Notícias Militares

domingo, 15 de março de 2009

Manifesto dos Engenheiros do ITA

Manifesto dos Engenheiros do ITA

A AEITA – Associação dos Engenheiros do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) vem a público manifestar seu integral apoio à atual gestão da Embraer. Não temos por hábito nos pronunciar sobre problemas nacionais e só muito raramente atuamos em problemas que afetam nossa alma mater, o ITA.
Acontece que a Embraer nasceu nas salas de aula do ITA e foi implantada no terreno do ITA e do CTA – então Centro Técnico Aeroespacial -, em São José dos Campos (SP). A Embraer é uma empresa privada e os professores, alunos e engenheiros do ITA sentem-se irmanados individual e coletivamente com a Embraer.
O ITA está e sempre esteve profundamente envolvido na formação complementar de novos colaboradores. Prédios foram erigidos pela Embraer somente para viabilizar contínuos aumentos no treinamento de engenheiros e técnicos na tecnologia aeroespacial.
Da maneira muito sóbria como normalmente se comunica, o engenheiro Frederico Pinheiro Fleury Curado, da Turma de 1983 do ITA, presidente da Embraer, declarou “que todas as pessoas evoluíram na empresa, foram treinadas, estando hoje mais qualificadas do que quando nela ingressaram”.
Isto se aplica aos cerca de 17 mil que ficaram na empresa e aos 4,2 mil demitidos. Nos anos 90, antes de ser privatizada, a Embraer teve que demitir 4 mil de 12 mil funcionários (33%); agora os mesmo 4 mil saem de um corpo de cerca de 23 mil colaboradores (17,8%).
A Embraer suportou a primeira crise, bem mais grave, e acabou contratando de volta os demitidos. Lamentando muito as demissões às quais foi obrigado, Frederico Curado promete repetir o filme das recontratações logo que puder.
Pronunciamentos inflamados de sindicatos e membros da justiça trabalhista revelam um viés estatizante. Porque esta solução? A Embraer mostrou, está mostrando e deverá mostrar que é uma empresa bem administrada, lucrativa e líder mundial em seu segmento de mercado.
As demissões refletem sua ação pensada e criteriosa para sobreviver e manter a empresa viável em um mundo em rápida mudança.
A Embraer tem investido em treinamento, na busca de avanços em suas tecnologias. Quer se manter na ponta nos desenvolvimentos em sua área de atuação. E tem investido muito com este objetivo.
O produto da Embraer é desenvolvimento da engenharia tupiniquim. A tecnologia do avião é nacional A empresa é líder e pretende continuar competitiva. Disputa mercados. Mesmo no Brasil, disputa com seus produtos as licitações com o governo. Ganha algumas, perde em outras.
Sem sermos acionistas da Embraer, não tendo interesses pecuniários na empresa, os engenheiros do ITA discordam de soluções apressadas apresentadas sem considerar seu passado e o que tem trazido de benefício para nós brasileiros. Reputação, reconhecimento mundial, exportação de alto valor agregado.
Solidarizamo-nos com todos os demitidos, dentre eles colegas que muito estimamos. Apoiamos a Direção da Embraer em pensar na sobrevivência da Embraer para manter os empregos, impostos, tecnologia e exportações.
Soamos um alerta aos brasileiros, e à imprensa, a não apoiar soluções apressadas e enganosas que só levarão a mais dificuldades no futuro.
A todos pedimos tranqüilidade e paciência neste momento muito difícil da economia mundial e do Brasil.

São José dos Campos, 11 de março de 2009.

Fernando Coelho de Souza
Presidente AEITA 2008/2009
Manifesto dos Engenheiros do ITA

