Notícias Militares

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

MORRER POR ZELAYA ?


Morrer por Zelaya?
30/09/09

Jayme Copstein

Quem deseja morrer por Zelaya? A pergunta absurda nasce de uma idiotice levantada por alguém nos bastidores do Governo, transpirada e por fim abafada prontamente pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, com a declaração peremptória de que o Brasil “não pretende intervir militarmente em Honduras”.

Durante todos esses anos, desde o fim da ditadura, redemocratizar significou para os patriotas de plantão sucatear as |Forças Armadas, como se a farda e não a insaciável fome de poder dos políticos fosse o obstáculo para norm alizar a vida da Nação. Com alguns quartéis limitando o expediente à parte da tarde porque falta verba para o rancho, alguém falar em mandar tropas para a América Central é de rir.

O trágico em tudo é que há jornalista brasileiros brincando de correspondente de guerra, tentando impressionar leitores e ouvintes com as suas dificuldades de fazer a cobertura porque não conseguem entrar no prédio onde funcionava a nossa Embaixada. Funcionava,sim, hoje foi transformada em palanque de Manuel Zelaya, graças à trapalhada em que Marco Aurélio Garcia e seu obediente acólito, Celso Amorim, enfiaram Luiz Inácio Lula da Silva.

Seja qual for a evolução do quadro, as consequências para a imagem do Brasil são as mais desastrosas. Se Manuel Zelaya conseguir retornar à presidência, volta como ditador. A esta altura dos acontecimentos, excluindo-se uma impro vável renúncia imediata de Roberto Micheletti para que o Judiciário assuma o poder, não há condições de se realizarem as eleições de novembro. O papel desempenhado pelo Itaramarti – sórdido, triste – terá sido o de contribuir para instalar uma ditadura na América Central.

Há, ainda, outra hipótese: que a crise hondurenha descambe para o confronto armado. Neste caso o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, terá deixado a marca da sua irresponsabilidade, manchando de sangue, como nenhum outro, a história brasileira.

OBS: os trechos sublinhados o foram pelo remetente do presente e-mail

domingo, 27 de setembro de 2009

UMA SAÍDA PELO AMOR DE.....





Uma saída pelo amor de...!

Ternuma Regional Brasília

Gen. Bda Refo Valmir Fonseca Azevedo Pereira



Hoje, não temos candidato ao cargo de futuro Presidente da República. É desanimador. A esquerda abafou, cooptou ou desmoralizou todos os possíveis oponentes.

Os que se apresentaram ou “foram apresentados” constituem a porção mais infecta da esquerda nacional. Serra, Dilma, Marina ou Ciro, as opções são dignas de um voto nulo. Embora, saibamos que anular voto beneficia ao infrator. Mas, que dá vontade, dá.

Analisando–se o passado, o presente, a atuação e as ligações dos candidatos, enfrentamos o crucial dilema de escolher qual deles será o menos nefasto para o futuro da Nação.

As últimas pesquisas sinalizam que a “simpática” Ministra Dilma precisará mais do que o aval de seu padrinho para arrebatar o prêmio, situação que piorou com o despontar da candidata Marina Silva.

Além disso, a Sinistra Dilma, acumula no seu currículo (no falso ou no verdadeiro?), o de guerrilheira torturada até às vascas da morte (o que lhe engrandece, sobremodo), e outros itens menos nobres (mentir, disfarçar, vociferar, etc.), além de não ser do PT, e foi enfiada goela abaixo de um considerável número de petistas pelo magnânimo.

A Senadora Marina Silva tem apelo para subtrair votos de Dilma, e um pouco menos, mas causando mossas, nas intenções de votos do “alma penada” Governador Serra. Não será eleita. Num 2º turno cerrará com a Dilma.

O sorumbático Serra sempre figura ponteando as pesquisas, sinalização mais fruto de sua exposição como Ministro da Saúde, do que como uma festejada figura política. Sua passiva conduta não indica que tenha autonomia para desvencilhar - se de sua subserviência aos ditames do Gramscismo petista.

O desgoverno tem enfraquecido o seu prestígio em São Paulo (greves, tumultos, etc.). O Governador em campanha, como antigo acólito de FHC, terá seu telhado de vidro sujeito às chuvas e trovoadas, e seus índices, fatalmente, desabarão.

Quanto ao Deputado Federal Ciro Gomes, este é um oportunista. Duvidamos do seu cacife para atingir a Presidência. Num 2º turno, deverá vender caro a sua adesão para um dos dois preferidos. Reconhecido desafeto de Serra, venderá a peso de ouro seu apoio para a Dilma.

Decorrente desta simplória ilação, concluímos que uma quinta opção teria excelentes condições de germinar e de frutificar.

Alguns advogam a apresentação de outros candidatos com melhor perfil, inclusive a do General Heleno. Concordamos. Porém, se admiramos aquele militar, se conhecemos suas posições, honestidade, caráter e tantas outras qualidades que o habilitam ao cargo, não podemos esquecer que o próprio tem rechaçado as propostas naquele sentido, ficando patente, ainda, que a maioria da massa votante nunca ouviu falar dele, pois não lê, não se interessa e usa jornal apenas para forrar armário ou fazer embrulho, quando não o usa para higiene pessoal, após utilizar o vaso sanitário. Por conseguinte, falta capilaridade, divulgação, espaço e, principalmente, recursos para a empreitada. Portanto...

Apolíticos, não temos qualquer ligação ou procuração de nenhum possível candidato. Todavia, percebemos como hipótese altamente exeqüível a postulação de uma candidatura, de um personagem de direita, bem conceituado, com destacada atuação na administração pública, com um passado político ilibado, e uma boa imagem perante a opinião pública.

Uma candidatura deste porte, do Sergipe, do Amapá, de Minas Gerais, ou de qualquer outra origem, preencheria o paupérrimo cenário de candidaturas ocas e prenhes de falsas expectativas, inócuos debates, e eivadas de conceitos populistas. Tal alternativa estaria ocupando, no imaginário popular, uma saída, além de promover um novo alento para o futuro democrático nacional.

Não vamos alinhar as qualidades e as virtudes de um eventual candidato; por outro lado, seus oponentes poderão acusá – lo de outro tanto de defeitos e más - qualificações, não importa, o que interessa é o medrar no terreno árido, adverso e coberto de ervas daninhas, de uma saudável opção, do contrário estaremos num beco sem saída.

Aquela almejada candidatura, denunciatória dos descalabros reinantes, seria um sopro de dignidade e o pesadelo da esquerda, que desvairada, poderia ser derrotada no 1º turno. Na hipótese, provável de um 2º turno, a esquerdalha se uniria.

Neste caso, quem sabe, o Ciro, não apoiaria o potencial candidato da direita?

Brasília, DF, 27 de setembro de 2009

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A PRAÇA CORREIA LIMA


Caros Diego e Felipe,

como ouvinte contumaz da programação matinal da emissora, ouvi a observação de um ouvinte sobre militares fazendo limpeza em um terreno na José de Alencar. É salutar a vigilância exercida pelo cidadão portoalegrense e o espaço que a Band destina a participação do ouvinte.
Para informação, o trabalho que os soldados do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR-PA) estão realizando é a manutenção da praça que leva o nome do patrono dos CPORs de todo o Brasil, Praça Tenente Coronel Correia Lima. A praça foi adotada oficialmente pelo CPOR em convênio firmado com a SMAM, em 2008, ano em que o Centro comemorou seu 80º aniversário, como mais uma entre tantas outras iniciativas de integração e participação da instituição na vida da comunidade.
O CPOR forma oficiais do Exército e pelos seus bancos já passaram personagens importantes na história gaúcha e brasileira como João Goulart, Paulo Brossard, Jorge Gerdau Johannpeter, Cesar Sperinde, Sinval Guazelli, José Paulo Bisol, Amadeu Weinmann, Osvaldo de Lia Pires, Renato Ritter, Otávio Gadret, José Barrionuevo, Flávio Alcaraz Gomes, Joal Teitelbaum, Paulo Renato de Souza, Vasco Della Giustina, Germano Bonow, Ivo Nesralla, José Alberto Guerreiro, Nélson Puperi e outros 16 mil gaúchos que ostentam com orgulho a carta-patente de oficial do Exército Brasileiro e aplicam em suas vidas os valores despertados em seus bancos escolares.
Aproveito para enviar meus parabéns pela conquista do Prêmio Colunistas, um reconhecimento justo a um trabalho desenvolvido com profissionalismo pela Band News FM.

Grato
Bil Lara
ex-aluno e membro da Associação dos ex-Alunos do CPOR/PA

OS MILITARES E O EVANGELHO DESÃO MATEUS



Os Militares e o Evangelho de São Mateus

Murilo Badaró
Presidente da Academia Mineira de Letras - mbadaro@uai.com.br

A notícia de que os comandantes militares foram excluídos do palanque oficial no desfile de 7 de setembro por determinação do cerimonial da Presidência da República, com o ridículo propósito de impedir fotos do alegre chefe do governo brasileiro ao lado de oficiais fardados, levou-me a rever a cena para confirmar a estranha notícia. Não é de hoje que os militares são vítimas de infame campanha de desmoralização, urdida por esquerdistas revolucionários, até hoje ressentidos com a ação das Forças Armadas, que impediu a tomada de poder no Brasil, evitando a stalinização do país.

Para dar sustentação a essa constante mentira de certos setores da imprensa, por eles controlados, buscam argumentos nas inevitáveis violências praticadas por alguns militares mais afoitos, em pleno curso da guerra que travaram contra sequestradores, terroristas e guerrilheiros aliciados entre a juventude por asseclas do PCB. Eram assassinos brutais, que matavam por ideologia, a mais cruel forma de se livrar do semelhante contrário à ideologia do matador. Os próprios militares realizaram investigações para punir eventuais deslizes de conduta de seus soldados sem, contudo, até hoje merecer o reconhecimento por parte desses detratores inconformados com sua derrota.

Muito mais grave do que o ato descortês dos donos do poder foi a notícia de que as Forças Armadas, totalmente desarmadas, especialmente o Exército, viram-se obrigadas, por falta de recursos, a reduzir seu expediente de trabalho, diminuir a convocação de recrutas e colocar de lado práticas de treinamento responsáveis pela disciplina e rigor militar. O Brasil assiste impassível aos desdobramentos da corrida armamentista de seus vizinhos aloprados, oferecendo como resposta a apalermada compra de 36 aviões de combate franceses, alguns helicópteros e quatro submarinos, que só serão entregues daqui a uma dezena de anos. Uma falácia com odor de negociata.

