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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

General Heleno volta a falar


Date: Fri, 10 Oct 2008 09:44:03 -0300From: pjcsouza@gmail.comSubject: ((((((((((IMPORTANTE)))))))))))))GENERAL HELENO VOLTA A FALAR




Sent: Wednesday, October 08, 2008 4:23 PMSubject: [Possible SPAM] GENERAL HELENO VOLTA A FALARAmazônia ameaçada GENERAL HELENO VOLTA A FALAR 'A cobiça internacional não é uma paranóia dos militares. Ela tem sido expressa nos discursos de autoridades de diferentes países, o que reflete uma cobiça que é genérica'
'Hoje, servir na Amazônia é questão de escolha e não castigo como outrora. Nossos melhores profissionais passam por aqui, dando o máximo de si'
'Usamos um fuzil que tem 43 anos. Existe a intenção decomeçar a raciocinar com o conceito de soldado do futuro, que usa equipagem leve e permite tecnologias sofisticadas'O comandante militar da Amazônia, general Augusto Heleno Ribeiro Pereira – general-de-Exercito, de quatro estrelas, o único brasileiro na atualidade com experiência em combate, o que aconteceu no Haiti, comandando o contingente da ONU -, voltou a falar. No começo do ano, quando criticou com veemência a política indigenista do governo federal, no caso da reserva indígena Raposa Serra do Sol, ele chamou a atenção do País ao afirmar aos empresários paulistas, em palestra na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo: 'Não vou entrar para a história como o comandante que foi conivente com a perda de parte do território nacional. Para mim, soberania e integridade do patrimônio nacional não têm discussão. Enquanto eu for comandante militar, minha tropa vai entrar onde for necessário'. Maior comando do mundoO CMA, sediado em Manaus, é o maior comando militar em área de selva do mundo e o de maior extensão territorial da América Latina. Está situado numa região de constante tensão. No panorama externo, é onde o Brasil faz fronteira com sete países, onde há forte presença de guerrilheiros, tráfico internacional de drogas, crimes ambientais, biopirataria e a cobiça internacional. No seu interior, a preocupação maior é com a agitação provocada pelos movimentos sociais e questão indigenista, que por vezes promovem ações e discussões que colocam em risco a segurança e a soberania territorial.Sendo o comando de área com maior expressão nacional, o CMA envolve seis estados e parte de outros dois, numa área de responsabilidade operacional de 3 milhões e 600 mil km², reunindo um efetivo de 25 mil militares, com previsão de chegar a 28 mil com a instalação de três novos batalhões. O general Heleno foi, em 2004, o primeiro comandante da força militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti. Polêmico ao criticar abertamente a política indigenista do Brasil, ele é hoje um dos militares mais admirados na caserna e fora dela. Efetivo está sendo ampliadoEm entrevista agora publicada no site http://www.defesanet.com.br/ , concedida ao jornalista Kaiser Konrad, o general Heleno, como se tornou mais conhecido, revela que o efetivo militar na Amazônia está sendo ampliado:'Já tivemos três brigadas transferidas para o CMA (Comando Militar da Amazônia). A mais antiga saiu de Petrópolis-RJ para Boa Vista, é a 1ª Brigada de Infantaria de Selva. A 2º Brigada de Infantaria de Selva, que saiu de Niterói-RJ, está sediada em São Gabriel da Cachoeira, e a Brigada das Missões, que tinha sede em Santo Ângelo-RS, foi para Teffé. Essas brigadas foram resultado de um esforço enorme do Exército para transferi-las à área amazônica, devido à crescente importância da região e a diminuição da importância estratégica em outras regiões do País'.Fuzis já estão com 43 anos de uso O general Heleno se refere à necessidade premente de novos equipamentos para sua tropa, inclusive relacionando o que considera mais necessário:'Se nós verificarmos os nossos sistemas de armas, podemos começar pelo equipamento de uso individual, que precisa ser reformulado e onde temos sérias deficiências. Usamos um fuzil que tem 43 anos. Existe a intenção de começar a raciocinar com o conceito de soldado do futuro, que usa uma equipagem leve e permite ao combatente acessar tecnologias sofisticadas. Se pensarmos em termos de artilharia antiaérea, nós temos muita coisa a acrescentar neste teatro de operações, assim como na artilharia de campanha. Devemos buscar também uma melhora considerável no sistema de armamento anticarro'.Novos