A AEITA – Associação dos Engenheiros do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) vem a público manifestar seu integral apoio à atual gestão da Embraer. Não temos por hábito nos pronunciar sobre problemas nacionais e só muito raramente atuamos em problemas que afetam nossa alma mater, o ITA.
Acontece que a Embraer nasceu nas salas de aula do ITA e foi implantada no terreno do ITA e do CTA – então Centro Técnico Aeroespacial -, em São José dos Campos (SP). A Embraer é uma empresa privada e os professores, alunos e engenheiros do ITA sentem-se irmanados individual e coletivamente com a Embraer.
O ITA está e sempre esteve profundamente envolvido na formação complementar de novos colaboradores. Prédios foram erigidos pela Embraer somente para viabilizar contínuos aumentos no treinamento de engenheiros e técnicos na tecnologia aeroespacial.
Da maneira muito sóbria como normalmente se comunica, o engenheiro Frederico Pinheiro Fleury Curado, da Turma de 1983 do ITA, presidente da Embraer, declarou “que todas as pessoas evoluíram na empresa, foram treinadas, estando hoje mais qualificadas do que quando nela ingressaram”.
Isto se aplica aos cerca de 17 mil que ficaram na empresa e aos 4,2 mil demitidos. Nos anos 90, antes de ser privatizada, a Embraer teve que demitir 4 mil de 12 mil funcionários (33%); agora os mesmo 4 mil saem de um corpo de cerca de 23 mil colaboradores (17,8%).
A Embraer suportou a primeira crise, bem mais grave, e acabou contratando de volta os demitidos. Lamentando muito as demissões às quais foi obrigado, Frederico Curado promete repetir o filme das recontratações logo que puder.
Pronunciamentos inflamados de sindicatos e membros da justiça trabalhista revelam um viés estatizante. Porque esta solução? A Embraer mostrou, está mostrando e deverá mostrar que é uma empresa bem administrada, lucrativa e líder mundial em seu segmento de mercado.
As demissões refletem sua ação pensada e criteriosa para sobreviver e manter a empresa viável em um mundo em rápida mudança.
A Embraer tem investido em treinamento, na busca de avanços em suas tecnologias. Quer se manter na ponta nos desenvolvimentos em sua área de atuação. E tem investido muito com este objetivo.
O produto da Embraer é desenvolvimento da engenharia tupiniquim. A tecnologia do avião é nacional A empresa é líder e pretende continuar competitiva. Disputa mercados. Mesmo no Brasil, disputa com seus produtos as licitações com o governo. Ganha algumas, perde em outras.
Sem sermos acionistas da Embraer, não tendo interesses pecuniários na empresa, os engenheiros do ITA discordam de soluções apressadas apresentadas sem considerar seu passado e o que tem trazido de benefício para nós brasileiros. Reputação, reconhecimento mundial, exportação de alto valor agregado.
Solidarizamo-nos com todos os demitidos, dentre eles colegas que muito estimamos. Apoiamos a Direção da Embraer em pensar na sobrevivência da Embraer para manter os empregos, impostos, tecnologia e exportações.
Soamos um alerta aos brasileiros, e à imprensa, a não apoiar soluções apressadas e enganosas que só levarão a mais dificuldades no futuro.
A todos pedimos tranqüilidade e paciência neste momento muito difícil da economia mundial e do Brasil.

São José dos Campos, 11 de março de 2009.

Fernando Coelho de Souza
Presidente AEITA 2008/2009

ASSIM NÃO SE ASSUSTA BANDIDO


ASSIM NÃO SE ASSUSTA BANDIDO
Percival Puggina


Noticiou-se, recentemente, que existem 50 mil usuários de crack no Rio Grande do Sul. A escassez de leitos e as restrições nas AIHs (Autorizações para Internação Hospitalar liberadas pelo SUS) já seriam um problema sem essa avalanche que começa a bater às portas do sistema. O Poder Judiciário vem expedindo ordens de internação que trombam contra o fato de que não fica bonito colocar dois pacientes na mesma cama. Os recursos públicos são limitados e a capacidade contributiva do povo brasileiro está esgotada. É razoável que se imponha à sociedade, sem limites ou em prejuízo de outras demandas, o custeio dos ônus gerados por aqueles que se atiram nos braços do vício? É justo que o sistema deixe de atender outros pacientes para acolher os viciados? É justo abandoná-los? Como enfrentar, no tempo, essa inequação?

“Existe o tráfico porque existe o consumidor!”, afirma-se, como se estivéssemos tratando de papel higiênico, e desatentos ao fato de que a droga cria seu mercado. Ninguém sai um dia de casa e, em vez de ir trabalhar, sobe o morro atrás de um ponto de venda porque acordou querendo tornar-se usuário. Não é assim que funciona. O mercado precisa da oferta sedutora para a captura de suas vítimas. Se aceitamos a inversão da precedência, caímos na esparrela que melhor convém ao traficante: gastamos recursos e energias na ponta da demanda. A aceitação desse raciocínio, que congela nossa reação, responde, em parte, pelo fato de termos chegado a cerca de um milhão de viciados no país.

Se o mercado da droga tem duas pontas, a mais visível, menos numerosa e mais susceptível à ação do Estado é a ponta do tráfico. Existe muito menos traficante do que consumidor e o contingente dos barões da droga é limitado. Quem tiver curiosidade, visite o site da UNODC (United Nations Office on Drugs and Crime). Há ali relatórios extensíssimos, que incluem tabelas com preços de diversas drogas nos street markets de praticamente todos os países. O leitor constatará, na leitura do relatório de 2007, que os países da América Latina, Brasil incluído, estão entre aqueles onde as drogas são vendidas pelos preços mais baixos, tornando-se acessíveis a um contingente muito maior de usuários. Por quê? Porque o combate ao tráfico está muito aquém do que seria necessário, tanto em intensidade quanto em rigor. O prende e solta do nosso sistema penal não assusta bandido.

