Notícias Militares

sábado, 30 de maio de 2009

A UTOPIA DAS OSSADAS


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Subject: Fw: A UTOPIA DAS OSSADAS
Date: Sat, 30 May 2009 18:14:04 -0300


A UTOPIA DAS OSSADAS



O Diário Oficial da União publicou uma portaria do Ministério da Defesa, atribuindo ao Exército, com o uso da ciência e da tecnologia, a responsabilidade de localizar e identificar possíveis ossadas de militares e guerrilheiros mortos na região do Araguaia no período 1972-1974.

Inúmeras “expedições e buscas”, com recursos da União (diga-se do contribuinte), foram sempre acompanhadas e publicadas com destaque pela imprensa. Declarações bombásticas e de efeito por parte de seus idealizadores e organizadores ao longo dos anos, em especial a partir de 2003, com resultados pífios, inócuos e constrangedores, levaram os seus responsáveis, invariavelmente, ao silêncio e ao constrangimento, pois o foco central das pesquisas e das investigações conduzia a um planejamento inadequado e, conseqüentemente, a resultados desastrosos.

Como dessa vez os trabalhos serão coordenados pelo Comandante do Exército, muda-se o foco da ação. Se os resultados forem inexpressivos e não atenderem aos interesses do governo, de imediato alguém será responsabilizado ou, pelo menos, criticado pelo fato de não ter a missão sido cumprida a contento, criando-se um “bode expiatório”. Com isso, o governo explorará os resultados e o MD lavará as mãos, com reflexos na coesão e no moral da Instituição Exército.

Sou extremamente cético quanto aos resultados. Como o Brasil é um país pródigo em farsas, que fazem parte de nossa cultura, mais uma vez estamos diante de outra farsa que poderá se transformar em uma grande fraude.

As buscas anteriores se revelaram desalentadoras, não apenas pela incompetência daqueles que sonhavam com o estrelato, mas pela inexistência ou pela precariedade de dados com conteúdo significativo que contribuissem para o sucesso das ações, e não para revelar o que o governo, o Ministério da Justiça e o seu CDDH gostariam que fosse revelado.

A falta de objetividade permeou as investigações anteriores. O foco do problema ou da solução não está disponível para o Exército ou para outro órgão oficial. O Centro de Informações do Exército, atual Centro de Inteligência do Exército, somente detetou a área onde se desenvolveria a guerrilha em março de 1972, enquanto que os “guerrilheiros”, a maioria jovens e alguns menores de idade, eram conduzidos clandestinamente para a região desde dezembro de 1967, de onde não mais se ausentariam por determinação partido. Ou seja, o mobiliar da área se antecipou por mais de quatro anos ao início das operações, quando já estavam excepcionalmente adaptados aos rigores da selva e do clima e já realizavam algum trabalho social que os aproximava dos humildes habitantes da área.

Nesse cenário, atrevo-me a antecipar resultados inexpressivos, com recursos pagos pelo cidadão comum, embora com grande repercussão na mídia, tomando-se como base o alarido das pesquisas e das comissões e/ou grupos de trabalho do passado; a predisposição de profissionais despreparados em desprezar o bom senso e maquiar a verdade; a predisposição em encontrar não o que o mundo real e honesto mostra, pois este abalaria convicções, mas o que ele ideologicamente aceita como verdade; a inconsistência de documentos que permitem fraudar decisões e justificar concessões, em especial quando envolve o pagamento de indenizações; etc.

Atrevo-me, ainda, a acrescentar outras considerações, que dificultarão sobremaneira as buscas e, conseqüentemente, os trabalhos da comissão:

a) significativas mudanças nas características fisiográficas da região após mais de 37 anos do início do desmantelamento da guerrilha;

b) dificuldades de locomoção, em face das características climáticas da região, que exige preparo físico e um razoável período de adaptação;

c) alagamento de áreas expressivas durante o período das cheias, com reflexos na topografia da região, na configuração do terreno e na circulação de pessoas, bens e mercadorias;

d) inexpressiva quantidade de remanescentes do período 1972/74;

e) abandono e miséria em que ainda vive uma parcela da população da área;

f) desinteresse de “ex-guerrilheiros”, militantes do PT, de participar e de colaborar com as buscas.

Assim, o foco, para melhor encaminhamento do problema, deverá ser descolado do Exército e de toda e qualquer comissão, e deslocado para o P C do B, organização responsável pelo aliciamento desses jovens, que serviriam de meros instrumentos de “trabalho”, enquanto que a maioria dos seus dirigentes permanecia nas áreas urbanas e alguns viajavam para o exterior com as despesas pagas.

A guerrilha só se instalou porque os velhos caciques do partido na época, verdadeiros profissionais do terrorismo e da subversão, financiados inicialmente pela China e posteriormente pela miserável Albânia, não hesitaram em instruir, doutrinar e recrutar jovens para o Araguaia. Retirou-os do seio de suas famílias; colocou uma arma em suas mãos; levou-os à clandestinidade; selecionou os mais aptos ideologicamente e fisicamente; convenceu-os a realizar uma relevante tarefa para o partido em uma região afastada, inóspita e insalubre; fanatizou-os e induziu-os a resistir até a morte. Não é por acaso, ou mera coincidência, que os sobreviventes da guerrilha, os que foram presos e os que, pacificamente, se entregaram, abandonaram o P C do B e militam no PT desde a sua criação.





General ALOISIO RODRIGUES DOS SANTOS



Obs: Solicito ao caro amigo difundir o presente artigo, colocado na internet há algumas semanas, aos militares e civis de seu relacionamento, de forma a divulgar o que a esquerda não quer que o Brasil conheça.

Falta gás no mundo árabe




Falta gás no mundo árabe

Do Nahum Sirotsky- O “ Financial Times”,de Londres.é sem duvida.o melhor informado diario sobre o mundo econômico e financeiro. Tem excelentes repórteres,, analistas de invejáveis conhecimentos e inteligência. E´onde encontrei esta importante informação.

Como não se ignora, na região do Golfo Pérsico estão os maiores exportadores de petróleo. São gigantescas as reservas conhecidas e produtivas. E, apenas de passagem, pois não é o tema central desta minha nota,o Irã,, a antiqüíssima Pérsia, lá se localiza..E as grandes potencias não imaginam usar a força para impedir que produza e teste sua Bomba, como se supõem esteja perto de realizar,, não tanto por ser grande produtor de petróleo.Há um pequeno e decisivo detalhe:controla o estreito de Hormuz, tão estreito em trechos que se pode observar a olho nu tudo o que passa.E é insubstituível e obrigatória passagem dos petroleiros vindos carregados dos paises exportadores com suas vitais cargas para paises da Ásia e Europa. Fazer naufragar uns barcos seria suficiente para fechar a passagem

e precipitar carência mortal da fonte da energia que movimenta a economia real,. a que produz coisas.Sem energia pára tudo.A Corea do Norte

lançou sua segunda Bomba e surpreendeu mundo que não sabe o que fazer.O Irã pode fazer o mesmo.Não dá para ver o que faz.,..

O “Financial Times” num texto assinado por Andrew England,destaca que o Oriente Médio árabe e persa-Israel não é incluída no caso,- tem um dos maiores índices de crescimento do consumo e demanda de energia ´do mundo e desvia petroleo e gaz de exportações para consumo local..Uma das conseqüências tende a ser redução da oferta ao mercado internacional.O que implica em que os preços tenderão a subir aos primeiros sinais de recuperação da economia internacional entre noutras..

Atentem.Nos paises do Golfo crescem as populações e,devido ás ricas receitas de petróleo dos dias de altos preços, é acentuada a expansão das economias..Os preços do petroleo desestimularam investimentos na produção de gaz que é essencial nos sistemas de produção de energia, sistema de dessalinização do qual depende a água de beber e industrias,Vai faltar gaz numa região onde existem grandes reservas.Muitos projetos tem sua concretização adiada.Os paises se abastecem uns aos outros.Qatar é das grandes fontes.Mas pais algum sacrifica suas necessidades em solidariedade.E` a regra. .

Há muita informação técnica que a Petrobrás pode obter.Basta pedir Google:” Middle East oil-rich region faces gás shortfall” Lá está..

Gostei da resposta que o sheik Abdullah bin Hamad al-Atliyah, ministro de Energia do Qatar deu a uma pergunta se ele se submeteria a pressões para atender demanda de seus vizinhos.

“ Eu me preocupo sobre a melhor receita para o pais. Não estou no jogo do seguro social.Sou orientado pelo negocio(business-oriented).Veremos”.

Como se vê, nem todos os paises tem o imenso coração do Brasil que ajuda vizinhos sem considerações econômicas..

sexta-feira, 29 de maio de 2009

BANALIDADE DO MAL



BANALIDADE DO MAL

Maria Lucia Victor Barbosa

29/05/2009



Estaremos no fim de uma era? Essa pergunta não pretende uma interpretação milenarista de cunho profético ou religioso, que prevê catástrofes destruidoras da ordem vigente, a qual seria substituída por tempos de felicidade. Mesmo porque, dificilmente dá para imaginar um mundo onde o mal deixe de ser o locatário.

Seja como for, não se pode deixar de constatar que o mal tem estado bastante ativo. Pior. Está se vivendo a banalidade do mal, expressão da filósofa judia, Hannah Arendt, que tomo emprestado.

Isto não é difícil de constatar, pois nessa época em que valores foram perdidos, os horrores da violência, da impiedade, da indiferença à vida, aumentaram substancialmente. Lideranças perniciosas manipulam a maioria incapaz de discernir sua própria ruína. Através de conceitos deturpados governos utilizam o “duplipensar”, termo criado por George Orwell em “1984”. Desse modo, despotismo passa por democracia. Populismo é visto como defesa dos interesses do povo. Arbitrariedades de toda espécie são apresentadas como exercício de soberania. Intoxicadas pela propaganda enganosa as massas louvam e cultuam personalidades equivocadas. Evolui no mundo o terrorismo que se alimenta do fanatismo religioso. Avoluma-se a corrupção nos meios governamentais e políticos estão se lixando para a opinião pública. Eles sabem que na verdade opinião pública inexiste. Mesmo porque, façam o que fizerem, são eleitos e reeleitos.

Se tudo é processo, foram gestadas nas mudanças mundiais figuras malignas, entre as quais se destacam Mahmoud Ahmadinejad, o fanático e despótico presidente do Irã, e Kim Jong-il, o tirano comunista da Coreia do Norte.

Ahmadinejad, que nega o holocausto, tem como obsessão destruir Israel. E enquanto o presidente norte-americano, Barack Hussein Obama, prefere as luvas de pelica da diplomacia, Ahmadinejad, o odiento, avança em seu programa nuclear pondo em risco não só Israel, mas todo o mundo.

Quanto ao ditador Kim Jong-il, deu demonstração de força ao realizar neste mês de maio seu segundo teste nuclear. Ele explodiu um artefato que pode ter potência comparável à bomba que os Estados Unidos lançaram em Hiroshima, em 1945. Isto além dos mísseis que vem lançando, o que põe em alerta especialmente a Coreia do Sul e o Japão. Um dos mísseis que fazem parte do arsenal da Coreia do Norte, o Taepodong, pode atingir o Alasca e o Havaí. Naturalmente tais atos desencadearam a reprovação mundial, inclusive, a do Conselho de Segurança (CS) da ONU. Até a China, que sustenta a miserável Coreia do Norte se posicionou contra as provocações do homenzinho.

O leitor pode indagar: o que o Brasil tem a ver com tais turbulências? Respondo que tem a ver com a banalização do mal. Isto porque, nossa política externa, comandada de fato por Marco Aurélio Garcia, tem demonstrado uma atração irresistível para o que não presta.

Por exemplo, Ahmadinejad foi convidado a nos visitar mesmo após seu discurso violento contra Israel, pronunciado na conferência sobre racismo promovida pela ONU. Felizmente ele cancelou a vinda e pesaram para isso os protestos de judeus e de movimentos sociais contra a presença nefanda. Ahmadinejad deixou, por assim dizer, seu anfitrião e presidente da República, Lula da Silva, esperando no aeroporto.

Kim, chamado de o “Grande Sol do século 20”, também merece a paixão de nossa diplomacia. Tanto é que pela primeira vez o Brasil poria uma embaixada na Coréia do Norte. O presidente Lula da Silva teve que recolher às pressas a tal embaixada, que ficou postergada para quando o tresloucado tirano, quem sabe, ficar mais calmo e parar de provocar o mundo do alto de seus sapatos de plataforma, tentativa de aumentar sua diminuta estatura.