helicópteros logoO comandante Militar da Amazônia continua:'No caso na Amazônia, raciocinando que, na guerra moderna, além da dissuasão, a estratégia mais importante é a da projeção de poder, a capacidade de colocar a força desejada no local escolhido dentro do menor tempo possível. Quando se fala nisso, ainda que vulnerável, a plataforma de combate necessária é o helicóptero. Obviamente os helicópteros de ataque são prioritários e eu os quero aqui com urgência. Existe um estudo ao nível do Comando do Exército e Ministério da Defesa sobre a aquisição de aviões de comando e controle capazes de atender a determinados níveis de comando e que nos dariam uma mobilidade maior dentro de nossa área de atuação. Sobre outras aeronaves, entendo que o poder aeroespacial é responsabilidade da Força Aérea Brasileira e não queremos nada que possa interferir nas missões dela'. Cobiça internacional, grande ameaçaPara o general Heleno, a grande ameaça à integridade da Amazônia brasileira está na cobiça internacional, devido às sua potencialidades fantásticas em termos de riquezas naturais:'A cobiça internacional não é uma paranóia dos militares. Ela tem sido expressa nos discursos de autoridades de diferentes países, o que reflete uma cobiça que não é explícita e não tem endereço ainda, mas é genérica. No momento que verificamos o potencial da Amazônia, tudo que ela já mostrou que tem e o que ainda não foi prospectado mas sabemos existir, tudo isso faz com que devemos nos prevenir contra esta cobiça internacional. A conquista desses objetivos extra-territoriais poderá ser atingida sem guerra, subreptíciamente, por ações políticas e de infiltração e, de repente, poderemos nos deparar com um cenário aonde já temos muita coisa usurpada sem que haja um conflito bélico. Esta é uma questão que nos traz muita preocupação. A presença do Estado brasileiro na região é fundamental para neutralizar quaisquer interesses escusos'.Possibilidade de guerra, nãoSobre guerra, o general Heleno considera que sua possibilidade 'é remota, embora eu acredite que temos que nos preparar para isso. Se fizermos uma análise do nosso relacionamento com as nações vizinhas,veremos que não temos nenhum problema, somente aqueles que são comuns. Eventualmente há alguma tensão, natural de países livres, independentes e soberanos, que podem ter interesses antagônicos mas que também podem ser resolvidos pelas vias diplomáticas. Com relação a outras potências, que possam vir a se interessar num conflito com o Brasil, também não vejo a curto-prazo esta possibilidade. Tenho dito que seria no mínimo imprudente achar que o Brasil não tenha que respaldar algumas decisões políticas num poder militar compatível com sua estatura estratégica'. Servir na Amazônia não é mais castigo O comandante militar da Amazônia preferiu não falar sobre o problema indígena, sobretudo em relação à reserva Raposa Serra do Sol, que continua pendente no Supremo Tribunal Federal:'Tudo que tinha que falar eu já falei. Algumas providências foram tomadas e vamos caminhar para encontrar uma solução ideal. É um tema polêmico e que tem que ser discutido não por poucos indivíduos, mas por toda a sociedade brasileira'.Na sua visão, 'a presença militar na Amazônia tem um papel preponderante e sua importância pode ser sentida toda vez que nos afastamos das metrópoles regionais e vamos para as proximidades das fronteiras, onde a presença do Estado diminui, e a do Exército, com seu Braço Forte e Mão Amiga, aumenta. A FAB realiza há décadas um papel fantástico em proveito das populações desassistidas da região e, a Marinha, que faz um trabalho essencial ao longo da calha dos rios navegáveis. Tenho certeza que esse papel não vai diminuir. O que queremos são parceiros e que eles se façam mais presentes, que é o caso da Polícia Federal, Incra, Ibama, Receita Federal e Funai, para que nos unamos no trabalho em prol da Amazônia'.Antes de encerrar, o general Heleno falou de seus sentimentos em relação à missão que atualmente desempenha:'Quero registrar o orgulho e a honra que tenho por ser o comandante militar da Amazônia. Hoje, servir na Amazônia é questão de escolha e não castigo como outrora. Nossos melhores profissionais passam por aqui,dando o máximo de si, pois sabem que esta área é importante para o futuro do Brasil'.========================================*Jávier Godinho é jornalista do Diário da Manhã de Goiânia e especialista em assuntos da Amazônia

O Comandante...


