás funcionário do Butantã/SP, com um salário (já na peixada politica) de R$ 1200,00 e hoje é proprietário de uma fazenda em Araraquara, adquirida por 47 milhões de reais, e detalhe, comprada a vista!
Centenas de outros politicos, também trilharam e trilham o mesmo caminho.
Se fosse aberto um processo generalizado de avaliação dos bens de todos politicos, garanto que 95% não passariam, ié, seria comprovado destes o enriquecimento ilícito. Como diria Boris Casoy: "Isto é uma vergonha" e pior, ninguém faz nada."
Aquele regime era Ditadura. E este agora, podemos chamar de Democracia ?
<= Essa união
seria a
solução?
Milhões de brasileiros
já pensam assim
 JORNALISTA CARLOS CHAGAS.

quinta-feira, 26 de julho de 2012



AMIGOS PARA UMA VIDA

Resolvi hoje me atrever a escrever um artigo por conta do aniversário de um amigo e vamos combinar o cara é meu amigo mesmo me paga para ter prazerosas tardes de cultura(intelectualmente falando) e conhecimento da vida.
Admiro todas as histórias desse homem, respeito sua visão do mundo e pode ter certeza se eu tiver um terço de dignidade e respeito que essse homem tem serei um ser humano melhor, não julgo seus defeitos porque desconheço qualquer um , deve ter é claro todos temos mas com cereteza o ditado ama-me quando eu menos merecer e na hora que eu mais precizar vai falar mais alto.
Sua familia é encantadora e solidária com os menos desvalidos, tenho certeza que todos essas qualidades vieram desses dois do CEL Erildo ( que atende pela alcunha de Cadinho) e também da Dna Edi.
Te amo Querido como um Pai como brigo com o meu sempre brigaremos muito rsrsrs feliz aniversario.


PAULA STAMM

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Mina explode e mata militar durante treinamento do Exército no Rio de Janeiro

Acidente ocorreu na noite desta quarta-feira (20). Outros dez alunos se feriram e dois estão internadas em estado grave

iG Rio de Janeiro | - Atualizada às


O militar do Exército Vinícius Figueira, de 22 anos, morreu após uma mina explodir durante um treinamento para o Curso de Formação de Sargentos, na Vila Militar, em Deodoro, na zona oeste do Rio. Outros dez alunos se feriram e dois estariam internados em estado grave.
Leia tambémFuzil que seria do Exército argentino é apreendido na via Dutra
De acordo com a assessoria do Comando Militar do Leste (CML), um grupo de alunos estava em um acampamento no Campo de Instrução do Camboatá, quando a mina explodiu, na noite dessa quarta-feira (20). Os feridos estão internados no Hospital Central do Exército (HCE), em Benfica, na zona norte.
Ainda de acordo com o CML, um inquérito foi aberto para apurar as causas da explosão. Ainda não há previsão para o enterro de Figueira.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Forças Armadas do Brasil: 

treinados, armados e mal pagos

 

Os mais de 339 000 homens da Marinha, do Exército e da Aeronáutica viram seus salários serem achatados ao longo dos anos, o que criou distorções absurdas. Um comandante de porta-aviões, por exemplo, ganha menos que um gráfico do Senado Federal