Na ONU o Brasil vem consolidando a posição de poupar países acusados de violar direitos humanos, como a Coréia do Norte e o Congo. Tampouco menciona esses direitos em seus negócios com a China. E votou a favor de uma polêmica resolução na ONU que poupa críticas ao governo da Sri Lanka e evita investigação internacional sobre crimes de guerra.

Estamos à beira de perder mais um cargo internacional, entre os muitos que já perdemos, diante da escolha do Itamaraty que recai sobre um egípcio antissemita para diretor da UNESCO, em detrimento de um brasileiro.

Na América Latina existe um indisfarçável caso de amor entre Lula da Silva e seus admirados companheiros da esquerda caudilhista: Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correia, Fernando Lugo e o eterno ditador do Caribe, Fidel Castro. Na áfrica o presidente da República visita ditadores e pergunta como fazer para ficar tanto tempo no poder.

Para culminar, o terrorista e assassino italiano, Cesare Battisti, é nosso, sem possibilidade de extradição para a Itália. E, segundo Janio de Freitas, colunista da Folha de S. Paulo, em 26/05/09, “está preso no Brasil, sob sigilo rigoroso, um integrante da alta hierarquia do Al Qaeda, identificado como responsável pelo setor internacional da organização”.

Posteriormente foi dito que o homem chamado apenas de K tinha sido solto e o ministro da Justiça, Tarso Genro, defensor da permanência de Battisti no Brasil, desmentiu o relacionamento de K com a organização terrorista. Será isso mesmo?

Tudo é aceito com indiferença. Tudo está banalizado. Inclusive, o mal.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.

mlucia@sercomtel.com.br

quinta-feira, 28 de maio de 2009

VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE À LUTA





“VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE À LUTA”



Ternuma Regional Brasília



Gen Ex Armando Luiz Malan de Paiva Chaves



O mundo todo assistiu ao confronto eleitoral que levou à presidência dos EUA um cidadão comum, nascido numa ilha longínqua, de pai africano e mãe americana Ganhou de ex-primeira dama a preferência dos democratas. Suplantou, por larga margem, o poder republicano instalado. Embora senador, era cidadão comum. Não fazia parte do círculo dos poderosos que influem decisivamente nos rumos da nação-líder.



Seu feito deveu-se, sobretudo, a méritos próprios. À eloqüência e consistência de sua pregação. À pertinácia de sua campanha. À imagem própria e de uma vida de família que adversários não puderam macular.



Mas deveu-se, principalmente, à capacidade de ação que conseguiu aglutinar. Acendeu a cidadania de jovens que não se interessavam pela política. Fez deles cabos eleitorais voluntários e aguerridos. Estimulou e viu consolidar-se estupenda cadeia de propaganda, que ia de contatos porta a porta até a utilização intensiva da internet. Para suporte da campanha, amealhou fabulosa soma de recursos, em grande parte oriunda de milhões de pequenas contribuições espontâneas. Cidadãos comuns, como ele, quiseram desempenhar seu papel na mudança que sonhavam ver acontecer.



Nós, brasileiros, estamos fugindo à luta.



Enumerar todos os males que nos assolam seria repetitivo. Há anos se arrastam processos escandalosos de apropriação indevida de dinheiros públicos; de compra de votos e consciências de parlamentares; de licitações fraudulentas; de crimes de morte de conotação político-partidária, sem solução. O Congresso é muito mais uma caixa de benefícios indevidos e exorbitantes a parlamentares e funcionários do que uma casa de leis. O Judiciário tem sua autoridade maculada por juízes venais, que não são punidos com a severidade que seus pecados merecem. A mais alta corte põe em risco a soberania nacional, com decisão que concede continuidade a reserva indígena de grande superfície, estendida ao longo de fronteira não vivificada.



A comunicação de massa – a mídia – faz bom uso da liberdade de imprensa, que oxigena e fortalece a democracia. Denuncia, cobra respostas e soluções. Mas também ela tem suas fragilidades, suas dependências do poder, para alcançar objetivos empresariais. Temas como os assassinatos do prefeito de Santo André e testemunhas, os dólares apreendidos durante a campanha para o governo de São Paulo, caem no esquecimento. Inexplicavelmente.



Cabe aos brasileiros que se escandalizam com os arquivamentos ou a miopia da mídia sacudi-la em seus brios. Questionar esquecimentos, omissões e silêncios, suspeitos de cumplicidade. Todos sabem quanto isso é difícil. O quarto poder é cioso de sua independência. Não aceita ser criticado. Quanto mais poderoso, tanto menos humilde em suas falhas. Mas, frequentemente, cede à pressão de massa. E, nos dias atuais, é mais fácil exercer pressão de massa, com os recursos da internet. Usando-a, é possível acessar os blogs de jornalistas e os sites de jornais e canais de televisão.



Também a internet é veículo para mensagens a parlamentares. Por meio dela, é possível cobrar posicionamentos, apoiar iniciativas, sugerir propostas, criticar atitudes.



Falamos, acima, de pressão de massa. Não havendo massa, não haverá pressão. Antes, lembramos o efeito de massa nas eleições norte-americanas, depois do verso “Verás que um filho teu não foge à luta”. É impositivo ir à luta, em massa, se queremos para nossos filhos e netos um Brasil mais puro do que temos hoje.



O brasileiro que vai à luta não arremeterá sozinho contra moinhos de vento. Com sua pitada de levedo, estará fermentando a massa, que irá ocupar espaços na opinião pública desinformada, ou desinteressada, ou acomodada por benesses.



A quantos lerem estas linhas, proponho que não se limitem a criticar, em roda de amigos. Mas que arregimentem o maior número que puderem, para congregá-los na massa de pressão. Que façam suas críticas circularem pelos correspondentes de e-mail. Que as enviem a jornalistas e à mídia a que tiverem acesso. Que descubram veios por onde possam impregnar consciências e cidadanias letárgicas.



Quem escreve não é um jovem frustrado em suas esperanças, em busca de armas para combater injustiças, sanear a coisa pública, exigir bom desempenho de quem o representa. É um octogenário que não aceita viver no ócio, mesmo com dignidade. Que, em todos os seus dias, conjugou, com fervor, o verbo SERVIR e não se conforma em assistir, impassível, à deterioração dos costumes, públicos e privados.



Mais aptos do que ele, sem dúvida, existem muitos, capacitados a explorar com desembaraço os avanços tecnológicos.. Servidos por mentes ágeis, encontrarão instrumentos mais eficazes e maior eloqüência para se fazerem ouvidos e seguidos.



A eles desejo passar o bastão, nessa maratona de revezamento. Que aceitem recebê-lo. E ganhem a corrida.

MINHA (Fictícia) AMAN


O texto é de um Coronel da Reserva do Exército.



Minha (Fictícia) Academia Militar

Nesta semana recebi, de vários amigos, e-mail comentando que já estariam avançados os entendimentos para "corrigir distorções" no sistema previdenciário dos militares.
Entre as medidas previstas estariam: a retirada da pensão das filhas, pensão para os filhos somente até os vinte e um anos, aumento do tempo de contribuição para trinta e cinco anos (homens) e trinta anos (mulheres) e não consideração, no tempo de efetivo serviço, do chamado "tempo fícitício" (que pérola !!!), que seria o tempo passado em escolas preparatórias ou academias militares.
Realmente, não houve nada mais "fictício" em minha vida dos que os"fictícios" quatro anos passados dentro dos muros da AMAN, em regime de "fictício" internato. E olhem que eu era civil antes de entrar na AMAN. Imagino como devem estar se sentindo os contemporâneos meus que passaram mais três "fictícios" anos de sacrifício na EspCEx.
Ainda me recordo das "fictícias" noites, no primeiro ano, em que era acordado às duas da manhã para assumir o "fictício" plantão das duas às quatro, que sempre me era reservado por ser muito moderno (leia-se civil, no meio de oriundos da PREP e dos CM, além dos Oficiais R/2, sargentos, cabos e soldados que conseguiram entrar na AMAN).
Não há como esquecer das "fictícias" semanas no campo, rastejando na lama, passando por baixo de tiros e lançando granadas, além do choque e da tristeza pela notícia da "fictícia" morte de companheiros e instrutores em exercícios com explosivos e munição real. Realmente, tudo muito "fictício".
E as semanas dedicadas às "Instruções Especiais", então ? Ah! que "fictícia" ralação! Querem coisa mais "fictícia" do que andar quilômetros com um "Fuzil Aparentemente Leve" e uma mochila nas costas fazendo patrulha, subir e descer montanhas no frio, queimar as palmas das mãos no rapel do montanhismo, ou andar oitenta quilômetros descalço, com fome e com frio, com uma companhia de páraquedistas te perseguindo, a cavalo, morro acima, na simulação de uma fuga e evasão? Realmente, aquele ninho de cobras que havia no buraco em que eu e alguns amigos nos atiramos para fugir da perseguição dos PQD era completamente "fictício".
E é claro que não podemos esquecer que junto com toda aquela "fictícia" ralação, serviços de escala, formaturas e revistas de uniforme ainda haviam as provas de cálculo, química, física, história, geografia, topografia, matérias militares, educação física. Tudo muito "similar" à vida de qualquer outro universitário do país. Tudo muito "fictício".
Cabe lembrar, ainda, o que, talvez fosse o pior de tudo: a "fictícia" saudade de casa ou das namoradas deixadas longe, principalmente pelos "fictícios" laranjeiras, que ficavam, por vezes, todo o ano sem ir ver a família, no norte, no nordeste, no centro-oeste ou no sul do país, simplesmente por que não havia dinheiro para a passagem, ou porque as distâncias eram tão grandes e as férias de meio de ano tão curtas, que não haveria como ir e voltar a tempo para o início do segundosemestre.
Eu que morava a duas horas e meia de Resende, lembro-me, com pena, dos amigos que, terminada a semana e as indefectíveis (e "fictícias"),palestra e revista de uniforme do sábado de manhã, não teriam outra alternativa senão encarar o "fictício" fim-de-semana na AMAN, comendo "bala juquinha" na seção de cinema acadêmico, enchendo a cara no "Bola Sete", e, por que não, fazendo xixi no retão.
Realmente, os nossos líderes talvez tenham razão: foi tudo muito "fictício". O serviço militar prestado durante quatro (ou sete anos) foi "fictício", a saudade e, muitas vezes, o sentimento de solidão de um jovem de dezoito anos, causado não só pelo afastamento de casa, como também pela imensidão daquelas instalações, foram coisa à toa, "fictícias"; as marchas diurnas e noturnas e as noites em claro no exercícios de campo ou estudando, tudo foi "fictício".
Só não é fictício o orgulho de, por lá, ter passado.

Rio de Janeiro, 26/05/09.

(Como não me passaram o nome do autor, eu assino embaixo de todas as ficções aqui apresentadas - Estas ficções são verdadeiras e nos enchem de orgulho!! - Parabéns ao autor! Tomara que seja da Turma Mar Castello Branco !!- Gen PChagas)MINHA

quarta-feira, 27 de maio de 2009

REFORMA POLÍTICA





REFORMA POLÍTICA



É fora de dúvida que não faltam pessoas de bem na minha cidade, no meu estado e no meu país. O mesmo pode-se dizer de pessoas inteligentes. Então, por que vemos a proliferação da corrupção no trato da coisa pública, a todo instante e em todo lugar, sem uma consequente manifestação de repulsa e uma exigência cidadã de novos rumos?

Há um provérbio que diz: “quando falares, cuide para que suas palavras sejam melhores do que o silêncio.” Ou seja, o silêncio, traduzido em omissão ou acomodação, deve ser substituído por uma participação democrática capaz de condenar, rejeitar, exigir e sugerir, conforme as circunstâncias.

No atual momento da vida política nacional, enquanto os escândalos se multiplicam no Congresso Nacional com a mesma fecundidade das ratarias na natureza, diminuindo o respeito e a credibilidade, já escassos, dos parlamentares, ecoam manifestações da necessidade e urgência de uma “reforma política”, há muitos anos reclamada, embora sem opositores declarados a tal idéia. O cidadão não alienado vem sendo surpreendido com as principais medidas reformadoras postas em discussão – financiamento público de campanha e lista fechada – notoriamente concebidas e maquiavelicamente apresentadas como se os eleitores fossem todos idiotas e incapazes de perceber que o efeito buscado é assegurar, com mais tranquilidade, a permanência dos caciques no comando dos seus partidos e na vida política nacional! Há quem diga que isso não pode ser meta, pois já existe. No meu modo de ver, com esse raciocínio mais se impõe algo novo e moralizador, pois como está não pode continuar.