A força terrestre, dissuasória e capaz de ocupar e manter áreas ocupadas, está sem recursos para prover a alimentação e o soldo de seus soldados, sem armas e fardamento. Quando acontecem tragédias semelhantes às de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, para vigiar as fronteiras hoje entregues ao controle de ONGs estrangeiras e índios não aculturados, convocam prontamente os bravos soldados do Exército, da FAB e da Marinha para ajudar a população, ocupando os espaços deixados vazios pelo governo irresponsável. A cada pesquisa dos institutos, as Forças Armadas aparecem invariavelmente na liderança das instituições que gozam de maior prestígio e respeitabilidade perante a população. Qual a razão dessa perseguição contra os militares, a ponto de negar-lhes recursos orçamentários para manutenção? A resposta está no grande número dos derrotados de 64 no comando do atual governo. Diz são Mateus (23, 12) que os "humilhados serão exaltados". E aplica a vergasta nos fariseus que "filtram um mosquito e engolem um camelo". O tempo carrega a verdade pela mão.

"COMO VENCER A POBREZA E A DESIGUALDADE"


"Como Vencer a Pobreza e a desigualdade"

REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO DA UNESCO COM 50.000 PARTICIPANTES

Imperdível para amantes da língua portuguesa, e claro também para Professores. Isso é o que eu chamo de jeito mágico de juntar palavras simples para formar belas frases. REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO DA UNESCO COM 50.000 PARTICIPANTES

Tema:'Como vencer a pobreza e a desigualdade'
Por Clarice Zeitel Vianna Silva
UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ


'PÁTRIA MADRASTA VIL'
Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência. .. Exagero de escassez... Contraditórios? ? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.
Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.
A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos.
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?



Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários.
Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre 'Como vencer a pobreza e a desigualdade'

A redação de Clarice intitulada `Pátria Madrasta Vil´ foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO.

ALQUEDA AMEAÇA OBAMA


Al Qaeda ameaça Obama


Nahum Sirotsky, de Tel Aviv (*)

Velho conhecido, seguro de que sabe não será identificado, enviou-me a informação sobre um vídeo supostamente produzido pela Al-Qaeda. É um documentário montado pelo As-Sahab, que significa “As Nuvens”, muito profissional e produzido com a melhor tecnologia.

As-Sahab é a Fundação de Publicações Islâmicas responsável pelas produções da Al-Qaeda, organização criada por Bin Laden e da qual as agências secretas do mundo não co nseguem descobrir o paradeiro.

Atribui-se a Adam Yahie Gadahn o estilo e a qualidade dos documentários produzidos. Era cidadão americano, vivia em Los Angeles, recebeu educação regular. Converteu-se ao Islã e foi para o Afeganistão. Além dele, existem outros ocidentais nas forças de Bin Laden.

O documentário tem por título, “O Ocidente e o Túnel Escuro”, em tradução livre. E Obama é o alvo. De acordo com a versão que me enviaram, a Al-Qaeda considera que o atual presidente americano é uma versão de Bush e “usa o mesmo punhal”. Nele, também se proclama “que, com a ajuda de Deus (Alá), terá seu fim nas mãos da Nação Islâmica e o mundo se verá livre de suas mentiras e crimes”.

O documentário relembra a operação na qual foram destruídas as Torres Gêmeas em Nova Yo rk e que atingiu o edifício do Pentágono, ministério da Defesa americano em Washington. Foi um ato terrorista incrível que utilizou aviões comerciais e matou mais de três mil. Talvez o maior ato terrorista da história moderna.

O vídeo é um tributo da Al-Qaeda à Operação de Nova York, como o grupo chama o atentado. Não recebi uma cópia integral, mas obtive a informação de que seria um documentário com duas partes.

A Operação Nova York pôs fim à sensação de imunidade que dominava o povo americano. O território continental dos Estados Unidos nada sofreu durante as grandes guerras. Da Segunda Guerra o país emergiu incólume, riquíssimo, com programas de ajuda econômica ao mundo e como maior potência econômica e militar da Terra.

Teria sido um documentário da emissora japonesa NHK que, há a nos, revelou o título completo da As-Sahab, produtora da Al-Qaeda. A Wikipédia diz que o grupo usa correios especiais, pessoas que distribuem suas mensagens ao mundo. Desde um ataque por aviões não pilotados sobre uma pequena aldeia paquistanesa na fronteira com o Afeganistão, que resultou na morte de 18 indivíduos, inclusive de dirigentes da Al-Qaeda, tudo se concentra no internet.

O ataque foi há poucos meses e chamou a atenção para o imenso poder do “Predator” como arma tática e estratégica. Estas informações representam conclusões de meios que acompanham as comunicações dos terroristas.

A opção pelo “Predator” só faz crescer. Os aviões não pilotados podem permanecer dezenas de horas no ar vendo, ouvindo e atirando sob comandos que chegam dos Estados Unidos. Eles veem tão bem que permitem identificar pessoas e acompan har seus movimentos. Levam carga mortífera. São experientes pilotos de guerra, sentados numa base nos Estados Unidos, que dizem ao robô o que fazer desde a partida para milhares de quilômetros de distância percorridos em grandes alturas para chegarem ao Paquistão e Afeganistão. Podem voar dezenas de horas.

São armas fantásticas. Imaginem como poderiam mudar o combate à violência no Brasil. Os sem-piloto são incomparavelmente menos caros do que os modernos caças, que são sistemas complexos contando com todos os meios mais avançados de ataque e defesa, mas com autonomia inferior. São dezenas de milhões de dólares para cada avião pilotado. O sem-piloto são dezenas de milhares.

Os caríssimos caças modernos preservam custos inferiores para o preparo de pilotos. Claro que na conta não entra o valor inestimável do ser humano desde momento de seu nascimento e do primeiro choro. Sabe-se que Bush, presidente anterior a Obama, concedeu por escrito e legalmente à CIA autoridade para caçar e matar inimigos do pais sem pedir autorização.

A CIA tem plena autoridade para o emprego de vários “Predator”, nome dos aviões sem piloto, contra terroristas independente de onde estiverem. O “Predator” é mortífero. A CIA não precisa se preocupar com as chamadas leis de guerra, a convenção de Genebra.

O general americano em comando no Afeganistão descreveu a situação da guerra com o Taleban e a Al-Qaeda como grave e disse que poderia ser perdida caso não houvesse o reforço de mais tropas. Mas consta que o vice-presidente americano Joe Biden, que observou a situação no local, defende uma nova estratégia. Ele propôs que os meios disponíveis para a CIA sejam multiplicados, que a ag ência se concentre na destruição da Al-Qaeda.

O Taleban seria alvo secundário. A CIA como agência secreta não está limitada a meios convencionais de guerra ao contrário do que acontece com forças convencionais na chamada guerra assimétrica.

Os terroristas levam vantagem, pois fazem a guerra por todos os meios e táticas. Não precisam se preocupar com leis e convenções internacionais, pois são forças ilegais que não precisam prestar contas.

As forças convencionais são acusadas de cometer crime se fazem a guerra ignorando as chamadas leis de guerra. A CIA, cujas operações são secretas, tem as mãos mais livres. A guerra pode ser taco a taco. E a CIA conta com mais meios do que os terroristas.

Por exemplo, o “Predator” já obriga lideranças do Al-Qaeda a viverem abrigadas, escondidas dos olhos do fa ntástico aparelho. Talvez, assim se explique por que Nazralla, o líder do Hezbollah, força xiita contra a qual Israel travou uma guerra há pouco tempo, viva escondido. Todos os seus discursos e manifestações chegam aos seguidores via vídeo. Ignora-se seu esconderijo. Ele teme ser assassinado pelo serviço secreto israelense, como também os dirigentes da Frente de Defesa Islâmica, o Hamas.

O vice-presidente americano parece ter convencido Obama. O reforço da tropa está sendo considerado e a Al-Qaeda é o alvo mais urgente.

(*) Nahum Sirotsky é correspondente de Zero Hora no Oriente Médio e colunista do portal “Último Segundo”.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

BRASIL ´precisa definir status de Zalaya



From: Ana
To: ADESG-CEPE 46 - GRUPO NO YAHOO
Sent: Wednesday, September 23, 2009 4:10 PM
Subject: BRASIL PRECISA DEFINIR STATUS DE ZELAYA



Estes governos populistas bolivarianos, incluindo o do Brasil, continuam com muito sucesso mudando as regras das democracias antes instaladas.
Com a desculpa de "um entendimento mais amplo", estão implantando suas técnicas gramscistas.
Lembram-se dos tantos assaltos que eles praticaram nos anos 60/70?
Pois eles afirmam que "não roubavam, apenas se apropriavam". Como se fosse algo bem diferente.
E agora a mesma coisa. Zelaya se diz um "protegido e não asilado" na embaixada brasileira. Oras, esta condição não existe nos tratados internacionais. Sua estada na embaixada está mais parecendo um local
para comícios, com todo o seu "staf" a tiracolo. Vejam a foto mais abaixo. Não parece uma festinha particular
de amigos assistindo a um jogo importante de futebol? É para isso que serve uma embaixada? Só podia ser na
nossa!!!!
E Zelaya é asilado SIM!
Ana Prudente

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A FOME E O SOCIAL


22.9.09

A FOME E O SOCIAL

Alexandre Garcia


Quando eu servi o Exército, em 1959, e era Comandante Supremo o Presidente Juscelino, o quartel nos dava três refeições diárias, sete dias por semana. Eu nem dormia no quartel, mas antes de ir para a aula à noite, passava no rancho para o jantar. E de manhã cedinho ia para o rancho para o desjejum. Até nos sábados e domingos, ia para o 7º RI para economizar o almoço em restaurante de Santa Maria. Hoje, leio boletim do Comandante do Exército: “Considerando a vigência do contingenciamento dos recursos orçamentários do Exército e suas conseqüências restritivas, informo à Força que (...) o expediente às segundas-feiras deverá iniciar-se às 13 horas e encerrar-se às 18 horas, sem refeições.” Ou seja, segunda-feira não tem rancho, como já não tem na sexta, sábado e domingo.

Ao explicar a compra de 36 caças para a FAB, o atual Comandante Supremo, Presidente Lula confessou que já sabia dessa necessidade. “Eu não ia pensar em avião em 2003, se o país estava com fome.” Agora é o Exército que está com fome. No reaparelhamento das Forças Armadas, para 2010, a Marinha leva 2,7 bilhões de reais, a FAB 1,6 bilhões e o Exército fica com 361 milhões. De 2003 até o último semestre, as Forças Armadas tiveram uma redução de 14% em seus orçamentos. Desde os anos 80 as Forças Armadas vêm sendo sucateadas, enquanto muitos vizinhos se armam.