Os primeiros sinais da guerra surgiram quando os traficantes começaram a impor eventuais fechamentos do comércio nas favelas onde se instalaram. Era um recado informando quem mandava no pedaço. Mais tarde, os bandidos passaram a responder à bala as investidas policiais. Depois, tiveram início as tréguas negociadas, assim como se faz no Oriente Médio. Agora, fecham-se avenidas e se metralham veículos de transporte coletivo, como expressão de desagrado perante qualquer intromissão nos seus negócios.

A pergunta que me faço ante o exposto até aqui, e que proponho à reflexão dos leitores, é esta: será viável enfrentar esse tipo de guerra com instrumentos jurídicos que funcionam muito bem, por exemplo, na Suécia? Se estamos em guerra? Se os traficantes estão matando nossos jovens? Se o crime organizado da droga joga na criminalidade desorganizada centenas de milhares de dependentes que andam por aí ceifando vidas inocentes, por alguns tostões, para seu barato de cada dia?

Os bandidos declararam guerra à sociedade. Escarnecem do Estado. Riem de nossas leis. E nós continuamos a tratá-los com o pão-de-ló da tolerância infinita. Nos países que adotam pena de morte para traficante graúdo, por exemplo, o preço da droga é até dez vezes superior ao daqui e o mercado muito mais restrito. Enfim, creio que é preciso mudar a estratégia. Não me parece viável enfrentar uma guerra desse tipo com o fusca da polícia e com os bodoques do Código de Processo Penal.


____________________________
* Percival Puggina (64) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site http://www.puggina.org/, articulista de Zero Hora e de dezena de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo e de Cuba, a tragédia da utopia.