É lamentável que no Brasil a política seja tratada como um feudo que se transfere no âmbito familiar, não raras vezes às custas de uma vassalagem e de prestação de serviços nem sempre dignificantes. Daí parecer-me oportuno cogitar da realização de um plebiscito a fim de que o povo soberanamente tenha a oportunidade de deliberar sobre tão relevante matéria, embora haja um risco inerente nessa idéia, qual seja a manipulação da consulta popular, o que deve ser evitado a todo custo pela vigilância cidadã. Vale lembrar que “as idéias não são responsáveis por aquilo que os homens fazem delas.”

O urgente e inadiável é que algo se faça em benefício da Nação brasileira, dando-lhe condições de bem escolher aqueles seus representantes vocacionados e melhor dotados para a condução dos seus destinos. Insinuar que o voto consciente é a solução é o mesmo que querer a redução imediata do nível das águas em áreas inundadas; é um bom desejo, mas fora da realidade. A cultura do populismo, que ganha espaço na América do Sul mediante a distribuição de benesses e a compra de consciências, também faz parte da realidade brasileira e dela deve ser afastada.

O momento é de reformar, ou seja mudar para melhor, mas não é justo que os autores da nova legislação sejam os seus maiores beneficiários. É essencial que se promovam debates e manifestações envolvendo representantes de todos os setores da vida nacional.

O pensamento recentemente expressado de público por um deputado federal de que “se lixava para a opinião pública, porque ele e seus colegas poderiam ser criticados, mas não deixavam de se reeleger” é um preocupante sintoma de uma enfermidade social que denigre o nosso País e cuja cura cabe ao eleitor consciente. Silenciar ante tal descalabro é sinal de fraqueza, quando não de cumplicidade. Esquivar-se de sua responsabilidade cidadã de participar do inadiável saneamento moral e de costumes é fugir do combate, que só aos fracos abate. Esperar sem lutar é uma rendição vergonhosa!

(Gen Ex José Carlos Leite Filho – linsleite@supercabo.com.br – 26/05/09)

(Publicado em O Jornal de Hoje-27/05/09- Natal, RN)

INFORMEX




PORTARIA Nº 144-DGP, DE 27 DE MAIO DE 2009.

Nomeação de Comandante de Organização Militar

O CHEFE DO DEPARTAMENTO-GERAL DO PESSOAL, considerando o disposto no Art. 19. da Lei Complementar nº 97, de 9 de junho de 1999, e de acordo com o Art. 9º, inciso III, alínea c, do Regulamento de Movimentação para Oficiais e Praças do Exército, aprovado pelo Decreto nº 2.040, de 21 de outubro de 1996, resolve:

NOMEAR

Por necessidade do serviço, ex officio, para o cargo de Comandante das Organizações Militares a seguir relacionadas, os seguintes Oficiais:

1. COMANDO MILITAR DA AMAZÔNIA (CMA)
Nr OM LOCAL UF POSTO A/Q/S NOME OBS
01 Cia C/ CMA Manaus AM Cap Inf LUCIANO FREITAS E SOUSA FILHO -
02 Cia C/ 12ª RM Manaus AM Cap Inf MARCIO WAKAI -
03 Cia C/ 16ª Bda Inf Sl Tefé AM Cap Inf RODRIGO OTAVIO FAGUNDES -
04 3ª Cia F Esp Manaus AM Maj Inf WILL MAZON -
05 12ª Cia PE Manaus AM Cap Inf ALEXANDRE RIBEIRO PEIXOTO DOS SANTOS -
06 12º Esqd C Mec Boa Vista RR Cap Cav DIEGO DE ALMEIDA PAIM -
2. COMANDO MILITAR DO LESTE (CML)

Nr OM LOCAL UF POSTO A/Q/S NOME OBS
07 9ª Bia AAAe (Es) Macaé RJ Cap Art RAFAEL DELLANE DE AMORIM PIRES -
08 BC / AD 1 Niterói RJ Cap Art SANDRO ERNESTO GOMES -
09 BC Sv / FSJ Rio de Janeiro RJ Cap Art ALEXANDER DE SA VILELA -
10 Cia C/ 1ª RM Rio de Janeiro RJ Cap Inf RICARDO DIAS LOMBA -
11 Cia C/ GUES / 9ª Bda Inf Rio de Janeiro RJ Cap Inf GLAUBER CORRÊA NETIS TELES -
12 Cia DQBN Rio de Janeiro RJ Cap Art ALEX SANDRO DE OLIVEIRA JONES -
13 1ª Cia E Cmb Pqdt Rio de Janeiro RJ Cap Eng HERMANN ALEXANDRE CASTANHEIRA SOUSA -
14 1ª Cia PE Rio de Janeiro RJ Cap Inf MARCELO MONTEIRO MALTEZ -
15 4ª Cia PE Belo Horizonte MG Cap Inf GIAN DERMÁRIO DA SILVA -
16 EsEqEx Rio de Janeiro RJ Maj Cav SERGIO MURILLO DE ALMEIDA CERQUEIRA FILHO -

3. COMANDO MILITAR DO NORDESTE (CMNE)

Nr OM LOCAL UF POSTO A/Q/S NOME OBS
17 Cia C/ 7ª Bda Inf Mtz Natal RN Cap Inf LUIS MAURO MARQUES SANTOS LIMA -
18 Cia C/ 10ª RM Fortaleza CE Cap Inf CLÁUDIO GADELHA FERNANDES -
19 10ª Cia Gd Fortaleza CE Cap Inf ENIO BARBOSA FETT DE MAGALHÃES -
20 Cia PE / 6ª RM Salvador BA Cap Inf GENIVALDO NUNES BARBOSA DA COSTA -
21 10º Esqd C Mec Recife PE Cap Cav CARLOS ALBERTO MOUTINHO VAZ -

4. COMANDO MILITAR DO PLANALTO (CMP)

Nr OM LOCAL UF POSTO A/Q/S NOME OBS
22 1ª Cia GE Brasília DF Cap Com VICTOR JOSÉ QUEIROZ CABRAL -
23 3º Esqd C Mec Brasília DF Cap Cav CARLOS ALEXANDRE GEOVANINI DOS SANTOS -




5. COMANDO MILITAR DO OESTE (CMO)

Nr OM LOCAL UF POSTO A/Q/S NOME OBS
24 Cia C/ 18ª Bda Inf Fron Corumbá MS Cap Inf MARCELO MARTINI MONTEIRO -
25 Cia C/ 13ª Bda Inf Mtz Cuiabá MT Cap Inf ANDRÉ HIDENORI ESPINDOLA SAITO -
26 2ª Cia Fron Porto Murtinho MS Cap Inf PAULO ROBERTO OLIVEIRA BRAZ DA SILVA -
27 9ª Cia Gd Campo Grande MS Cap Inf CARLOS GABRIEL BRUSCH NASCIMENTO -
28 2ª Cia Inf Três Lagoas MS Cap Inf SÉRGIO ALEXANDRE DE OLIVEIRA -
29 Esqd C/ 4ª Bda C Mec Dourados MS Cap Cav LEANDRO NOVELI ESPINDOLA -






6. COMANDO MILITAR DO SUDESTE ( CMSE )

Nr OM LOCAL UF POSTO A/Q/S NOME OBS
30 5ª Bia AAAe L Osasco SP Cap Art CARLOS HENRIQUE MARTINS ROCHA -
31 Cia C / 12ª Bda Inf Leve (Amv) Caçapava SP Cap Inf ALEXANDRE AMORIM DE ANDRADE -
32 2ª Cia Com L Campinas SP Cap Com SANDRO SILVA CORDEIRO -
33 12ª Cia E Cmb L Pindamonhangaba SP Cap Eng MARCELO PRODANOV -
34 2ª Cia Trnp São Paulo SP Cap Sv Int ALEXANDRE DE OLIVEIRA BLEASBY -


7. COMANDO MILITAR DO SUL (CMS)

Nr OM LOCAL UF POSTO A/Q/S NOME OBS
35 3ª Bia AAAe Uruguaiana RS Cap Art GERSON RICARDO PARZIANELLO -
36 BC /AD 6 São Leopoldo RS Cap Art MARCIO RICARDO GRALA -
37 Cia C/ 3ª DE Santa Maria RS Cap Inf HELI FIGUEIREDO MOREIRA JUNIOR -
38 Cia C/ 5ª RM / 5ª DE Curitiba PR Cap Inf ALEXANDRE COLOMBO -
39 Cia C/ 6ª Bda Inf Bld Santa Maria RS Cap Inf ANDRÉ LUIZ DE SOUZA DIAS -
40 Cia C/ 6ª DE Porto Alegre RS Cap Art FLÁVIO MARCELO LIMA DOS SANTOS -
41 Cia C/ 14ª Bda Inf Mtz Florianópolis SC Cap Inf REINALDO SÓTÃO CALDERARO -
42 3ª Cia Com Bld Santa Maria RS Cap Com HARLEY DE PINHO -
43 5ª Cia Com Bld Curitiba PR Cap Com JEAN DIONISIO BRAATZ -
44 13ª Cia DAM Itaara RS Cap QMB THALES MOTA DE ALENCAR -
45 3ª Cia E Cmb Mec Dom Pedrito RS Cap Eng VASQUES ROBINSON DIOGENES VASQUES -
46 1ª Cia Gd Porto Alegre RS Maj Inf ITALO MAINIERI JUNIOR Permanece
47 6º Esqd C Mec Santa Maria RS Cap Cav MARCELO VIEIRA MIRANDA -
48 16º Esqd C Mec Francisco Beltrão PR Cap Cav FLÁVIO BENZI BRAGA -
49 Esqd C/ 1ª Bda C Mec Santiago RS Cap Cav EVALDO FORTUNATO CAMPOS -





__________________________________________________
Gen Div ADHEMAR DA COSTA MACHADO FILHO
Chefe do CCOMSEx

O NOME DO GENERAL



O nome do General HELENO foi cogitado em várias ocasiões, não me lembro por quem. Procurei retratar o planejamento dos petralhas, segundo o entendimento de muitos e o meu em particular, com a diferença de sugerir um candidato, que vejo como o único que se bem trabalhado, poderá enfrentar Lula/Dilma.

O PT está vencendo a batalha da comunicação, não só pelos recursos que dispõe, comprando as mentes, mas por fixar um nome. Lula venceu pela persistência e circunstância do malfadado governo FHC. Está fazendo com a Dilma, que pode ser ele mesmo. Lula tem popularidade, imbatível ???? em um referendo sobre 3º mandato ou prorrogação.

Cabe-nos praticar o mesmo. O nosso lado sempre encontra justificativas para postergar o combate, por uma razão ou por outra, não é oportuno, quem sabe, talvez.... Qual o partido que tem um nome definido que não o PT?

Se trabalharmos o nome do General HELENO, creio que chegará às pesquisas. O artigo que escrevi, Ordem na casa, teve esse propósito. Alguns sites o reproduziram, mas poucos em relação à necessidade. Não é o único caminho. Cada um que escreva a sua msg; divulgue; mande para as seções de cartas dos leitores dos jornais; capte da intenet entrevistas e comentários, tipo Band, que retransmiti, reforçado com um texto, do padrão YOU TUBE.

Veja em http://antonini.med.br/blog/?p=4050 que aproveitou e colocou no blog destacando cada parte.

Há que ligar tais fatos ao nome do General HELENO, como único candidato capaz de derrotar Lula/Dilma.

Pinçar os comentários do Arnaldo Jabor, you tube, p.ex, acrescentar um texto, reforçando a candidatura do General HELENO e irradiar.

Quem conhece, entende e faz parte do orkut, entre nas páginas do FORA LULA, p. ex, e faz um trabalho de divulgação.

O Clube Militar, se não quiser se engajar, ele Clube, publique o meu artigo na revista, no site. Se não gostar do texto, peça a alguém que faça um outro. Mas, VAMOS COMBATER.

Concentrar fogos, martelar um único nome; repetir, repetir, Pavlov.

Os generais que tenham uma aproximação maior com o General HELENO, que procurem incentivá-lo a enfrentar mais essa. É um combatente. Vai entender como missão. Médice não queria, ao que consta, enfrentou e disputou na indireta; como fez o Gen Euler, como candidato da oposição.

Alguns vão dizer que o general vai se queimar, que a política é suja, que é difícil ganhar e daí, qual outro nome. Chega de mastigar mingau. Na matéria, lembro que alguns vão dizer que o general quis aparecer. Se ele tivesse esse medinho teria ficado calado. É preciso ter disposição. Demonstrou que teve de sobra, particularmente sendo da ativa; uma ação impar.

Sou capaz de apostar que o próprio artigo sofreu críticas, naturalmente.