“Se queres a paz, prepara a guerra” – aconselha o dito romano. É a força de dissuasão de um país. Seria necessária ? No norte, temos o bolivariano Hugo Chavez, que dispensa comentários; a oeste, na Colômbia, as FARC; sem fazer fronteira, o bolivariano Correa no Equador; mais ao sul, Evo Morales, que mandou o exército boliviano invadir instalações da Petrobrás; no Paraguai, o bispo Lugo, que já fez ameaças a Itaipu. E não me venham dizer que a América Latina é uma região pacífica. Deixando de lado a Guerra do Paraguai, lembro as mais recentes, como a
do Chaco, entre Bolívia e Paraguai, por petróleo, que deixou 90 mil mortos nos anos 30.
A revolução cubana, que implantou uma ditadura que já dura 50 anos e que, durante décadas, tentou exportar a derruba de governos latino-americanos.
Em 1969 tivemos a Guerra do Futebol, entre El Salvador e Honduras, por uma classificação na Copa.
Equador e Peru andaram trocando tiros há menos de 20 anos.
Nas Malvinas, os argentinos quase provocam uma guerra no cone sul, pois invadiriam as ilhas chilenas de Beagle, se os ingleses não reagissem.
A Colômbia, hoje, tem que lidar com seus vizinhos bolivarianos Venezuela e Equador, que torcem pelas FARC.
E por aí vai. Dentro do Brasil tivemos, 15 anos depois de Canudos a Guerra do Contestado, que durou quatro anos e 20 mil mortos, na mesma época da Grande Guerra.

A melhor maneira de derrotar um exército, sem precisar dar um tiro, é cortar-lhe os suprimentos. Saladino derrotou assim os cruzados cristãos;
a Rússia derrotou Napoleão e Hitler porque faltaram suprimentos aos invasores.
Nas Malvinas, os ingleses cortaram os suprimentos da ilha.
O Exército Brasileiro já recebeu 80 mil recrutas por ano. Hoje recebe metade disso. Por ano, apresentam-se 1.300.000 jovens. Já imaginaram se houvesse recursos para incorporar todos ? Um exército de tremendo poder de dissuasão. E, mais do que isso, 1.300.000 jovens das classes mais pobres fora das ruas, das drogas, com três refeições por dia, preparo físico, assistência médica e dentária, aprendendo civismo, disciplina, obediência às leis e à autoridade e aprendendo uma profissão ? Seria o maior programa social do país.
=================

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Um SENHOR CORONEL



Se verdade o que escreve o jornalista, trata-se de um coronel que honra a farda que veste.


O subordinado que demitiu o comandante

Antes de assinar a nomeação, há dias, o presidente Lula quis conhecer um coronel do Exército indicado para sua segurança. Recebeu-o no fim do expediente, em situação, digamos, de reprovação em bafômetro. Simpaticão, Lula fez uma brincadeira inconveniente. O oficial não gostou da atitude do comandante-em-chefe das Forças Armadas e, à saída, declinou do convite, retornando a seu batalhão, no Norte.



http://www.claudiohumberto.com.br/principal/index.php

NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS



NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS


Sou um saudosista. Fui um viciado em filmes do velho oeste. E foi ali, na tela côncava de um antigo cinema em minha terra natal, pelas palavras, gestos e heróicas atitudes dos mais variados personagens que compunham o cenário das tramas das fitas de mocinhos, que foram inculcados em meu pensamento de menino valores éticos, virtudes e inesquecíveis definições do bem e do mal. São conceituações que até os dias atuais me acompanham como marcas delineadoras de meu caráter e, fatalmente, direcionam o meu comportamento na vida social. Estudei pouca filosofia. Assisti muitos filmes. Não queria ser professor, queria ser mocinho.

Recordo-me que naquela época de belos sonhos, germinou em minha alma os primeiros desejos de busca do entendimento do comportamento humano, nas figuras do herói, na do bandido inconseqüente e estarrecedor e na de outros personagens da época que, como no filme "No tempo das diligências", ainda despertam e povoam minha mente com pensamentos comparativos, como que a vasculhar no passado à cata de possíveis entendimentos e soluções de fatos vividos no real e no agora. Ah, como eu queria ser um herói! Cresci, mas fiquei apenas como mais um índio na tribo.

Lá na película em preto e branco, cujo título original é: "Stagecoach" - "No Tempo das Diligências" - naquela diligência estavam a prostituta Dallas (Claire Trevor), expulsa da cidade por um bando de matronas indignadas; Doc Boone (Thomas Mitchel), o médico bêbado; Henry (Berton Churchil), o banqueiro que rouba o banco; um jogador profissional de cartas; um vendedor de uísque; o cocheiro e, com eles, a mala do ouro. E, ainda, John Waine, como Ringo Kid o pistoleiro.

No enredo da trama, onde cada personagem enfrenta os seus dramas pessoais com éticas e dignidades próprias, brotam, com naturalidade, alguns a serviço do bem e outros nem tanto. Mas todos enfrentando preconceitos que abortavam no grupo social daquela sociedade nascente dos Estados Unidos da América, hoje a maior democracia do mundo. E, em determinado momento do bang-bang, todos se uniram no enfrentamento a um inimigo comum: Jerônimo, o sanguinário cacique apache.

Aqui é no avião... da asa norte e da asa sul, e não na diligência. No avião do plano piloto do planalto também pontilham dramas e personagens que muito se assemelham ao velho oeste. Temos uma prostituta, banqueiros ladrões, muitos mescaleiros apaches, malas de dinheiro, um médico fora do papel, um vendedor de ilusões (como se fosse uísque e rinhas de galo), guerrilheiros no papel de pistoleiros, corruptos ainda não revelados e, por fim, um cacique venezuelano, sem o glamour apache, mas que lança sinais de fumaça na colina do torto. É, talvez os senhores possam me ajudar: ainda não encontrei o cocheiro, o bêbado, nem John Waine. No final, lá no filme, o bem venceu, hoje é uma democracia. Aqui ainda não apareceu o famoso THE END...Cel ERILDO
Original publicado em 2005
Republicado por solicitação de leitor do site "ACONTINÊNCIA"

Carta de um policial a um bandido



Carta de um policial a um bandido

Senhor Bandido,

Esse termo de senhor que estou usando é para evitar que macule sua imagem ao lhe chamar de bandido, marginal, delinquente ou outro atributo que possa ferir sua dignidade, conforme orientações de entidades de defesa dos Direitos Humanos.

Durante vinte e quatro anos anos de atividade policial, tenho acompanhado suas “conquistas” quanto a preservação de seus direitos, pois os cidadãos e especialmente nós policiais estamos atrelados às suas vitórias, ou seja, quanto mais direito você adquire, maior é nossa obrigação de lhe dar segurança e de lhe encaminhar para um julgamento justo, apesar de muitas vezes você não dar esse direito as suas vítimas. Todavia, não cabe a mim contrariar a lei, pois ensinaram-me que o Direito Penal é a ciência que protege o criminoso, assim como o Direito do Trabalho protege o trabalhador, e assim por diante.

Questiono que hoje em dia você tem mais atenção do que muitos cidadãos e policiais. Antigamente você se escondia quando avistava um carro da polícia; hoje, você atira, porque sabe que numa troca de tiros o policial sempre será irresponsável em revidar. Não existe bala perdida, pois a mesma sempre é encontrada na arma de um policial ou pelo menos sua arma é a primeira a ser suspeita.

Sei que você é um pobre coitado. Quando encarcerado, reclama que não possuímos dependência digna para você se ressocializar. Porém, quero que saiba que construímos mais penitenciárias do que escolas ou espaço social, ou seja, gastamos mais dinheiro para você voltar ao seio da sociedade de forma digna do que com a segurança pública para que a sociedade possa viver com dignidade.

Quando você mantém um refém, são tantas suas exigências que deixam qualquer grevista envergonhado. Presença de advogados, imprensa, colete à prova de balas, parentes, até juízes e promotores você consegue que saiam de seus gabinetes para protegê-los. Mas se isso é seu direito, vamos respeitá-lo.

Enfim, espero que seus direitos de marginal não se ampliem, pois nossa obrigação também aumentará. Precisamos nos proteger. Ter nossos direitos, não de lhe matar, mas sim de viver sem medo de ser um policial.

Dois colegas de vocês morreram, assim como dois de nossos policiais sucumbiram devido ao excesso de proteção aos seus direitos. Rogo para que o inquérito policial instaurado, o qual certamente será acompanhado por um membro do Ministério Público e outro da Ordem dos Advogados do Brasil, não seja encerrado com a conclusão de que houve execução, ou melhor, violação aos Direitos Humanos, afinal, vocês morreram em pleno exercício de seus direitos.

Autor: Wilson Ronaldo Monteiro - Delegado da Polícia Civil do Pará

domingo, 20 de setembro de 2009

Boa noite Sr. Mercadante!




Boa noite Sr. Mercadante.



Eu tento abstrair sua figura do meu cotidiano, mas, infelizmente para mim, é impossível!

Infelizmente sou paulista e, há oito anos atrás, como já lhe disse em e-mail anteriores, eu acreditei e lhe confiei meu voto.

Eu me emocionei com sua emoção quando esteve em entrevista no Jô, com sua felicidade, que era a minha também, com as vitórias do PT e a chegada de Lula à presidência...

Passados esses sete anos, quanta decepção!

O seu presidente, pois já não o reelegi, com seu incondicional apoio e do PT conseguiram trazer a lama qualquer sonho ou esperança de termos um país melhor, mais justo e ÉTICO!

Quando penso que chegamos ao fundo do poço, do inimaginável, vocês conseguem cavar mais um pouquinho!!!

Sua atuação ontem no depoimento da ex-Secretária da Receita Federal e hoje na pizza do Sarney me dão asco!

Se bem que, não é de hoje, não é mesmo?

É só lembrarmos do mensalão, do caso do churrasqueiro, da cueca, da sua defesa em prol do Renan, apenas para citar, não poderia esperar coisa melhor mesmo!

Hoje, com sua colaboração ativa, não temos mais representantes no Congresso, senão uns poucos heróis resistentes, como o Senador Jarbas Vasconcelos, ou o Senador Pedro Simon, ou mesmo a Senadora Marina Silva, muito poucos, gostaria de citá-los todos, mas são poucos... o resto...

Um restolho de homens e mulheres indignos, que colaboram ativamente para transformar nosso Congresso em uma casa de quadrilheiros!

Não assistimos mais a debates, embates por idéias por mudanças e melhorias, apenas um triste “toma lá dá cá” com nosso dinheiro, é sim, é nosso dinheiro, acordos escusos para blindar A ou B, para dividir isso ou aquilo... um bando desprezível!

O que vcs do PT, com seu presidente inclassificável fizeram ao nosso país, tenho certeza, levará mais de uma geração para recuperarmos. Nada há ver com obras ou política econômica, mas sim com a ÉTICA, com a HONRADEZ, com a MORAL, predicados que vocês enterraram nesses quase oito anos!