Neste domingo, familiares de militares marcharam pela orla da Praia de Copacabana no Rio de Janeiro em um protesto por aumento salarial. A manifestação, batizada de “panelaço”, aproveitou a presença de autoridades do governo e representantes internacionais no Forte de Copacabana para a Conferência Rio+20 para dar visibilidade à causa. Dados levantados pelo site de VEJA mostram a discrepância salarial entre os militares – que somam um efetivo de 339 364 homens - e os demais servidores públicos federais. Um operador de máquina do Senado Federal, responsável por colocar em funcionamento as máquinas do serviço gráfico da Casa, por exemplo, recebe salário de 14 421,75 reais. A vaga, preenchida por concurso, exige apenas Ensino Fundamental completo. Enquanto isso, um capitão-de-mar-e-guerra, o quarto posto mais alto dentro da hierarquia da Marinha e responsável, por exemplo, por comandar um porta-aviões, recebe remuneração de 13 109,45 reais. Veja outras comparações salariais e quanto ganha quem comanda as tropas ao final desta reportagem.
Os militares da ativa são proibidos de se manifestar. Por isso, escalaram suas mulheres para ir às ruas. Ivone Luzardo preside a União Nacional das Esposas de Militares (Unemfa) e é uma das articuladoras do protesto deste domingo. Ela causou alvoroço em março ao subir a rampa do Palácio do Planalto, em Brasília, de uso restrito da presidente. Tudo para chamar a atenção para as reivindicações salariais da categoria. Em maio, conseguiu entregar nas mãos da presidente um ofício com um pedido de audiência. Não obteve resposta. “O governo precisa separar a história da realidade”, afirma Ivone. “Os militares assumiram o poder nos anos 1960 porque ninguém queria um país comunista. Os que hoje estão no governo eram contra os militares na época. Criou-se um revanchismo.”
Outro líder do movimento é o militar reformado Marcelo Machado. Ele presidente a Associação Nacional dos Militares do Brasil, fundada há um ano e com sede no Rio de Janeiro e em Brasília. “A insatisfação é geral. Enquanto os comandantes das Forças Armadas têm salário de ministro, nós ficamos a pão e água”, diz Machado. “Os colegas não podem se manifestar, mas, por ser reformado, tenho sorte de ninguém poder me punir.” O movimento vem ganhando força a ponto de as duas associações terem marcado para 30 de agosto o 1º Congresso Nacional da Família Militar. 
Sob a condição de anonimato, pelo temor de represálias, militares da ativa e da reserva aceitaram conversar com a reportagem do site de VEJA. Eles narram uma rotina de dificuldades financeiras, endividamento e condições precárias para as famílias de militares que são transferidos de cidade. “Há militares com 25 anos de serviço em capitais que residem em quarteis, em alojamentos paupérrimos, com a família a 200 quilômetros de distância, onde podem pagar pelo aluguel”, relata um subtenente com 27 anos de Exército.

Fuga da carreira militar - A pouca atratividade financeira da carreira tem feito minguar os quadros das Forças Armadas. Levantamento feito com base em dados do Diário Oficial da União mostra que, de janeiro de 2006 até maio de 2012, 1 215 militares deixaram a carreira. O Exército foi a força que mais perdeu pessoal, 551 homens, seguido pela Marinha, 405, e Aeronáutica, 229. Os detalhes estão no gráfico abaixo. O estudo foi organizado pela assessoria do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), porta-voz das tropas no Congresso. “Tem muitos oficiais saindo para ganhar mais em outras áreas. E o gasto que o governo tem para formar um militar é altíssimo”, afirma Bolsonaro. “O governo usa o pretexto da indisciplina para nos subjugar.” Continue a ler a reportagem aqui.


As associações de familiares procuraram um por um os parlamentares para pedir a eles apoio para pressionar o governo Dilma Rousseff a conceder aumento. Os apelos tiveram pouca reverberação no Congresso. Além de Bolsonaro, apenas o senador Roberto Requião (PMDB-PR) deu sinais de apoio à causa. Em audiência da Comissão de Relações Exteriores e Defesa da Casa com o ministro da Defesa, Celso Amorim, Requião falou sobre a necessidade de valorizar a carreira militar e sugeriu o agendamento de um encontro na comissão, com a presença do ministro, para tratar do assunto. Até agora, nada está marcado, no entanto.
Promessas - Apesar de todos os entraves agora colocados pelo governo, um plano de reajustes para a categoria estava previsto na Estratégia de Defesa Nacional, lançada em 2008, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, e, ainda, em uma carta da então candidata à Presidência Dilma Rousseff, de 2010. Diz o documento assinado por Dilma e entregue à época aos representantes das Forças Armadas: “Os índices de reajuste salarial conquistados nos últimos dois mandatos presidenciais são uma garantia de que continuaremos efetuando as merecidas reposições.” As tropas, unidas, continuam à espera.



Responsabilidades demais, remuneração de menos

A defasagem dos rendimentos dos militares fica mais evidente quando os salários são comparados aos de funcionários do Congresso Nacional, que estão entre os mais bem pagos do serviço público. Veja quatro exemplos dessa distroção


 revista veja: Carolina Freitas e Gabriel Castro
favor divulgar!

 

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Saudação aos novos oficiais-generais












Por especial delegação do Senhor Comandante do Exército, General-de-Exército ENZO MARTINS PERI, cumpro a honrosa missão de saudar os novos oficiais-generais.