Cada um a seu tempo. Foi assim com os Gen Dutra, Lott, Juarez Távora, Brig Eduardo Gomes. Marechal Hermes da Fonseca que disputou e venceu Rui Barbosa, e tb com os generais presidentes.

Abr. Caruso

terça-feira, 26 de maio de 2009

A CPI DA PETROBRÁS


A COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO (CPI) DA PETROBRAS – UM ESPETÁCULO QUE PROMETE

Torcemos o nariz quando foram criadas as CPI. Não pelos seus altissonantes propósitos, nem pelos grandiloqüentes textos regulatórios de sua gênese, onde cada palavra transpira uma anuviada/pretensa honestidade de propósitos, e em cada linha, adivinha – se verter a seiva da boa vontade. Tudo bem, exceto pelo que captamos nas suas entrelinhas, diriam os pessimistas.

De lá para cá, escaldados pelos seus esdrúxulos, quando não caricatos resultados, mudamos nossa opinião. Somos visceralmente contra.

Nossos congressistas, cuja honestidade, grandeza de propósitos e acendrado amor pelo bem comum (não ao bem comum, mas de sua paixão em usufruir em próprio beneficio deste bem) do alto de sua pomposa postura de buscar a verdade a qualquer custo, e doa a quem doer, pelo enlameado passado de seus protagonistas, não era necessário nenhum dom premonitório para sabermos para que e para quem serviriam as alentadas Comissões Parlamentares de Inquérito.

Como sabemos, os políticos, seus agentes, promotores, gestores e condutores do processo, cultuam no mais alto grau a “expertise” da hipocrisia. E aproveitam ao máximo a oportunidade de promoverem – se através da mídia.

Já ouvimos falar que, sobre as CPI, “sabe - se como começam, mas não como terminam”. Na verdade, sabemos, não terminam. Pelo menos no sentido de corrigir distorções, de trancafiar culpados, de solucionar casos e questões. De fato, vergonhosamente, patrocinadas às expensas do contribuinte, espremendo - se as CPI, os seus resultados são pífios.

Algumas, pelo espaço na mídia desenvolvem - se com estardalhaço e promovem acirrados e descabidos debates, em alguns (maioria?) comissionados transparece o seu despreparo, e a farsa sublinha que os digladiantes estão mais interessados em promover - se à custa da querela do que apurar qualquer coisa.

Palco de atrozes interpretações, o teatro onde se reúnem os novos deuses midiáticos, canastrões convictos, é local das mais torpes encenações. Uns mais outros menos, mas sem distinção, todos buscam encanzinadamente, um lugar proeminente nos perguntórios, nas repostas ou não respostas, nas réplicas e nas tréplicas que povoam aquele nebuloso e caricato cenário.

Poderíamos entender que naquele ambiente, reúnem - se indivíduos com os mesmos propósitos – desencavar a fórceps, se preciso fosse - a verdade. Crasso erro.

No teatro do absurdo, no Coliseu do Congresso Nacional, bufões perpetram uma caricata pantomima e defrontam – se jogando tortas na cara um dos outros. Ao final do sanguinolento embate, entre mortos e feridos, perde a sociedade brasileira e se esvai pelo ralo qualquer resquício de respeito que um mortal de mínima inteligência poderia ter pelos políticos nativos.

Governo e oposição, esta em geral canhestra e paupérrima em argumentos e propósitos, digladiam - se numa batalha sem sangue e sem vergonha. Assistimos a um festival de golpes e contra - golpes de fazer corar o mais reles e baixo dos mortais. Proliferam as impugnações, desacreditam testemunhas, invalidam a verdade e promovem a mentira, esvaziam – se os caminhos para a mais simplória solução. O desgoverno, com ampla maioria no Congresso, em geral leva de barbada o nobre exercício de escamotear, de enfraquecer as posições opostas, de truncar e obstar investigações, o que faz com relativa facilidade. Sem contar que possui um saco de moedas de troca que sempre pode acalmar ânimos e aquietar descontentes.

Assim, amiúde, as diferenças são tão grandes, que ao final da utopia, podemos ter dois relatórios, totalmente discordantes, uma barbaridade “kafkaniana”, que inexplicavelmente surge como a única solução, ou seja, nada foi solucionado. E temos dito.

A CPI da Petrobras seguirá o mesmo glorioso caminho. Independentemente da dita, poder servir de trampolim para a oposição enfraquecer o desgoverno, a bem da verdade, a empresa é uma vistosa caixa preta, e nós, como muitos, a vemos como um dragão que come o próprio rabo que cresce sem parar, num moto - contínuo, sendo um mistério os aspectos em que ela serve ao País, parecendo justamente ao contrário, pois os benefícios de seu empreendedorismo são visíveis apenas para a própria empresa e para os seus funcionários, além de atender ao desgoverno que faz o torpe uso político de seus vários cargos.

Nada mais justo, quando pagamos os combustíveis a preços mais caros do mercado internacional e diante de vários escândalos financeiros que circundam as contas da empresa, que um atento e interrogativo olhar seja lançado sobre a mesma e abertas ao grande público, sobre as suas sigilosas e nebulosas transações, nos contratos e convênios milionários firmados com entidades amigas do PT para executar projetos sociais, como é o caso do emprego de verba social da empresa para beneficiar ONG petista fundada pelo tenebroso Delúbio e citada em irregularidades com o INCRA .

Causam espécie os contratos para a construção de plataformas de petróleo e decisões administrativas que reduziram o pagamento de impostos. Será que conheceremos os milagres? É ver para crer.

Assim, oxalá, que nos entreveros que assistiremos, eles percam a compostura e exponham aos nossos olhos, as canalhices perpretadas, uns dos outros, as que conhecemos e as que não conhecemos.

Como sempre, nada faremos, mas, pelo menos, poderemos medir a nossa pusilanimidade.

Brasília DF, 26 de maio de 2009

Gen. Bda RI Valmir Fonseca Azevedo Pereira

ACORDA BRASIL !


ACORDA, BRASIL !!!


Bilhões para Chávez, milhões para Odebrecht.

É impressionante as estreitas ligações entre Petrobras, BNDES, Braskem, Odebrecht, Lula, Dilma e agora Hugo Chávez. Os modelos de negócios insólitos vão se entreleçando formando uma grande rede sem nenhuma transparência.

Na última semana, a Petrobras levou Lula à China, pegou U$ 10 bilhões emprestados e deu em garantia petróleo brasileiro. Na próxima semana, Hugo Chávez vem ao Brasil para fechar um negócio e tanto com o BNDES: vai pegar U$ 4,3 bilhões emprestados, para financiar compras no Brasil, e dar em garantia petróleo venezuelano.

A maior beneficiada é a Odebrecht, dona da Braskem, empresa que surgiu dos benefícios, vendas de ativos da Petrobras a preços subsidiados e financiamentos baratos oferecidos pelo governo petista, pois levará U$ 732 milhões para construir duas linhas de metrô em Caracas. O mundo inteiro sabe que a Venezuela está com imensas dificuldades de caixa, devido à queda brutal dos preços do petróleo e à gastança promovida por Chávez para comprar apoios de países e armas para o seu exército. Tanto é que o tirano saiu de fininho da obra binacional da Refinaria Abreu e Lima. Qual o motivo para que o Brasil aceite como garantia o petróleo de um país que está em pleno processo de estatização total da economia?

Se a Venezuela negar a dívida, o Brasil vai fazer o quê? Invadir o vizinho ou dobrar a espinha como fez quando a Bolívia tomou duas refinarias da Petrobras? Este dinheiro que Lula vai doar a Chávez equivale a todo o superavit alcançado em 2008 nas vendas para aquele país e, em plena crise, os negócios não vão crescer em 2009.

A CPI da Petrobras tem a obrigação de investigar este tipo de operação que beira o escuso. Se a oposição for investigar dinheiro dado para patrocínio de São João no Nordeste, vai é acabar com o resto de popularidade que lhe resta na região. Os nobres senadores têm que ter a coragem de cortar na própria carne. A carne sustentada por longos anos pelo dinheiro da Odebrecht.

É hora de chutar o balde, sem dó e nem piedade. Muito menos de si mesmo. Acabou o espaço da oposição para fazer política em benefício próprio. Ou defende o povo brasileiro, com transparência e honestidade, ou vai sumir, vai ter senador virando vereador. Acordem, senadores, a CPI da Petrobras é a última chance. Não a desperdicem como na investigação dos cartões corporativos, das ONGs e de tantas outras. É hora de ter coragem. Ou preparem a cicuta e o haraquiri.

A AMAZÔNIA


Amazônia já está internacionalizada



“De certa forma, a Amazônia já é internacionalizada”. Essa é a opinião do jornalista Washington Novaes, proferida, recentemente, em palestra no Projeto Repórter do Futuro. De acordo com ele, o que existe de mais relevante na floresta está voltado para os interesses de países estrangeiros. Como exemplos, o jornalista cita a exportação de carne, de soja, de minérios e de madeira.

A Zona Franca de Manaus também é, na opinião de Novaes, uma atividade que evidencia a internacionalização. O jornalista explica que a maioria dessas atividades é subsidiada pelo governo brasileiro. Os financiamentos de bancos oficiais para pecuaristas da área são feitos com taxas subsidiadas, aponta Novaes. A busca do crescimento “a qualquer custo” é apontada por ele como um dos fatores geradores desse processo.

Washington Novaes também diz que o Brasil não tem uma estratégia territorial, o que se reflete na floresta. Os recursos para trabalhar a questão amazônica e o seu potencial, de acordo como o jornalista, são insuficientes. Ele aponta que o orçamento do Ministério do Meio Ambiente para 2008, que era de 651 milhões de reais, sofreu uma redução de mais de 30%. Esse valor representa menos de 0,5% do orçamento federal do Brasil. “Isso é dramático e muito sério”, diz Novaes. O jornalista também cita as reduções de gastos com o Programa de Ciência e Tecnologia e o Programa de Biotecnologias, ambos voltados para a Amazônia. O primeiro teve menos da metade investido. O segundo teve dois terços de redução.

“Nós temos que ter um plano, um projeto para a Amazônia e nós temos que definir o que a gente quer dela”, afirma o general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas. A defesa e a segurança da área, de acordo com o general, dependem mais da integração, da ocupação e do desenvolvimento, do que da presença militar.



“Tenho medo de perdermos a Amazônia”

Há muita interferência externa na Amazônia, diz o professor Wanderley Messias da Costa, do Departamento de Geografia da USP. Ele conta que coordenou vários projetos na floresta financiados por governos estrangeiro durante os quatro anos em que trabalhou no Ministério do Meio Ambiente. A princípio, isso não representa um problema para o professor, já que ele não teme uma invasão estrangeira armada. “Eu tenho medo é de perder a alma da Amazônia e essa nós estamos perdendo, porque a agenda de pesquisa dela não é nossa”, diz o professor.

Uma mudança na realidade amazônica, de acordo com Washington Novaes, passaria por uma transformação na sociedade. Ele diz que os brasileiros vivem com uma “retórica da indignação” – ficam indignados com os escândalos políticos, mas não fazem nada para reverter a situação.

“É preciso que a sociedade saia dessa posição, que ela exija ser informada, discuta informação, seja capaz de criar plataformas políticas e levar isso para o mundo da política. Exigir que essas plataformas sejam adotadas e cumpridas”, e complementa o jornalista, “A mera indignação não vai conduzir a nada, como não tem conduzido”. Mas para que isso aconteça, Novaes aponta uma necessidade de mudança dos meios de comunicação no Brasil. É preciso, diz o jornalista, que a imprensa saia do modelo no qual a informação é tratada como espetáculo; em que só grandes tragédias, crises e dramas recebem espaço de destaque.

O módulo “Descobrir a Amazônia, Descobrir-se Repórter”, do Projeto Repórter do Futuro, é uma realização do IEA (Instituto de Estudos Avançados da USP), da TV/USP Canal Universitário de São Paulo, da Oboré Projetos Especiais em Comunicações e Artes, CCOMSEx (Centro de Comunicação Social do Exército), CCOMSAer (Centro de Comunicação Social da Aeronáutica) e IPFD (Instituto de Pesquisa, Formação e Difusão em Políticas Públicas e Sociais). Para mais informações, clique aqui.

Fonte: Agência Amazônia

segunda-feira, 25 de maio de 2009

FORÇAS ARMADAS NO AUXILIO AOS DESABRIGADOS



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Médicos das Forças Armadas vão auxiliar desabrigados no Maranhão
25 de maio de 2009.


SÃO LUÍS - Cerca de 20 médicos do Exército, Marinha e Aeronáutica devem se deslocar hoje (25) para a região das enchentes no Maranhão. Eles chegaram durante o fim de semana na capital e vão auxiliar no combate a doenças nas regiões alagadas.