Sábado, 11 de Outubro de 2008

Comandante fraco é a ruína de qualquer Exército

http://resistenciamilitar.blogspot.com/2008/10/comandante-fraco-runa-de-qualquer.html



O Comandante do Exército, general Enzo Peri, impôs uma "lei do silêncio", para que não haja nenhuma manifestação de solidariedade ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, em função de este ter sido considerado "torturador" pela Justiça política de São Paulo.Alheio ao sofrimento do oficial e de sua família, pela "condenação moral" sofrida, já que a ação julgada não tem consequência prática em função da Lei da Anistia, o general Peri provou que está totalmente alinhado com a cafajestada alçada ao poder central, em Brasília, a exemplo do ministro Tarso "Béria" Genro, que recentemente propôs rever a Lei da Anistia unilateralmente, para beneficiar apenas os terroristas.Provavelmente, o general Peri não quer se indispor com o Chefe Supremo das Forças Armadas do Mensalão, que no momento está de plantão no Palácio do Planalto, e perder as mesquinhas mordomias que usufrui, como diárias de viagens pelo Brasil e pelo exterior, carro com motorista, guarda pessoal 24 horas e taifeiros para serviços de sua residência funcional na "Fazendinha" do Setor Militar Urbano, y otras cositas más.Comandante fraco é a ruína de qualquer Exército.F. Maier

Postado por Félix Maier às 23:10

A Defesa da Amazônia



A defesa da Amazônia
Pronunciamento do Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil, Soberano Irmão Marcos José da Silva.

A Amazônia Brasileira merece a atenção dos maçons, em face dos perigos que cercam a região. Notícias que circulam insistentemente na mídia nacional e na internacional nos causam desassossego. Percebemos que a soberania brasileira sobre o seu território amazônico vem sendo testada, seja por meio de atuações suspeitas junto às tribos indígenas, seja através de balões de ensaio inseridos nas colunas de imprensa.
O derrotismo e o denuncismo como o assunto é apresentado, pouca ou nenhuma esperança nos permitem acalentar; é como se o Brasil estivesse inerme diante do perigo.
Nesse ambiente sombrio de inquietações em que procuram difundir dúvidas e temores, vem á luz através da mídia nacional, o fortalecimento da tática do Exército Brasileiro de recrutar indígenas em unidade especiais localizadas nas fronteiras do Norte.
Não estamos inertes nem conformados com os assanhamentos contra o Brasil. As forças Armadas do nosso País desempenham, silenciosamente, o papel que lhes cabe. O alerta de líderes militares, o recrutamento cada vez maior de jovens índios brasileiros, uniformizados com o verde olívia, praticando exercícios militares em plena selva amazônica e recebendo voz de comando em suas línguas nativas acendem um clarão de orgulho nacional na consciência de cada patriota.

09/10/2008.