GENERAL CESÁRIO - PASSAGEM DE COMANDO


PASSAGEM DE COMANDO
Meus Senhores!Alcançado por necessário dispositivo da Lei de Promoções de Oficiais, afasto-me, nesta data, do serviço ativo do Exército e, consequentemente, deixo o cargo de Comandante Militar do Leste.Dentro do espírito de tão importante cerimônia, admite-se, neste momento, que acima dos aspectos formais dos atos de serviço, a nossa condição intrínseca de seres humanos tomados, pela emoção, e, por igual, do sentimento de gratidão, transcenda as formalidades rotineiras da vida profissional e o estilo das cerimônias regulamentares.As solenidades militares não se esgotam nos seus aspectos visíveis e formais, senão no seu significado profundo de ritual e símbolo, que deve ser interpretado e explicitado, para que se cumpra o seu verdadeiro papel de síntese do que se quer preservar do passado, de testemunho das aspirações do presente e de arauto do que se deseja anunciar do futuro.Esta é, para mim, uma formatura diferente na essência de outras formaturas que neste histórico Salão de Honra fiz realizar.Nela posso identificar um fremir de emoção que é bem familiar e penoso aos homens de farda: o sentimento da despedida.Não quero esconder a emoção nesta hora. Quero, sim, que ela me dê sonoridade à voz e eloquência à palavra e que me ajude a dizer o que vai na mente e no coração deste velho soldado.Carregada de emotividade, esta é, para mim, uma manhã memorável. Ao olhar para trás no tempo, observo, rapidamente, que já são decorridos 47 anos e 10 dias, quando, em tocante cerimônia, transpus o Portão dos novos Cadetes da nossa querida Academia Militar das Agulhas Negras para realizar o meu sonho profissional de tornar-me um oficial do Exército Brasileiro, carreira que tanto me dignificou. Egresso do Colégio Militar do Rio de Janeiro, sabia que pelo cabedal de ensino que auferira deste modelar estabelecimento de ensino do nosso Exército, estava em condições de abraçar qualquer carreira com sucesso, mas nenhuma me seduzia mais do que a militar.Confirmava uma previsão que meu pai, também orgulhoso oficial de cavalaria, vaticinara no meu nascimento "se fores militar, sejas oficial do Exército, ele é o cerne da nacionalidade brasileira e dentre as armas escolhe a imortal Cavalaria, ela é a doce heresia dos campos de batalha e sobre ela Deus, Deus somente". Cumpri os seus desígnios.Ainda na Academia Militar, berço esplêndido de brasilidade e origem de todos nós, aprendi a grandeza e a servidão da vida militar. A par de exaustivos conhecimentos que nos eram transmitidos, absorvi o Espírito Militar que, oxigenado pela camaradagem, é formado por coragem, lealdade, ética, dignidade, espírito público e amor incondicional ao Brasil, virtudes tão escassas nos dias atuais, mas que, naquele templo de amor ao Brasil, jamais deixaremos de ensinar.Ainda como cadete do último ano, participei ativamente da Revolução Democrática de 31 de março de 1964, ocupando posição de combate no Vale do Paraíba, oportunidade na qual aprendi que, se necessário for, o soldado deve dispor da própria vida para que os interesses maiores da Pátria se sobreponham às ambições pessoais.Nesse memorável acontecimento, constatei, pela primeira vez, o quanto de coragem, de responsabilidade e de grandeza é exigido do Chefe Militar, quando na solidão do Comando este chefe tem que tomar importantes decisões. Naquela oportunidade, atuamos sob a liderança incontestável do meu Comandante da Academia, o então Gen Bda Emílio Garrastazu Médici, de patriótica atuação posteriormente na Presidência da República, que assim se expressou na Ordem do Dia lida na formatura que nos recepcionou ao retorno daquela histórica operação cívico-militar:"CadetesAo decidir empregar a Academia e, em especial, o Corpo de Cadetes, eu e meus assessores diretos fomos tomados de viva emoção. Lançávamos, assim, o sangue jovem do Exército na liça e corríamos o perigo de vê-lo umedecer as velhas terras do Vale do Paraíba. Mais forte que ela, porém, foi o sentimento de nossas responsabilidades e o conteúdo energético de nosso ideal .Após 29 anos de alheamento, a Academia Militar voltou a empenhar-se ostensivamente na luta pelo aprimoramento de nossas instituições e pela tranquilidade de nosso país. Vós o fizestes com pleno sucesso e com admirável galhardia.Que, por isso, a história pátria lhes reserve uma página consagradora, fazendo-os ingressar no rol daqueles que, despidos de qualquer ambição ou interesse subalterno, um dia se dispuseram a lutar pelo país que nossos descendentes hão de receber engrandecido e respeitado.Cadetes: pela história, atingis os umbrais da glória"Por ser o último integrante da Turma de Aspirantes egressos da AMAN em 1964 a deixar o serviço ativo do Exército, rendo a minha homenagem àqueles que junto comigo, magnetizados pela liderança de nosso Comandante e dos nossos Instrutores, não titubearam diante da possibilidade de derramar o seu próprio sangue, se necessário fosse, sem se importar em sacrificar a sua juventude e as suas esperanças em prol do interesse maior da Pátria, mesmo sem ter ainda, naquela ocasião, concretizado os seus sonhos de serem oficiais do Exército. Alguns já não se encontram entre nós, tal como o meu saudoso irmão, mas sei que Deus e a pátria conhecem os seus nomes e que os seus exemplos serão sempre lembrados enquanto no Brasil existirem soldados que entendem que a liberdade da Pátria é o bem maior a ser protegido.Os postulados que absorvi do movimento de 31 Mar 1964, que hoje denomino "correção democrática de 1964" por ter evitado o golpe preparado pelo