Que bobagem a minha, não é mesmo Sr. Mercadante? Fico aqui escrevendo sobre essa indignação toda que aflige meu fígado, mas, pra que? Palavras ao vento em se tratando da sua postura.

Mas não tem nada não, me sinto mais a cada dia mais confiante, mais entusiasmado e sabe por que?

Porque sou PAULISTA Sr. Mercadante e aqui não é Alagoas, terra do seu amigo Renan, não é o Maranhão, do seu amigo Sarney; aqui a coisa é séria, as pessoas são esclarecidas, aqui as pessoas contam com imprensa livre e se valem de razoável educação e, principalmente porque a eleição para Senador da República é majoritária!!!

Não dá para se esconder atrás de “fatores e índices” que distorcem a intenção do eleitor!!!

Outubro de 2010 teremos um encontro, eu, nós, milhões de paulistas como eu e o Senhor, que irá se apresentar, com certeza, na intenção de nos representar como Senador da República!

Por certo irá, pois, se em oito anos fez tudo o que fez, demonstrou com toda clareza que orbita a esfera do “vale tudo o que tem de pior”, não teria senso crítico ou vergonha de não se apresentar para voltar a nos representar!

De minha parte, esteja certo, com todas as letras, vou trabalhar, trabalhar, trabalhar para que, nunca mais tenha a possibilidade de passar perto de um cargo eletivo!

Como ainda, apesar de você e dos seus comparsas, ainda vivemos em um país democrático, farei minha parte, que é a de trabalhar para não permitir mais engodos assim a nos representar, a ensinar aos mais jovens a diferença entre um homem de princípios honrados em relação a outros “flexíveis”; fiquemos nesse predicado.

Até lá, sendo responsável e colaborador em tê-lo eleito, estarei por aqui, registrando minha profunda decepção.

Boa noite nesse dia, o dia do seu amigo Sarney, que é amigo do seu amigo Renan, que é amigo do seu aliado Fernando (ele mesmo), que é amigo... enfim, só falta a sanfona pra dançarem a quadrilha!

Boa noite Senhor Mercadante.

MAPS – 19.08

Marcos André Petroni de Senzi

DE SENZI CONSULTORIA CONTÁBIL E INFORMÁTICA

ESCLARECIMENTOS DA SEF


Esclarecimento da Secretaria de Economia e Finanças


Em relação ao assunto “Soldo Legal” ou “Isonomia dos soldos de General-de-Exército com os salários dos Ministros do STM”, a Secretaria de Economia e Finanças esclarece:

Trata-se de informações sobre ações judiciais pretendidas por militares, com o objetivo de receberem diferença salarial decorrente da aplicação da Lei nº 7.723/89, que determinava o limite de remuneração dos Ministros do Superior Tribunal Militar;
Em janeiro de 1991, entrou em vigor a Lei nº 8.162/91, que dispôs sobre a revisão dos vencimentos, salários, proventos e demais retribuições aos servidores civis e a fixação dos soldos dos militares do Poder Executivo, com reajuste de 81% (oitenta e um por cento);
A partir daquela ocasião, surgiram alegações de que a Lei nº 8.162/91 reduziu a remuneração estabelecida pela Lei nº 7.723/89. Entretanto, com a adoção da Medida Provisória (MP) 2.215-10, de 31 Ago 01, houve uma reestruturação da remuneração dos militares das Forças Armadas, ocasionando, em consequência, a pacificação da matéria.
Assim, as ações judiciais que tenham por objetivo o pagamento de valores pretéritos, a título de “soldo legal”, em princípio, não conseguirão prosperar, uma vez que a referida MP sanou possíveis distorções;
A Constituição Federal, em seu art. 37, XIII, proíbe “a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias”; e
Nesse sentido, alerta-se o público interno para que adote a cautela necessária em relação ao assunto, não acreditando em informes ilusórios e/ou publicações inconsistentes, que não estejam respaldados pela Carta Magna.
http://www.exercito.gov.br/05notic/paineis/2009/09set/soldolegal.html

O NOTÓRIO E O FINÓRIO


O NOTÓRIO E O FINÓRIO

Percival Puggina


Não votei em Lula por muitas razões. E entre elas foi quase irrelevante o pouco tempo que o filho de dona Lindu passou lustrando fundilhos nos bancos escolares. O pior de Lula, para mim, não estava no que ele não fez quando jovem, mas no que ele fez e no que deixou de fazer depois de crescidinho. Intimidade com a gramática faz bem, mas não é condição essencial para o desempenho do cargo de presidente. A leitura de bons livros também, mas não havia a menor possibilidade de que alguém com o círculo de convivência de Lula e com as ideias sublocadas na sua cabeça viesse a ler bons livros. Lustro intelectual, formação acadêmica devem ser exigidos de quem ocupa outras posições ao redor do presidente e no governo. Um país onde quase metade da população é formada por analfabetos funcionais inevitavelmente vai eleger, com freqüência, para os mais variados cargos, pessoas de escassa formação escolar. Ou elevamos o nível cultural da sociedade e mudamos a regra do jogo ou nos habituamos aos tipos que emergem da condição atualmente posta.



No entanto, o que se releva para o presidente não se releva para ministros do Supremo. Se para presidente da República nossa constituição não exige formação alguma, dos ministros do STF se cobra mais do que curso superior. É imperioso que a pessoa tenha “notório saber jurídico”. Ou seja: não basta ser bacharel em Direito. Não bastam os cursos de mestrado ou doutorado requeridos a quem pretenda, por exemplo, lecionar numa boa instituição de ensino superior. Tampouco é suficiente o mero “saber jurídico”. Não! O constituinte nacional, reconhecendo as transcendentes tarefas do posto e sua relevância no nosso ordenamento jurídico e político, fez questão de exigir que esse saber seja “notório”, vale dizer, amplamente reconhecido.



Para o presidente Lula, o advogado José Antonio Dias Toffoli preenche os requisitos para sentar-se entre os 11 membros da mais alta corte da magistratura nacional. Aos 41 anos de idade, recém saído dos cueiros da academia, sem mestrado nem doutorado, sem um livrinho publicado, reprovado em dois concursos para juiz federal, o amigo Toffoli vai à sabatina do Senado Federal nos próximos dias. E vai passar.



Pois bem, o caso de Toffoli, então é diferente do de Lula. Lula deve achar o guri um monstro do Direito. Entende tudo que está escrito naquelas letrinhas miudinhas e nem fica com uma canseira danada. No entanto, Toffoli poderia ter vencido todos os cursos e concursos e ser aplaudido em todas as academias internacionais de Direito, mas se sua biografia fosse tão estrita e notoriamente partidária como é, o STF não poderia ser o próximo degrau de sua carreira.



Quem quiser conhecer o pior legado do governo Lula deve olhar para o STF, às indicações que fez. Quando ele deixar a presidência, haverá sete ministros seus naquela corte. Entenda-se bem. Não constituem novidade as indicações políticas para o STF. Novidade é o aparelhamento do poder. Ao longo dos últimos cem anos, passando por nomes como Epitácio Pessoa, Prado Kelly, Aliomar Baleeiro, Evandro Lins e Silva, Bilac Pinto, Paulo Brossard e vários outros, algo como duas dezenas de membros do STF exibiram volumosos currículos incluindo mandatos partidários e atribuições políticas. Mas nenhum com passado tão minguado e tão restrito a funções partidárias. Nenhum que tenha colocado seus conhecimentos de Direito tão a serviço de um aparelho partidário.



Quando certos assuntos chegarem à pauta – casos mensalão e Battisti entre eles – será possível ver o que nosso finório presidente armou e vai deixar no STF. “E o Senado? Aprovará a indicação?”, pergunta o leitor. Respondo eu: O Senado? Ora, o Senado!

DEFESA NACIONAL


Defesa Nacional, por Rogério Mendelski

ARTE RODRIGO VIZZOTTO

A DEFESA NACIONAL
A compra de caças supersônicos, submarinos e helicópteros por parte do governo brasileiro sinaliza a intenção de nosso país de iniciar um processo de modernização das Forças Armadas, que, não é segredo militar, se encontram defasadas e em posição de inferioridade junto aos seus vizinhos. É inegável que começou uma corrida armamentista aqui na América do Sul, iniciada pelo coronel Hugo Chávez, presidente da Venezuela, que parece estar torcendo para se meter em algum conflito armado e, com isso, desviar um pouco a atenção dos venezuelanos para seus problemas internos. Chávez já comprou da Rússia 24 supersônicos Sukhoi-30, 92 tanques T-72, BMP3 e MPR, 50 helicópteros, 100 mil fuzis AK-47 e, na semana passada, num ato público, confirmou a aquisição de mísseis com alcance de 300 km, 'uns foguetinhos que não falham'. Chávez atirou-se nos braços da Rússia porque a primeira linha de defesa aérea do país, composta de 22 caças F-16, estava se deteriorando e ele não conseguiu peças de reposição dos EUA, assim como não pode comprar caças Super Tucano, da Embraer, por proibição do governo Bush, já que os turbo-hélices brasileiros têm componentes eletrônicos de fabricação norte-americana. O presidente da Venezuela garante que suas compras militares são defensivas, mas ele mesmo cria seus inimigos – a Colômbia, que permitiu bases norte-americanas em seu território, e os EUA, que estariam de olho nas reservas petrolíferas do país. 'São instrumentos de defesa – diz –, porque vamos defender o país de qualquer ameaça.' O Brasil tem excelentes relações com a Venezuela como tem com todos os países da América do Sul, mas quem garante que Chávez não tem pretensões sobre a Amazônia? A Venezuela mantém um contencioso com a Guiana na área do rio Esequibo, reivindicando nada menos do que a metade do atual território guianense. Trata-se de uma antiga disputa que Chávez faz questão de mantê-la viva. Com a Colômbia, Chávez não esconde sua beligerância desde que o governo do presidente Uribe denunciou a proteção e o apoio logístico da Venezuela aos terroristas das Farc. Se hoje o coronel Hugo Chávez tiver um acesso expansionista para a criação de um império bolivariano na Amazônia, dificilmente algum país da região teria condições de segurá-lo militarmente. Talvez a Colômbia, por ter uma força militar treinada na luta contra as Farc, pudesse detê-lo, mas a Guiana seria tomada em uma semana e o Brasil seria respeitado por seu tamanho, jamais por seu poderio militar atual.
AMAZÔNIA PROTEGIDA
A principal preocupação das Forças Armadas do Brasil é a defesa da Amazônia. Já faz tempo que os nossos estrategistas militares abandonaram a ideia de um possível conflito com a Argentina. A fronteira do RS com o Uruguai e a Argentina ainda é a região em que o Exército brasileiro mantém o maior número de guarnições, mas é para a Amazônia que se destina um projeto denominado Amazônia Protegida. Para a Região Amazônica existe a previsão de criação de 28 Pelotões Especiais de Fronteira até 2018, num custo estimado em R$ 1 bilhão. Por enquanto, continuamos apenas com efetivos bem abaixo do ideal e contando com a perícia e a audácia dos homens que defendem nossas fronteiras, considerados os melhores combatentes em selvas do mundo.
PRIORIDADES
O Exército brasileiro sente-se abandonado diante das anunciadas compras de equipamentos para a Aeronáutica e a Marinha. Três prioridades de nossa força terrestre não foram orçadas para 2010: a renovação da frota de blindados, que está prevista em R$ 5 bilhões, para a fabricação de mil carros de combate; a montagem de um sistema de defesa antiaérea, sem previsão de gastos, e o citado aumento de unidades de fronteira na Amazônia.
FAB E MARINHA
Mesmo com a anunciada compra de equipamento militar francês, a FAB sente a defasagem de sua frota de aviões. Dos cem caças (F-2000 Mirage, AMX e F-5), metade deles não apresenta condições de ação imediata. Outros 23 caças Skyhawk, adquiridos para o porta-aviões São Paulo, estão em situação crítica, pois apenas quatro estão voando. Na Marinha, não há muita diferença. Da frota de 18 navios de guerra, dez estão navegando, e o porta-aviões São Paulo, comprado da França, encontra-se no estaleiro, em manutenção.
PREOCUPAÇÃO
O porta-voz do Departamento de Estado do governo Obama, Ian Kelly, tem manifestado a preocupação dos EUA com o 'desejo manifesto da Venezuela em desenvolver seu arsenal de armas, pois acreditamos que representa um sério desafio à estabilidade na América Latina. O analista político venezuelano Elsa Cardozo, diante das compras militares de Hugo Chávez, considerou o gesto do presidente da Venezuela como um ato importante que, 'do ponto de vista qualitativo e quantitativo, é causador de preocupações'. Cardozo, falando à France Presse, disse que, se Chávez sentir-se ameaçado, significa que 'há hipótese de conflito na região'.