- O momento agora, embora as águas comecem a baixar, é perigoso por causa das doenças relacionadas às enchentes. É fundamental o acompanhamento médico intensivo - disse o representante do governo maranhense no Distrito Federal, ex-senador Chiquinho Escórcio, articulador do contato com as forças armadas.

Os rios Mearim e Itapecuru, os mais atingidos pelas enchentes, começam lentamente a voltar aos níveis normais, o que faz com que as ruas comecem a desalagar. Neste momento, surgem as doenças oportunistas, sobretudo as ligadas às enchentes, como Leptospirose e Dengue.

Dos 217 municípios maranhenses, 95 (43,8%) estão em situação de emergência por causa da chuva, segundo o Corpo de Bombeiros de São Luís. Em todo o estado, 358.302 pessoas foram afetadas. As enchentes já deixaram mais de 44 mil pessoas desabrigadas e 76.840 desalojadas, e provocaram dez mortes. Os bombeiros buscam duas pessoas desaparecidas no Rio Mearim.

A Secretaria de Saúde do Maranhão registra doenças em decorrência das enchentes, principalmente diarreia e hepatite A. Dois casos de leptospirose foram notificados em Trizidela do Vale. As duas pacientes receberam o tratamento e estão fora de perigo.

A assistência médica está sendo feita nos municípios. Apenas os casos considerados gravíssimos serão encaminhados para os hospitais de São Luís.

Foto: Miguel Martins



Fonte: Imirante - AL

92 ANOS DO TIRO DE GUERRA


Solenidade comemora 92 anos do Tiro de Guerra



Sede e direção


O TG de Sorocaba foi criado dia 21 de maio de 1917, denominado de Tiro de Guerra n.º 359. A instituição funcionava como sociedade civil. Durante a 2.ª Guerra Mundial foi extinto, sendo, então, criado o TG 02-048, por meio da portaria n.º 8747, de 31 de outubro de 1945. Seu primeiro diretor foi Doracy Amaral, nomeado em fevereiro de 1946, e o primeiro instrutor o sargento Antonio Rêmio Ribeiro. O atual diretor é o prefeito Vitor Lippi, o chefe da instrução é o sargento de artilharia Márcio da Silva Neves, tendo como Instrutor o sargento de Infantaria Flávio Henrique Boiran Silva. A sede do TG fica na rua Sargento Antônio Rêmio Ribeiro, 55, na Vila Hortência.

EXPOSIÇÃO


PLANO PESSOAL - Cartazes da Guerra Civil Espanhola estão expostos no Rio

25 de Maio de 2009 - Uma exposição com 95 pôsteres traz o cartelismo da época da Guerra Civil Espanhola ao Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. A mostra fica literalmente em cartaz até 26 de julho e expõe peças de propaganda dos partidos Republicano e Comunista sobre temas como analfabetismo, a precariedade do atendimento médico e questionamentos sobre a guerra.

AGRADECIMENTO


Eu, Mascolo em nome do Grupo de Preservadores de Viaturas Militares Antigas, quero agradecer a todos que de alguma forma, fizeram acontecer o 3º Encontro no CPOR. Sem a ajuda de vocês o evento não teria o mesmo brilho.

Quero, também, parabenizar todos os oficiais e praças do CPOR e em especial ao seu comandante, Cel Luiz Eduardo, que colocou toda a estrutura da OM a nossa disposição.

Tenho certeza que os objetivos foram cumpridos. O Exército e a sociedade civil, unidos em um mesmo ideal.

Parabéns e até o ano que vem em mais uma edição do EVMARS.

Mascolo M38.

OS SERVIÇOS DE INTENDÊNCIA


Sábado, 23 de maio de 2009
Os serviços de intendência

É intrigante como, de repente, em menos de um segundo, as pessoas boas e normais se transformam em feras, contrariando toda a conduta reta que demonstraram em toda a sua vida.

Fiquei pensando insistentemente nisso quando li a história macabra do caminhoneiro que matou a facadas a jovem dentista na Rota do Sol.

Ele vinha seguindo o seu destino pela estrada, transportando no seu caminhão frutas e legumes.

De repente, segundo relatos, desentendeu-se no trânsito da estrada com a dentista, que dirigia o seu carro.

Ambos desceram para discutir e então se desatou uma série de acontecimentos que desgraçaram a vida dos dois protagonistas.

***

Segundo se sabe agora, o caminhoneiro era um homem devotado ao trabalho, cumpridor dos seus deveres, chefe de família exemplar. Enfim, um homem de quem jamais se poderia esperar a conduta de estupro assassino que ele desenvolveu em poucos minutos naqueles atos de delírio fatídico que se apossaram dele.

Não se sabe se o caminhoneiro se revestiu de ódio pela dentista na discussão que travou com ela ou se por uma fúria libidinosa de desejo quando a atacou, estuprou-a, amarrou-a em uma árvore, esfaqueou-a por seis vezes e, depois de lavar-se na pipa que estava instalada ao lado da cabina do caminhão, livrando-se assim das manchas de sangue de sua vítima, seguiu viagem, imaginando que prosseguiria impune na sua vida laboriosa de transportador de gêneros alimentícios.

***

Como pode um homem exato na sua vida profissional e familiar, uma existência inteira constituída de trabalho e dedicação à família, ver desatados dentro de si demônios furiosos que nem ele pressentia e que se ocultavam em sua alma?

Em apenas alguns minutos, pipocaram na psiquê desse homem instintos nunca antes revelados ou pressentidos na sua conduta.

Ou será que nós somos bons porque nunca se apresentou uma oportunidade para sermos maus?

Que diabo de vida é esta que pode nos pôr à prova em qualquer dia, desmentindo tudo o que obramos em apenas um instante de insanidade?

O caminhoneiro assassino e estuprador da dentista na Rota do Sol deve estar perplexo com o que ele fez. Se disser aos jurados e ao juiz que não poderia ter sido ele quem fez aquilo, não há razão para que não se acredite nele.

***

Analogamente, leio que em Santa Maria um capitão e um tenente do Exército furtavam durante anos gêneros alimentícios que deveriam ser consumidos pela tropa e os vendiam para supermercados locais.

Como pode dois oficiais de carreira mancharem assim os seus currículos, desviando do quartel material alimentício cujo valor total foi de cerca de R$ 800 mil em todos esses anos?

Está certo que, há sucessivos governos, os salários dos militares foram achatados miseravelmente, o que também deve ter contribuído para a prevaricação dos dois oficiais.

Mas quantos oficiais, sargentos e cabos atravessam essa maldição de parcos salários sem corromperem-se? Por que os dois oficiais estragaram assim lamentavelmente suas carreiras?

Meu pai, que também era militar, sempre me dizia que a honestidade de um militar só pode ser atestada se ele trabalhar nos serviços de intendência da caserna (o órgão que trata da compra e administração das provisões para a tropa) e não se corromper.

São demais e poderosas as tentações dos serviços de intendência.

* Texto publicado na página 55 da Zero Hora deste sábado.

NAÇÃO GUARANI


Nação guarani



Dennis Lerrer Rosenfield*



A demarcação da Raposa Serra do Sol já aparecia como o prelúdio do que estava por vir. Apesar das ressalvas aprovadas pelo Supremo, que tornaram menos aleatórias e arbitrárias as demarcações e homologações de terras indígenas, o processo de relativização da propriedade privada e da soberania nacional segue, agora, o seu curso. Imediatamente após a decisão do Supremo, as agremiações ditas movimentos sociais como o MST e o Conselho Indigenista Brasileiro (Cimi), ala esquerdizante da Igreja Católica, deflagraram um processo de fragilização destas ressalvas, procurando nos fatos mostrar que a lei a eles não se aplica. Tornaram ainda mais explícitas suas posições contra e economia de mercado, a propriedade privada, o agronegócio e o estado de direito.



Vejamos.

O Cimi e os ditos movimentos sociais estão entrando em uma nova etapa de formação da opinião pública nacional e internacional, propugnando pela formação de uma nação guarani. As publicações "Potorantim" (Cimi) e "Sem Terra" (MST) já trazem matéria a respeito, pois essas organizações têm plena consciência de que sem o apoio da opinião pública nenhuma transformação política pode ter lugar. As mentes precisam ser conquistadas para que haja um espaço de abertura para mudanças. Eles estão cientes de que a política moderna, a das democracias representativas, está alicerçada na opinião pública. Utilizam-se, nesse sentido, da democracia para subvertê-la, arruinando as suas instituições.

Para que se tenha ideia da enormidade que está sendo tramada, a dita nação guarani abarcaria partes dos seguintes estados brasileiros: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. O foco é o estado de Mato Grosso do Sul em um primeiro momento e, logo após, Santa Catarina e Espírito Santo.



Nesse sentido, cabe ressaltar que o estado de Mato Grosso do Sul é o lugar em que essa luta vai se travar prioritariamente. Eles reconhecem que perderam, nesse estado, a primeira batalha política junto à opinião pública pela disputa desses territórios indígenas. Houve forte reação de proprietários rurais, parlamentares e o próprio governador, impedindo uma primeira tentativa de amputação de em torno de um terço de seu território. Naquele então, o discurso apresentado era o de que se tratava apenas de uma nova demarcação, que corrigiria uma "injustiça" histórica. Em suma, afetaria apenas alguns proprietários. Ora, já naquela ocasião o que estava em pauta era a formação de uma nação guarani, projeto este que ainda não dizia explicitamente o seu nome. Agora, estão preparando a segunda batalha, com a bandeira guarani orientando os seus movimentos. Novas portarias da Funai se inscrevem neste processo em curso.



A nação guarani, no entanto, não está restrita a esses estados brasileiros, mas se estende a outros países: Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. Segundo eles, a Bolívia já trilha esse caminho político, necessitando apenas ser apoiada no que vem fazendo, destruindo, na verdade, as frágeis instituições daquele país. O foco, aqui, seria o Paraguai, onde o processo se inicia com um presidente simpatizante à "causa" e que, através da Teologia da Libertação, compartilha os mesmos pressupostos teóricos do Cimi, da CPT (Comissão Pastoral da Terra) e do MST. Entende-se, portanto, melhor a sustentação dessas agremiações política ao presidente Lugo e a política adotada de apoio às invasões das terras dos brasiguaios. A identidade brasileira não lhes interessa.



Para granjear a simpatia da opinião pública internacional, criaram um site global, hospedado nos EUA, assumido por uma ONG holandesa e alimentado pela regional do Cimi de Mato Grosso do Sul. Observe-se que é o próprio Cimi que elabora o conteúdo de um site internacional (www.guarani-campaign.eu), visando a interferir, dessa maneira, nos assuntos brasileiros, escolhendo como alvo o estado de Mato Grosso do Sul. Aliás, o site é muito bem-feito, começando por uma apresentação gráfica da América Latina sem fronteiras, sob o nome de Ameríndia. A verdadeira América Latina seria a pré-colombiana. Provavelmente pensam, no futuro, expulsar todos os brancos e negros, europeus, africanos e asiáticos, que deram, pela miscigenação, a face deste nosso Brasil!



Como não poderia deixar de ser, o site comporta várias versões: português, inglês e holandês, estando prevista a sua ampliação para o alemão. Para quem se preocupa com a opinião pública internacional, busca apoio político e financiamento na Europa e nos EUA, uma ferramenta desse tipo é vital. É ela que terminará alimentando as pressões exercidas sobre o Brasil e subsidiará, também, os formadores de opinião nacionais e internacionais.



Consoante com esse trabalho, foi elaborado um mapa da nação guarani, denominado Mapa Guarani Ratã, que englobaria os estados brasileiros acima listados e os países latino-americanos vizinhos. Chama a atenção o fato de a América Latina ser apresentada como um território verde, sem fronteiras nacionais, com o lema: Terra sem Males. Procedimento semelhante foi adotado com o Mapa Quilombola, elaborado pela Universidade de Brasília, que orienta, hoje, as ações da Fundação Palmares, do Incra e dos ditos movimentos sociais. A estratégia política é a mesma.



O Cimi, em suas publicações, reconhece ainda a aliança estratégica com o MST, que lhe ofereceu apoio logístico e organizacional em invasões e em outras manifestações, como campanhas de abaixo-assinados. Alguns exemplos recentes seriam Roraima, com "assessores" emessistas "ajudando" os indígenas em plantações de arroz. Esses "brancos", aliás, podem lá entrar! Reconhecem, inclusive, que tal aliança foi operacional no Espírito Santo, na luta contra a Aracruz, pois, como se sabe, as plantações de eucaliptos e a indústria de papel e celulose são símbolos, a serem destruídos, do agronegócio. Outros já estão na mira!