governo de então contra as instituições e a liberdade democrática do Brasil, impregnaram a minha alma de soldado. Seus postulados sempre foram o meu rumo ético: moralidade, honradez, dignidade, amor a ordem, amor ao território, manutenção da identidade cultural, culto ao passado histórico e o dever de lutar por essas coisas.Vivi intensamente todos os postos da carreira.Nomeado, para a minha última comissão, assumi o cargo de Comandante Militar do Leste, em 20 Dez 2006, coroando a minha carreira na função que hoje deixo e que muito me honrou e dignificou. Foram 2 anos e 2 meses de intenso trabalho. Ao chegar para comandar, acreditava ter incorporado toda a experiência necessária ao seu exercício. Hoje, reconheço que comandá-lo foi um aprendizado contínuo. Muito aprendi nas inúmeras atividades partilhadas com meus comandados, carregadas de momentos de contagiante otimismo e outros, de intensas preocupações.Bastaria recordar a proposta de uma nova organização para os Comandos subordinados que já vem resultando na criação da Base de Apoio Logístico do Exército, a execução das Operações Mercosul, a realização dos Jogos Pan-americanos em área militar, a Operação Cimento Social, a Operação Atlântico Sul, a Operação Guanabara e a Operação Moscou, dentre as inúmeras realizações que juntos conquistamos, para nos enchermos de orgulho profissional e nos sentirmos amplamente realizados.A força que permitiu alcançarmos tão satisfatórios padrões de desempenho foi, sem dúvida, o espírito de disciplina, de trabalho e de camaradagem com que vivemos durante o grato período de meu Comando.Tenho a certeza de que esse espírito persistirá durante a condução experiente do meu sucessor, Gen Catão, oficial de sobejas qualidades e grande brilho profissional, a quem desejo pleno êxito na nobre missão que hoje é investido.Sei que nesta hora nenhum dever me seria mais imperativo do que expressar os meus agradecimentos:- a Deus que, em sua infinita bondade, permitiu que eu chegasse a este momento tão significativo da minha vida com a consciência tranquila dos que cumpriram o seu dever.- Aos meus pais, Coronel de Cavalaria Luiz Cesário da Silveira, já falecido, e minha mãe Nilza Silveira, que em um lar povoado por 7 filhos, me transmitiram o amor e a necessária educação que formaram o meu caráter de cidadão.- À minha querida esposa Aladir, minha eterna namorada desde que eu cursava o 1º ano científico do Colégio Militar do Rio de Janeiro, pela compreensão e incentivo e por ter me dado duas queridas filhas Daniele e Adriane, que multiplicaram a família cada uma com um casal de lindos netos o que me dá a garantia que, mesmo quando Deus me chamar, neles a minha herança genética será perpetuada.- Aos chefes de todos os tempos e de todos os lugares, dos quais sempre busquei os exemplos que inspiraram a minha vida.- Aos amigos, camaradas de armas e da vida civil, que sempre ombrearam comigo e me estimularam com seu carinho e compreensão ao longo da vida.- Aos meus subordinados que, durante toda a minha carreira, sempre viram em mim não o Chefe exigente e, sim, o amigo orientador, dispensando-me os maiores tributos de confiança e lealdade.Vivi intensamente e feliz os 47 anos da minha vida militar. Jamais foram obstáculo, para mim, a deficiência material ou a insuficiência de recursos. Jamais me alcançou a descrença, a rotina que conduz ao imobilismo e o desânimo. Procurei sempre resolver todos os desafios com criatividade, espírito profissional e devotamento.Fui um profissional do meu tempo, sempre em consonância com a realidade nacional. Amadurecido e alçado ao mais alto posto da hierarquia terrestre venho acompanhando, por dever, atentamente a evolução do pensamento político-estratégico brasileiro, reagindo com as perspectivas de futuro para a Instituição. Tenho levado as minhas apreensões ao Alto- Comando do Exército, colegiado que durante 3 anos e 8 meses tive a honra e o privilégio de integrar e que se constitui no mais alto nível do assessoramento para as decisões do Comandante do Exército.Vivemos, atualmente, dias de inquietudes e incertezas.Sei que só nós, os militares, por força da continuidade do nosso dever constitucional, temos por obrigação manter a memória viva e a trajetória imutável da liberdade na construção nacional.Nossa Instituição sempre foi um ator importante na vida brasileira, e, ao longo da história, teve o papel de interlocutor, indutor e protagonista.A história do Brasil se confunde com a história do Exército. Ele é o "cerne da nacionalidade brasileira." – como escreveu meu saudoso pai.Tenho a convicção que o nosso Exército saberá, como sempre, contornar tão graves limitações e continuará, a despeito de qualquer restrição que se lhe anteponha, "protegendo a nação do estrangeiro e de si mesma".Hora da despedida! Conforme escreveu o General Orlando Geisel, "os velhos soldados se despedem, mas não se vão. No Exército permanecem os meus velhos sonhos, a evocação dos meus melhores dias, a mocidade há muito tempo perdida e a confiança nos chefes que virão depois de mim"Tenham a certeza de que o que vivi nestes mais de 47 anos de minha vida militar, ficará guardado eternamente em meu coração. Tão vivas lembranças tocaram e tocarão, para sempre, a minha alma de soldado. E hão de servir-me como alento no prosseguimento do resto de minha vida que, hoje, se inicia, na certeza que jamais ficará esquecido como coisa do passado.Não sou eu que pertenço ao passado.O passado é que me pertence!Muito obrigado!Fonte: SEÇÃO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO COMANDO MILITAR DO LESTE