Correio do Povo, edição de 20 de setembro de 2009.

As novas armas e a fome no quartel




As novas armas e a fome no quartel
CARLOS BRICKMANN


Gastar bilhões com armas modernas e deixar os soldados com fome é inútil na guerra e injusto na paz.

Pensemos nos moderníssimos Rafale, armados com mísseis de precisão, capazes de atingir um alvo que o piloto só consegue enxergar pelo radar, a centenas de quilômetros. Quem vai mexer com ele? Não se trata apenas do piloto, um aviador necessariamente de elite. Quem cuida da manutenção, quem controla o espaço aéreo? Quanto ganham estes personagens vitais para a guerra aérea?

Numa guerra convencional, Aviação e Marinha abrem as defesas, destroem boa parte do armamento inimigo, interrompem suas linhas de abastecimento. Mas a guerra só termina quando as tropas terrestres entram pelas brechas da defesa e ocupam o território em disputa, impondo sua autoridade sobre os vencidos.

No caso brasileiro, como está o Exército? Além dos salários abaixo da linha de sobrevivência, há outros problemas: não existe dinheiro sequer para manter as tropas em atividade. Os quartéis funcionam hoje em ritmo de Brasília, em horário reduzido, para economizar na refeição dos recrutas. Os soldados não têm munição suficiente para treinamento real. E até no Haiti, zona de combate, a munição é pouca. Os soldados são bons, mas que fazer quando não têm nem balas?

Uma nação pode optar por não ter Forças Armadas (como, por exemplo, a Costa Rica). Mas, se as tiver, tem de mantê-las equipadas, treinadas, com recursos para cumprir suas missões. Não pode faltar munição, armamento, combustível; e muito menos a comida do rancho. Gastar bilhões com armas modernas e deixar os soldados com fome é inútil na guerra e injusto na paz.

ROSH RASHANÁ EM ISRAEL


Rosh Hashaná em Israel
20/09/09 Imprimir Topo

Nahum Sirotsky, de Tel Aviv (*)



Como todos anos, as Forças Armadas fecharam as passagens entre Israel e a zona palestina. Serão dois dias e duas noites comemorando os 5.770 anos da criação do mundo.

A religiões monoteístas creem na Criatividade, que Deus criou o mundo, todos os animais e humanos em seis dias e no sétimo dia descansou. O evolucionismo de Darwin é rejeitado. Quanto a fechar a passagem, foi distração no Iom Kipur de 1973, Dia do Julgamento, que quase custou a derrota e o fim do Estado Judeu, quando a tropa egípcia cruzou o Canal de Suez e se firmou do lado ocupado por Israel, no que chegou a ser chamada de maior batalha de tanques jamais acontecida.

A tropa judia guardando a passagem estava toda concentrada em suas preces e foi expulsa de sua posição. Encontrei sobreviventes na base de Refidim, no deserto do Sinai, um conjunto de tendas, no meu caminho para a batalha como correspondente do Jornal do Brasil e do Estadão. Não sabia que, por erro de direção, teria que cruzar para o lado egípcio, um aeroporto, para voltar a Israel.

Rosh Hashaná é hebraico para "cabeça de ano". O Ano Novo Judaico, curiosamente, é o primeiro dia do sétimo mês do calendário lunar judeu, o Tishrei, uma herança da Babilônia há milhares de anos quando derrotados em guerra e levados como escravos. A comemoração está determinada na Torá como o primeiro dos dez dias de Temor, ou Dez Dias de Arrependimento, que terminam no Iom Kipur, o Dia do Julgamento.

Nos dias atuais, a maioria absoluta dos judeus não é de praticantes, mas Rosh Hashana e Iom Kipur, mesmo os descrentes respeitam. Não acreditam, dizem, mas nunca se pode ter certeza, é a explicação que recolho. Em Rosh Hashana, comemora-se a criação do homem. Cinco dias antes foi o primeiro dia da criação. Os judeus tem as mais antigas tradições do monoteísmo. Deus, há uma tradição, tem três livros onde escreve seus julgamentos. Um para os perversos, outro para os justos e um terceiro para os intermediários.

O livro dos justos garante que viverão o próximo ano com o que merecem receber de bom. No livro dos malvados, eles são apagados da vida. Os intermediários tem os dez dias entre o Ano Novo e o Iom Kipur para se arrpenderem e se emendarem. A decisão de Deus só é conhecida no dia em que é aplicada. Na tradição, ou mitologia, Deus senta-se no seu trono diante do qual passam todos os seres vivos cujos comportamentos são registrados no livro da vida de cada um.

As famílias recebem o Ano Novo com jantar festivo. São dois dias em que todo o trabalho é proibido. São dias dedicados a preces.

O Taslish é outra das tradições. Trata-se de prece que se pronuncia nas proximidades de água corrente nas quais os pecados são simbólicamente lançados. Maçã com mel é comida nas refeições para simbolizar um ano de tranquilidade, doce. Na primeira noite depois das preces, é costume desejar ao outro que "Você seja inscrito e assegurado um bom ano e uma vida boa e tranquila".

Iom Kipur, dez dias depois, jejua-se um dia todo, cerca de 26 horas, em prece. Mas o julgamento não é revelado. Fica fechado no livro de cada um. Só será conhecido quando algo inesperado acontecer ou como o indivíduo chega ao início do próximo ano.

Desejo de Shalom, paz e reencontro em Jerusalém são destaques das preces milenares.

(*) Nahum Sirotsky é correspondente de Zero Hora no Oriente Médio e colunista do portal “Último Segundo”.

SOMOS TODOS LIBERTINOS


SOMOS TODOS LIBERTINOS

Maria Lucia Victor Barbosa

20/09/2009



Dizer que somos todos libertinos, isso é, livres de qualquer peia moral, devassos, dissolutos, depravados, licenciosos, pode parecer ofensivo. Digamos, então, que existem graus de libertinagem conforme a época e a sociedade. Por exemplo, o Império Romano em sua decadência foi extremamente devasso.

Quanto ao Brasil, se comparado a outros países, já nasceu dissoluto. Que se rememore a exploração e a colonização do gigantesco território feito de modo ganancioso e desleixado. Daquela “embriogenia defeituosa” moldou-se nossa maneira de ser, nossa visão de mundo, nossa mentalidade do “rouba, mas faz”, do “levar vantagem em tudo”, do “se eu estivesse lá faria o mesmo”. Desde o início a plasticidade de costumes, o oceano imenso entre os colonizadores e a matriz de costumes mais rígidos. Nas imensidões a serem desbravadas logo se aprendeu que não “existe pecado do lado debaixo do Equador”. E na simulação de uma moral inexistente nos movemos desde os primórdios na mentira que trespassou nossas instituições políticas, econômicas e se entranhou profundamente no tecido social.

É certo que todos os povos mentem. Que em todas as nações a mentira é uma das técnicas mais apuradas de conquista de poder e que a humanidade como um todo se compraz na mentira porque precisa de ilusão, de guias mentirosos, de falsas metas utópicas. Mas, também é certo que em certos países os poderes constituídos são mais respeitados, que suas atividades econômicas costumam se processar em níveis mais leais que nossas costumeiras práticas corruptas, que a confiança mútua é mais generalizada.

Isso, é claro, não produz santos, apenas indivíduos menos libertinos, porque em tais contextos sociais existe o funcionamento mais adequado da lei. Justamente a expectativa de que leis vão ser cumpridas constitui a melhor advertência para que libertinos pensem duas vezes antes de infringi-las.

Nós somos sabidamente o país da impunidade. Nossa Justiça é morosa. Exemplos dados pelo Judiciário nem sempre são dignificantes. Estamos longe da isonomia capaz de fazer justiça. Nossa Constituição pode entrar para o livro dos recordes tal a profusão de leis que contém em contraste com seu pífio cumprimento.

Entretanto, conforme o pensamento de Thomas Hobbes, em O Leviatã, poucas e boas leis são necessárias para o bem do povo. Esse filósofo político, diferente de Aristóteles para o qual o homem era naturalmente sociável, naturalmente cidadão (zoon politikon, animal político) pensava que a natureza não colocou no homem o instinto de sociabilidade, pois “o homem só procura companheiros por interesse ou necessidade”. Deriva daí a importância de um poder comum, ou seja, do Estado como gerador das leis e, portanto, capaz de assegurar a segurança e a paz.

Entende-se a partir daí a importância dos Poderes Legislativo e Judiciário, que compõem com o Executivo o tripé do Estado Democrático de Direito. O problema em nosso país é o funcionamento desses Poderes, na medida em que o Legislativo e o Judiciário sempre foram a reboque de um Executivo excessivamente centralizador.