Marcos José da Silva
Grão-Mestre Geral

É Preciso mais do que retórica


É PRECISO MAIS DO QUE RETÓRICA

Correio Braziliense, 13/10/2008, página 13

General da Reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva

O Brasil desponta como potência no cenário mundial, com possibilidade de evoluir de ator apenas retórico para participante influente. Tal ascensão leva o País a enfrentar conflitos na disputa ou defesa de interesses vitais ao nosso futuro. Entre estes, destacam-se a exploração e o controle soberano de nossos recursos, na Amazônia e no Atlântico Sul, e a liderança do processo de integração da América do Sul, duas condições importantes para ter o respeito internacional e, em conseqüência, impor-se no mundo globalizado.
As potências que conduzem os destinos do mundo – EUA, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Rússia, Japão e China – demonstram ser fundamental desenvolver equilibradamente os campos do poder nacional – político, econômico, psicossocial, militar e científico-tecnológico – o que não acontece no Brasil, haja vista a sua debilidade militar e científico-tecnológica.
Aquelas potências empregam diretamente o poder militar quando estão em jogo interesses vitais e têm liberdade de ação para fazê-lo, seja pela fraqueza militar do oponente, seja pela impossibilidade ou desinteresse de aliados deste último em prestar-lhe apoio militar direto. Aí estão os exemplos dos conflitos no Iraque, no Kosovo e na Geórgia. Elas prestigiam o assessoramento militar ao núcleo decisório do Estado para a tomada de decisões que afetem a segurança nacional. O Brasil, ao contrário, praticamente alijou a liderança militar da assessoria direta ao Chefe de Estado, inclusive no trato de assuntos dessa natureza.
Está para ser lançado o Plano Estratégico de Defesa formulado por um comitê presidido pelo Ministro da Defesa e coordenado pelo Ministro Extraordinário de Assuntos Estratégicos. Espera-se que tenham sido ouvidos setores civis da sociedade que estudam o tema e que os Estados-Maiores da Marinha, Exército e Aeronáutica tenham participado de maneira efetiva e não apenas sido consultados sobre ações previamente definidas em foros restritos. Espera-se, também, que o Plano assegure o aporte anual de recursos orçamentários fixos, para investir no fortalecimento progressivo do poder militar e na redução do desnível científico-tecnológico. Espera-se, ainda, que não seja mais uma iniciativa “para inglês ver”, como outras de sucessivos governos nos últimos anos.
O Plano preconiza parcerias com potências e com países vizinhos no desenvolvimento tecnológico e na produção de material de emprego militar. É uma decisão válida no momento, mas não deve impedir que, a médio e longo prazo, se alcance a maior autonomia possível nas áreas de pesquisa, desenvolvimento e produção de material bélico. O Brasil não pode calcar sua defesa em parcerias com outras potências ou aliados, pois perderá liberdade de ação e comprometerá sua segurança em conflitos com terceiros, caso envolvam interesses daqueles parceiros.
Por outro lado, não basta um forte poder militar, mesmo que confira visível capacidade de dissuasão. Isto agrega valor à defesa nacional, que se subordina à segurança nacional, esta sim um status finalístico e muito mais abrangente, que resulta do fortalecimento equilibrado de todos os campos do poder, da coesão nacional e do respeito internacional. Portanto, depende muito mais do campo político do que do militar.
O Estado brasileiro submete-se a pressões internacionais e, na Amazônia e na questão indígena, adota políticas que comprometem a soberania e a integridade territorial, portanto, a segurança nacional, tornando inócuo qualquer aparato de defesa. Embora o quadro possa ser revertido, temos hoje soberania limitada, de fato, sobre partes da região, estando em vias de perdermos a integridade territorial sem que os atores adversos tenham que empregar o poder militar. Sun Tzu disse: “Lutar e ganhar todas as batalhas não é a suprema glória, a glória suprema é quebrar o inimigo sem lutar”. Eis a estratégia indireta (“arte do desvio”) usada há duas décadas por EUA, Grã-Bretanha, França e outras potências.
A perda da plena soberania na Amazônia enfraquece o Brasil em todos os campos do poder, impede a condução do processo de integração sul-americana e leva à perda do respeito internacional, pois o mundo não perdoa nações e povos que demonstrem ser moral e politicamente fracos. Se assim for, ao Brasil restarão os papéis de um cobiçado mercado a ser explorado e controlado e de um interlocutor “aplaudido” em foros internacionais pela retórica idealista, porém ingênua.