sábado, 14 de março de 2009

A REVOLUÇÃO DE MARÇO DE 1964



Textos de terceiros 29/10/2007 - A HISTÓRIA OFICIAL DE 1964
29/10/2007 - A HISTÓRIA OFICIAL DE 1964


Olavo de Carvalho - O Globo, 19 de janeiro de 1999
Se houve na história da América Latina um episódio sui generis, foi a Revolução de Março (ou, se quiserem, o golpe de abril) de 1964. Numa década em que guerrilhas e atentados espoucavam por toda parte, seqüestros e bombas eram parte do cotidiano e a ascensão do comunismo parecia irresistível, o maior esquema revolucionário já montado pela esquerda neste continente foi desmantelado da noite para o dia e sem qualquer derramamento de sangue.
Texto completo


O fato é tanto mais inusitado quando se considera que os comunistas estavam fortemente encravados na administração federal, que o presidente da República apoiava ostensivamente a rebelião esquerdista no Exército e que em janeiro daquele ano Luís Carlos Prestes, após relatar à alta liderança soviética o estado de coisas no Brasil, voltara de Moscou com autorização para desencadear – por fim! – a guerra civil no campo. Mais ainda, a extrema direita civil, chefiada pelos governadores Adhemar de Barros, de São Paulo, e Carlos Lacerda, da Guanabara, tinha montado um imenso esquema paramilitar mais ou menos clandestino, que totalizava não menos de 30 mil homens armados de helicópteros, bazucas e metralhadoras e dispostos a opor à ousadia comunista uma reação violenta. Tudo estava, enfim, preparado para um formidável banho de sangue. Na noite de 31 de março para 1º de abril, uma mobilização militar meio improvisada bloqueou as ruas, pôs a liderança esquerdista para correr e instaurou um novo regime num país de dimensões continentais – sem que houvesse, na gigantesca operação, mais que duas vítimas: um estudante baleado na perna acidentalmente por um colega e o líder comunista Gregório Bezerra, severamente maltratado por um grupo de soldados no Recife. As lideranças esquerdistas, que até a véspera se gabavam de seu respaldo militar, fugiram em debandada para dentro das embaixadas, enquanto a extrema-direita civil, que acreditava ter chegado sua vez de mandar no país, foi cuidadosamente imobilizada pelo governo militar e acabou por desaparecer do cenário político. Qualquer pessoa no pleno uso da razão percebe que houve aí um fenômeno estranhíssimo, que requer investigação. No entanto, a bibliografia sobre o período, sendo de natureza predominantemente revanchista e incriminatória, acaba por dissolver a originalidade do episódio numa sopa reducionista onde tudo se resume aos lugares-comuns da "violência" e da "repressão", incumbidos de caracterizar magicamente uma etapa da história onde o sangue e a maldade apareceram bem menos do que seria normal esperar naquelas circunstâncias. Os trezentos esquerdistas mortos após o endurecimento repressivo com que os militares responderam à reação terrorista da esquerda, em 1968, representam uma taxa de violência bem modesta para um país que ultrapassava a centena de milhões de habitantes, principalmente quando comparada aos 17 mil dissidentes assassinados pelo regime cubano numa população quinze vezes menor. Com mais nitidez ainda, na nossa escala demográfica, os dois mil prisioneiros políticos que chegaram a habitar os nossos cárceres foram rigorosamente um nada, em comparação com os cem mil que abarrotavam as cadeias daquela ilhota do Caribe. E é ridículo supor que, na época, a alternativa ao golpe militar fosse a normalidade democrática. Essa alternativa simplesmente não existia: a revolução destinada a implantar aqui um regime de tipo fidelista com o apoio do governo soviético e da Conferência Tricontinental de Havana já ia bem adiantada. Longe de se caracterizar pela crueldade repressiva, a resposta militar