No momento a centralização se acentua. O Congresso Nacional, sobretudo, a Câmara, se submete aos desejos presidenciais. E o Judiciário está passando por mais um teste crucial de credibilidade em sua instância mais alta, o Supremo Tribunal Federal.

Para pertencer ao STF é necessário ser brasileiro nato, ter mais de 35 anos, exibir notável saber jurídico e apresentar reputação ilibada. O candidato a ministro é indicado pelo presidente da República e o Senado pode aceitá-lo ou não.

Pois bem, com a vaga deixada pelo ministro Carlos Alberto Direito, que faleceu recentemente, o presidente Lula da Silva indicou para preenchê-la o advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli. Reprovado duas vezes em concurso para juiz estadual, o notório saber do companheiro se resume a ter sido advogado do PT e amigo de poderosos petistas tais como José Dirceu, algo capaz de abrir portas que costumam estar fechadas para “pessoas comuns”. Contudo, coisa mais grave, Toffoli foi condenado em dois processos que correm em primeira instância no Estado do Amapá. Se o Senado aceitar a indicação presidencial como sempre ocorre e os processos de Toffoli chegarem ao STF com ele lá, como é que fica?

Note-se que para o Executivo e o Legislativo não existe o critério de reputação ilibada, o que é pena. Mas se há para o Judiciário, como pode o presidente da República indicar para tão elevado cargo alguém sobre cuja reputação paira dúvidas relativas à prática de atos imorais e ilícitos?

Isso não tem problema. Afinal, se a maioria pudesse faria o mesmo que o companheiro Toffoli fez no Amapá. E se a entrada do jovem advogado-geral da União acabar de vez com o que resta de credibilidade no STF, aqueles poucos que disso tomarem conhecimento darão de ombros. No Brasil o direito de ser libertino é assegurado. Os companheiros do PT que o digam.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga

mlucia@sercomtel.com.br

www.maluvibar.blogspot.com

sábado, 19 de setembro de 2009

" SEM NOVIDADES NO FRONT "


“Sem Novidades no front”
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Este foi o título de um famoso filme sobre a Primeira Guerra Mundial, produzido em 1930, baseado no romance do escritor alemão Erich Maria Remarque, que retratava os horrores da guerra e a profunda indiferença da vida civil alemã sentida por muitos homens que retornavam das frentes de batalha.

Em combate, diante da cruenta realidade da guerra, os soldados viam esvair os seus ideais. O trágico drama apagara a sua euforia, a sua crença juvenil nas lutas gloriosas e nos atos heróicos. O desalento e a desilusão desabavam sobre o ânimo dos soldados.

A sombra da derrota e do fracasso estavam presentes, e os militares que retornavam do campo de batalha, eram cercados pelos civis em busca de notícias, de seus filhos, e dos entes queridos que lá lutavam, e dos avanços das tropas nacionais, que as rádios anunciavam como estrondosas vitórias de seus generais.

Mas, os pobres soldados, envergonhados de confessar a triste realidade, de desabafar os seus temores e as suas descrenças, incapazes de mentir, sem olhar seus interlocutores, às suas ansiosas perguntas, respondiam, simplesmente, “Sem novidades no front”.
No Brasil, “Sem novidades no front” se tornou gíria popular para se referir a uma ausência total de ação, em referência a falsa guerra na frente ocidental da Primeira Guerra Mundial.

A lacônica resposta encerrava, sem réplicas, um estado de espírito. Cortava, secamente, um diálogo indesejado. Evitava ao soldado, debulhar - se em lágrimas sofridas.
Em 10 de junho de 1999, como uma catástrofe anunciada, os militares passaram a ser, efetivamente, subordinados ao poder civil. Antes, pasmem, não eram.

Até àquela data, os militares usavam e abusavam. Não simpatizavam com os chefes, golpe. Se queriam melhores salários, golpe. Se ambicionavam mais regalias, golpe.

Basta recorrermos à História da Pátria para comprovarmos que eles, durante a sua trajetória, tornaram a Nação uma grande sinecura. Exorbitavam do poder, recebiam salários nababescos, deleitavam – se num manancial de mordomias, etc. Portanto, não sem tempo, era hora de acabar com a ignomínia.

Com o advento do Ministério da Defesa passou a existir “uma grande novidade no front”, e os militares atingidos em sua principesca existência, julgaram que seria de bom - tom, mimosear suas autoridades, na esperança de que adulados, tornariam menos severas suas duras medidas. Foram distribuídas medalhas, diplomas e afagos. Nada adiantou.

Depois, assumiram diversos Ministros da Defesa, e as dúvidas ecoaram, e a resposta, ordinariamente, era “Sem novidades no front”.

No 6º, muitas mudanças, muitos fogos de artifício, discursos, muitos arrochos, e veio a sua promoção a Marechal de Campo, com direito a farda e tudo o mais, e nós, já acostumados, continuamos a afirmar, “Sem novidades no front”.

Veio a END, alguns torceram o nariz, mas, se alguém solicitasse, a resposta seria a mesma, “Sem novidades no front”.

Nos anos seguintes, os recursos minguaram e, para piorar, foram contingenciados. O equipamento e o armamento sucatearam e, mesmo assim, um “bando” de altas patentes, em coro, bradou, “Sem novidades no front”.

Após os substanciais cortes no orçamento militar e a redução de 40% no efetivo a ser incorporado, anualmente, o coro continuou proclamando, “Sem novidades no front”.

Ao revanchismo cotidiano, à busca de ossadas, às odes aos terroristas, aos memoriais em homenagem aos anti - heróis, em memória de todos os atos e destemperos contra o estamento militar, quando alguém pergunta, ensaiados, respondemos a uma só voz, ”Sem novidades no front”.

Com a assessora da Ministra, prestes a assumir o cargo de juíza do STM, se indagarem aos demais juízes, mesmo que a contragosto, a resposta virá, “Sem novidades no Front”.
Por penúltimo, pois certamente, sempre haverá mais, o 6º Ministro, que não tem problema de enfrentamento, anunciou a nova Estrutura das Forças Armadas.

De idêntica forma, na Petrobrás, nos Correios, nos Ministérios, nas Autarquias, nas ONGs, no Judiciário, no Legislativo, nas CPIs, para qualquer lado, ou nicho que vasculhemos, mesmo em locais inimagináveis, os tentáculos do polvo partidário estão infiltrados, quando não aboletados.

Se perguntarmos aos honestos, aos dedicados servidores, o que está acontecendo, a resposta será “Sem novidades no front”.

Por tudo isso, se alguém inquirir sobre o que pensamos a respeito, podemos retorquir, sem medo de ser feliz:

”Sem novidades no front”.

Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General de Brigada Reformado do EB.



--
BRASIL acima de tudo...!!!

SOB O IMPÉRIO DA ESQUERDA PETISTA


SOB O IMPÉRIO DA ESQUERDA PETISTA

É consabido, que aquela organização de conduta mafiosa tem disseminado seus tentáculos em todos os setores da vida nacional, e dominado o cenário político, jurídico, sindical e educacional de forma incontestável. Não existe nicho, onde não estejam locupletados cumpanheiros ou cumpanheiras. Alguns setores, eles dominam de ponta a ponta, como os sindicatos, os centros acadêmicos, os movimentos de minorias sociais, raciais, sexuais e congêneres.

Nos demais partidos, de maior ou menor expressão, acomodam - se enrustidos, mas que não mascaram suas preferências ideológicas, políticos de reconhecido viés comuno – socialista. A maioria pode sê - lo por conveniência, pois ser socialista está na moda; outros bebem na fonte do Gramscismo.

Ser de direita, hoje, após intensa lavagem cerebral dos adeptos do comunismo disfarçado, significa ser contra o povo, contra a democracia, ser liberal ou neoliberal, antinacionalista, contra a melhoria das condições de vida dos desabonados, a favor do aumento dos impostos, enfim ser contra tudo o que a esquerda sublinha como o seu discurso para envolver os incautos.

Neste glorioso País, onde abundam os populistas, os oportunistas políticos e os políticos oportunistas, o brado de “tudo pelo social” tornou – se a palavra de ordem. E assim, dividindo o que é dos outros (como é o caso da produtividade rural), sem freios, avançam e apossam – se do poder.

Em prol de seu projeto de domínio, apresentam - se como os benfeitores a repartir o pão e o vinho, que facilmente multiplicam (imposto sobre a poupança, CPMF, IOF...). Seu objetivo é enfeixar nas mãos de uma cúpula privilegiada e sem limites, o poder do mando e do desmando. Tudo, para atender aos “interesses do Governo ou do Estado”, a desculpa não importa, desde que, conformado às suas conveniências.

Neste bizarro cenário, vejamos os nossos possíveis candidatos à Presidência da República. Dilma ou Serra? Marina ou Ciro? Credo. Nenhum de direita, nem de centro. Não há oposição. O modelo em vigor, corrupto, vil e de trapaças se encaixa perfeitamente ao perfil dos “nossos homens públicos”.

Portanto, diante do deserto de candidatos minimamente confiáveis, dispostos a acabar com o engodo, de brecar a estatização, ou melhor, a “petetização” do Estado, prevalece no imaginário de minguados cidadãos, que qualquer que seja o eleito, nosso destino continuará regido pelo mais torpe esquerdismo de ocasião. Infortunadamente, não vemos nem o túnel, que dirá a luz, pois se escapamos dos “petralhas”, mergulhamos de cabeça nas mãos de variantes, que não mudarão um grau no tétrico rumo que seguimos.

É nítido que o PT não tem um projeto de Nação, mas um vitorioso projeto de tomada do poder, e de sua preservação pelos próximos vinte ou trinta anos.

No Executivo sua presença é total, e mesmo imperial, a julgar pelo atropelo ao Acordo de Itaipu, a recente criação de nova reserva indígena em Roraima, a descarada preferência à compra de aviões da França, e um sem fim de decisões pessoais e personalistas que ferem a dignidade e a soberania nacional. Pouco falta para ouvirmos a frase “L’ Ètat c’est moi”e ponto final.

No Congresso, mesmo com a descoberta do mensalão, não faltam os partidos de ocasião, sempre prontos a se agregarem ao poder, não interessando os procedimentos fora de ética, desde que, mediante compensações.

No Judiciário, a presença é agressiva e despudorada, como comprovamos com a indicação do Toffoli para o STF, que será engolida, doa a quem doer. No STM não é diferente. Diante de um mesmo caso (Battisti), sob as mesmas leis, os doutos conseguem divergir. Ao que parece quem as redigiu não sabia o que estava fazendo; ou será que tudo depende de interpretações pessoais? Pode ou não pode? Estamos aguardando uma solução para o impasse. Uma que livre a cara do Executivo e a do Ministro da Justiça. Quem viver verá.