domingo, 5 de outubro de 2008

O DESMONTE DAS FFAA

O desmonte das Forças Armadas brasileiras

03/10/2008 - 17h36
Marcelo Rech Há algum tempo acompanhamos as discussões sobre o orçamento das Forças Armadas, a evolução (?) dos programas de reaparelhamento e modernização e as já cansativas reclamações dos militares em relação aos sucessivos cortes. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, chegou arrotando mudanças drásticas no momento em que o país vivia (?)
um caos aéreo. Do alto de sua empáfia, falou, falou, esbravejou, mas de prático, não fez nada. As companhias aéreas continuam mandando e desmandando, a Infraero mudou apenas os nomes e continua inoperante e a famosa Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) apelando aos céus para que nenhum avião caia. Os recursos para a segurança aérea continuam escassos e punições apenas para aqueles que denunciaram o estado podre a que estamos submetidos. Em meio as turbulências, vieram o midiático Plano Estratégico da Defesa e o Conselho Sul-Americano de Defesa. Nenhum deles vingou. Para completar, quem cuida da Defesa é o ministro Mangabeira Unger e não Nelson Jobim, o mesmo que atirou afoito na Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), derrubou sua direção e justificou tudo com cinco folhas de papel impressas da internet. No dia 7 de setembro, deveríamos conhecer o tal Plano Estratégico da Defesa, mas depois de mais de um ano de discussões e debates, descobriu-se que o presidente Lula não estava completamente inteirado das propostas. Aguarda-se a convocação do Conselho de Defesa Nacional para debater o texto, se é que ele realmente existe. Atualmente, o Brasil gasta cerca de 1,5% do seu Produto Interno Bruto (PIB) nas Forças Armadas. Isso dá algo em torno de R$ 50,2 bilhões. Especula-se que o Plano Estratégico aumente a cifra para 5% do PIB, mais que o dobro. Mangabeira Unger afirmou que “não há estratégia de Defesa sem dinheiro”. Disse também que o Plano não será uma resposta conjuntural a problemas pontuais ou uma espécie de triagem de pedidos e solicitações feitas pelas Forças Armadas. O ministro Nelson Jobim que foi aos Estados Unidos explicar que o Conselho Sul-Americano de Defesa não seria uma OTAN controlada por Hugo Chávez, tem dito que os equipamentos adquiridos pelas Forças Armadas serão aqueles necessários ao cumprimento das metas estabelecidas. Ele quer que a indústria nacional de Defesa seja privilegiada e que o Brasil só compre de países que aceitem transferir tecnologia. Ainda não se sabe ao certo quanto dinheiro será aplicado nas Forças Armadas, mas sabe-se que a Força Aérea quer 102 caças de última geração. Desses, 66 seriam construídos no Brasil. Em dezembro, os presidentes Lula e Nicolás Sarkozy sacramentam um acordo militar entre Brasil e França para permitir a construção de quatro submarinos convencionais e um nuclear, além de helicópteros e a capacitação de tropas do Exército. No entanto, mesmo diante de tantas perspectivas positivas, as Forças Armadas continuam ameaçadas em seus orçamentos, o que revela uma profunda contradição entre o discurso e a prática no governo federal. Pelo menos R$ 1,6 bilhão dos recursos destinados às Forças Armadas continuam contingenciados. O Exército já emitiu nota explicando que muitas de suas ações estão comprometidas e a Marinha anunciou a possível suspensão das patrulhas por falta de combustível. É inadmissível que o Exército tenha de cortar o expediente nos quartéis e dispensar recrutas quando se fala num Plano Estratégico para a Defesa. Não se pode entender como um governo pode construir um submarino nuclear se retém 23% do dinheiro da Marinha, submetendo a força ao constrangimento de cortes de água, luz e telefone. É impensável que a Força Aérea Brasileira esteja concluindo um processo de licitação internacional para a aquisição de caças de última geração e tenha R$ 660 milhões dos seus recursos retidos pela Fazenda. Assim fica difícil acreditar que o governo realmente classifique suas Forças Armadas como instituições essenciais. É mais fácil acreditar num processo de desmonte mascarado pela retórica. Marcelo Rech é jornalista, editor do InfoRel e especialista em Relações Internacionais e Estratégias e Políticas de Defesa. Correio eletrônico: inforel@inforel.org.
"É permitida a reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte"
Fonte: www.inforel.org

Novo ZOO no CIGS


Domingo, 5 de outubro de 2008, 19h24 Atualizada às 19h29
Amazônia terá o zôo mais moderno do Brasil