brasileira, seja em comparação com os demais golpes de direita na América Latina seja com a repressão cubana, se destacou pela brandura de sua conduta e por sua habilidade de contornar com o mínimo de violência uma das situações mais explosivas já verificadas na história deste continente. No entanto, a historiografia oficial – repetida ad nauseam pelos livros didáticos, pela TV e pelos jornais – consagrou uma visão invertida e caricatural dos acontecimentos, enfatizando até à demência os feitos singulares de violência e omitindo sistematicamente os números comparativos que mostrariam – sem abrandar, é claro, a sua feiúra moral – a sua perfeita inocuidade histórica. Por uma coincidência das mais irônicas, foi a própria brandura do governo militar que permitiu a entronização da mentira esquerdista como história oficial. Inutilizada para qualquer ação armada, a esquerda se refugiou nas universidades, nos jornais e no movimento editorial, instalando aí sua principal trincheira. O governo, influenciado pela teoria golberiniana da "panela de pressão", que afirmava a necessidade de uma válvula de escape para o ressentimento esquerdista, jamais fez o mínimo esforço para desafiar a hegemonia da esquerda nos meios intelectuais, considerados militarmente inofensivos numa época em que o governo ainda não tomara conhecimento da estratégia gramsciana e não imaginava ações esquerdistas senão de natureza inssurrecional, leninista. Deixados à vontade no seu feudo intelectual, os derrotados de 1964 obtiveram assim uma vingança literária, monopolizando a indústria das interpretações do fato consumado. E, quando a ditadura se desfez por mero cansaço, a esquerda, intoxicada de Gramsci, já tinha tomado consciência das vantagens políticas da hegemonia cultural, e apegou-se com redobrada sanha ao seu monopólio do passado histórico. É por isso que a literatura sobre o regime militar, em vez de se tornar mais serena e objetiva com a passagem dos anos, tanto mais assume o tom de polêmica e denúncia quanto mais os fatos se tornam distantes e os personagens desaparecem nas brumas do tempo. Mais irônico ainda é que o ódio não se atenue nem mesmo hoje em dia, quando a esquerda, levada pelas mudanças do cenário mundial, já vem se transformando rapidamente naquilo mesmo que os militares brasileiros desejavam que ela fosse: uma esquerda socialdemocrática parlamentar, à européia, desprovida de ambições revolucionárias de estilo cubano. O discurso da esquerda atual coincide, em gênero, número e grau, com o tipo de oposição que, na época, era não somente consentido como incentivado pelos militares, que viam na militância socialdemocrática uma alternativa saudável para a violência revolucionária. Durante toda a história da esquerda mundial, os comunistas votaram a seus concorrentes, os socialdemocratas, um ódio muito mais profundo do que aos liberais e capitalistas. Mas o tempo deu ao "renegado Kautsky" a vitória sobre a truculência leninista. E, se os nossos militares tudo fizeram justamente para apressar essa vitória, por que continuar a considerá-los fantasmas de um passado tenebroso, em vez de reconhecer neles os precursores de um tempo que é melhor para todos, inclusive para as esquerdas? Para completar, muita gente na própria esquerda já admitiu não apenas o caráter maligno e suicidário da reação guerrilheira, mas a contribuição positiva do regime militar à consolidação de uma economia voltada predominantemente para o mercado interno – uma condição básica da soberania nacional. Tendo em vista o preço modesto que esta nação pagou, em vidas humanas, para a eliminação daquele mal e a conquista deste bem, não estaria na hora de repensar a Revolução de 1964 e remover a pesada crosta de slogans pejorativos que ainda encobre a sua realidade histórica?