*Dennis Lerrer Rosenfield é professor de filosofia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

TERCEIRO MANDATO...


25/05 - Terceiro mandato fragiliza democracia

Por João Cláudio Garcia

- Correio Braziliense


Países que já dão ao presidente a possibilidade de reeleições sucessivas têm oposição fraca e pouco debate político.
Azerbaijão e Venezuela alteraram a lei recentemente.Em pauta no Brasil e na Colômbia, o terceiro mandato é um tema que já foi discutido recentemente em frágeis democracias e acabou vingando naquelas onde o debate político se mostra mais enfraquecido. Egito, Argélia, Venezuela, Uganda e Azerbaijão, além de Bielorrússia, Cazaquistão e Malauí são alguns exemplos de nações nas quais o Executivo é o poder maior e seu representante, o chefe de Estado, pode se candidatar quantas vezes quiser. Em comum, esses países em desenvolvimento têm hoje pouca ou nenhuma oposição e carecem de modelos de gestão alternativos.

PRODUÇÃO AGRÍCOLA


Levantamento Sistemático da Produção Agrícola – Fonte IBGE



Base: Abril de 2009



Safra de grãos deve atingir 136,0 milhões de toneladas em 2009



A quarta estimativa da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas (grãos) para 2009 indica uma produção da ordem de 136,0 milhões de toneladas, inferior em 6,8% à obtida em 2008 (146,0 milhões de toneladas1, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do IBGE). A área a ser colhida de 47,3 milhões de hectares apresenta comparativamente, em termos absolutos, acréscimos de 125.749 hectares na área colhida do ano passado e 21.234 hectares na área do mês anterior. As três principais culturas, soja, milho e arroz, que respondem por 81,5% da área plantada apresentam, em relação ao ano anterior, uma variação de +1,7%,-3,6% e +2,6%, respectivamente. No que se refere à produção destes três produtos, apenas o arroz registra variação positiva de 6,2%. Já para a soja e o milho total a previsão é de retração da produção em 3,9% e 13,2%, respectivamente.



Entre as grandes regiões, esse volume de cereais, leguminosas e oleaginosas esperado para 2009, em relação à safra anterior, está assim distribuído: Região Sul, 54,6 milhões de toneladas (-11,0%); Centro-Oeste, 47,8 milhões de toneladas (-5,9%); Sudeste, 16,8 milhões de toneladas (-4,3%); Nordeste, 13,0 milhões de toneladas (4,4%); e Norte, 3,8 milhões de toneladas (1,0%). Na figura a seguir, observa-se que o Mato Grosso suplanta (0,3%) o Paraná, mantendo a posição de maior produtor nacional de grãos.



Em relação a março, quatro produtos têm previsão de acréscimo na produção



No LSPA de abril, destacam-se as variações nas estimativas de produção, comparativamente ao mês de março, de seis produtos: arroz em casca (+1,4%), café em grão (+0,8%), feijão em grão total (+0,6%), milho em grão total (-0,7%), soja em grão (-1,5%) e trigo em grão (+12,2%).



Para o arroz, a produção esperada é de 12,9 milhões de toneladas, observando-se um incremento de 1,4% comparativamente a março. Essa ampliação é resultado de reavaliações no rendimento médio em todas as Regiões, com exceção da Sudeste. As maiores variações absolutas na produção que contribuíram para esse ganho foram observadas no Rio Grande do Sul (130.360 t), Mato Grosso do Sul (26.681 t) e Maranhão (11.297 t).



A safra nacional de café a ser colhida em 2009 está estimada em 2.411.981 t ou 40,2 milhões de sacas de 60 kg, contra 2.392.975 t ou 39,8 milhões de sacas previstas no levantamento de março (+0,8%). A área total ocupada com a cultura é de 2.402.930 ha, inferior em 0,1% aos números do mês anterior. A área a ser colhida também apresenta discreta redução (0,4%). O rendimento médio estimado é de 1.120 kg (18,7sc/ha), devido às excelentes condições meteorológicas verificadas durante o período de desenvolvimento dos frutos, o que resultou num acréscimo de 1,2% em relação ao rendimento divulgado em março apesar da bianualidade estar em seu ciclo de baixa para a safra a ser colhida neste ano.



A produção nacional de feijão, considerando as três safras do produto, está avaliada em 3.821.157 toneladas, maior 0,6% que a do levantamento do mês passado. Com relação à 1ª safra do produto, a produção manteve-se praticamente inalterada com redução de apenas 764 t, ao contrário da 2ª safra, que registra um incremento na produção de 1,5% representando um ganho, em termos absolutos, de 22.494 t. Essa variação positiva reflete os incrementos observados na Bahia (11,1%) devido ao reajuste do rendimento médio (19,6%) e em Goiás (53,5%), como resultado de reavaliações da área (+35,8%) e rendimento médio (+13,1%).



Segundo o levantamento de abril, a produção nacional do milho em grão em 2009, para ambas as safras, prevê 51,3 milhões de toneladas, mostrando uma variação negativa de 0,7% sobre março. Com relação à 1ª safra de milho, a produção deverá alcançar 34,2 milhões de toneladas (-1,0%). A Região Sul, principal produtora, registra redução 2,3% na produção devido à reavaliação do rendimento médio da cultura no Rio Grande do Sul, que passou de 3.475 kg/ha para 3.200 kg/ha em função da estiagem que prejudicou as lavouras instaladas mais tardiamente. O Paraná, ao contrário, informa um incremento de 1,1% na produção devido a um reajuste de 1,4% no rendimento da cultura. A produção esperada para a 2ª safra do milho é de 17,0 milhões de toneladas, permanecendo praticamente inalterada com uma redução de 6.120 t em relação a março.



A produção esperada para a soja é de 57,6 milhões de toneladas, menor 1,5% que a de março. Esta retração é decorrente, principalmente, da reavaliação do rendimento médio das lavouras da Região Sul, passando de 2.386 kg/ha para 2.239 kg/ha, notadamente devido à estiagem nos meses de novembro e dezembro de 2008 e também de março e abril de 2009. Registram-se alterações nessa variável no Paraná (-4,4%), Santa Catarina (-2,5%) e Rio Grande do Sul (-8,8%).



Para o trigo, em 2009, a produção esperada de 5,7 milhões de toneladas é maior em 12,2% que a informação do mês de março. Destaca-se que essa avaliação é de caráter preliminar e deve ser analisada com cautela, tendo em vista que apenas três unidades da federação forneceram os primeiros números. Por outro lado, a avaliação inicial da safra no Paraná, maior produtor nacional com uma participação de 54,2% na produção, mostra um incremento de 21,4% em relação à estimativa anterior (feita com a média de anos anteriores projetada para 2009). Observa-se ainda que as áreas destinadas ao plantio de milho safrinha, ainda não plantadas por causa da estiagem, poderão migrar para o trigo.

Produção de 11 dos 25 produtos investigados deve crescer em relação a 2008



Dentre os 25 produtos selecionados, 11 apresentam variação positiva na estimativa de produção em relação ao ano anterior: amendoim em casca 2ª safra (16,8%), arroz em casca (6,2%), aveia em grão (1,0%), cacau em amêndoa (1,4%), cana-de-açúcar (3,5%), cebola (6,5%), cevada em grão (7,7%), feijão em grão 1ª safra (17,4%), feijão em grão 2ª safra (7,4%), laranja (1,1%) e mandioca (3,9%). Com variação negativa estão o algodão herbáceo em caroço (-19,6%), amendoim em casca 1ª safra (-7,2%), batata-inglesa 1ª safra (-5,4%), batata-inglesa 2ª safra (-9,8%), batata-inglesa 3ª safra (-1,7%), café em grão (-13,6%), feijão em grão 3ª safra (-6,9%), mamona em baga (-23,0%), milho em grão 1ª safra (-14,3%), milho em grão 2ª safra (-10,6%), soja em grão (-3,9%), sorgo em grão (-12,4%), trigo em grão (-3,0%) e triticale em grão (-3,3%).



A colheita das principais culturas temporárias de verão, com ênfase para soja, milho e arroz, encaminha-se para a fase final. Nos próximos levantamentos, prosseguirá o acompanhamento do restante da colheita da safra de verão e do desenvolvimento das segunda e terceira safras de alguns produtos, além das culturas de inverno.



A safra nacional de café, que começou a ser colhida em abril, está estimada em 2.411.981 t ou 40,2 milhões de sacas de 60 kg, contra 2.790.858 t ou 46,5 milhões de sacas colhidas em 2008, um decréscimo de 13,6%. A área total ocupada com a cultura é de 2.402.930 ha e a área a ser colhida é de 2.153.811 ha. O rendimento médio nacional estimado é de 1.120 kg/ha (18,7 sc/ha), verificando-se um decréscimo de 11,0%, característico de um ano de bianualidade em seu ciclo de baixa.



Nota:



1 Em atenção a demandas dos usuários de informação de safra, os levantamentos para Cereais, leguminosas e oleaginosas, ora divulgados, foram realizados em estreita colaboração com a Companhia Nacional de Abastecimento - Conab, órgão do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, continuando um processo de harmonização das estimativas oficiais de safra, iniciado em outubro de 2007, para as principais lavouras brasileiras.

sábado, 23 de maio de 2009

EDUCAÇÃO


Aspectos Complementares da Educação de Jovens e Adultos e Educação Profissional – Fonte IBGE



Base: Ano de 2007



IBGE divulga perfil da Educação e Alfabetização de Jovens e Adultos e da Educação Profissional no país



A rede privada de ensino atende a maioria dos alunos da educação profissional no país: 53,1% das pessoas de 10 anos ou mais que frequentavam em 2007 ou haviam frequentado anteriormente cursos desse tipo foram atendidas por instituições particulares1, 22,4% por instituições públicas e 20,6% pelo Sistema S de ensino (Senai, Senac, Sebrae etc.).



Problema financeiro para custear a formação foi o principal motivo alegado por 25,5% de um contingente de 2,4 milhões de pessoas que se inscreveram mas não concluíram curso de qualificação profissional (10,2% do total que frequentou). O curso de qualificação profissional mais procurado, em 2007, era o de informática, seguido por comércio e gestão.



A Educação de Jovens e Adultos (EJA) era frequentada em 2007, ou anteriormente, por cerca de 10,9 milhões pessoas, o que correspondia a 7,7% da população com 15 anos ou mais de idade. Das cerca de 8 milhões de pessoas que passaram pela EJA antes de 2007, 42,7% não concluíram o curso, sendo que o principal motivo apontado para o abandono foi a incompatibilidade do horário das aulas com o de trabalho ou de procurar trabalho (27,9%), seguido pela falta de interesse em fazer o curso (15,6%).



Nos cursos de Alfabetização de Jovens e Adultos no país (AJA), o perfil mais comum de aluno era mulher, com mais de 50 anos, nordestina, com rendimento domiciliar per capita de até 1 salário mínimo.



Esses são alguns destaques do estudo “Aspectos Complementares da Educação de Jovens e Adultos e Educação Profissional”, suplemento da Pnad 2007 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), realizado pelo IBGE, em convênio com o Ministério da Educação. A seguir, os principais resultados da pesquisa, cuja íntegra está em www.ibge.gov.br.



Qualificação concentra mais de 80% dos que frequentam educação profissional



Dentre os 6 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade que frequentavam, em 2007, algum curso de educação profissional, 80,9% estavam no segmento da qualificação profissional e 17,6%, em cursos técnicos de nível médio. Dentre os 29,6 milhões que haviam frequentado anteriormente, 81,1% cursaram qualificação profissional e 18,4%, técnico de nível médio.



Somando os que frequentavam com os que já haviam frequentado curso de educação profissional (35,6 milhões de pessoas), a divisão se repetia: 81,1% estavam no segmento da qualificação profissional; o curso técnico de nível médio representava 18,2% do total; e a graduação tecnológica, 0,7%.



Rede privada atende maioria dos alunos da educação profissional



As instituições de ensino vinculadas ao Sistema “S”2 atendiam 20,6% (7,4 milhões) das pessoas que frequentavam ou frequentaram anteriormente algum curso de educação profissional - percentual inferior ao das instituições particulares de ensino (53,1%, ou 18,9 milhões) e ao de instituições públicas de ensino (22,4%, ou 8,0 milhões de pessoas).



Nas regiões Sul e Centro-Oeste, as instituições do sistema “S” apresentaram percentuais de frequência (24,0% e 24,3%, respectivamente) superiores ao das instituições de ensino público (21,7% e 22,9% respectivamente). Apenas nas regiões Nordeste (49,7%) e Sul (49,2%), a rede de ensino particular não atendeu mais que a metade das pessoas que frequentavam ou frequentaram a educação profissional.