Em 2009, a cidade de Manaus será a casa de um zoológico de primeiro mundo. Isto porque o zôo da cidade, o Zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs), pertencente ao Exército Brasileiro, receberá instalações modernas inspiradas em alguns dos grandes parques zoológicos do mundo como o de Buenos Aires, de Nova Iorque, de San Diego, o de Washington e o de Boston. Além de criar recintos para animais adequados a cada espécie, o projeto prevê a ampliação da área atual de quatro para 14 hectares, somando mais de 140 mil m².
O zôo do Cigs foi criado pelo Comando Militar da Amazônia nos anos 60 como um centro de treinamento para especialistas em operações de selva. "Era um 'depósito de animais' para atender às necessidades de instrução básica em fauna e flora", afirma o Comandante Antônio Manuel de Barros.
Desde esse período, os animais que vivem no Cigs são resultado de apreensões do Ibama ou da iniciativa da população que encaminha animais feridos para que recebam cuidados no Centro. O Cigs possui biólogos e veterinários especializados em animais selvagens.
"Nos anos 90, o nosso zoológico foi remodelado e foi criado o espaço que existe hoje, apto para atender ao público, mas já não temos mais espaço para receber animais adequadamente", diz o Comandante Barros. Atualmente, o Cigs possui 172 animais de 54 espécies diferentes, todos da fauna amazônica. Com a expansão o zôo terá capacidade de receber um maior número de animais.
Segundo o Comandante, o novo projeto - criado através de um convênio entre o Cigs e a Ulbra de Manaus e idealizado pelos arquitetos da Squadra Arquitetura - pretende realizar um antigo sonho do Comando Militar da Amazônia: o de criar um zoológico digno da Floresta que o cerca.
Pensando nisso, os arquitetos Caio de Santi, Cristiano Santos e Marcos Cereto, elaboraram um projeto que visa, principalmente, criar um espaço que respeite a natureza utilizando o que existe de mais moderno em design e tecnologias para causar o menor impacto possível ao ambiente. "Queremos que o próprio zôo seja um exemplo de sustentabilidade", afirma Caio de Santi.
Para isso, o projeto prevê reservatórios para o aproveitamento da água da chuva, uso de iluminação natural em todos os ambientes e painéis solares para gerar a energia elétrica que será utilizada pelo parque.
Os recintos dos animais serão elaborados com telas que cobrirão os ambientes sem danificá-los, preservando árvores, plantas e os próprios animais que terão uma reprodução fiel do seu habitat natural.
Os acessos aos recintos serão em forma de passarelas suspensas para causar o menor dano à vegetação e para evitar a necessidade de interromper o fluxo das águas. Assim, os visitantes terão uma visão ampla dos animais e dos espaços sem prejudicar o ambiente. Os espaços fechados, como auditórios e centros de pesquisa, terão ventilação natural cruzada para minimizar o uso de ar condicionado.
Além disso, toda a madeira que será utilizada terá proveniência certificada e todos os resíduos produzidos serão separados respeitando a coleta seletiva. "A idéia é que todo o zoológico seja um ambiente de educação ambiental", diz Caio de Santi.
Todos os animais do zôo serão da fauna local contrariando o modelo de zoológicos pelo mundo que apresentam espécimes que não estão adaptados às condições do clima das diferentes regiões.
Segundo o arquiteto Cristiano Santos, mais do que uma 'exposição de animais', o zôo pretende ser um espaço que atenda às necessidades deles, respeitando a sua saúde e a condições que eles necessitam para viver. "A anta, por exemplo, é um animal que precisa de pouca luminosidade. Nos zoológicos, geralmente, elas ficam expostas para que o público possa vê-las, mas isso prejudica o animal. Vamos recriar as condições ideais para cada espécie", afirma Cristiano.
Os recintos já existentes de animais como macacos, aves e jacarés serão reformulados para reproduzirem melhor o ambiente natural e esses conviverão juntos à outras espécies, como ocorre na natureza.
E o grande atrativo do local será o espaço dos aquários para o boto cor-de-rosa, o peixe-boi e aquários menores para mostrar a beleza dos rios amazônicos com sua variedade de peixes de grande porte e também os ornamentais.
O local terá um estacionamento com espaço duplicado e um Centro de Acolhimento do Visitante que trata-se de um espaço coberto com as bilheterias, auditório, lojas e praça de alimentação. Com isso, promete ter uma estrutura ímpar no Brasil, atraindo ainda mais os turistas brasileiros e estrangeiros.
Além disso, o espaço vai contar com um Centro de Pesquisas Ambientais do Centro Universitário da Ulbra de Manaus, que possibilita aos alunos dos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Biologia, Engenharia Ambiental, Psicologia, Direito e Pedagogia desenvolverem pesquisas acadêmicas e trabalhos de iniciação científica que contribuirão com a execução do projeto.
Segundo a diretora geral da Ulbra de Manaus, a professora Vera Heitor Reinhardt a oportunidade de participar de um projeto desta magnitude é único. "O que fica claro é a grandeza deste projeto para o Estado do Amazonas, para o Exército brasileiro e para todos nós. Será um zoológico modelo no Brasil e marcará a história dos acadêmicos da Ulbra que participarão dele", afirma Vera.
"O projeto ainda está em fase de planejamento. As imagens ainda são conceituais", explica o arquiteto Marcos Cereto. "Mas temos a certeza de que será o zoológico mais moderno do Brasil, equivalente aos zoológicos de primeiro mundo", conclui.
Redação Terra