Senhores Generais-de-Brigada recém-promovidos!
O ingresso dos senhores no vértice da estrutura militar foi precedido de um conjunto de ações específicas, processos normatizados, decisões qualificadas, escolhas entre tantos igualmente capazes, muita emoção e muita alegria. Este momento soma-se aos anteriores.

Hoje, portanto, é um dia festivo. A promoção na Ordem do Mérito Militar; o recebimento do Bastão de Comando; a condução da Espada de General por Cadetes e sua entrega por Chefes Militares experimentados e amigos; e a primeira continência da tropa são simbolismos baseados em valores imutáveis e em tradições reverenciadas pelo Exército de CAXIAS, legadas por nossos antecessores. Mas são simbolismos. Revestem-se de significados, impõem-nos responsabilidades, confortam nossos sacrifícios e enchem-nos de orgulho. Mas são simbolismos. No palco da vida a cortina ergue-se todos os dias. A realidade continuará sisuda, impositiva e desafiadora, e sem muita simpatia para com amadorismos, romantismos e achismos. Ela vai continuar a exigir fortaleza, coragem e determinação de todos. Portanto, o conjunto de atributos que os promoveu a general exige aperfeiçoamento contínuo. Preparem-se ainda mais, e com ânimo ainda mais forte. Os senhores foram promovidos com base na lei da salutar renovação. Ocupem os espaços deixados, expandindo-os, e sabendo que suas responsabilidades também estão sendo ampliadas. Não apenas enfrentem as adversidades, vençam-nas. Superem-se. Mudem preservando. Aperfeiçoem. Transformem.

Nessa jornada que iniciam, a confiança conquistada na superação de obstáculos que os angustiaram e que foram vencidos, os sentimentos de patriotismo, de honra, e de cumprimento de missão continuarão a ser seus estímulos. Deixem seus corações seguir à frente e tentem alcançá-los. E, de acordo com as circunstâncias, pratiquem outras virtudes que moram em seu caráter.

O Posto de Observação do general é estratégico. Embora, por vezes, ele cuide da parte, precisa enxergar o todo. Os senhores estão atingindo o generalato num momento em que o Brasil alcança um patamar geopolítico inédito e, por isso mesmo, de consequências não completamente previsíveis. Tudo indica que o crescimento do Brasil é progressivo e sustentável. Crescer ocupa espaço. E isso ocorre em momento de mudanças: presença de potências extracontinentais em nosso entorno estratégico e crise no mundo desenvolvido. Essas forças podem não ser convergentes. O Estado Brasileiro, como se sabe, sempre visualizou o caminho da cooperação mútua, do entendimento construtivo e da diplomacia fundamentada em princípios para resolver suas controvérsias. Esse é seu Plano A, sempre desejável e buscado. Contudo, há que se acompanhar a conjuntura, porque as Forças Armadas - além da dissuasão e das ações subsidiárias – existem, também, para ser empregadas em situação de Plano B.

Para o Exército, a promoção dos senhores gera uma grande expectativa, pois fortalece e renova a certeza de firmes, corajosas e equilibradas decisões que irão dar continuidade à trajetória de mudanças e transformações necessárias à aquisição, pelo nosso Exército, de capacidade dissuasória ajustada à estatura do País. O BRASIL já se alinha entre os principais atores globais, credor de respeito internacional, possuidor de voz ativa em foros mundiais e detentor de responsabilidades que ultrapassam nossas fronteiras.

A multipolaridade, as incertezas e a necessidade de atuação em ambiente de divergências exigem que as operações sejam cada vez mais conjuntas e interagências, onde a cooperação, a coordenação, o controle, a interoperabilidade e a complementaridade mostram que nenhuma instituição é tão forte quanto todas unidas. Busquem sempre a convergência de esforços. E ajam para unir cada vez mais vontades e ações em prol da melhor resposta para a grandeza do Brasil. A palavra chave é liderança, segundo seu melhor estilo: o exemplo pessoal.

A vitória dos senhores e o orgulho dos familiares e amigos são também vitória e orgulho de todo o nosso Exército.

De forma resumida, foram essas as ideias que o Sr Comandante do Exército incumbiu-me de lhes transmitir.

Que o mesmo Deus que os guiou até aqui continue a iluminar suas jornadas.

Parabéns, saúde e sucesso!

Brasília, DF, 17 de agosto de 2011.