Lembramos a quase meia - centena de Ministérios criados para inflar o Estado com sinecuras para os petistas. Aqueles Ministérios e muitas autarquias dedicam – se a insuflar diferenças sociais, pecuniárias e, amiúde, extrapolam suas atribuições e consumam barbáries, através de normas e leis estabelecidas ao arrepio da Constituição, sem que uma voz responsável iniba suas divisionárias ações.

Negros, índios, quilombolas, sem – terra, sem – teto, sem – vergonha, não interessa a minoria, nem a sua bandeira, todos têm abrigo e amparo, inclusive financeiro, para levar avante ações repletas de ilegalidade, mas que são acobertadas até pelas autoridades que deviam coibi - las. Quanto aos demais segmentos sociais e, mesmo a própria Nação, estes podem ser maculados e vilipendiados em detrimento dos interesses dos comuno – socialistas, à guisa de um “resgate social”.

O descaramento é tão grande, que entre ampliar e aumentar o Bolsa – Família e cortar, drasticamente, os recursos para a vida vegetativa das Forças Armadas, cujo efetivo já reduziram, a sentença é implacável, viva o Bolsa, viva o PAC, viva a casa própria, viva...

Porém, a matemática é simples, basta somar o número de votos do Estamento Militar, e comparar com os votos dos pretensamente beneficiados; ou compute - se o voto dos “sem - terra” e do bando agregado a eles, com direito a cesta - básica e etc, e compare - se com o número de proprietários de terras.

Assim, não dá para esperar coisa diferente do que está acontecendo.

Brasília, DF, 19 de setembro de 2009

Gen. Bda Refo Valmir Fonseca Azevedo Pereira

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

CUCA CHE GUEVARA



CUCA CHE GUEVARA.

Fortalweb.com.br/gbrupoguararapes
CUCA CHE GUEVARA é o primeiro CUCA (Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência
e Esporte) de um total de seis CUCAS, todos eles, Centros semelhantes, com
a mesma finalidade educacional em outros bairros de Fortaleza, CE. E este
CUCA de nome CHE GUEVARA foi inaugurado no dia 10.09.2009, com a presença
do Presidente Lula e mereceu reportagens de página inteira em jornais do
Ceará, até com retrato de Che Guevara encimando a página. E agora,
considerando o nome deste Centro, perguntamos.
Em qual dessas atividades educacionais do CUCA, Che Guevara se destacou ou,
pelo menos, demonstrou algum conhecimento especial ou realizou algum feito
em prol dessas atividades educacionais? Será que no Ceará ou mesmo no
Brasil não há nem nunca houve algum brasileiro que tenha se destacado em
pelo menos uma dessas atividades educativas? Será que no Ceará nem no
Brasil, nunca houve um escritor, um poeta, um pintor, um cientista, nem um
esportista que mereça a honra de ser homenageado e lembrado para os
brasileiros, principalmente as crianças e jovens que freqüentarão esse
CUCA?
Ou a razão foi política? E neste caso, também cometeu um grave engano quem
escolheu o nome de Che Guevara, porque o maior líder e responsável por toda
a expansão do Comunismo Terrorista no Mundo foi Stalin. Consultem a
História e vejam que após a Revolução Comunista, foi Stalin que, implacável
e com “mão de ferro”, liquidou sumariamente na Rússia todos os adversários
do Comunismo, inclusive financiou a Intentona Comunista no Brasil em 1935.
Stalin que, comandando com muita determinação a URSS na II GRANDE GUERRA,
expandiu e dominou com o Comunismo todo o Leste Europeu, inclusive a metade
de Berlim. Será que se não fosse o Poder criado por Stalin, existiria uma
Cuba Comunista e o Che Guevara? E porque não botaram o nome de Prestes
neste CUCA, já que ele foi um Comunista Brasileiro ligado a Stalin e que
teve a “CORAGEM” (e a indignidade) de declarar que no caso de uma guerra
entre a URSS e o Brasil lutaria a favor da URSS? E porque não deram ao
CUCA, o nome de Franklin Martins, Ministro de Lula, que teve a “glória” de
seqüestrar o Embaixador Americano e a invulgar CULTURA de redigir e ler
para todo o Brasil o Manifesto que libertou da prisão outros Comunistas
Terroristas em plena “Ditadura Militar”?
Quem foi este grande Che Guevara? Para quem não sabe, Che Guevara era
argentino, formado ou estudante de medicina que, em vez de, como patriota,
lutar pelo Comunismo na sua Argentina, foi defender o Comunismo
Internacional em outros países da América Latina, entre eles o México e
depois em Cuba. E lá, com Fidel Castro, destacou-se, não na área de saúde e
sim pela maneira sanguinária com que mandou fuzilar sumariamente inimigos
do regime cubano e, segundo noticiado, ele, pessoalmente, com tiros,
assassinou alguns destes inimigos, já prisioneiros. Mas este “grande herói”
resolveu ir organizar uma guerrilha na Bolívia e lá foi morto ao enfrentar
bolivianos numa luta corpo a corpo. E assim, este “D. Quixote de La Cuca”
encerrou a sua vida de grande vulto sul americano e hoje é um CUCA de
Fortaleza.
Na verdade, está faltando CÉREBRO na CUCA de muitos políticos cearenses.
Na CUCA do PT. Perfeita imbecilidade. Falta de cuca; e de patriotismo.
Triste vergonha. Com o aplauso de Lula. Lembram-se da série “LULA E O
COMUNISMO”?
“ATUALMENTE NOSSOS HERÓIS SÃO ESTRANGEIROS E ASSASSINOS” VIVA BATTISTI,
CHE GUEVARA E OS GRANDES LADRÕES!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

SOBE A TEMPERATURA NAS FORÇAS ARMADAS


SOBE A TEMPERATURA NAS FORÇAS ARMADAS.

Por Carlos Chagas
A premissa, em primeiro lugar: raras vezes na História do Brasil as forças armadas vêm mantendo conduta política tão exemplar. Desde que deixaram o poder, em 1985, acostumaram-se a engolir sapos em posição de sentido. Ainda que reverenciando o passado, os oficiais-generais de hoje nada tiveram com o período autoritário, quando eram aspirantes ou tenentes.
Texto completo

O problema é que do outro lado muita gente procura conservar acesa a chama do confronto. E não se trata de um fenômeno peculiar ao PT. Desde o governo Fernando Henrique que a prática tem sido de isolar, escantear e até humilhar as forças armadas. Tome-se os cortes e contingenciamentos em verbas orçamentárias imprescindíveis à manutenção das suas estruturas ao sucateamento dos equipamentos imprescindíveis para o desempenho das funções castrenses e a criação do ministério da Defesa para afastar Exército, Marinha e Aeronáutica das discussões ministeriais.

O governo Lula seguiu na mesma linha dos oito anos do antecessor, até exagerando em certas figurações, como a recente exclusão cerimonial dos comandantes das forças das proximidades do presidente da República, no desfile militar do último Sete de Setembro.

O grave, porém, é a continuidade da redução de recursos, que a anunciada mega-compra de aviões, submarinos e helicópteros não engana.

Tome-se a decisão adotada pelo Exército, de imitar o Congresso e suprimir atividades nos quartéis às segundas e às sextas-feiras, por falta de dinheiro para providenciar o almoço da tropa. Nem se fala do cancelamento de exercícios, pelo mesmo motivo. Ou da redução drástica do número de jovens admitidos no serviço militar antes dito obrigatório.

É claro o descontentamento, exemplificado pelo pedido de exoneração, semana passada, do comandante da Aeronáutica, que o presidente Lula conseguiu contornar. Por isso se diz que a temperatura anda subindo, mas, é claro, jamais a ponto de gerar inquietações institucionais. A febre cresce, mas o termômetro aguenta.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

COMPRA DE CAÇAS




--------------------------------------------------------------------------------
BUSCA Ok
--------------------------------------------------------------------------------


JOBIM SENADO

Compra de caças só será decidida após novas ofertas, diz Jobim
O governo só decidirá o modelo de caça a ser usado na renovação da frota da Força Aérea Brasileira depois de receber, na segunda-feira (21), as ofertas finais dos três concorrentes envolvidos no processo, disse hoje o ministro da Defesa, Nelson Jobim, em reunião da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).

O ministro admitiu que existe uma preferência política pela francesa Dassault, produtora dos jatos Rafale, como já havia afirmado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva após encontro com o presidente francês Nicolas Sarkozy na celebração de 7 de setembro. Mas reiterou que a decisão final vai depender da análise das propostas da própria Dassault, da norte-americana Boeing, que fabrica o F-18, e da sueca Saab, produtora do Gripen NG.

- O negócio não está fechado. Há uma opção pela França, basta que ela cumpra a promessa de transferência de tecnologia. Vamos analisar as ofertas e ver o que significa a transferência irrestrita de tecnologia e o preço competitivo anunciados pelos franceses - disse Jobim, para quem a forte competição entre os três produtores é "ótima" para o Brasil.

Antes de chegar ao tema da aquisição dos aviões, Jobim comentou com os integrantes da comissão os outros pontos do amplo acordo feito com a França em matéria de defesa. Ele recordou ter consultado outros países - como Estados Unidos, Israel e Rússia - sobre a disponibilidade para transferir tecnologias sensíveis. E reiterou que apenas o governo francês assumiu compromisso nesse sentido, o que levou o Brasil a firmar, com aquele país, acordos de parceria estratégica em dezembro de 2008.

Jobim detalhou o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), em parceria com a França, que inclui a construção de um estaleiro e de uma base naval no Rio de Janeiro, além de quatro submarinos convencionais - dos quais o primeiro parcialmente na França e três integralmente no Brasil - e de um submarino de propulsão nuclear, a ser equipado com um reator brasileiro. O Prosub, como informou, custará 6,7 bilhões de euros e deverá gerar 11.500 empregos diretos e 33.500 indiretos.

- O Brasil não está comprando armas, mas se capacitando no desenvolvimento de tecnologias duais - afirmou Jobim, ressaltando a possibilidade de usos civis para as tecnologias militares a serem desenvolvidas no país.

O ministro citou ainda o acordo com a França para produção, no Brasil, de 50 helicópteros Super Puma, dos quais 18 seriam destinados à Aeronáutica, 16 ao Exército e 16 à Marinha. O programa de construção dos helicópteros custará 1,7 bilhão de euros, informou, após mencionar diversas empresas brasileiras que fornecerão partes dos helicópteros, a serem montados pela Helibrás, em Minas Gerais.