sábado, 4 de outubro de 2008

REAJUSTE

Novo reajuste das Forças Armadas vale a partir de amanhã e entrará nas contas em novembro>> Ananda Rope>>> BRASÍLIA - Entra em vigor amanhã a terceira parcela do reajuste dos soldos dos militares das Forças Armadas. O aumento já amplia o crédito de oficiais, praças e pensionistas, mas só entra na conta corrente nos salários pagos até 4 de novembro. O aumento foi dividido em cinco vezes, até julho de 2010. Desta vez, o índice varia de 4,94% a 3,71%. (confira ao lado os valores dos vencimentos brutos médios).>> Como a integralização do reajuste só se dará em dois anos, militares se mobilizam junto ao Congresso Nacional para recuperar vantagens perdidas, como o auxílio-moradia e o anuênio, conforme adiantou, com exclusividade, a coluna Força Militar do último dia 22. O sinal verde para os estudos já foi dado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim.>> Após dois anos de negociação, o reajuste concedido em maio deste ano aos militares das Forças Armadas ficou na média de 47,19%, variando entre 35,31% (percentual dos oficiais) e 137,83% (recrutas). Na ocasião do anúncio, Jobim afirmou que o aumento foi dado de acordo com as "possibilidades do Estado" e que teve como contrapartida a valorização dos setores militares.>> Recrutas, soldados e alunos das escolas militares ficam de fora desta parcela. Eles só voltam a ter aumento em fevereiro do ano que vem. Deste grupo, quem terá o reajuste salarial mais significativo serão os recrutas, que saíram dos R$ 207 mensais para R$ 471 em janeiro deste ano e passarão a receber R$ 514,90 em fevereiro do ano que vem. A remuneração dos jovens soldados será reajustada automaticamente todos os anos, com o aumento do salário mínimo.>> Segundo o Ministério da Defesa, o aumento beneficia mais de 600 mil pessoas, sendo 342 mil militares da ativa, 133 mil inativos e 135 mil pensionistas. Com o reajuste, gastos na folha de pagamento deverão subir de R$ 27,6 bilhões para R$ 31,8 bilhões em 2008, R$ 35 bi em 2009, R$ 38,4 bi em 2010, e R$ 39,9 bi em 2011.>> Vigilância para reservas descobertas> A exemplo do Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia), a Marinha do Brasil estuda a criação de sistema de gerenciamento da costa brasileira, também conhecida como Amazônia Azul. Uma rede de sensores eletrônicos espalhados ao longo dos 4,5 milhões de quilômetros quadrados do Atlântico Sul, no litoral do Brasil, fará vigilância das recém descobertas jazidas de petróleo, na Bacia de Santos, e depósitos de minerais estratégicos como cobre, níquel e ouro.>> Com um investimento aproximado em US$ 2 bilhões, o sistema deverá integrar o programa de reaparelhamento da Força, com execução prevista de 2008 a 2014. Na lista de compras estão previstos 27 navios-patrulha de 500 toneladas, material para construção de um submarino convencional, torpedos, helicópteros, patrulheiros oceânicos, embarcações de escolta e de uso em grandes rios. Além de revitalização de parte da frota, como o porta-aviões São Paulo e a atualização de 12 dos 23 caças Skyhawk, acordada com a Embraer.>> Batalha agora é recuperar os benefícios> Com o reajuste engessado até 2011, a esperança dos militares por melhorias na remuneração se volta para o Congresso. O retorno de alguns benefícios - como o anuênio (5% de reajuste a cada cinco anos de serviço) e o auxílio-moradia (para ajudar no aluguel e na prestação da casa própria) - entrará na pauta da frente parlamentar de Defesa, composta por 200 parlamentares, que se reunirá pela primeira vez em outubro. O presidente da comissão, deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE), adiantou a O DIA que entre os temas a serem discutidos será abordado o da participação das Forças Armadas na segurança pública.>> Na área de Defesa Nacional, as Forças já contam com treinamento especial, como a Operação Atlântico, que terminou no fim de semana e fez dos litorais do Rio, Espírito Santo e São Paulo um grande cenário de guerra. Marinha, Exército e Aeronáutica atuaram em conjunto contra ataques simulados de invasão à costa brasileira. A principal motivação dos testes foi se preparar para garantir a soberania do Brasil e de suas novas reservas gigantescas de petróleo.