Notícias Militares

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Liga atacaria Exército


'Liga' atacaria Exército Militares descobrem plano para roubar fuzis de Batalhão-Escola
Adriana Cruz e Maria Mazzei
Rio - Conhecido por ações ousadas — como fugir de Bangu 8 pela porta da frente —, o chefe da milícia 'Liga da Justiça', o ex-PM Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, planejava invadir o Batalhão-Escola de Engenharia Villagran Cabrita, em Santa Cruz, na madrugada do último dia 11. Há suspeite de que a ação teria apoio até de Policiais Militares. O objetivo da quadrilha era roubar 20 fuzis do alojamento do comandante da Guarda. O ataque foi abortado dia 9, quando o miliciano descobriu que o plano, incluindo um croqui detalhando a localização das armas, teria chegado aos Militares.A Polícia Civil investiga a relação do vazamento com a morte do cobrador de van Hélio Jorge de Andrade, 25. No mesmo dia 9, às 17h30, ele foi executado com tiros na cabeça, e Tiago Pereira, 62, foi atingido, sem gravidade, em Cosmos, Zona Oeste.Naquela noite, o Exército recebeu dados sobre o plano. Em nota, o Comando Militar do Leste informou que as unidades estão em alerta.
- "O setor de Inteligência do CML tomou conhecimento de um possível plano de ação contra o Batalhão-Escola de Engenharia. E foi determinado para todas as Prganizações Militares da área (...) uma intensificação de medidas orgânicas visando à proteção de pessoal e patrimônio".
O Ministério Público Militar também foi informado sobre o caso.
Batalhão teve guarda trocada
Uma das primeiras medidas de segurança adotadas pelo Exército foi trocar a Guarda de plantão e modificar o local dos paióis. Um militar chegou a ser ouvido; porém, não foi aberto Inquérito Policial Militar. Segundo o plano de invasão, o quartel seria tomado às 2h de domingo. Nesse horário, duas viaturas da PM estariam na Rua do Império, onde fica a Unidade, esquina com a Avenida Padre Guilherme Decaminhada, próximo à 36ª DP (Santa Cruz). De acordo com as investigações, o objetivo seria dar cobertura ao bando em caso de reação da Polícia e do Exército. Oito homens fardados, ocupando um Stilo verde e um Kadett prata, planejavam render o militar de guarda na guarita principal, a 50 metros do alojamento do comandante da guarda, onde ficam os fuzis. Os outros 12 guardas não ficam armados, para evitar roubos. Os milicianos tinham informações privilegiadas. Eles sabiam que os fuzis estariam guardados no alojamento, para ser usados pelos militares de plantão em caso de emergência.
VIATURAS DARIAM COBERTURA
Para fugir, o grupo deixaria as armas dentro das patrulhas da PM e depois seguiria para a Avenida Padre Guilherme Decaminhada, sentido Avenida Brasil. Toda a ação seria acompanhada por um Sargento do Exército encapuzado. Ele é acusado de ser o chefe da milícia no Conjunto Habitacional do Gouveia, onde Batman estaria escondido.Nos dados do plano obtidos pelo Exército, dois dias antes da suposta invasão dos milicianos, há informações de que um PM, conhecido como Barbosinha, participaria da ação em apoio ao grupo de Batman.Na tarde do dia 17, o cabo PM do 27º BPM (Santa Cruz) Carlos Jesias da Silva Barbosa — também conhecido como Barbosinha — foi emboscado por criminosos. A Polícia investiga se o ataque teria sido praticado por milicianos e se há relação entre a coincidência de apelidos e o plano de Batman. A assessoria de imprensa da PM informou que Barbosinha sofreu uma tentativa de assalto.

Um comentário:

FENIX disse...

A crise, que começou financeira, transformou-se em econômica e, na ausência de governo, já está se transformando em crise social. A crise social é reflexo, à primeira vista, do maciço desemprego e na conseqüente queda de consumo e na inadimplência que acarretam menor produção e mais desemprego.

Insensível, o governo já projeta a mesma arrecadação de impostos verificada no ano passado, haja vista o impostômetro apresentar valor de 100 bilhões no mês de janeiro, o que projeta arrecadação de 1,1 trilhão de reais no ano. Um fio muito tênue, ao mesmo tempo em que separa, une a crise social à violência, principalmente nos grandes centros urbanos.

Os empregados, mais prudentes que o governo sindicalista, já abrem mão de salários integrais com a correspondente redução de jornada de trabalho, a fim de manter seus empregos. Mas, o governo perdulário, até agora não acenou com a redução de impostos e de gastos, como se vivesse num universo paralelo, imune aos problemas dos mortais que os sustentam.

Em breve teremos convulsão social e, sem forças armadas, uma possível guerra civil, de conseqüências castatróficas.

"LIBERTAS QUAE SERA TAMEN"