26,1% dos desocupados já frequentaram educação profissional



No contingente de pessoas ocupadas (90,8 milhões de pessoas), 3,6% estavam frequentando a educação profissional em 2007, enquanto, entre os desocupados (8,1 milhões de pessoas), o percentual era 7,5%. Entre os ocupados, 23,4% frequentaram anteriormente a educação profissional e, dentre os desocupados, esse percentual era de 26,1%. Isto significa que mais da maioria (66,4%) das pessoas desocupadas não haviam frequentado anteriormente e nem frequentavam em 2007 nenhum curso de educação profissional.



Quase metade (45,5%) dos que fazem qualificação profissional cursam informática



Do contingente que frequentou anteriormente curso de qualificação profissional (24 milhões de pessoas), um terço fez curso de informática. Esse percentual subia para 45,5% entre as 4,9 milhões de pessoas que, em 2007, frequentavam cursos de qualificação profissional. Outra área que se destacou foi a de comércio e gestão, que reunia, em 2007, 11,5% dos que frequentavam curso de qualificação profissional.



Também no segmento de qualificação profissional, constatou-se menor participação do Sistema “S” em relação às instituições de ensino público e privado em todas as regiões brasileiras.



O percentual de pessoas que frequentavam, na ocasião do levantamento, este segmento de curso nas instituições do Sistema “S” (14,4%, ou 704 mil) ficou 10,0 pontos percentuais abaixo daquele das que haviam frequentado anteriormente. Por outro lado, as proporções dos que frequentavam, em 2007, as instituições de ensino público, (20,6%, ou cerca de 1 milhão de pessoas) e particular (61,5%, ou 3 milhões) eram maiores que as das que haviam frequentado anteriormente (17,3% e 53,4%, respectivamente).



As mulheres eram 55,7% das pessoas que frequentavam, em 2007, curso de qualificação profissional, enquanto os homens eram 44,3%. No Sistema “S” estavam 10,6% das mulheres (289 mil) e 19,1% dos homens (415 mil), já nas instituições de ensino particular concentravam-se 61,6% delas (1,7 milhão) e 61,3% deles (1,3 milhão). Nas instituições de ensino público, o contingente de mulheres (653 mil ou 24,0% do total) foi quase o dobro dos homens (356 mil, ou 16,4% deles).



Os cursos diurnos atenderam 69,4% das pessoas que frequentavam ou haviam frequentado anteriormente algum curso de qualificação profissional presencial; e os noturnos, 30,6%. Os cursos que não exigiam nenhuma escolaridade foram os mais procurados (45,1%). Do total de pessoas que frequentavam ou frequentaram anteriormente curso durante o dia, 47,7% concentravam-se em cursos sem exigência de escolaridade e, no caso dos cursos noturnos, 39,2%. Esse comportamento foi mais nítido no Nordeste, onde as proporções foram de 56,1% dos alunos diurnos e de 47,7%, dos noturnos.



Problema financeiro é principal motivo de abandono de qualificação profissional



Um contingente de 2,4 milhões de pessoas frequentaram, mas não concluíram curso de qualificação profissional (10,2% do total que frequentou). Dessas, 25,5% apontaram o problema financeiro como o principal motivo para não concluírem o curso. Essa justificativa foi mais presente na região Sudeste (29,4%). Outro aspecto importante para a desistência foi a insatisfação com o curso (18,7% no país). A incapacidade de acompanhar curso impediu a conclusão para 10,1% das pessoas; o local do curso foi a razão para 7,4% das pessoas; problemas familiares, 7,0%; problemas de saúde, 4,1%; e o conteúdo do curso incompatível com o mercado de trabalho, 1,3% foram outros motivos de abandono.



Daqueles que concluíram o curso (21,5 milhões de pessoas), 12,2 milhões (56,4%) trabalhavam, em 2007, ou trabalharam anteriormente na área de atuação, e 65,7% destes afirmaram que isso se deveu ao fato de o curso ter o conteúdo necessário ao desempenho do trabalho. Essa resposta foi mais frequente na região Centro-Oeste (71,2%).



Dentre os 9,4 milhões de pessoas que concluíram a qualificação profissional, mas nunca trabalharam na área de formação, 31,1% afirmaram faltarem vagas de trabalho na área e 30,4% não trabalharam por terem encontrado outra oportunidade melhor de trabalho. A região Nordeste foi aquela que apresentou o maior percentual de pessoas que declararam não encontrar vagas (41,8%); e a Sul, o maior das que alegaram ter encontrado oportunidade melhor de trabalho (35,1%).



Saúde é área mais procurada no curso técnico de nível médio



A saúde era a área com a maior proporção dentre os 5,4 milhões de pessoas que frequentaram anteriormente curso técnico de nível médio (20,2%), seguida da área de indústria (19,0%), gestão (18,0%) e informática (8,9%). As áreas de saúde (29,4%) e indústria (22,0%) também apresentaram as proporções mais expressivas entre 1 milhão de pessoas que frequentavam curso técnico em 2007, enquanto os cursos de gestão (11,0%) e informática (12,9%) tinham percentagens menores.



As instituições de ensino público são mais presentes no segmento dos cursos técnicos de nível médio, atendendo 43,5% das pessoas que já haviam frequentado anteriormente esses cursos. Na região Norte (55,0%) essa proporção foi a maior; e na Sudeste (38,3%), a menor. Já entre as pessoas que frequentavam curso técnico de nível médio em 2007, a região Sul (47,5%) apresentou maior proporção de pessoas atendidas por instituições de ensino público e, novamente, na região Sudeste (32,5%) essa proporção foi a menor. No geral, 36,7% dos que faziam curso técnico em 2007 estavam em instituições públicas, 49,6% em instituições privadas e 13,4% no Sistema “S”.



42,4% dos alunos fizeram curso técnico e ensino médio ao mesmo tempo



Dentre os que frequentavam ou frequentaram anteriormente curso técnico de nível médio, 55,4% fizeram este curso após a conclusão do ensino médio e 42,4% ao mesmo tempo que o ensino médio.



Dos que frequentavam em 2007, 50,7% eram mulheres (537 mil) e 49,3% homens (523 mil). A área mais procurada pelas mulheres era a de saúde (46,1% das que frequentavam e 31,8% das que haviam frequentado anteriormente). Já os homens que frequentaram anteriormente curso técnico apresentaram preferência pela área da indústria (33,0%). Entre os que frequentavam em 2007, continuaram em destaque as áreas de indústria (38,3%) e informática (16,4%).



Os problemas financeiros foram declarados como motivo para a não conclusão do curso de 190 mil pessoas, ou 24,5% das 775 mil pessoas que cursaram anteriormente o curso técnico de nível médio e não concluíram o curso; 22,6% (175 mil) não o concluíram por insatisfação com o curso. A região Norte foi a que apresentou a maior proporção de desistências por motivos financeiros (37,0%), e a Nordeste, a menor (18,7%). A região Sudeste apresentou a maior proporção de desistências por insatisfação (26,1%), e a região Sul, a menor (17,5%).



Dentre aquelas 4,7 milhões de pessoas que completaram o curso técnico frequentado anteriormente, 3 milhões (65,2%) trabalhavam ou trabalharam anteriormente na área de formação do curso. Para 59,6% dessas pessoas, o conteúdo do curso foi de fundamental importância para conseguir o emprego; para 25,7% a aceitação do certificado foi o principal motivo para trabalhar na área do curso.



Dentre 1,6 milhão de pessoas que nunca trabalharam na área de formação do curso frequentado, 40,1% (650 mil pessoas) disseram ter encontrado uma oportunidade melhor de trabalho em outra área; 27,9% não encontraram vagas de trabalho na área do curso; e 10,8% disseram que a justificativa prioritária para não trabalhar na área foi “continuar os estudos em vez de trabalhar”. Essa justificativa foi mais presente nas regiões Sul e Sudeste (11,7%). Já o percentual de pessoas que não trabalharam por falta de vagas na área do curso foi maior nas regiões Norte (37,0%) e Nordeste (36,9%).



Foi estimado em 123 milhões o total de pessoas que nunca frequentaram cursos de educação profissional, sendo 60 milhões homens (48,6%) e 63,7 milhões mulheres (51,4%).



A proporção de pessoas que nunca frequentaram educação profissional cresce até a classe de rendimento mensal domiciliar per capita de mais de ½ a 1 salário mínimo, passando a declinar nas seguintes.



A falta de interesse foi o principal motivo para que as pessoas nunca tivessem frequentado um curso de educação profissional e esse padrão é similar para todas as faixas de idade. Em geral, a proporção de pessoas sem interesse foi sempre menor para as mulheres – exceto na faixa etária de 50 anos ou mais.



42,7% das 8 milhões de pessoas que cursaram EJA antes do levantamento abandonaram o curso



Do universo de 141,5 milhões de pessoas no país de 15 anos ou mais de idade, cerca de 10,9 milhões pessoas (7,7%) frequentavam ou frequentaram anteriormente algum curso de Educação de Jovens e Adultos – EJA. Na ocasião do levantamento, aproximadamente 3 milhões de pessoas frequentavam curso de EJA, enquanto cerca de 41 milhões estudavam na rede regular de ensino fundamental e médio. Já entre as cerca de 8 milhões pessoas que cursaram EJA antes do levantamento, 42,7% não concluíram o curso em que se matricularam.



O principal motivo para o abandono do curso para a maioria dos entrevistados foi a incompatibilidade do horário das aulas com o horário de trabalho ou de procurar trabalho (27,9%), seguido pela falta de interesse em fazer o curso (15,6%). Outros motivos que levaram à desistência dos estudos foram a incompatibilidade do horário das aulas com o dos afazeres domésticos (13,6%), a dificuldade de acompanhar o curso (13,6%), a inexistência de curso próximo à residência (5,5%), a inexistência de curso próximo ao local de trabalho (1,1%), falta de vaga (0,7%) e outro motivo (22,0%).



O objetivo de retomar os estudos (43,7%), seguido por conseguir melhores oportunidades de trabalho (19,4%), adiantar os estudos (17,5%) e conseguir diploma (13,7%) foram as razões apontadas pela opção de cursar a EJA e não o ensino regular.



Na ocasião do levantamento, do total de 2,9 milhões de pessoas de 15 anos ou mais de idade que frequentavam um curso de EJA, a maioria estava cursando o segundo segmento do ensino fundamental (5ª a 8ª séries), o que correspondia 40,0% (1,1 milhão); o ensino médio recebia 36,1% (1 milhão) dos estudantes e o primeiro segmento do ensino fundamental (1ª a 4ª séries) 23,9% (699 mil). A região Nordeste foi a que apresentou o maior percentual de frequência ao primeiro segmento do ensino fundamental (37,6%), o Norte registrou o maior no segundo segmento (43,7%,) eas regiões Sul (46,3%) e Centro-Oeste (46,1%) tiveram as maiores proporções no ensino médio.



EJA é mais procurada por mulheres e pessoas com menor rendimento, sendo mais frequentada no Sul



No que se refere à análise por sexo, do total daqueles que frequentavam ou frequentaram anteriormente a EJA, 53% eram mulheres e 47%, homens. Com relação ao rendimento, o maior percentual de pessoas que frequentavam EJA, na época da pesquisa, foi daquelas que estavam na faixa de até ¼ do salário mínimo (3,0%) e as que não tinham rendimento (2,6%). A maioria dos que cursavam EJA era formada por pessoas que se declaravam pardas (47,2%), seguidas por brancas (41,2%), pretas (10,5%) e de outra cor ou raça (1,1%).



A participação das pessoas que frequentavam ou frequentaram anteriormente algum curso de Educação de Jovens e Adultos foi crescente nos grupos de 18 a 39 anos de idade, declinando nos seguintes. O grupo etário de 30 a 39 anos (10,7%) foi o que mais procurou cursos de EJA, seguido pelos grupos de 40 a 49 anos (8,6%), de 18 ou 19 anos (7,5%) e de 50 anos ou mais (4,6%).



Em termos regionais, das 10,9 milhões de pessoas que frequentavam ou frequentaram anteriormente um curso de EJA no Brasil, as regiões Sul e o Norte apresentaram os maiores percentuais: 10,5% contra 89,5% que nunca frequentaram e 9,1% contra 90,9%, respectivamente. Na sequência, estão as regiões Centro-Oeste (8,5% contra 91,5%), Sudeste (7,1% contra 92,9%) e Nordeste (6,5% contra 93,5%).