General-de-Exército JOAQUIM SILVA E LUNA
Chefe do Estado-Maior do Exército


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Amorim rebate críticas e defende general














Novo ministro da Defesa diz que não dá para partidarizar as Forças Armadas e elogia o comandante do Exército

Amorim afirma que país terá de comprar novos caças para a FAB, mas não dá para dizer qual será o momento exato
ELIANE CANTANHÊDE

Em resposta a seus críticos militares, o novo ministro da Defesa, Celso Amorim, provoca: "Você não pode fazer das Forças Armadas uma coisa partidária nem para a esquerda, nem para a direita". Em entrevista no novo gabinete, Amorim, 69, disse que o comandante do Exército, general Enzo Peri parece uma pessoa "não apenas ilibada, mas até um asceta". Relatório do TCU diz que Enzo favoreceu firmas ligadas a militares ao dispensá-las de licitação de 2003 a 2007.

Folha - O sr. é "esquerdista"?
Celso Amorim - Esses rótulos, é melhor deixar os outros colocarem. Uns dizem que fui colocado pela presidente Dilma por ser nacionalista, o que agrada aos militares. Outros, que foi porque sou esquerdista, o que não agrada a eles. Mas, no Brasil, nacionalismo não é confundido com esquerdismo?

O sr. mantém a crítica que fez na revista "Carta Capital" ao voto favorável do governo Dilma a um relator da ONU para apurar abusos contra direitos humanos no Irã?
Hoje eu sou parte do governo e tenho de participar solidariamente das decisões do governo, e essa pasta pertence a outro ministro. Como intelectual independente, o que eu escrevi e disse claramente é que, se fosse eu, não teria tomado aquela atitude.

Uma crítica de militares ao sr. é a ligação com o Irã.
Nós nunca ficamos amiguinhos do Irã, que não é uma prioridade da política externa. O que foi prioridade, em determinado momento, foi resolver um problema grave para o mundo: o programa nuclear do Irã.

O sr. escreveu que não são satisfatórias as relações entre o poder civil e os militares e a responsabilidade por atos da época da ditadura. Como avançar nos dois casos?
Não me recordo das palavras exatas, mas não disse que não são satisfatórias, mas que talvez alguns não vejam como satisfatórias. Uma constatação, mais que um juízo de valor. A subordinação das Forças Armadas ao poder civil é clara.

Por que não falou da Comissão da Verdade na posse? O sr. defende a responsabilização de militares por atos na ditadura?
O principal é o restabelecimento da verdade. Com bom senso de todos os lados e boa articulação política, que cabe ao ministro da Justiça, chegaremos a uma boa conclusão.

O general Augusto Heleno...
A quem aprecio, pelo bom trabalho que fez no Haiti.

... disse que o comprometimento ideológico tem repercussão altamente negativa entre os militares.
Você não pode fazer das Forças Armadas uma coisa partidária, nem para a esquerda, nem para a direita, nem para o centro. Para isso nós temos a presidente da República, que é quem escolhe e quem decide e que foi eleita pelo povo brasileiro.

Pergunta de um oficial: e se fosse um general mandando no Itamaraty?
Diplomatas são disciplinados, e já houve ministro militar: Juracy Magalhães.

A presidente deu sinal de que vai descontingenciar verbas?
Vou conversar com os ministros da área econômica. Qual a solução? Quando? Não sei. Vamos ver.

E os caças?
Os caças terão que vir. Achava isso como ministro das Relações Exteriores e continuo achando como ministro da Defesa. O momento exato não dá para dizer.

O sr. prefere os Rafale?
No governo Lula parecia que o que tinha mais condições de fazer transferência de tecnologia era o francês. Mas não acompanhei o desenrolar das discussões sobre isso e a renegociação de preços.

Como tocar o programa nuclear da Marinha sem verba?
Vai ter recursos sim. A presidente é nacionalista, patriota e sabe da importância de proteger os nossos recursos, principalmente a camada do pré-sal.

E o acordo com os EUA para o uso da base de Alcântara?
Foi paralisado no Congresso porque não tem cabimento brasileiros não terem acesso a certos lugares no território nacional. É uma questão de soberania inegociável, e não uma questão ideológica.

Jobim e o sr. estabeleceram uma linha de distanciamento dos EUA, mas Patriota faz uma linha de aproximação. Onde o sr. se encaixa agora?
Jobim até patrocinou, junto conosco, um acordo militar com os EUA. Temos de ter a cabeça aberta, acabar com a mania de que o que é a favor do Brasil é contra os EUA.