http://www.olavodecarvalho.org/semana/1964.htm%20

Príncipe Charles.a caça e a raposa

Príncipe Charles, a caça e a raposa
Coronel Gelio Fregapani
EX-SUPERINTENDENTE DA ABIN EM RORAIMA

Anos atrás, havia quem censurasse o príncipe prevaricador por sua crueldade na caça à raposa. Hoje, percebemos que o interesse pela "Raposa" também tem outras conotações: desmembrar o Brasil, criando uma nação indígena que seja dócil aos interesses do primeiro mundo.
O príncipe Charles defendeu nesta quinta-feira, em discurso no Palácio Itamaraty, que a conservação das florestas tropicais, como a Amazônia, seja financiada com recursos garantidos pelos países desenvolvidos. No pronunciamento, o príncipe afirmou que o dinheiro seria dado, não emprestado, e seria o pagamento aos países tropicais pelos "serviços ecológicos" prestados pelas florestas ao mundo. Ninguém no Congresso, ao que se saiba de público, pediu explicações. Engoliram sorrindo as mentiras, os atrasos e as grosserias dos seguranças britânicos. Pareciam estar recebendo seu futuro rei.
Todos sabemos da crise financeira mundial e que a Inglaterra enfrenta sérias dificuldades. O generoso príncipe vai tirar empregos de seus compatriotas para proteger as florestas de um país longínquo? Quanto altruísmo. O que ele realmente veio fazer?
Timidamente tem aparecido na imprensa uma certa "teoria da conspiração" que , entre outras metas, tentaria dividir alguns países de grande extensão territorial, como o Brasil, a China, a Índia e a Rússia. Essa meta seria orientada pela oligarquia financeira anglo-holandesa-americana, que estaria também procurando evitar o desenvolvimento que lhes pudesse fazer sombra.
É difícil saber até onde isto é verdade, mas para falar só do nosso país, a tentativa de balcanização é a cada dia mais evidente. Homologam-se imensos territórios indígenas interditados aos brasileiros. Aí estão as digitais das ONGs anglo-holandesas, WWF, entre outras; interditam-se para a produção de parques ecológicos do tamanho de países europeus. De novo, ONGs anglo-holandesas como a Greenpeace e americanas como a fundação Ford, sem falar na oposição às hidrelétricas e ao asfaltamento de estradas.
Agora nos visita o príncipe-sem compostura. Exatamente agora nas vésperas do julgamento da Raposa/Serra do Sol. Vem falar sobre a proteção das florestas. Por que agora?
As evidências apontam: a manobra final para garantir a retirada dos brasileiros do único lugar habitado por nacionais nas serras da fronteira norte.
Vejamos alguns antecedentes:
O mercado de minérios é, há séculos, controlado por cartéis de Londres. Eles sabiam da extrema mineralização das serras do norte do Brasil. Até pouco tempo, manobraram apenas para que não fossem exploradas.
Quando começamos a explorar o estanho das jazidas do Pitinga e quebramos o cartel do estanho, se assustaram e jogaram tudo nos movimentos indianistas e ambientalistas. A moderna utilização de metais quase só encontrados aqui os fez compreender que teriam de lidar com governos submissos, e o ideal seriam governos indígenas, não o de uma nação do porte do Brasil, que, quando despertasse, lhes criaria problemas.
Aliaram-se aos Estados Unidos. Financiaram demarcações, propagandas e compraram homologações. Conseguiram a assinatura do Itamaraty na declaração de direitos que na prática concede status de nação independente às áreas indígenas, sempre sobre as principais jazidas algumas como a ianomâmi, já sob inteiro domínio das ONGs.
Entretanto, para que o novo "país indígena" não ficasse cortado ao meio, a Raposa tem de ser cooptada, mesmo com a oposição da maioria dos índios que lá vivem. Então vamos à caça à Raposa.
Tem de ser agora! A crise está mordendo os calcanhares do Reino Unido, como dos EUA e da Holanda. Em breve não mais poderiam conseguir; até suas ONGs enfrentam penúria. O Brasil está tomando conhecimento da manobra e iniciando a levantar a cabeça. Não dá para esperar mais. Já haviam sido retirados alguns opositores: o diretor-geral da Abin e generais do Ministério da Defesa. O general Monteiro, comandante da Brigada em Boa Vista. Agora retiram o general Heleno, o que não ousaram fazer antes. É a hora do julgamento. É tudo agora ou não dará mais.
Vale pedidos pessoais dos governos. Vale visita do príncipe. Vale promessas de dinheiro, impossível de cumprir por um pais em crise. Vale mentir, enganar, jogar charme, aproveitar a vaidade de nossos dirigentes. É a hora da caça à raposa.
A situação é séria e merece atenção. O Exército ainda reage? – tratam de o desmoralizar. Lembremos que todas as nações que descuidaram da sua defesa e/ ou desprestigiaram os seus soldados terminaram subjulgadas por aquelas outras que agiram de outra forma.
Brasil, desperta!

CARTA ABERTA AO ARCEBISPO DE OLINDA E RECIFE


CARTA ABERTA AO ARCEBISPO DE OLINDA E RECIFE, D. JOSÉ CARDOSO SOBRINHO Caro D. José;

Escrevo sobre a excomunhão dos médicos que praticaram o aborto dos gêmeos da menina estuprada pelo padrasto, em Pernambuco. Inicialmente, digo que não pretendo questionar ou criticar sua decisão: o senhor agiu corretamente, em consonância com os dogmas e postulados da Igreja Católica. Gostaria de pedir, isso sim, que já que o senhor está tomado pelo espírito de justiça segundo as Leis de Deus e as normas da Igreja, que prosseguisse com as excomunhões. Sugiro, por exemplo, que excomungue os políticos e servidores públicos corruptos, eis que eles violaram um Mandamento da Lei de Deus (não furtarás). De quebra, o senhor poderia também excomungar os padres pedófilos, já que eles pecaram - de forma gravíssima, pecado mortal! Aliás, eu gostaria de perguntar: o criminoso e pecador padrasto da pobre menina violentada, esse foi excomungado? Prosseguindo, o senhor deveria excomungar também as mulheres católicas que usam anticoncepcionais e os jovens católicos que fazem sexo antes do casamento usando camisinha, pois eles pecam contra a castidade, usando de artifícios para ter sexo apenas por prazer, e não para procriação. Também excomungue os católicos divorciados, já que estes estão em permanente adultério. E já que está com a mão na caneta, aproveite e excomungue também os homens católicos que tem amantes, uma vez que estes também são adúlteros. São as minhas humildes sugestões ao senhor, pelo bem do cumprimento da Lei de Deus! Atenciosamente, Alan Lacerda de Souza Advogado e Professor Brasília/DF P.S.: A mim o senhor não precisa se preocupar em excomungar: de acordo com o cânon 751 do Cód. de Direito Canônico eu sou um herege, e por iss o j? ? fui excomungado latae sententiae, segundo o cânon 1..364, § 1º. Graças a Deus!