O Suplemento da Pnad 2007 estimou que 2,5 milhões de pessoas frequentavam no momento da pesquisa ou haviam frequentado anteriormente curso de Alfabetização de Jovens e Adultos (AJA) no país. O percentual de pessoas que frequentavam ou frequentaram curso AJA na população de 15 anos ou mais era de 1,7% no total do país. No nível regional, os alunos de AJA no Nordeste representavam 3,6% das pessoas na faixa etária de 15 anos ou mais; seguidos pela região Norte (1,6%); Sul e Centro-Oeste (1,2%) e Sudeste (0,9%). De acordo com a Pnad 2007, havia 14,1 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não sabiam ler ou escrever.



Nordeste teve o maior número de participantes de AJA (1,3 milhão de pessoas)



Cerca de 45% do 1,8 milhão de alunos que haviam frequentado curso AJA declararam não saber ler e escrever um bilhete simples. Entre as pessoas que frequentavam em 2007 ou haviam frequentado anteriormente cursos AJA, 1,4 milhão eram mulheres e 1,1 milhão, homens. Quase metade dessas pessoas tinham 50 anos ou mais de idade (44,7%), em seguida vinha o grupo de pessoas de 40 a 49 anos (21,4%) e de 30 a 39 anos (19,3%). A grande maioria dos alunos de cursos AJA tinham rendimento mensal domiciliar per capita de até um salário mínimo, de acordo com os seguintes grupos principais: cerca de 487 mil tinham rendimento de até ¼ salário mínimo; 622 mil estavam na faixa de ¼ a ½ salário mínimo e 722 mil situavam-se na faixa de ½ a 1 salário mínimo. Em relação à ocupação, cerca de 1,6 milhão dos alunos que cursavam ou haviam cursado AJA estavam ocupados. Aprender a ler e escrever foi a motivação principal de 1,6 milhão de alunos, seguido por retomar os estudos (536 mil) e conseguir melhores oportunidades de trabalho (195 mil).



Regionalmente, o Nordeste, onde se concentrava mais da metade dos analfabetos do país (7,5 milhões), de acordo com a Pnad 2007, apresentou o maior número de participantes de AJA (1,3 milhões de pessoas). Apresentaram menores números de participantes de AJA as regiões Sul (265 mil pessoas), Centro-Oeste (125 mil) e Norte (169 mil).



Dos motivos apontados por aquelas pessoas que frequentavam ou frequentaram anteriormente curso de Alfabetização de Jovens e Adultos predominou o objetivo de aprender a ler e escrever (66,0%). Os demais motivos apontados foram: retomar os estudos (21,8%), conseguir melhores oportunidades de trabalho (7,9%), e outros motivos (4,3%). Dentre aquelas pessoas que apontaram como principal motivo aprender a ler e escrever, os maiores percentuais observados foram no Norte (75,1%), no Nordeste (75,0%).



Notas:



1 A instituição de ensino é considerada particular quando é uma escola, faculdade, universidade ou outra entidade (sindicatos, ONGs, igrejas, cooperativas etc.) de direito privado, exclusive do Sistema S, que oferta educação regular em um ou mais níveis de escolaridade.



2 Instituições do chamado sistema “S”: Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - SENAI, Serviço Social da Indústria - SESI, Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio - SENAC, Serviço Social do Comércio - SESC, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - SEBRAE, Fundo Aeroviário - Fundo Vinculado ao Ministério da Aeronáutica, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - SENAR, Serviço Social de Transporte - SEST, Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte - SENAT, ou Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo – SESCOOP.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

DOCUMENTÁRIO - FARC


Documentário de Holman Morris em “History Channel”, em terra de cegos o caolho é rei

*Coronel Luis Alberto Villamarín Pulido

Por estes dias se anuncia com muito espalhafato que na próxima segunda-feira, 25 de maio, o “History Channel” apresentará um documentário acerca das FARC como realidade histórica, elaborado por Holman Morris, personagem controvertida e muito dado a exaltar as “bondades” revolucionárias dos terroristas.


Pelo que se sabe, Morris nunca questionou as FARC por envenenar um aqueduto municipal em Cesar e outro em Pitalito-Huila. Nunca se escutou Morris pôr o “camarada” Cano contra a parede pelos persistentes crimes de lesa-humanidade que as FARC cometem. Nunca se viu Morris encarar as FARC pela destruição de povoados humildes. Tampouco os criticou por traficar coca, por seqüestrar e torturar, como o revelaram os três gringos, Ingrid, os dirigentes políticos libertados, os militares resgatados, etc.


Amiúde circulam pela Internet provas dilacerantes. Meninos degolados, mulheres violentadas, testemunhos de guerrilheiras que desde a mais tenra idade foram colchões dos camaradas do Secretariado e dos cabeças das quadrilhas, fotos de massacres e mil coisas mais que refletem o sadismo do terrorismo comunista. Entretanto, para o senhor Morris os únicos casos que requerem difusão são as barbaridades cometidas por outros meliantes iguais às FARC, quer dizer, os mal chamados paramilitares.


Fatos estes que Morris apresenta com um viés maquiavélico, dirigido a vincular a instituição militar inteira e o governo Uribe com criminosos de baixo estofo, financiados inclusive por aqueles que se rasgam as roupas em público. E esta posição coincide, por estranhas coincidências, com o estabelecimento fariano de desprestigiar Uribe, impulsionar um governo de transição financiado por “meu comandante Chávez” e defendido à capa e espada pelos autodenominados “Colombianos pela Paz”.


Todavia, nunca se ouviu que Morris seja sensato e reconheça que a maior parte dos mal chamados paramilitares são terroristas que desertaram das FARC, do ELN e do EPL, grupos delitivos que lhes ensinaram a matar sem piedade, a seqüestrar, a roubar, a traficar com coca, a destruir cidades, a extorquir, a desterrar camponeses de suas parcelas, a roubar as propriedades dos camponeses, etc., etc., mas que não lhes pagavam salário, enquanto os bandidos das AUC lhes pagavam sim. Por isso passam de um grupo “esquerdista” para um “direitista”, como se fosse a transferência de um jogador de futebol de um clube a outro, não obstante históricas rivalidades.


Pelo contrário, Morris, do mesmo modo que Colombianos pela Paz, faz eco da existência de um conflito, segundo eles originado pelo que Tirofijo dizia: “o roubo de umas galinhazinhas e uns porquinhos”. Porém, uns e outros fazem vista grossa com relação à realidade do assunto. O conflito armado existe na Colômbia porque o Partido Comunista Colombiano quer tomar o poder por meio da combinação de todas as formas de luta, para impor na Colômbia uma ditadura totalitária similar à cubana integrada ao projeto de Chávez, Lula, Correa, Morales, Ortega e outros governantes esquerdistas do continente, em cumprimento às diretrizes do Foro de São Paulo.


Os pobres não interessam aos camaradas do PCC, como dizem em seus panfletários escritos, pois na verdade tampouco os representam. As FARC se autodenominam “Exército do Povo”, porém são os primeiros inimigos dos camponeses. Valeria a pena que a Procuradoria Geral da Nação condensasse em um só documento as investigações pelos homicídios perpetrados pelas FARC contra o campesinato, e com certeza o resultado acusaria que na Colômbia os membros do braço armado dos camaradas perpetraram um arrasador genocídio contra o povo colombiano. Porém, disso nunca falam nem Morris nem os que dizem ser colombianos pela paz.


Há algo mais. A persistente preocupação de qualquer colombiano comum, que quer ver a nação em paz e em franco desenvolvimento sócio-econômico distanciado das anquilosadas idéias marxistas deve ser: onde está a Chancelaria? Qual é a venda da imagem do país que fazem os cônsules, os embaixadores, os plenipotenciários e toda essa plêiade de “doutores” e “doutoras” que ganha salários em euros, dólares ou libras esterlinas, enquanto que as FARC e seus difusores se movem sob suas “barbas” como um peixe na água?


O presidente Uribe alguma vez telefonou ao Chanceler de turno, e com uma quantificada relação de empregados na mão lhe perguntou qual é a relação custo-benefício dessa cara e improdutiva burocracia para o exíguo fisco nacional, para defender a imagem da Colômbia ou, pelo menos, impedir que os terroristas e seus propagandistas cheguem primeiro aos cenários de difusão informativa? Se não o fez, está na hora de o presidente Uribe e seu sui generis Vice se tocarem e colocarem nos eixos todos estes burocratas que “trabalham” de segunda a sexta-feira; que só atendem até uma hora da tarde nos escritórios; que nunca têm aproximação efetiva com as comunidades, diferente de “politicar”, como fez Noemí em Madri e agora em Londres; ou a conjugar o verbo estar, para se dedicar às suas atividades particulares nas quais são muito eficientes.


Por estas e muitas razões é que temos sustentado e reiteramos que a Chancelaria colombiana ainda está de fraldas frente a audácia estratégica e política da Frente Internacional das FARC. Não se pode esquecer de Sara, a sindicalista da FENSUAGRO, com cara de “não fui eu”, que conseguiu vincular até um sindicato de educadores do Canadá para que essa organização circulasse dinheiro para os terroristas; ou outro bandido cognominado “Juan”, que tem a facilidade de fazer contatos com a primeira autoridade suíça; ou um padre delinqüente que vive comodamente no Brasil e tem linha direta com Lula. E muito mais.


Porém, além da “facada” fariana contra a chancelaria, também há outra contra os meios de comunicação. Perguntam-nos porque, por exemplo, os jornalistas que publicaram o vídeo da “Operação Xeque” com grande agressividade, objetivando conseguir prêmios jornalísticos sem considerar o dano que faziam ao país, nunca tiveram essa imaginação e essa audácia de Morris de chegar à History Channel e, nesse caso, levar as FARC ao pináculo da celebridade em um meio televisivo tão popular no mundo.


A razão é simples em ambos os casos. E coincide com a politicagem que há por trás da próxima eleição presidencial. Ao fim e ao cabo, nem a muitos diplomatas nem a muitos jornalistas importa o que possa acontecer com a Colômbia; só o que eles podem ganhar. Isto se envolvidos em uma rapinagem tenaz. Valentões aqui e no exterior de cócoras. Por exemplo, um célebre locutor que por suas qualidades teria sido o chefe de imprensa ideal de Pastrana. Vive com a mente em cenários empolados e o corpo nos lugares light de Bogotá. E pensar que este senhor é o decano da opinião dentro dos meios de comunicação...


Entretanto, os demais estão imersos em uma indescritível guerra interna de posicionamentos publicitários. Portanto, os politiqueiros corruptos, os demagogos e os vivaldinos tiram proveito desse vergonhoso quadro de descrédito nacional.


Parece que ninguém se deu conta de que o documentário de Morris; os contatos de Colombianos pela Paz com os congressistas democratas americanos; a “chamada telefônica de apenas cinco minutos” com monsenhor Castrillón; a “boa-vontade” de Lula; a “generosa oferta” do “governo” cubano para receber Moncayo; as recentes palhaçadas de Correa e a “amizade” de Chávez para com Uribe, são elementos constitutivos do mesmo complô que foi descoberto com os computadores de Reyes.


Porém, claro, a imagem da Colômbia no exterior não melhorará enquanto não haja embaixadores e cônsules de carreira, enquanto não regressemos à educação cívica e à história pátria nas salas de aula, enquanto não haja identidade nacional derivada de objetivos nacionais.


Pela inexistência de metas estratégicas definidas em nível nacional, tampouco há estratégias concisas nem compromisso dos burocratas que nos representam no exterior que continuam convencidos de que, porque trabalham em um horário muito breve e de vez em quando fazem o consulado móvel, ou assistem a um ato protocolar em representação do governo colombiano, sua atividade foi ingente e de quebra os colombianos que pagamos impostos para sustentá-los nesses cargos lhes devemos muito por esse “sacrifício pela pátria”.


Tampouco melhorará a imagem enquanto a mesquinhez e a ânsia por galardões do grêmio afetem o imediatismo jornalístico. Um jornalismo distanciado dos interesses nacionais e do sustento científico da investigação metodológica, ou pelo menos da compreensão conjunta do problema do narco-terrorismo comunista e seus alcances políticos estratégicos, só serve para que em terra de cegos o caolho seja o rei.


E é isso o que Holman Morris faz em favor do projeto político fariano. É um rei no meio de todos os caolhos. A diferença é simples. Morris está imerso em um projeto com visão estratégica continental contra a Colômbia. Entretanto, os demais estão enquadrados dentro de bases egoístas e abarrotados de intrigas para sobreviver em meio dessa mediocridade.


* Analista de assuntos estratégicos – www.luisvillamarin.com.nr



Tradução: Graça Salgueiro