Por que defende sair do Haiti?
Dizem que democracia é quando um presidente passa o governo a outro presidente eleito. É hora de discutir uma saída organizada, inclusive com ONU. Uma possibilidade é deixar um batalhão de engenharia do Exército.

O comandante Enzo Peri é investigado por ter assinado 27 contratos sem licitação. O sr. vai tomar providências?
Bom, o general me disse que já há investigações iniciadas por ele.

Vai investigar ele próprio?
É preciso separar o joio do trigo. Tenho 50 anos de serviço público e conheço as pessoas pelo olho. O general Enzo me dá a impressão de uma pessoa não apenas ilibada, mas até de um asceta. O que tiver de ser investigado será.

Genoino vai ficar na Defesa?
Vai. E pode botar um ponto de exclamação.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

sigilo eterno


Segredo de textos por tempo indeterminado é apoiado por ministério e, pela 1ª vez em público, por Collor

Roberto Maltchik

O Ministério da Defesa manifestou apoio ontem ao projeto original do governo que mantém o sigilo eterno de documentos oficiais considerados ultrassecretos. A mesma posição foi defendida, pela primeira vez publicamente, pelo ex-presidente e senador Fernando Collor (PTB-AL). No início da semana, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, anunciou que o governo não concordava mais com a alteração da Câmara que limita o sigilo no máximo a 50 anos.

A assessoria do ministro da Defesa, Nelson Jobim, esclareceu que, se o governo mudar de posição, ele a seguirá. No Congresso, as Forças Armadas e o Itamaraty são os principais atores do lobby em favor do texto que não determina prazo fixo para que os textos ultrassecretos saiam do cofre. Mas o assessor parlamentar da Defesa e ex-deputado José Genoino defende o texto aprovado pela Câmara, que limita o sigilo a 50 anos. Esta semana, Jobim afirmou que, no atual estágio da discussão, não há posição da Defesa, mas, sim, decisão do governo:

- A posição é cumprir a posição que for tomada. Acompanhamos o projeto na fase inicial, concordamos com o projeto inicial. Havendo modificações, concordaremos com elas.

Dentro e fora do governo, Dilma é pressionada para voltar atrás e chancelar um mecanismo limitador de prazo, mesmo para documentos de altíssima confidencialidade. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse ao GLOBO que continuará agindo para o governo não ceder à pressão. O debate no Congresso será ampliado. Daqui para frente, as negociações serão conduzidas pelo ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL).

- O presidente Collor está tratando desse assunto e negociando com as pessoas. Havia presunção de unanimidade em relação ao projeto (da Câmara). O projeto deixou de tramitar em regime de urgência - disse Sarney.

Collor se encontrou com Dilma

Collor esteve com Dilma para tratar da Lei de Acesso à Informação Pública. Segundo ele, a presidente "se mostrou sensibilizada com o assunto e disposta a encontrar uma solução". Na Comissão de Relações Exteriores do Senado, Collor fez ampla defesa do texto governista, revisado na Câmara. Apontou 11 pontos a serem refeitos.

- (É para) Evitar uma verdadeira oficialização do WikiLeaks - comentou, em referência ao site que divulgou dados secretos do governo americano. - As mudanças (da Câmara) podem gerar impacto danoso não só à administração pública, mas também à segurança de Estado e da sociedade.

Sobre o projeto do governo, Collor propôs três alterações: o estabelecimento de uma composição mais bem definida e a adoção de caráter consultivo da Comissão Mista de Reavaliação de Informações; o resgate da classificação de documentos "de natureza confidencial"; e a adoção das classificações pelo conteúdo do documento e não pelas autoridades envolvidas:

- Os componentes que envolvem o projeto constituem matéria de segurança de Estado e, portanto, de máxima relevância aos interesses nacionais, tema para o qual deve prevalecer salvaguarda de assuntos específicos.

Em Recife, o vice-presidente Michel Temer defendeu a manutenção do sigilo para textos ultrassecretos que digam respeito a segurança nacional, fronteira e relações internacionais.

- É preciso colocar a discussão nos parâmetros corretos. Não me refiro ao sigilo de todo e qualquer documento. Volto a dizer, só dos ultrassecretos. E, dentre estes, alguns poucos - ratificou Temer, no Simpósio Pernambucano sobre a Reforma Política.

COLABOROU: Letícia Lins