Ainda segundo Jobim, a aquisição de helicópteros comporá o programa de mobilidade estratégica do Exército. Ele anunciou também que estão em andamento conversações iniciais com países como a França e Israel a respeito do programa do Exército para a construção de veículos aéreos não tripulados.(Ag. Senado)

O escândalo do "Exército da Fome "


Comandante do EB corre risco de ação penal-militar ao ordenar meio expediente para a tropa, por falta de comida
Edição do Alerta Total - www.alertatotal.net
Leia também o Fique Alerta – www.fiquealerta.net

Por Jorge Serrão

O escândalo do “Exército da Fome” deve parar na Justiça Militar, gerando uma das mais graves crises militares pós-regime-de-64. O Comandante do Exército, Enzo Martins Peri, corre o risco de sofrer uma ação no Superior Tribunal Militar, com base em pelo menos três artigos do Código Penal Militar - Decreto-Lei nº 1.001, de 21 de outubro de 1969. O General de quatro estrelas pode ser acionado por: “omissão de eficiência da Força” (artigo 198 do CPM), “prevaricação” (artigo 319) e “Inobservância de Lei, Regulamento ou Instrução” (artigo 324).

O General pode ser acionado pela Procuradoria-Geral da Justiça Militar. Caso isso não ocorra – aliás, é pouco provável -, Peri deve sofrer “um ataque de cidadania”. Qualquer cidadão pode mover uma ação privada, subsidiária da pública, para obrigar o MPM a acionar o STM. O principal ponto contra o General Peri: “ser condescendente” com os seguidos cortes orçamentários - que causam flagrantes prejuízos às atividades regulares dos militares. O Código penal Militar considera crime “deixar de manter a força sob seu comando em estado de eficiência”. A pena prevista, se for condenado, é suspensão do exercício do posto, de três meses a um ano.

O Exército deve convocar uma reunião de emergência do Alto Comando para estudar como pode ser abafada a provável ação judicial. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, terá de usar seu prestígio no meio jurídico para “trancar” o processo. Por enquanto, a bomba vai estourar no colo da Procuradora-Geral da Justiça Militar, Cláudia Márcia Ramalho Moreira Luz. Se a “operação abafa” for bem sucedida, talvez nem acabe apreciada pelo Superior Tribunal Militar, presidido pelo ministro Carlos Alberto Marques Soares.

Pontos que pegam

O artigo 198 do CPM considera crime: “Deixar o comandante de manter a força sob seu comando em estado de eficiência: Pena - suspensão do exercício do posto, de três meses a um ano”.

Já o artigo 319 define como crime de prevaricação: Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra expressa disposição de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal: Pena - detenção, de seis meses a dois anos”.

A interpretação é que a tropa não pode ficar dois dias sem trabalhar, apenas para satisfazer interesse ou sentimento pessoal do comandante.

Outro ponto que pode pegar contra o Comandante do EB é o artigo 324: “Deixar, no exercício de função, de observar lei, regulamento ou instrução, dando causa direta à prática de ato prejudicial à administração militar: Pena - se o fato foi praticado por tolerância, detenção até seis meses; se por negligência, suspensão do exercício do posto, graduação, cargo ou função, de três meses a um ano”.

O problema

O General Enzo Peri decidiu que, por medida emergencial para enfrentar o contingenciamento de verbas, os quartéis do Exército funcionariam em meio expediente às segundas-feiras:

"Considerando a vigência do contingenciamento dos recursos orçamentários do Exército e suas consequências restritivas, informo à Força que (...) o expediente às segundas-feiras deverá iniciar-se às 13h e encerrar-se às 18h, sem refeições".

A tropa já era liberada no fim da manhã das sextas-feiras, pelo mesmo motivo.A nova redução do expediente teria validade de um mês e meio, até 30 de outubro, para economizar o almoço dos recrutas, que só terão de se apresentar para o trabalho no turno da tarde.

MPM tem de agir

O Ministério Público Militar é regido pela Lei Complementar n°75/93 que define suas atribuições junto aos Órgãos da Justiça Militar, são elas:

Promover, privativamente, a ação penal pública;

Promover a declaração de indignidade ou de incompatibilidade para o oficialato;

Manifestar-se em qualquer fase do processo, acolhendo solicitação do juiz ou por si a iniciativa, quando entender existente interesse público que justifique a intervenção.

Incumbe-lhe, também requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial-militar, podendo acompanhá-los e apresentar provas, além de exercer o controle externo da atividade da polícia judiciária militar.

Portanto, a Procuradora-Geral da Justiça Militar, Cláudia Márcia Ramalho Moreira Luz, não precisaria esperar por uma “ação privada, subsidiária da pública” para agir.

Teatro de Operações Judiciais

A eventual ação contra o Comandante do EB seria julgada pelo Superior Tribunal Militar que é composto, atualmente, de quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a indicação pelo Senado Federal.

São três Ministros escolhidos dentre oficiais-generais da Marinha, quatro dentre oficiais-generais do Exército, três dentre oficiais-generais da Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais elevado da carreira.

Outros cinco Ministros são civis, também nomeados pelo Presidente da República e escolhidos dentre brasileiros maiores de trinta e cinco anos.

Destes cinco, três são escolhidos dentre advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional.

Outros dois são escolhidos dentre Juízes-Auditores e membros do Ministério Público da Justiça Militar.

Composição atual

O STM é presidido pelo Ministro Dr. Carlos Alberto Marques Soares, tendo como vice o Ministro Alte Esq Marcos Augusto Leal de Azevedo.

Os demais representantes da Marinha são: Ministro Alte Esq Marcos Augusto Leal de Azevedo, Ministro Alte Esq José Alfredo Lourenço dos Santos e Ministro Alte Esq Rayder Alencar da Silveira.

Pelo EB, respondem: Ministro Gen Ex Antonio Apparicio Ignacio Domingue, Ministro Gen Ex Sergio Ernesto Alves Conforto, Ministro Gen Ex Renaldo Quintas Magioli e Ministro Gen Ex Francisco José da Silva Fernandes.

Pela FAB: Ministro Ten Brig Ar Flávio de Oliveira Lencastre, Ministro Ten Brig Ar William de Oliveira Barros e Ministro Ten Brig Ar José Américo dos Santos.

Já os membros togados são: Ministro Dr. Olympio Pereira da Silva Junior, Ministro Flavio Flores da Cunha Bierrenbach, Ministro Dr. José Coêlho Ferreira e a Ministra Dra. Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha.

Perseguição ao EB

O Alto Comando do Exército já não consegue mais esconder o descontentamento com o governo – que promete grandes verbas para a modernização da Marinha e da FAB, e deixa o EB sem dinheiro até para comprar comida para a tropa.

A repercussão do assunto na imprensa foi tradada na reunião de ontem do Alto Comando, no Forte Apache, em Brasília.

Na previsão de verbas para reaparelhamento, em 2010, a marinha terá R$ 2,7 bilhões e a Aeronáutica outros R$ 1,3 bilhão.Já o pobre EB ficaria apenas com R$ 361 milhões, o que tem tudo para amplificar as queixas sobre sucateamento de instalações e veículos.

DEFESA NACIONAL


DEFESA NACIONAL

Há meio século ocorria discussão semelhante. Relembro-me que, naquela distante época, a Marinha de Guerra do Brasil incorporou à sua frota um Porta-Aviões comprado durante o governo do Presidente Juscelino Kubitschek.
Como hoje, parcela significativa de intelectuais, de formadores de opinião, de respeitados conterrâneos e, até mesmo, iniciados nesta complexa questão, manifestavam-se contra as “imensas” despesas realizadas pelo governo, argumentando que os valores despendidos não se justificavam. Alegavam que os recursos seriam melhor empregados, se fossem destinados à educação , à saúde, à habitação ou a qualquer outra rubrica mais nobre.
Inconcebível a decisão de governos gastarem recursos escassos em aparelhar Forças Armadas, para combaterem uma hipotética guerra virtual que jamais ocorreria. Infelizmente, inúmeras e cruentas experiências mostram que a guerra e os conflitos são reais e continuam a vitimar a humanidade .
Quem , em sã consciência, no balanço das prioridades, alocaria recursos para adquirir aviões de combate, modernos vasos-de-guerra, blindados, armamentos e equipamentos diversos em confronto com as crescentes necessidades de hospitais, ambulatórios, escolas e outros ítens, num país carente e cheio de contrastes na área social. Esse o ponto de vista de inúmeros pacifistas.
A velada cobiça internacional sobre a amazônia brasileira, a questão ambiental e ecológica, as riquezas do nosso mar territorial, o controle do espaço aéreo , o narcotráfico e , mais recentemente, as descobertas do pré-sal, mostraram, em verdadeira grandeza, as vulnerabilidades do país continental que herdamos dos nossos antepassados. Diante de um mundo que continua competitivo e no qual prevalecem somente os interesses , o sinal de alerta fez-se ouvir.
Apesar de todas as evidências, ainda é difícil convencer determinadas lideranças civis da necessidade imperiosa de desenvolver-se no país uma sadia e importante mentalidade de defesa. O viés ideológico dificulta, ainda mais , essa compreensão.
Em quase todos os conflitos em que o país esteve envolvido, as Forças Armadas estiveram sempre, inicialmente desaparelhadas. Historicamente, precisaram mendigar recursos e sensibilizar governantes diante da posição secundária contemplada nos orçamentos governamentais. Em alguns deles, até mesmo sem uniformes e calçados adequados , sendo obrigadas a receberem apoio de aliados e contando somente com o profissionalismo e a bravura de seus soldados.
Nunca há recursos disponíveis para esse importante segmento da nacionalidade ; as verbas orçamentárias para investimento, a cada ano, são perigosamente reduzidas. O que realmente falta ao país , são estadistas e homens preparados e capazes para o complexo exercício do poder .
Em todos esses anos, poucas e sensatas lideranças civis estiveram a favor de reservar parcela desses recursos para serem empregados na Defesa Nacional . Em outra vertente,igualmente importante, a da Segurança Pública, os efetivos policiais das unidades federadas enfrentam restrições semelhantes, facilitando a ação de grupos que mantém a sociedade ordeira refém da bandidagem. Isso tudo sem falarmos das excessivas preocupações com os “direitos humanos” dos criminosos, em detrimento dos do cidadão de bem.
Oxalá, as atuais discussões sobre esse tema sirvam para esclarecer a nação e as nossas elites políticas da importância de fornecerem às Forças Armadas do país as condições adequadas para que possam cumprir sua destinação constitucional .
Que o velho e cansado discurso dos “pacifistas de ocasião” , que insistem em viver no Nirvana utópico e inalcançável - plano intangível da virtude e mundo encantado do dever-ser - seja desconsiderado pelo atual mandatário da nação a quem compete decidir sobre assunto tão importante.

Carlos Augusto Fernandes dos Santos
Militar da Reserva